título: cervejinha
data de publicação: 13/11/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #cervejinha
personagens: bruna e joão henrique
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Liv Up. — Amo… — Pra Liv Up, comer bem pode ser simples e fácil, unindo aí praticidade e sabor em produtos saudáveis que acompanham o seu estilo de vida. A Liv Up quer facilitar a sua rotina, tornando a alimentação saudável mais acessível e inspirando você a manter o bem-estar no dia a dia. E esse mês de novembro, a minha dica é pra você conhecer aí as marmitinhas vegetarianas e massas, duas categorias perfeitas pra quem quer ter uma rotina sem carne, mas mantendo a praticidade e o sabor. Na linha vegetariana, são mais de 15 opções, além, claro, das alternativas 100% veganas. — Gente, tem uma panquequinha com recheio de soja, que é a coisa mais deliciosa desse mundo. Muito, muito, muito boa. —
Tem também o curry de legumes, o falafel com cuscuz e a feijoada. — Tudo veg, tudo veg… Amo. — Já na categoria massa, são 10 opções artesanais e feitas com ingredientes selecionados, perfeitas pra aquele momento em que a gente tem aquela fominha, sabe? Bate aquela fominha, sem apelar aí pra um delivery. E ali no setor de massas, tem novidade: 6 sabores novos. — Gente, eu sou muito consumidora real da Liv Up, inclusive uso meu próprio cupom. [risos] Eu amo… Porque a comida é realmente muito, muito, muito gostosa. Sério mesmo. — Comer bem com a Liv Up é fácil, gostoso e cabe no seu bolso. — Cabe muito, gente… Sério. Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio e já vou deixar avisado que tem cupom, tem cupom, tem cupom. E, ó, tá especial esse mês de novembro, então fica comigo até o final. — E hoje eu vou contar pra vocês a história da Bruna. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Bruna se casou com o João Henrique, eles namoraram por três anos… E como era esse namoro? Eles viajaram muitas vezes juntos, se viam duas vezes na semana. — Enfim, gente, um namoro ok, onde as pessoas trabalham, estudam, né? E se amam e casam. — Eles sempre gostaram de ir a barzinhos e baladas. Quando eles saíam, a Bruna não bebia pra poder dirigir, né? E o João sempre bebeu pouco, assim. — João Henrique nunca foi de beber muito, mas assim, sempre gostou de tomar cerveja. — Ele tomava duas cervejas, às vezes três cervejas… Aí perguntei pra ela: “mas lata ou garrafa?” e ela falou: “Andréia, dependia de quanto tempo a gente estava num lugar. Por exemplo, se você vai pra uma praia, ele tomava três garrafas de cerveja, mas eu tô ali também dou uma bicada, porque aí eu não vou dirigir”, sempre foi muito de boa isso, assim… Ela nunca viu o João Henrique caindo de bêbado. Nunca foi assim.
Na lua de mel, foram pra uma praia fora do Brasil… — Então, assim, gente, quando você tá de férias, eu acho que isso é comum também. Todo mundo bebe todo dia. Você toma um negocinho, você tá de férias. Passou das 11 da manhã, enfim… — Ela também não notou isso, nada de excepcional em relação à bebida. Assim que eles voltaram da lua de mel, eles foram fazer compra de mercado, agora você mora junto, gostosinho, casal casadinho novo, fazer compra no mercado, os dois juntos, um romance, uma alegria. E ali, João Henrique já pegou 24 garrafas de cerveja. — Dá, sei lá, pra dois meses? Se você for beber ali só de final de semana, sei lá… — Bruna olhou aquele carrinho — que ele acabou pegando um carrinho a mais só pra botar ali, né? A cerveja e tal, as garrafas, né? — e chegaram em casa, colocaram as garrafas lá no armário, que é uma despensa, e ele já colocou pra gelar seis garrafas de cerveja. — Isso, gente, no primeiro dia após lua de mel. — Voltaram no domingo, na segunda noite eles fizeram compra.
Outro dia foi trabalhar, os dois já não estavam estudando, chegavam juntos, mais ou menos umas sete da noite, jantavam juntos… — Um hábito que eles têm de comer juntos na mesa, eu acho isso muito legal. Durante o jantar, o João Henrique já tomou uma garrafa de cerveja. Terminou o jantar ali, os dois se dividiram pra lavar prato, essas coisas, terminaram… Pô, você vai ficar juntinho ali assistindo TV, vamos assistir uma série até pegar no sono… Ele abriu uma outra garrafa de cerveja. Então, ali ele tomou duas garrafas de cerveja, enquanto Bruna estava ali com ele. Bruna resolveu ir dormir e, quando ela acordou, ela viu que tinha três garrafas de cerveja ali na pia, vazias, né? Bom, ele tinha colocado seis pra gelar, então já tinha ido três. No outro dia à noite, no jantar, de novo, três garrafas de cerveja. — Então, aquelas seis que ele colocou para gelar, ele tomou três por dia. — E ele botou mais seis… E isso virou uma constante.
Depois das três cervejas, ele ia, tomava um banho, mas você vai deitar, você transpira. No quarto, começou a cheirar cerveja. João Henrique começou a beber todos os dias, três, quatro garrafas de cerveja… Bruna não entendia como ele conseguia no outro dia de manhã acordar e ir trabalhar… E ela acordava antes que ele. Um dia, ela falou: “posso trocar o horário e tal, chegar mais tarde, sair mais tarde?”, porque ela queria ver como ele acordava. E ela viu que ele acordava ainda bêbado, tomava um banho e ia trabalhar, muitas vezes, bêbado… Um rapaz ali de 30 anos, bebendo todos os dias, de três a quatro garrafas de cerveja. Quando chegava no domingo, ele começava a beber meio—dia e ia até a noite. — Às vezes, ela perdia conta, tipo, sei lá, ele tomou sete, oito, não sei, garrafas de cerveja. — Bruna foi falando com ele: “João Henrique, isso não está certo. Você está viciado, você precisa procurar ajuda. O nosso quarto fede a cerveja, eu não consigo mais transar com você, você está sempre embriagado”.
E ele falando que não, que era besteira e, realmente, quando a pessoa bebe mais, ela cria uma resistência… Então, demorava para ele ficar com a voz mais pastosa e tinha que cada vez ter mais cerveja. Só tomava cerveja… Não bebia fora de casa, nada, era só em casa, mas bebia muito, gente… Bebe muito. Ele trabalha em escritório, disse que isso não impacta no trabalho dele, mas a Bruna, assim, né? Acho que ninguém percebeu ainda, né? E ela fica pensando assim, quando eles saíam, eles ficavam juntos, ela considerava o tanto que ele bebia porque, sei lá, era final de semana, né? Tomou três garrafas de cerveja… Mas ela não ficava com ele, sei lá, a semana inteira. E ela foi falar com a sogra e a sogra meio que não viu isso como um problema, falou: “Sim, ele toma a cervejinha dele… Ele toma a cervejinha dele, só que não influencia em nada. Ele faz academia, ele trabalha, então ele tem direito a tomar a cervejinha dele”. — Mas, gente, tomar uma cervejinha, sei lá, não seria um copo, dois? Três garrafas todos os dias? Mais de três tem dia? Eu acho que daria até pra gente fazer um quadro alarme sobre alcoolismo. Porque, assim, eu acho que é assim que começa, né? Ele já tá nesse estágio, né? —
A Bruna ama demais o marido, diz que ele é um cara excelente, tirando essa parte da bebida. Só que ela não tá aguentando mais… Ela está casada com ele há um ano, eles já dorme em quartos separados porque ele transpira, né? Não gostaria de separar, mas ela falou pra mim: “Andréia, eu não vejo futuro… Eu não vejo futuro, ele acha que ele não tem um problema, que é só uma cervejinha, sendo que ele bebe todos os dias, sem exceção, no mínimo três garrafas. Quando não tem, ele fica totalmente apavorado, tem que sair pra comprar cerveja”. Ele só bebe em casa, ele não sai, ele não dá, como diz a Bruna, outro tipo de trabalho, mas ele bebe muito e eles são jovens. A Bruna falou: “Andréia, como que eu vou pensar em ter filho com ele? Eu tive que botar ele pra dormir em outro quarto, porque eu não aguento… Ele fica suado de cerveja. Então, ele usa agora outro quarto e outro banheiro, eu fiquei com a suíte só pra mim, porque meu quarto eu acordava puro cheiro de cerveja”.
A sogra acha que é só uma cervejinha, que é besteira da Bruna, que a Bruna tá achando e caçando coisa onde não tem, mas é a Bruna que convive. E o João Henrique, assim, acha que: “poxa, sou um excelente marido, a gente conversa pra caramba, a gente fica junto”, a Bruna agora mal transa com ele por causa do cheiro de cerveja… E ele acha que, assim, tudo bem, que tá tudo bem, assim, que ele não vê onde tá o erro, sabe? Ele não acha que ele bebe, que ele, sei lá, que ele esteja doente. E eu acho que a gente está acostumada a debater alcoolismo pensando em, principalmente, homens mais velhos, né? Ele está com 31 anos agora, a conta daqui a pouco também, eu acho que em termos de saúde, vai chegar. “Ah, mas ele faz academia e tal”, mas ele bebe muito, gente… E Bruna não tinha, ela falou: “Andréia, num namoro você não tem como ter essa dimensão. Eu só fui ter essa dimensão, realmente, no casamento, do quanto ele bebe e do quanto isso interfere, né?”. E aí agora ela está numa luta, que pelo menos ele comece a terapia, pra terapia de casal ele enxergar que ele tem um problema.
E aí, só que ele tá resistente, porque ele fala: “A gente tem um ano de casado, por que que a gente vai fazer terapia de casal?”, e aí eu falei pra Bruna, eu falei: “Tudo bem, você ama ele, ele é um cara, tirando essa questão da bebida, ele é um cara bacana, mas ele tá vendo você praticamente implorar, que precisa de uma mudança pra que você também esteja feliz nesse casamento e, meio que, ele não tá levando isso em consideração”… Então, eu acho que além da questão da cervejinha, que não é uma cervejinha, são pelo menos três cascos, um litro, um pouco menos de um litro cada garrafa, por dia… É muito, gente, é muito… Pensa aí, você, um copo, duas cervejas, sobra um tanto ainda na garrafa… A gente tá falando aqui de oito copos de cerveja… Gente, é muita cerveja por dia. Eu não sei nem como esse cara consegue, né? A Bruna tem vergonha de contar pras amigas, porque assim, ela não quer expor o marido… Ela queria que, poxa, desse certo esse casamento, que ele procurasse ajuda e tal, mas eu acho que a gente pode querer ajudar o outro e, sei lá, que o casamento funcione até certo ponto, chega uma hora que, tipo, a sua parte você já fez. Então, eu acho que chegou a hora da Bruna falar sério com ele assim, tipo: “se você não mudar, a gente não vai ficar mais junto”, sabe? Mandar a real.
Porque a Bruna falou, falou: “Andréia, eu casei pra dormir no mesmo quarto que ele”. Eu conheço, eu, pessoalmente, Andréia, eu conheço casais que se dão muito bem, que se amam muito e dormem em quartos separados. Eu não acho que dormir em quartos separados seja o problema, mas eles não estão dormindo em quartos separados por uma questão de, ah, sei lá, sabe? De gosto. É porque a Bruna não aguenta o cheiro de bebida, e aí ele aceitou, ok, dormir num quarto separado dela do que deixar de beber ou beber menos… Mas aí eu acho que ele já tem uma questão assim mais séria pra tratar, que talvez ele não possa mais beber, porque não é só uma cervejinha. E a Bruna já tentou dar cerveja sem álcool pra ele, porque vai que a questão é a cerveja em si, né? Sei lá, aquele cheiro, aquele gosto… Mas a questão é o álcool, porque ele não aceitou a cerveja sem álcool, ele não gostou, não quis mais, enfim… Então a Bruna, com um ano de casada, tá nesse dilema onde ela não quer separar, porque ela quer batalhar por esse casamento, batalhar pelo João Henrique, mas ele acha, na real, assim, que ele não tem um problema, que ele é novo, que ele se exercita e que ele trabalha.
Ele é um cara muito trabalhador, então ele acha que é um direito dele chegar e tomar a cervejinha dele, mas não é um copo, dois copos… Que todo dia também eu já acharia problemático? Não sei, mas enfim… Mas três garrafas todo dia? Sem contar que a Bruna falou que isso impacta também no financeiro deles. Ele gasta bastante com cerveja, faz as contas aí… Dá o que? Noventa, cem litros de cerveja por mês. Mais fácil você comprar um barrilzinho. Então, são questões que, assim, a Bruna não sabe mais como resolver porque ele não tá aberto pra fazer uma terapia, ele acha realmente que ele não precisa e que é só uma cervejinha. E a mãe dele dá essa força pra ele, fala: “isso é besteira sua, meu filho, não é nenhum bêbado”, sendo que Bruna, muitas vezes, quando ela troca de horário, ela vê que ele sai meio embriagado. Sabe quando não passou a bebedeira ainda, assim, de manhã? Sem contar sábado, quando é sábado, ele bebe muito, sei lá, o dobro do que ele bebe na semana e, no domingo, ele passa o dia inteiro meio mal, assim, meio dormindo, acordando, enfim…
Ela falou: “Andréia, às vezes eu quero fazer alguma coisa com meu marido e tal, passear, alguma coisa e ele não consegue”, e aí quando ele consegue sair da cama, ele já começa a beber. Gente, casal novo… Os dois aí nessa faixa de 30 anos, ele 31, sabe? Eu não sei, eu entendo que a Bruna queira sim lutar por esse casamento, lutar por ele, mas ele tem que querer um pouco também, né? Como é que você vai fazer? Sozinha? E ela fala, ela tá decidida, do jeito que tá, ela não vai ter filho com ele. Ele quer muito ter filho, ela também quer, mas do jeito que tá… Mesmo porque a casa tem dois quartos e ela tá em um, ele tá em outro, não tem nem onde pôr o bebê, a Bruna falou. Eu acho que é um tema que a gente pode abordar mais, o que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Olá, nãoinviabilizers, aqui é o Roberto de Piracicaba e eu quero comentar como biólogo. O João Henrique tem sim um problema, né? A Andréia comentou que a conta da saúde vai chegar e algumas pessoas contrargumentam: “Ele faz academia” e, nesse caso, a academia não muda em nada… Porque o nosso organismo ele enxerga o álcool como uma substância tóxica e, como tal, o nosso fígado luta pra metabolizar, pra desmontar essa molécula, pra desmontar o álcool, pra que ele deixe de ser uma molécula tóxica pro nosso organismo. Como ele bebe todos os dias, o fígado não tem um tempo pra se regenerar e aí, gente, isso vai acarretar numa cirrose hepática… Fazer academia não muda nada porque o seu fígado está diariamente sobrecarregado na metabolização do álcool. É um problema que precisa ser trabalhado, tá bom? Um abraço, até mais.
Assinante 2: Olá, nãoinviabilizers, tudo bem? Aqui quem fala é a Juliana do Rio de Janeiro. Bruna, minha dica pra você é que você busque um grupo de ajuda para familiares de dependentes químicos ou alcoólicos, tá legal? É uma situação muito delicada e não tem como mudar o outro, não tem como fazer ele enxergar que ele está errando, principalmente porque o uso do álcool é muito comum na nossa sociedade, é normalizado… Veja que até a própria mãe dele enxerga dessa forma, tipo: “ah, mas ele trabalha, ele tem uma vida normal, o que que tem?”, né? É que tem muita coisa… É legal, que você se fortaleça, que você busque ajuda pra você, que você saiba lidar com essas situações, até mesmo pra o dia que ele estiver precisando de ajuda, você consiga estar fortalecida e conseguir acompanhá-lo nesses lugares, tá bem? É isso.
[trilha]Déia Freitas: Comer bem pode ser simples e fácil com a Liv Up. Que tal você encher aí o seu carrinho na Liv Up com umas 15 opções de marmitas? Escolhe ali vegetarianas ou pega as massas… 16 opções de massas. — Vai lotar o seu carrinho, delícia. — Pros nossos ouvintes aqui do podcast, os nãoinviabilizers, que ouvem aí os episódios durante as refeições, usando o nosso cupom de desconto: “NAOINVIABILIZE”, tudo junto, maiúsculo, sem acento, você ganha 15% de desconto na primeira compra. Mas esse desconto de 15% off é somente esse mês de novembro, então corre, vai lá, vê as opções, monta seu carrinho delícia, comidinha… Gente, é sério mesmo, é muito bom. Comer bem com o Liv Up. É fácil, gostoso e cabe muito no seu bolso. — Valeu, Liv Up. — Um beijo e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]