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título: momento
data de publicação: 24/11/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #momento
personagens: débora e hélio

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Hidrabene, a marca cor de rosinha que eu amo. Chegou o momento mais esperado do ano: A Black da minha marca cor de rosinha favorita. E claro que eu já separei a reposição dos meus produtos queridos e eu não vou ficar de fora… Porque esse mês tem descontos e brindes incríveis pra gente cuidar da nossa pele com tudo de bom que ela merece. — Bom, deixa eu te explicar a dinâmica da Black da Bene. — Nas compras até R$99, você ganha 15% de desconto. Nas compras até R$299, você ganha 20% e mais faixa de cabelo personalizada da Bene. E acima acima de R$300 reais em compras, você ganha 30% de desconto e mais brinde surpresa — surpresinha — e mais necessaire personalizada da Bene. 

Presta atenção que esses descontos são apenas para compras de produtos individuais, não para os kits. Você vai ver lá no site tudo explicadinho. Como a Hidra Bene pensa em tudo, se você quiser comprar algum dos kits prontos, você ganha brindes também. — Então vê isso, ó… — Para kits de até R$150, você ganha uma necessaire personalizada da Bene e, para kits acima de R$150, você ganha um brinde surpresa — surpresinha — e mais uma nécessaire personalizada da Bene. Acessa agora: hidrabene.com.br e não fica de fora da Black da Bene. — Amo… Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. — Hoje eu vou contar para vocês a história da Débora. Então vamos lá, vamos de história.

[trilha]

Débora conheceu o Hélio, eles trabalham na mesma empresa. É uma empresa grande que não tem problema que você namore alguém do seu quadro de funcionários, da empresa, a não ser que seja subordinado. — Tem uma regra, se for subordinado não pode. — Este Hélio ele é de outro setor, tem outros chefes, outras coisas e por isso que deu certo aí este namoro. E este namoro virou um casamento… Eles ganham bem, compraram um apartamento, os dois juntos, né? — Então, assim, eles têm muitas coisas juntos. — Tem um detalhe: O Hélio não é chefe, ele não faz parte aí nem de supervisão, coordenação, nada… Débora tem um cargo mais alto que o Hélio e ganha mais que o Hélio. Isso nunca tinha sido um empecilho, porque mesmo dividindo as contas por igual, sobra dinheiro tanto para o Hélio quanto para a Débora. Juntos eles fazem viagens, o casamento deles tudo certo. 

Com o passar do tempo, a Débora percebeu que o Hélio queria galgar mais alguns cargos para chegar na posição da Débora. Só que para chegar na posição da Débora, ele tem que passar pelo menos por mais uns três cargos. — Então, digamos que a Débora é gerentona de um departamento, acima dela é só o diretor daquele departamento. — Para o Hélio chegar onde está Débora hoje, ele tem que passar por supervisor primeiro, depois por Coordenador 1, Coordenador 2, ainda tem gerente para depois ser o gerente geral que ela é. Seria uma trajetória profissional bem longa que não tem como você queimar etapas… Você não vai em um ano conseguir chegar até onde está a Débora. A Débora percebeu que isso começou a incomodar o Hélio e ele começou a tentar fazer coisas para subir ali dentro da empresa. Nisso surgiu um discurso no Hélio que é: “Agora, Débora, é o meu momento… Então você tem que meio que me ajudar a subir de cargo porque é o meu momento, você já chegou… Acima de você só o diretor, então assim, é mais difícil você galgar esse cargo, mas pra mim ainda é uma longa estrada, então eu preciso da sua ajuda, talvez você me puxando pra um outro departamento”. Ele só não pode ser subordinado da Débora, né? 

Ele quer ajuda da Débora, porque ele disse que é o momento dele. E a Débora, ela me falou: “Andréia, eu sempre separei muito, trabalho é trabalho, vida pessoal é vida pessoal. Então, eu já falei pra ele que eu não vou me envolver… Se ele vai subir de cargo, se ele vai mudar de departamento…”. Porque no departamento dele tem gente mais competente que ele que vai subir primeiro, entendeu? Então, por isso que ele quer mudar de departamento, para ele ver algum departamento que talvez ele consiga ir mais rápido, porque ele quer, de qualquer forma, atingir o mesmo patamar profissional que a Débora. Aí eu perguntei para a Débora: “Isso não te incomoda? Porque assim, se você ganha bem, ele ganha bem, e vocês têm uma vida boa, vocês viajam, por que que ele tá obcecado nisso de ser o momento dele, dele crescer agora e ele fica incomodado de você crescer mais?”. Todo mês tem um almoço lá que são os diretores e os gerentes, ninguém leva marido e ele quer ir…  — Ainda mais que seu marido trabalhe num outro departamento, trabalhe na firma… Você não vai levar. —

Débora fala: “Eu não posso te levar, Hélio. Ninguém leva, não tem o que você fazer lá” e ele fica emburrado porque ele quer participar das coisas que os gerentes fazem, porque ele acha que é um jeito dele ter um networking, dele conversar com a galera. — Mas não é assim que funciona. — Ele fala: “Você tá podando o meu momento, sendo que você tinha que me ajudar a chegar nessas pessoas”. Ano passado, a empresa lançou um curso na Alemanha para os gerentes, é um curso específico para a área da pessoa, que é gerente, na Alemanha… Hélio surtou porque a Débora ia e ele não ia. — Ele não vai usar esse curso pra nada, porque não é da alçada dele o que vai ter nesse curso, entendeu? — E o curso na Alemanha foi de dois meses, Então aí ele começou a falar: “Mas você vai ficar dois meses sem mim?”. O fato é que se fosse ele, ele não ia nem questionar, ele ia, né? “Eu vou ficar dois meses aqui sozinho, como vai ser isso? A gente é casado”. 

Aí me pergunto aqui para vocês: Se o seu casamento não sobrevive a sua esposa ou o seu marido fazer um curso que é importante para a carreira dele de dois meses em outro país, que casamento é esse? Que não sobrevive a dois meses longe? Sendo que é uma coisa que não estou indo para divertir, estou indo para fazer um curso que vai ser importante no meu trabalho… Foi uma luta, o Hélio fez um show, mas a Débora falou: “É para o meu trabalho, todos os gerentes vão e eu também vou” e ele já ficou mais ressentido ainda, porque ele disse: “Vê se você não consegue colocar o cônjuge, mesmo se for para pagar o curso, a gente paga”, “Hélio, mas não tem serventia pra você esse curso, não tem porquê você ir atrás de mim. E outra, como que você vai pegar dois meses de trabalho aí? Você não tem nem férias pra tirar agora… E seria só um mês, não seriam dois”. Ficou surtado enquanto ela tava lá, ele não deixava ele em paz, sabe? Queria pegar um final de semana pra ir pra Alemanha, gastar uma grana que ela falou: “Não vamos gastar” para interagir com esses outros gerentes e diretores que estavam nesse curso.

E a Débora falou: “Não venha, este é o meu momento, não é o seu momento”. E aí eles tiveram uma pequena discussão. Uma outra vez, ele pegou nos contatos do celular da Débora o contato de um dos diretores, que são ali do trabalho da Débora, que não tem nada a ver com o departamento do Hélio e mandou mensagem… Esses diretores eles se reúnem pra jogar golfe, sabe assim? Uma coisa mais deles… E ele não mandou mensagem para tentar se incluir? O diretor escreveu na mensagem: “Desculpa, eu não sei quem é você, eu não te conheço”, “ah, eu sou o marido da Débora” e o diretor repetindo: “eu não sei quem é você, eu não te conheço”. — Tá bom pra vocês? — E aí o diretor foi falar: “Olha, Débora, por favor, não passa o meu contato pra ninguém, nem pro seu marido, que assim, a gente não tem…” e ela falou: “mil desculpas, eu não sabia”. — E aí, assim, fica naquelas… O diretor vai achar que foi ela que passou, não que ele pegou escondido, né? —

Teve uma briga, ela teve que trocar a senha para ele não ter mais acesso ao celular dela, porque ele ficava pegando os contatos e ele teve coragem de mandar mensagem se incluindo no golfe dos diretores. — Gente… — Em fevereiro, Débora foi chamada para uma reunião… O departamento que ela é gerente geral tem um diretor e agora esse departamento vai ser dividido em duas diretorias e a Débora vai deixar de ser gerente geral para assumir a diretoria. — Que vai ser dividida agora. Então, ela vai ter um aumento salarial, óbvio. — Lá atrás, o Hélio achava que ela ia ser gerente geral pra vida toda, que ela nunca ia conseguir ser diretora e agora ela vai ser diretora e ele vai continuar sem nenhum cargo de chefia, como ele sempre tá. — Como é a vida dele profissional lá. — Até agora ela não contou para ele, porque ela acha que ele vai surtar real… A vaga de gerente geral, que era dela, vai ser ocupada não por alguém lá da empresa, vai vir alguém de fora. — Tem muita empresa que faz isso, eu acho injusto. —

Ela também não contou porque ela sabia que ele ia enlouquecer para tentar pegar essa vaga que ele não tem nem competência para isso. A questão é: O cara quer o alcançar todas as posições profissionais que a Débora tem e ele não consegue. Dia 20 ela vai contar para ele que ela vai ser diretora e ela tem certeza que ele vai surtar, porque tudo ele fala: “é o meu momento, é o meu momento, é o meu momento” e ela disse que ela não gostaria de terminar o casamento dela, mas que ela sofre uma pressão. — Além de sofrer a pressão do trabalho, quando você tem um cargo de chefia, você sofre mais pressão, né? Tem a pressão dele sempre querendo atravessar as coisas, né? Sempre falando que é o momento dele, que ela tem que ajudar ele, mas ela tá em outro departamento, ela não vai se queimar, né? Pra tentar “ai, puxar meu marido”, “ai, fazer coisinha pro meu marido”, sabe assim? Gente, trampo é trampo. —

Por que eles combinaram tanto? Porque os dois, quando eles se conheceram, não pretendem ter filhos. — Ela está com 39 anos a Débora. — Só que agora o Hélio começou a falar que seria interessante que eles tivessem um filho agora, porque ela poderia desacelerar e poderia ficar mais em casa, ter um novo momento já que ela chegou no auge profissional. — Ela é gerente geral, quer dizer, agora que ela vai ser diretora… Mais auge. Amo. [risos] — Ele veio com esse discurso agora, mas ela falou: “Escuta, você nunca quis ter filho, eu nunca quis ter filho… Por que você acha que eu vou ter um filho agora com 39 anos? Não quero”, “ah, mas aí você vai ter um momento mãe e eu posso. pelo menos um só, se concentrar na carreira”. Pra mim isso é inveja, gente… O cara não pode ver a mulher numa posição de poder, mas ela acha que não, que ele quer só se equiparar a ela. Sei lá, enfim, não vou dizer aqui muito o que eu acho, não. 

Ela, que conhece ele bem, acha que ele vai surtar, surtar, que ele vai ficar enlouquecido. “Como assim? Ela vai ser diretora e ele não conseguiu sair ainda do cargo que ele tem”, que não é de chefia, nem de coordenação, nem de supervisão, nada;;. E aí ela vai ter mais status, um salário ainda maior que o dele, porque ela já ganha mais que ele, né? Ele vai surtar, porque ele tem esse discurso que ela tem que ajudar ele a crescer porque é o momento dele. E por que não pode ser o momento dela? Gente, ela virou gerente agora e se ela vira presidente da empresa? Por que não, né? Então, por que é o momento dele? Só o momento dele e não o dela? Então, fica aí esse questionamento para vocês. O que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui quem fala é a Ana de Belém do Pará. E Débora só tenho um conselho pra ti: Se separe enquanto é tempo. Porque esse homem ele não te ama… Se ele te amasse, ele iria te respeitar e iria te admirar em todos os quesitos. E profissionalmente é um deles. Ele está a todo custo tentando te rebaixar, tentando te inferiorizar. Ele não é maior que você em nada… Quando ele descobrir a promoção, ele vai tentar te prejudicar. Ele já tentou, ele já invadiu essa privacidade, ele já mandou mensagem pros chefes, já tentou ir em cursos que nem era da alçada dele… Ele quer estar no mesmo patamar que você, mas ele não consegue por mérito próprio. Então, muito cuidado com ele… Apesar dele ser o seu marido, será que vale a pena manter essa relação? Cuidado, viu? Pode custar a vaga de emprego. Um beijo, por favor, se cuida.

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Samy, de Curitiba. Débora, eu acho que você deveria terminar esse relacionamento, porque esse homem é uma série de bandeiras vermelhas. Ele claramente não está torcendo pela sua felicidade e tampouco te encorajando a crescer, a buscar coisas maiores. E ele até tá tentando te sabotar, né? Sugerindo um filho que nunca esteve nos planos de vocês. Pode ter certeza, ele não quer ser pai, ele só quer te atrasar e te afastar da realização dos seus sonhos pra ele não se sentir menor. E um homem com esse ego frágil, que não torce por você, não é alguém com quem você quer dividir a vida, é? Então assim, se eu fosse você, eu sairia fora pra se poupar antes que ele faça algo mais grave do que só roubar um contato da sua agenda… Continua buscando pela sua felicidade, pelo seu sucesso profissional, se por acaso algum dia você decidir ser mãe, você vai poder por meio de adoção… Uma coisa não precisa competir com a outra, viu? Você é muitas, você tem camadas, você é capaz de fazer o que você quiser. Inclusive, você é capaz também de superar esse relacionamento. Te desejo muito boa sorte, viu? Sucesso.

[trilha]

Déia Freitas: A Black da Beni já começou e você não pode ficar de fora. Esse é o momento perfeito para você repor aí os seus produtos preferidos — eu já fiz isso — ou conhecer os melhores produtos para uma skin care com resultados reais. Pele hidratada, limpa e protegida. São descontos e brindes para produtos individuais e também para kits, brindes personalizados da Bene… — Gente, tem tudo, é só entrar no site e vocês vão achar. — Hidrabene.com.br, aproveita e clica no link que eu deixei aqui na descrição do episódio, tá? — Valeu, Hidrabene, te amo… Você entrega tudo. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]