título: viúvo
data de publicação: 17/11/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #viuvo
personagens: samara, evandro, gabi e flávia
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a Amazon. A Black da Amazon está chegando. A Amazon Brasil está preparando a maior edição de ofertas de todos os tempos. O Esquenta Black da Amazon já começou e é um período de ofertas antecipadas e condições mais do que especiais, o que já vai te preparando para a grande semana de descontos e ofertas da Black. — Inclusive, nesse Esquenta Black da Amazon, eu comprei o meu papel higiênico que eu só acho na Amazon, que é folha quádrupla. Amo… Já comprei, mas vou ficar aqui esperta. — E no dia 21 de novembro, à meia—noite, começa a Black da Amazon. — Anota aí, gente: dia 21, à meia-noite. Então, dia 20, você tem que ficar esperto ali, 23:59 virou dia 21, meia-noite, começa a Black da Amazon. — Vai até dia 1º de dezembro, serão até 70% de desconto em categorias como saúde e bem-estar, dispositivos Amazon, cozinha e produtos de limpeza.
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[trilha]Samara um dia foi acompanhar uma amiga numa festa de confraternização da empresa da amiga. — A gente pode chamar essa amiga de “Mariana”. — Chegando nessa festa, Samara viu um cara… Ele estava mais na dele, sozinho, simpático assim, mas meio na dele, Samara foi lá e perguntou para Mariana quem era aquele cara. Mariana explicou que aquele era o Evandro, o Evandro era chefe ali de um dos setores, ele era viúvo, tinha uma filhinha de 5 anos — já tinha uns 3 anos que ele era viúvo, ele criava a filhinha dele sozinho — e que ele era um cara muito bacana, assim, todo mundo gostava muito dele, todo mundo torcia para ele refazer a vida, mas ele sempre muito dedicado à memória da esposa que tinha falecido. Samara olhou aquele cara, Evandro também notou Samara ali e, em certa hora da festa, eles começaram a conversar e trocaram contatos. A partir daí, Samara começou a conversar com Evandro. Samara reparou que Evandro falava da esposa já falecida no presente, então, ele sempre falava: “a Flávia isso, a Flávia aquilo”, não como se a Flávia já tivesse morrido, mas como se a Flávia estivesse ainda muito presente, né?
E Samara comentou isso na sua terapia — Samara fazendo ali terapia uma vez por semana com um psicólogo —, comentou isso com o psicólogo e ele abordou ali com Samara questões do luto, que talvez Evandro ainda mesmo passando mais de dois anos, ele ainda tivesse vivendo, enfim… O tempo foi passando, Samara engatou um romance com Evandro, eles namoraram por dois anos, a menininha agora estava com sete anos, aceitando muito bem a Samara. — A gente pode chamar a menininha aqui de “Gabi”. — Samara levando um relacionamento muito bacana com Evandro, mas sempre um pouco incomodada com essa questão do Evandro se referir à esposa falecida, sempre no presente, sempre falando com muito carinho sobre a Flávia. — Não acho que seja uma questão, mas enfim, isso era algo que incomodava um pouquinho aí a Samara,. Lembrando que quem me escreveu foi Samara. —
Evandro, ele era chefe dessa firma aí — que trabalha Mariana, né? amiga de Samara —, um cara com grana… Ele morava num apartamento com três suítes, um outro quarto que era considerado um escritório, uma sala ampla, um varandão. — Enfim, apartamento de rico. — E Samara passou a frequentar esse apartamento, só que ela reparou que tinha ali o escritório que ele ficava fechado, ela não comentou nada, né? Enfim, estava fechado… Uma ou outra vez ela tentou abrir a porta ali, mas estava trancada, ela não morava na casa, né? Ela estava lá, mas enfim, não morava, não era moradora. E o tempo foi passando, até que Evandro pediu Samara em casamento. Assim que Evandro pediu Samara em casamento, ele abriu aquele escritório e mostrou para Samara, falou: “olha, eu coloquei as coisas da Flávia neste quarto, ela tinha muita roupa bacana, muita bolsa bacana, tênis e tal, e eu quero deixar para Gabi para quando ela crescer, ver o que ela quer guardar da mãe dela. Às vezes a Gabi entra aqui, fica com as coisas da mãe..”.
Samara achou estranho, era como se fosse um santuário, né? Aquele escritório virou um santuário da Flávia, com coisas ali que, sei lá, dali 10 anos a menina ia usar aquele tênis… Aquele tênis ia estar usável ainda? Provavelmente não, né? Na cabeça de Samara, fazia mais sentido as bolsas, porque ela tinha algumas bolsas de grife, então sim, né? Bolsa você guarda e tudo bem e, sei lá, algumas coisas que a menina gostasse mais, mas não deixar um santuário ali pra Flávia. Só que ela estava entrando agora naquela família, fazendo parte, então ela só viu ali, fechou a porta de novo e o casamento aconteceu. [efeito sonoro de sino soando] Relacionamento de Samara e Gabi muito bom, muito bom mesmo. Ela se dando muito bem também com os pais do Evandro e, eventualmente, os pais da Flávia iam pra lá pra ficar com a neta.
Então, tinha ali uma outra suíte, né? Que era um quarto de hóspedes e tudo certo. Samara, há dois anos casada com Evandro, pensava já em engravidar. Samara começou a pensar: “Bom, aquela suíte, que é o quarto de hóspedes, vai ser o quarto do nosso futuro ou futura filha, que é do lado do quarto da Gabi e é uma suíte. E como é que a gente vai fazer pra receber os hóspedes?”. O escritório, antes mesmo de virar um santuário da Flávia, eles tinham mexido na planta, a área que seria considerada ali um quarto de empregada — que eu acho uma coisa horrível —, com banheiro de empregada, tinha virado um banheiro maior e eles tinham aberto a lateral do escritório para virar ali uma quarta suíte. Aquele escritório tinha um banheiro que praticamente ficava inutilizado porque mal entravam naquele quarto que estavam as coisas da Flávia. — Eu entendo Samara, que ali era um lugar que estava muito mal aproveitado. —
Na cabeça de Samara, o que faria sentido? — E eu entendo muito a praticidade de Samara. — Ver com a Gabi, que agora já estava com seus nove anos, o que ela queria da mãe, em termos de roupa, bolsas, essas coisas. O quarto da Gabi muito grande, tinha espaço de sobra no guarda—roupa, pegava ali as coisas que a Gabi quisesse… — Mesmo porque álbum de foto, essas coisas já estavam separadas. Perfume, essas coisas já tinham vencido, o próprio Evandro já tinha jogado fora. — Então, a ideia era desocupar aquele quarto, aquele escritório viraria um quarto de hóspedes, com o banheiro ali e visita… — Visita tem o lavabo, você não precisa tomar banho, visita. Então, virava um quarto de hóspedes, uma quarta suíte, ficava ótimo. Era um quarto um pouco menor? Era, mas a visita que vai ficar ali também já é para vazar. [risos] Dicas: não deixa o quarto de hóspedes muito confortável, senão a visita não vai embora. Deixa o básico, ela fica ali dois, três dias e vaza para a casinha dela, é assim. —
Então, a ideia da Samara era maravilhosa… E o quarto do lado, do quarto da Gabi, que era outra suíte, ficaria para o futuro filho ou filha do casal. Samara chamou a Gabi, a mãe dela era uma lembrança muito vaga na cabeça dela. Ela tinha muito mais proximidade com a avó, que era a mãe da Flávia, né? Do que com a própria mãe e agora também com Samara. Sem conversar com ninguém, ela chamou ali a Gabi, separou as bolsas todas de luxo e colocou no guarda—roupa da Gabi. “Olha, você gostando ou não, essas bolsas são caras e eu vou botar todas aqui no seu guarda—roupa”. As joias a mesma coisa… “Você gostando ou não, são as joias da sua mãe”. Separou as coisas que tinham valor monetário, colocou no guarda—roupa da Gabi e falou para a Gabi: “Agora você pega daqui do quarto da sua mãe tudo que você quiser para a gente organizar no seu quarto”.
Gabi gostou ali, ficou sabendo que o quarto ia ser transformado num quarto de hóspedes e, para a criança de 9 para 10 anos, estava tudo certo. Evandro chegou, Samara comentou que Gabi tinha separado umas coisas da mãe para ela, o Evandro ficou feliz: “Ah, que bom que ela pegou coisa para ela e tal”. E aí a Samara falou: “O que você acha de a gente desocupar aquele quarto, já que agora as coisas que estão lá, da Flávia, a Gabi não quer… A gente pode ver com a sua sogra se ela quer alguma coisa — a mãe da Flávia — e o que sobrar, a gente pode doar”. Evandro fechou a cara e falou: “Não, deixa aquele quarto fechado do jeito que está”. Samara ficou chateada, conversou com o marido e ele falou que não queria mais tocar naquele assunto, que era para deixar fechado. Ele agora raramente falava da Flávia, mas quando falava ainda, falava dela no presente. — Então, de alguma forma, era um lugar também que ele gostava ali de entrar e ver as coisas da Flávia. Eu acho que Samara, antes mesmo de falar para a Gabi pegar as coisas, ela tinha que ter conversado com o Evandro. Ele não achou ruim, mas também falou que não era para ela mexer mais no quarto, “deixa as coisas do jeito que estão”, ele falou com todas as letras. —
Evandro, viajando muito a trabalho, sempre viajou bastante. O casamento da Samara ótimo… Numa das viagens depois dessa conversa que ela teve com o Evandro, os pais da Flávia foram dormir lá para ficar com a Gabi. — Vamos chamar aqui de “Seu João” e “Dona Palmira”. — A Samara comentou que a Gabi já tinha pegado tudo o que ela queria do quarto lá, se Dona Palmira queria pegar alguma coisa, alguma recordação da filha… Dona Palmira entrou lá, chorou e pegou algumas coisinhas. Gabi também pegou uma joia lá que era da mãe, deu para a avó e falou: “Olha, tudo bem, acho que já está na hora mesmo de desmontar”, tiveram essa conversa e passaram o final de semana juntos. Evandro ia voltar dali uns 10 dias. Passou segunda, na terça—feira, Samara teve terapia e comentou com o terapeuta, porque ela já vinha… Esse movimento todo que ela fez ela disse que foi apoiada ali pelo psicólogo dela. — O psicólogo falou para ela com todas as letras que, de repente, o que o Evandro precisava era desse choque de chegar e, de repente, as coisas não estarem mais lá.
Uma vez que ele já se despediu das coisas, que a mãe da Flávia já pegou as coisas, que a Gabi já pegou as coisas, o que tinha ali seriam apenas “objetos”. Samara, com o apoio do psicólogo dela, resolveu tirar todas as coisas daquele escritório e doar para uma igreja… Enquanto Evandro estava viajando. — Samara me disse que hoje, quando ela escuta essa própria ideia dela em voz alta, ela percebe o quanto essa ideia foi ruim, mas na hora, com o apoio do psicólogo dela, que também não entendi esse psicólogo, ela achou que era uma boa ideia. — Ela encaixotou as coisas e doou tudo para uma igreja. Passou bastante tempo, quase duas semanas, até o marido dela voltar. Quando ele voltou, ela fez tipo surpresinha, “supresa’ e mostrou porque realmente ali era um espaço que dava para pôr uma cama e tal… Ela pegou a cama, que estava lá no quarto de hóspedes, que agora seria o quarto do filho deles. — Lembrando que Samara não estava grávida, tá? Era só uma ideia futura. —
Montou o quarto de hóspedes ali no escritório, pegou as coisas do outro quarto, pôs ali, ficou bom, tinha o banheiro… Deu uma boa limpada naquele banheiro que ninguém usava e ficou ali uma quarta suíte como um quarto de hóspedes. E a suíte, que seria a futura suíte da criança deles, ficou lá vazia. Samara esperou o Evandro chegar, pegou o Evandro pela mão e levou. Quando ela abriu a porta do escritório, que ele viu que não tinha mais nada da Flávia e que agora ali era um quarto de hóspedes, este homem caiu ajoelhado no chão e começou a gritar e chorar. A sorte é que era uma sexta—feira, ele chegou na hora do almoço e Gabi estava na escola — Gabi estudando em período integral —, ele gritou tanto de pânico, parecia uma pessoa que pede socorro, que o porteiro subiu, o síndico subiu e chamaram a polícia. E não é que ele estava gritando com a Samara, ele estava gritando de horror e chorando muito. Nessa hora, Samara já estava chorando também, a polícia veio, quis entender, perguntou se ela estava sendo maltratada, alguma coisa e não estava…
Ele não conseguia parar de chorar, teve uma crise nervosa, que o vizinho dele, médico — um prédio de rico —, veio e deu um calmante para o Evandro. Naquele momento, Samara já estava arrependida, tanto que, chorando, ela saiu e foi lá na igreja. Só que a igreja distribuía as coisas e já fazia uma semana que ela tinha deixado as coisas da Flávia lá, já tinham sido doadas, eram praticamente roupas e ela mandou tudo embora. Evandro chegou na sexta, passou sábado e domingo de cama, com Samara falando para Gabi que ele estava doente. Quando foi na segunda—feira, ele foi trabalhar e, no final da tarde, antes da Gabi chegar da escola, ele pediu o divórcio. Disse que o que a Samara tinha feito era uma violência, que ele tinha ali pijamas da Flávia que ele gostava… — Ele não estava preparado, né? Aqui a gente pode falar: “poxa, mas sei lá há quantos anos já que ela morreu?”, mas cada um tem um processo, né? E aquele quarto, bem ou mal, não estava atrapalhando a vida da Samara ainda, não tinha uma criança ainda. Talvez, se já tivesse um bebezinho, ele até aceitasse melhor, não sei… Ou ela podia tentar trabalhar com ele de uma outra forma, não sei, mas do jeito que foi feito, pra ele foi uma violência. Ele não conseguia mais conviver com a Samara e aí ele realmente queria o divórcio, estava assim, irredutível. —
Ele ficou tão diferente, tão triste no trabalho, que a Mariana — aquela amiga da Samara — entrou em contato com ela… Elas falavam, assim, não tanto, né? Falou: “Amiga, aconteceu alguma coisa? Porque ele tá como na época que a Flávia morreu, ele tá muito mal”, Samara contou o que ela tinha feito e tal, a Mariana falou: “poxa, você não devia ter feito isso, né?” e também depois elas não se falaram mais, assim, né? — Porque não era uma amizade tão próxima, elas eram amigas mais de balada e depois que a Samara casou, aí distanciou um pouco mais. — Samara tentou de todas as formas voltar com o Evandro, mas ele não conseguia… Tentaram até terapia de casal. Samara mudou de terapeuta, saiu daquele psicólogo, porque em partes ela culpa esse psicólogo também, né? Tentaram terapia de casal, mas não adianta, assim… Ele quis o divórcio e, em três meses, ela já não estava morando lá e ele não quis voltar de jeito nenhum. Ele, um cara rico, no divórcio comprou um apartamento de dois quartos para Samara no bairro onde ela morava antes de se casar com ele. — Então, ela voltou para o bairro dela ali, mas com um apartamento próprio que ela não tinha antes, né? —
Depois de alguns anos, ela encontrou a Mariana numa festa, tipo uma festa de casamento de um conhecido das duas e a Mariana falou que, passado ali três anos desse divórcio, ele conheceu uma advogada que entrou nova ali na firma e ele se casou com essa advogada e hoje eles têm um menino. Gabi já é uma mocinha, e ele, depois de três anos do divórcio, casou de novo, né? — Refez a vida dele e tal, e até hoje Samara se arrepende, fala que ele era um homem perfeito assim e que ela se arrepende demais de ter mexido naquele quarto. — “Eu me arrependo amargamente de ter mexido naquele quarto, eu não devia ter nem tocado naquela porta”, porque ele era rico assim… Se o apartamento gigante ficasse pequeno, eles podiam até ir pra um outro, né? Mas ela nunca devia ter mexido naquele quarto. Agora não sei, será que o cara também não podia ter superado mais? O Evandro… Isso não tem como a gente saber, porque a gente não sabe como era o amor dele com a Flávia.
O que a Samara me falou é que ela nunca se sentiu a sombra da Flávia, ele falava sim da Flávia no presente, mas ele sempre tratou ela com muito amor, como esposa realmente, ele tratava Samara como esposa. Então ela fala: “Andréia, eu tenho consciência que eu perdi o amor da minha vida por uma coisa que eu mesma fiz”, mas ela também responsabiliza o psicólogo. O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Olá, nãoinviabilizers, aqui é Roberto de Piracicaba. Samara, eu sinto muito pelo que você passou. Como viúvo, como pessoa que perdeu o amor de sua vida, eu consigo ver os dois lados… Eu consigo entender que você não tinha como dimensionar, como entender a dor pela qual ele passou e ainda estava vivendo e também o lado dele, que sofreu por parte sua uma violência, ainda que não pretendida. Mas o que você fez foi uma violência bastante intrusiva, inclusive. Então, os dois lados são compreensíveis, não tinha como você entender o que você realmente estava fazendo e ele precisava de mais tempo para poder lidar com a dor e não teve… Espero que você esteja bem agora e que possa seguir sua vida. Um abraço, fique bem.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é Gisele, do Rio de Janeiro. Eu sou psicóloga e eu fico muito indignada quando eu vejo a postura de alguns colegas, como esse antigo psicólogo da Samara. Se a Samara estava tendo dificuldade em se comunicar com o marido, que já tinha verbalizado que não queria se desfazer das coisas da falecida da esposa, e ela tinha dificuldade de falar alguma coisa, faz uma proposta de levá—la para a terapia dela e o terapeuta auxiliar, fazer uma mediação nessa conversa dos dois, mas não respeitar o tempo do outro é uma coisa muito perigosa. Assim como a Déia fala que não é para tirar ninguém do armário, a gente não tem como tirar alguém de um processo de luto, e que pelo que eu escutei, estava avançando… Evandro estava seguindo a vida dele, ele se casou novamente, ele estava reestruturando, mas no tempo dele. E é muito importante a gente conseguir respeitar esse tempo. A Samara conseguiu ver isso na angústia do Evandro, na gritaria dele, a dor que ele sofreu e a dor que ela causou a ele. Eu espero que, com essa história, as pessoas pensem um pouco mais que o processo de luto é individual e a gente não pode passar por cima de ninguém.
[trilha]Déia Freitas: O Esquenta Black da Amazon já começou. São dezenas de milhares de ofertas em mais de 50 categorias, e a Amazon é o seu destino certo em busca de economia. — Não só economia, economia, variedade e conveniência nessa Black Friday. — E olha, isso é só a preparação para a maior edição de ofertas de todos os tempos, a Black da Amazon começa dia 21 de novembro à meia—noite. — Anota aí, tá? Gente, tá cheia, cheia, cheia de produtos, oferta boa. — A partir de R$19,00 em compras de produtos elegíveis, você, membro Prime, garante, além de frete grátis de sempre, entrega no mesmo dia. No site da Amazon, você pode pagar com seu cartão de crédito, cartão pré—pago, PIX, boleto bancário e pontos da Livelo.
Membros Prime também podem solicitar o cartão de crédito Amazon Prime, sem anuidade, onde você pode parcelar em até 21 vezes, sem juros, em compras acima de R$1.550,00 e ainda acumular 5% do valor da compra para fazer outros pedidos no site. — Se eu fosse você, eu não ficava de fora, entra aí e vai ver todas as promos. — Black da Amazon, vem coisa boa por aí. — Valeu, Amazon, pela parceria. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]