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título: mínimo
data de publicação: 15/12/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #minimo
personagens: letícia,

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a EBAC. Como está o seu planejamento para o próximo ano? Que tal começar a tirar aquele sonho do papel e dar aquela guinada na sua carreira ou até mesmo mudar de área profissional? Na Escola Britânica de Artes Criativas e tecnologia — a EBAC — você encontra mais de 150 opções de cursos que podem transformar aí o seu futuro. — Vou dar exemplos aqui, tá? — Negócios, design, música e artes, moda, games, audiovisual, software, marketing, programação e data… Olha, tem tudo… Você aprende com o corpo docente com mais de 300 professores que são profissionais renomados no mercado.

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[trilha]

Letícia trabalha aí numa importadora, ela ganha 5 mil por mês… Ela consegue se planejar, consegue fazer as coisas, conseguiu dar entrada num apartamento na planta, que vai sair daqui a uns anos, vai sair daqui a uns anos, mas enfim, tá vivendo a vida dela aí… Ela trabalha aí num prédio comercial que tem três torres. Nessas três torres gigantes tem várias empresas de vários segmentos e, lá embaixo, unindo as três torres, tem uma praça bonita, alguns restaurantes… — Então a galera geralmente come por ali mesmo. — Aí você vê executivos, recepcionistas, enfim, todo mundo meio que junto ali, um espaço aberto, ao ar livre e nã nã nã… Letícia é acostumada a almoçar ali com as amigas dela. Um dia, Letícia está lá almoçando e tinha alguns dias que ela estava reparando um cara que estava olhando para ela… E ela retribuiu porque o cara era interessante. Um dia, esse cara chegou, falou “oi”, ofereceu ali uma sobremesa e ela aceitou porque ela sabia de onde ele tinha comprado, né? Dali perto, né? [risos] Tipo, não tinha veneno e nem drogas, né? 

Comeu sobremesa ali com ele, as amigas foram saindo fora, deixaram os dois ali, trocaram contato e começaram a conversar aí por mensagens. Letícia foi se empolgando, o cara também, e eles marcaram o primeiro encontro… — Vou ser chata: Se você vai marcar um primeiro encontro com um cara, uma moça, onde você vai marcar? Ah, tem gente que gosta de cinema, tem gente que gosta de café, tem gente que gosta de restaurante… — O cara quis marcar um encontro na casa da Letícia. — Eu não aceito, gente… Eu não aceito. Vai pra uma praça, sei lá, toma um sorvete. — Letícia já tinha falado pra ele que morava sozinha numa kitnet alugada e o cara falou: “posso ir na sua casa?” e aí ela falou: “pode”. — Eu falaria não, falaria: “Sei lá, vamos numa praça, vamos dar uma volta”, porque vai que o cara tá sem dinheiro também… Na praça você não gasta, né? Toma uma casquinha, come uma pipoca da praça, sei lá, 5 reais. Apesar de que eu vi uma pipoca da praça uma vez de 23 reais, falei: “o que é isso, gente?”, mas enfim… —

O que Letícia pensou? “Então eu vou fazer um jantarzinho pra gente”. Então pensa, o cara no primeiro encontro, ele pediu pra ir na sua casa, agora você vai ter que gastar seu mantimento [risos] e vai gastar sua bebida para receber o cara. Sem contar que aí você tem que dar uma caprichada na limpeza da casa, enfim, gera todo um combo de atividades que você não precisava ter num primeiro encontro… Primeiro encontro, que a gente não sabe nem se a pessoa é legal ou não, né? Chegou no dia, era um sábado, arrumou a casa, fez a unha dela — ela mesma ali — e depois foi fazer um macarrão, carne, e ela ficou sem jeito de pedir para ele trazer o vinho. Devia ter falado: “Escuta, me traz o vinho e uma coca? Dois litros, por favor”. Foi lá, comprou a coca, comprou o vinho, porque ela não tinha vinho em casa… — Então, vocês percebem já todo o gasto que envolveu num primeiro encontro? — [efeito sonoro de campainha tocando] O cara chegou, ele era um fofo, um querido…

Correu tudo bem, ele comeu macarrão, tomou vinho, tomou a coca, tomou água. Ficou lá até de manhã, tomou café da manhã, ou seja, me deu um gasto, ó… [risos] Hein, Letícia? O gasto que não deu… [risos] Letícia gostou, teve química. Foi legal. No domingo cedo ele tomou café ali e foi embora. Ele mandou uma mensagem que gostou muito e Letícia: “Pô, será que ele vai me chamar domingo à noite agora?”, pra ir ao cinema, sei lá, qualquer coisa, né? Não… Segunda… Ela ficou meio sem esperança. — Lembrando que eles almoçam no mesmo lugar, né? — Quando deu a hora do almoço, ele pegou a comida dele lá do restaurante que ele está acostumado a comer, que é ali naquela mesma praça, mas não a mesma da Letícia, e foi lá com as amigas da Letícia e falou: “Posso comer aqui com vocês?”, então o cara foi bacana… Concordam, gente? Comeu ali com as meninas, todo mundo gostou dele… 

A Letícia ficou surpresa para o bem e, no final ele falou: “Vamos tomar um café ali?”, que é tipo um cafezinho que tem ali também naquela praça. Tomaram café e aí ele reafirmou que tinha gostado muito da noite que eles passaram juntos. Acabou ali o horário de almoço e eles continuaram conversando por mensagens. Quando foi na quarta—feira, ele falou: “Você vai pra casa? Quer que eu te leve?”, já achando que talvez ele quisesse ficar lá, porque ele deu a entender isso. Letícia falou: “Ah não, minha casa tá toda bagunçada, não quero receber ninguém lá hoje, não” e já foi mais direta, né? Porque, pô, também o cara vai se enfiar lá? Ele falou: “Ah, então vamos comer alguma coisa? Vamos sair comer alguma coisa?”. Bom, um encontro, né? Letícia falou pras meninas: “Ai meu Deus, ele me chamou pra jantar, né? A gente vai sair daqui”. Letícia saindo sete horas do trabalho…  “A gente vai jantar, né?”.  [07:41]

Ele retocou a maquiagem, trocou de sapato com a amiga dela. Ela tava com um sapato mais assim, de bater, a amiga falou: “amiga, põe o meu que é alto pra ficar mais bonita e tal pra você ir” e ela falou: “ai, tá bom, legal, né?” e deu aquela arrumada, as amigas de trabalho ali, todo mundo ajeitou… O cara com um carrão. Carrão. Se é financiado, se não é financiado, não sabemos. A Letícia entrou ali: “Poxa, onde será que ele vai me levar, né?” e eles foram conversando. De repente, ela viu ali a seta dando tec, tec, tec, tec… “Não, será?” e ele entrou no estacionamento do PôneiBibs. — E gente, assim. é gostoso, tem até umas coisas pra mim lá, que eu não como carne e tal, mas você chamou a moça pra um encontro, você já foi na casa dela, teve um jantar ótimo que ela fez pra você, com vinho, com tudo, você vai levar ela pra comer esfirra no PôneBibs? Gente, não é preconceito com o PôneiBibs… Quantas vezes fomos, todos nós, né? É o lugar que salva a gente. Tá com fome? PôneiBibs. Mas é um encontro… —

E assim, a gente tá falando de um cara que tem um carro de, ou pelo menos está com um carro, né? De mais de 200 mil reais. Entraram lá no PôneiBibs, lotado de adolescente. [risos] A roupa da Letícia, destoando, né? Porque, enfim, ela não tava vestida pra um PôneiBibs, né? Até as pessoas ficam olhando, né? Tipo: “nossa, o cara trouxe ela no PôneiBibs”. Eles sentaram lá e ele pediu o combo de oito esfirras. [risos] — Eu amo… Ai, aquela de verdura, delícia… Mas eu entendo a Letícia, tá? — Pediu um refrigerante, perguntou o que ela queria tomar, ela também pediu um refrigerante… Então pensa, oito esfirras, dois refrigerantes A conta deu 20 reais. — Era promo. [risos] — No caixa lá, ele abriu a carteira e pegou 10 reais… O silêncio… [risos] Porque você não pede nem na mesa, você vai na fila do PôneiBibs, você faz o seu pedido e você paga e você fica esperando te chamar. —

E olhou pra Letícia, ficou olhando pra Letícia e a menina do caixa, incrédula. [risos] A Letícia falou que, assim, ela não se ligou muito… Porque, assim, gente, 20 reais? Aí vocês vão falar: “ai, nossa, 20 reais tem gente que não tem”, mas o cara tava num carro de 250 reais mil reais, tá? Então, até a menina do caixa ficou constrangida, quase que ela pôs ela a mão no bolso e pegou os outros dez reais. Letícia não tinha dez reais, teve que passar a parte dela no cartão. [risos] Ele falou: “Você não quer ir lá na mesa? Eu fico aqui esperando no balcão”. A caminhada do balcão até a mesa foi tensa… E aí ela sentou lá, sem acreditar, e ele pegou, primeiro pegou os dois refrigerantes, levou, botou na mesa e depois trouxe as oito esfirras. Ela comeu duas esfirras, ele comeu seis. [risos] Ou seja, ela pagou metade e não comeu metade. — Se sou eu, eu não deixo ele comer minhas outras duas espirras, eu falo: “eu vou levar, são minhas”. —

Conversaram ali, ele num clima romântico, romântico, romântico… Perguntou se ela queria sobremesa, ela falou que não, ele também não quis e aí eles levantaram ali e foram pro carro. E aí ele começou a beijar a Letícia no carro… “Só faltava, né? Agora ele todo animado, vai querer o quê? Transar comigo no estacionamento do PôneBibs?”. Aí ele saiu com o carro, ele falou: “Posso te levar pra algum lugar pra gente ficar um pouco junto?” e ela falou: “Andréia, eu já tinha comido a esfirra… [risos] Já estava ali, já estava de salto, já tinha me arrumado. Eu vou, né?” e ele foi dirigindo, e aí de novo a seta, tec, tec, tec… “Não, não acredito, não acredito, não acredito, não acredito”. Ele entrou num hotel que tinha uma placa gigante: [risos] “Per noite R$39,00 mais uma garrafa de refrigerante de 2 litros”. [risos] — Você transa e já se hidrata, né? Já toma aquela Coca geladinha, gostosa. —

Entrou no motel, não era sujo, nada, mas era um motel simples… Transaram e ela falou: “Olha, eu não posso passar a noite, amanhã a gente trabalha e tal, tenho que ir pra casa, tenho coisas pra fazer”. Então, tipo, ela ficou, sei lá, uma hora e meia, duas horas com ele ali naquele motel. Se fosse um motel mais legal, ela falou: “Andréia, eu ficaria sim, dormiria lá e a gente ia trabalhar com a mesma roupa, ia ser legal, minhas amigas iam dar risada, mas ali não tinha como dormir, assim…”. Ela falou: “Um pedaço da pia estava lascada. [risos] Nem quis tomar banho ali, porque o banheiro não era muito legal. Então eu falei: “vou pra casa, tomo meu banho, né?”. Botaram a roupa, entraram no carro, foram para o guichê da recepção, a moça perguntou se consumiu alguma coisa… Ele levou a garrafa de refrigerante de dois litros embora. [risos] 

Ela não tomou nada, ela já tinha tomado um refri no PôneBibs, né? E aí ele sacou um cartão e falou assim pra moça da recepção do motel: “Cobra 20 aqui”. Cobrou 20 dele e aí ele olhou pra ela, tipo, “dá o seu cartão”. Ela deu no automático, assim, cobrou 20 dela. numa noite onde o gasto total foi 60 reais, né? 40 do Motel, 20 do PôneiBibs. O cara não gastou 60 reais com ela… E aí a Letícia ficou meio incrédula: “Caramba, será? Será que o cara tá quebrado?”, que pode ser também, gente… Que ele tá com o carrão lá, que ele não consegue vender ou tem parcela atrasada, né? E o cara tá quebrado. Ela foi pra casa, ele mandou mensagem, sempre muito carinhoso e, no outro dia, ela contou pras amigas, assim… [risos] As meninas passaram o dia dando risada. Quando elas foram almoçar, elas fizeram uma brincadeira que elas iam fazer uma vaquinha pra comprar uma marmita pra ele. [risos]

Mas aí ele não desceu pra almoçar, ele avisou que tinha coisa pra fazer… Quando foi na sexta—feira, ele falou: “Ah, vamos fazer alguma coisinha?” e o cara tava chamando ela pra sair, né? Letícia, um pouco desanimada, falou: “Ah, vamos e tal, né?”, “eu vou levar você num lugar que você vai amar, que eu sempre vou depois que eu saio com os meus amigos, que a gente volta do jogo… Você vai amar”. Dogão da Marinete… Hot dog com uma salsicha 8, e com duas salsichas, 10. Ele pediu dois hot dogs, perguntou se ela queria com uma ou duas salsichas. [risos] Já tá lá pede com duas da salsichas, né, Letícia? [risos] Prensado. Ela pediu com duas, porque ele ia pegar com duas, e aí ele não pagou o dela… Ele pediu uma cerveja, ela acompanhou, então deu 10 do dogão e 4,70 da cerveja… E aí ela passou o cartão dela lá. Pagou o dogão, eles ficaram ali, comeram o dogão e aí foram pra casa da Letícia, transaram na casa da Letícia. 

Bom, Letícia deu uma desanimada? Deu, porque assim, o cara, poxa, um carrão, roupas de grife, levando ela no dogão e tal… E aí ela ainda assim, nessa narrativa de que o cara talvez fosse um quebrado, né? Um fodido, sei lá… Tá fazendo o que ele pode, né? Pagando a parte dele e a Letícia pagando a parte dela. Se a gente for olhar, o cara não fez nada de errado, né? No final de semana, a Letícia tinha umas coisas pra fazer, falou: “Ah, vou dar uma desencanada também desse cara aqui, sabe? Dogão da Marinete é demais pra mim”. [risos] — Eu amo. [risos] — Na segunda—feira, uma das amigas dela, que vamos chamar aqui de “Cibele”. Cibele ficou intrigada com aquilo… Ela falou: “Letícia, você já viu o Instagram dele?”, “Não, só passei o olho pra ver se tinha ele com alguma mulher, mas não tem, né?”, “mas você já viu os lugares que ele vai?” e o cara tinha foto nos melhores restaurantes da cidade, viagens Internacionais, drinks caros… E levando ela no PôneiBibs e no Dogão da Marinete?

A Cibele falou: “Vamos investigar esse cara, tá estranho isso, né?” e alguém que conhece alguém que trabalha na mesma empresa que ele, que não sei o que lá, que não sei o que lá, acabaram descobrindo… O salário dele é 22 mil reais. — Alguém, obviamente, né? Com um pouquinho menos de ética de um RH. [risos] — O cara é rico? Não, a gente já fez chá revelação de classe social aqui, né? Você pode ganhar 20 mil ou 30 mil por mês, se você perder aquele salário, seu padrão de vida muda ou cai? Então significa que você não tem nada, né? E esse era o caso dele. — Segundo a apuração das meninas, ele morava num flat, provavelmente alugado, pagava ali o serviço e tal, tinha esse carrão, não sabemos se financiado, quitado, elas não conseguiram nenhuma informação bancária nesse sentido, [risos] mas o cara ganhava 22 pau, então assim, por que ele estava levando ela nesses lugares? 

Eles continuaram conversando e a Letícia pensando ali, porque ela tava começando a gostar dele: “A próxima vez que ele me chamar pra sair, eu vou perguntar pra ele… Por que que ele me leva nesses lugares assim? Se o Instagram dele é tão diferente, é tão cheio de coisa”. No meio da semana ele falou: “Vamos sair, vamos jantar?”, “Vamos”. Não deu outra, o cara levou Letícia no Pôneileto, ela escolheu a massa, oito acompanhamentos, sabe? Milho, palmito, alho paró, azeitona, delícia… Ela escolheu ali o macarrão, o prato com a água deu 37 reais. Ela pagou o prato dela, ele pagou o dele. Nem se fez de rogado, assim, né? Cada um fez seu pedido e pagou. Quando eles sentaram pra comer, Letícia ficou comendo ali meio quieta e ele falou: “Ah, você tá quieta, né? O que foi?”, “Posso te fazer uma pergunta? Por que você me traz nesses lugares assim?”, “que lugares?” e ele quis dar uma de sonso, né? “Olha em volta… Você me chama pra sair, você me levou no PôneBibs, você me levou no Dogão, você me levou num motel totalmente duvidoso… Eu te recebi tão bem, fiz um jantar pra você… Você não acha que tá estranho?”.

E aí o cara ficou vermelho assim, ele falou: “Bom, vamos comer, depois a gente conversa”. Terminaram de comer ali, foram para o carro e ali no estacionamento mesmo do Pôneileto, que era um restaurante de rua, porque tem bastante em shopping, mas tem alguns que são de rua também, ele falou pra ela: “Olha, então… Acho que a gente tá saindo junto, a gente se gosta, né?”, porque Letícia já estava apaixonadinha, né? “Mas eu preciso te dizer como eu sou… Se eu te levasse num restaurante mais caro, você teria como pagar a sua parte?”, “Sim, por que não? Ou pelo menos você poderia me perguntar se eu queria ir num restaurante melhor do que ficar me levando em fast food e em carrinho de cachorro quente”, “Porque eu tenho uma filosofia de apenas fazer o mínimo pelas mulheres. Se elas gostarem de mim, elas vão gostar pelo que eu sou”. — Você é um bosta, né? Então ninguém vai gostar de você. —  “Então eu faço o mínimo… Eu não pago nada para mulheres, eu não faço nada para mulheres”. — Tá bom pra vocês? —

E o cara com todo um embasamento sobre isso, tipo: “Se você quer ficar comigo, vai ser por mim”. Letícia ficou muito chocada… Muito chocada. Porque ali, sabe quando você se sente realmente desvalorizada? Foi assim que ela se sentiu… Desvalorizada. E aqui, a gente não tá falando de cara que tem esses… Ele não ficava com papinho mole, babaca, não, assim, ele não aparentava ser um babaca. Um cara que até então, antes de falar essas coisas, a gente não sabia porque ele estava levando ela nesses lugares, mas com um discurso totalmente ok, bacana, fofinho… Não é tipo esses caras com discurso aí, esses red pill aí, mas o cara é um red pill, né? E aí Letícia virou pra ele e falou: “E você já achou alguma mulher que goste de você? Porque acho difícil”. [risos] Ela poderia ficar quieta, né? Mas foi dando na Letícia uma vontade muito grande de rir… Ela foi ficando com uma cara de riso e ele dirigindo ali, foi dirigindo mais rápido. 

Então ele foi ficando bravo e ele falou: “Do que você tá rindo?”, “eu não vou poder falar aqui, porque vai que ele me vira um soco na cara, né?” e ela falou: “Não, nada…”. A hora que chegou na frente ali do prédio dela, que ela foi descer, aí ela riu e falou: “Cara, você é uma piada… Você é patético” e ela entrou e chorou, porque ela estava gostando dele. E ele não entendeu… Vocês acreditam que ele não entendeu por que ele é tão patético? Eles trabalham em prédios diferentes, mas eles continuam almoçando no mesmo lugar. Então ela vira e mexe, ela vê esse cara. Vira e mexe, ela pega ele olhando pra ela, assim… Ele já mandou mensagem: “Vamos ficar juntos de novo?” e ela dá uma amolecida, mas quando ela lembra do que ele falou: “Eu não faço nada pelas mulheres, eu só faço o mínimo”, ele que é mínimo, né? E eu falei pra Letícia, falei: “Não.. Por mim é não, pelo amor de Deus, você não vai sair com esse cara de novo, né?” e ela disse que não, mas que ela tá sofrendo, que ela gosta dele ainda. Então, o que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinnviabilizers, aqui é a Isabela falando de Portugal. Você abre a sua casa para uma pessoa num primeiro encontro, você investe seu tempo fazendo um jantar, você compra as bebidas e aí num segundo encontro essa pessoa não retribui essa gentileza? Isso é uma nota de corte, tá? Isso é um não gigantesco já… E vamos deixar claro aqui que essa história não é sobre dinheiro e ela é sim sobre o desprezo que alguns homens têm pelas mulheres, deles acharem que nós somos, sei lá, interesseiras e que por isso a gente não merece tudo de bom. E a gente merece sim, tá? Então, mulheres, fujam de homens assim, fujam de homens que não investem e não se esforçam pra estar ali na relação, pra que aquela relação aconteça de fato, tá? E Letícia, que bom que você conseguiu sair dessa relação, sair desse cara, antes que estragos maiores fossem feitos, tá? E agora é rir dessa história com as suas amigas e cuidar pra não cair mais nessa, viu? Um beijo. 

Assinante 2: Olá, nãoinviabilizers, tudo bem? Aqui é a Veridiana, de Curitiba. Eu acredito que a palavra dessa sua história seja “apreço”. Acho que a gente não deva ficar com ninguém que não tenha apreço pela nossa companhia. E apreço não está relacionado a dinheiro, a status, nem a esforços gigantescos para chamar a atenção dos outros, mas é ter cuidado, respeito e pensar em passar um tempo de qualidade com quem a gente gosta, tá? Eu desejo de coração que você fique melhor, que isso passe… Como diz a Déia: dor de amor passa e serve de experiência. Você já vai saber reconhecer um tipo de cara desse na próxima, um tipo de garota, não importa… E cair fora antes até de criar algum sentimento. Um beijo, tchau, tchau. 

[trilha]

Déia Freitas: Você pode começar o seu 2026 conquistando aí sua vaga nesse mundo de possibilidades que só EBAC te oferece…. Tire seus planos do papel e invista na sua educação. Para começar a estudar agora, você ainda conta com opções de parcelamento em 21x no cartão ou 24 no boleto, com o nosso cupom “naoinviabilizedezembro” — tudo minúsculo, tudo junto, sem acentos —, você ganha R$200 de desconto. — O cupom é válido para todos os cursos disponíveis no site, tá? — Aproveita que o cupom tem tempo limitado. Acessa agora: ebaconline.com.br e consulte as condições de pagamento. — Valeu, EBAC, pela parceria mais um ano. — Um beijo, gente, e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]