título: organizada
data de publicação: 18/12/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #organizada
personagens: renata
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Hidrabene, a marca cor de rosinha que eu amo. Eu cheguei com uma ação super especial da Hidrabene. Dessa vez, a Hidrabene preparou uma seleção incrível com os meus produtos queridinhos e, claro, fez questão de liberar um cupom exclusivo só pra quem é nãoinviabilizer. — Eu vou deixar o link dessa seleção especial na descrição do episódio, mas já te adianto o que você vai encontrar, tá? — Então anota aí, ó: Base Stick, fator de proteção 50. — A queridinha da comunidade hidralover, sim. — Creme anti poluição facial, sérum multi corretivo clareador, tônico facial ácido glicólico e muitos outros produtinhos para uma rotina de skincare que vai te entregar hidratação, proteção e cuidado no seu dia a dia.
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[trilha]Renata conheceu o marido tem uns 10 anos, estavam terminando ali a faculdade, os dois se conheceram, começaram a namorar. Casaram no papel, tudo certinho… Com aquele básico da comunhão parcial de bens, quando Renata casou, ela tinha uma conta que ela usava para tudo e ela tinha uma conta separada com o dinheiro que ela recebeu quando a mãe dela faleceu. Sempre foi ela e a mãe dela, o pai dela é desconhecido, não tem nem na certidão de nascimento dela. Quando a mãe dela morreu, deixou um seguro e esse seguro, Renata recebeu e ficou esse dinheiro numa conta à parte. Logo que eles foram se casar, a Renata comentou, né? Sobre esse dinheiro, é o seu marido, você tem que falar das suas coisas. E o cara queria dar entrada num apartamento e Renata falou: “olha, não, com esse meu dinheiro, a gente não vai conseguir pagar uma parcela pequena num valor de um aluguel, então, eu não quero fazer dívida, não vou dar essa entrada. Então, assim, vamos deixar esse dinheiro rendendo lá”.
Lembrando que era um dinheiro só dela, né? Mas a partir do momento que você casou, você tá construindo uma vida ali com outra pessoa, né? “E a hora que tiver um volume legal, a gente dá uma entrada com um valor de parcela que a gente consiga pagar, que seja equivalente ao aluguel. Ou quem sabe a gente consiga quitar um imóvel”. Difícil? Difícil, porque não era um valor tão alto, mas, né? Renata foi deixando aquele dinheiro lá. O marido da Renata, boca de sacola, fez o quê? Contou para a família dele que Renata tinha o dinheiro guardado. Na casa do marido de Renata, o pai trabalhava, estava prestes a se aposentar, a mãe, que sempre foi dona de casa, mas que o pai pagava o INSS e dali um tempo também ia se aposentar. O irmão do cara que não trabalhava, já era um adulto de 30 anos, fazia bicos assim, mas não trabalhava fixo.
E, logo que Renata casou, com uns dois anos de casamento, a irmã do cara voltou a morar com os pais e com o irmão e trouxe dois filhos, porque ela se separou e aí não tinha onde morar, voltou a morar ali. Todo mundo morava numa casa de aluguel, eles já tinham mudado algumas vezes de casa, porque assim, o dono pediu a casa e eles mudavam, então eles moravam de aluguel… Era uma frustração para a família essa questão deles não terem uma casa própria, mas também nunca pensaram como família de juntar a renda e dar entrada em alguma coisa. Não, era sempre nas costas do pai… E o pai não conseguia com o salário que tinha. O tempo foi passando e Renata teve dois filhos. Um menino — que a gente pode chamar de “Renatinho” — e, na sequência, um ano e pouco depois, dois anos depois, uma menina. — Que a gente vai chamar de “Renatinha” para facilitar. —
Renatinho Filho, Renatinha Filha e o marido, essa é a configuração da família de Renata, também morando de aluguel. Com uns três anos de casamento, o Renatinho tinha acabado de nascer e a família queria fazer uma festa pro sobrinho do cara, né? — Filho lá da irmã do cara. — Queriam fazer uma festa em buffet, nã nã nã, uma coisa assim, bem de rico. — Só que eles tinham dinheiro? Não. — Eles queriam que a Renata fizesse um empréstimo daquele dinheiro que ela tinha guardado pra eles. — Pra fazer a festa de aniversário. — Renata, na mesa de domingo, disse “não”. Não deu uma explicação, nada… Ela apenas disse não. — Renata é muito direta, assim. — Ficou um climão na mesa ali, a criança estava na mesa inclusive, a mãe da criança estava falando: “Vamos fazer isso, vamos fazer aquilo, é só a tia Renata emprestar o dinheiro”.
Quando a Renata disse não, a criança começou a chorar e ficou aquele clima… Renata disse: “Não, vocês não podem fazer planos das coisas de vocês com o dinheiro que vocês não têm… Com o meu dinheiro, não”. O marido ficou chateado umas semanas e depois ficou de boa. Passado mais um tempo, Renata tinha tido a Renatinha, já eram uns quatro anos de casamento e a irmã lá queria fazer uma cirurgia plástica… Porque ela queria casar de novo, achar um novo amor, e ela achava que a barriga dela caída, tal, não dava. — Aí você queria fazer plástica com dinheiro de quem? Da Renata. — Ela fez um texto enorme pedindo, explicando, dizendo um plano de pagamento, como que ela ia pagar, Renata leu tudo e escreveu: “Oi, fulana, não… Não posso emprestar. o meu dinheiro não é pra isso, não é pra essa finalidade”. [risos] — Eu amo a Renata, gente, desculpa. [risos] Porque ela não tem que dar explicação, é o dinheiro dela. —
A irmã ficou arrasada, chorou, contou pra família toda, saiu do grupo da família, depois voltou… Um caos. E Renata firme ali, falou pro marido: “Fala pra sua família tirar da cabeça dela que eles vão usar meu dinheiro pra alguma coisa, porque não vão”. O pai se aposentou e precisava de uma cirurgia de catarata. Queria o quê? O dinheiro da Renata. Renata falou: “Não, o SUS faz mutirão de catarata” e inscreveu ele lá no mutirão, operou pelo mutirão, tá enxergando ótimo. O irmão, aquele que não trabalha, só faz bicos, também queria uma parte do dinheiro da Renata para comprar um carro para ele poder fazer corridas por aplicativo. Renata nem se dignou a dizer não, apenas visualizou e não respondeu… — Porque o cara nem trabalhava, não tinha nem como pagar. Diz ele que queria pagar com as corridas de aplicativo. — Renata só visualizou e disse o não mentalmente, também o assunto morreu. Então, veja, o dinheiro da Renata sempre foi uma questão…
Há uns dois anos, eles pararam, porque era sempre o assunto o dinheiro da Renata. Esse dinheiro já estava lá aplicado um bom tempo antes dela casar e agora, há oito anos casada, e o dinheiro aplicado. O dinheiro tinha rendido e tal, há dois anos, 170 mil reais. Renata pensava: “Se eu der esse dinheiro de entrada num apartamento, o que eu vou perder de rendimento não compensa não sei o que da parcela”. — Renata faz essas contas, Renata é do cálculo… A menina do cálculo. — Para ela só compensava quando ela tivesse uns 250 mil… Ia demorar ainda uns anos, mas o dinheiro estava lá rendendo. Era um dinheiro que rendia sem ela mexer. — De uma maneira conservadora, né? — Renata não ia fazer uma parcela alta, não ia dar de entrada, a não ser quando eu chegasse ali nos 250… Ia demorar mais uns anos? Mas Renata tava boneca… Era o dinheiro dela ali, tava rendendo, né?
Aí, obviamente, eu acho que depois que casa, esses rendimentos após o casamento, o cara tem direito de uma parte? Acho que sim, mas não sei. Há dois anos eles pararam de falar do dinheiro da Renata. Para a Renata foi ótimo, porque aí as festas de família ficaram mais leves, a família agora da Renata era Renato, Renatinha, ela, o marido e a família do marido, porque ela só tinha a mãe e a mãe dela faleceu, né? Então, assim, por mais que a gente fale: “ah, se fosse eu já tinha separado”, mas tirando essa essa questão da galera em cima do dinheiro dela, e que ela só via a galera de domingo, ou ali uma perguntou outra no WhatsApp, dava para levar de boa, estava tudo bem, não era uma família que ela odiava, nada disso. Quando eles pararam de falar sobre o dinheiro da Renata, era uma época que eles mais estavam em crise. O pai tinha se aposentado, não tinha conseguido o valor que ele achou que ia se aposentar. A mãe tinha se aposentado com um salário mínimo. O filho não estava fazendo bico e a irmã tinha sido mandada embora com duas crianças, com um marido que não pagava pensão. Estava tudo muito difícil para eles.
Renata, que sempre foi muito organizada nas finanças, falou pro marido: “olha, vamos dar uma cesta básica pra sua família, né? O restante eles se viram, mas a gente dá uma cesta básica”, o marido falou “ok” e começaram ali a dar uma cesta básica pra família do cara. Só que tinha uma questão: Eles não estavam pagando o aluguel, estavam priorizando as contas do dia a dia e o aluguel estava ficando pesado para eles. Nesse momento que Renata achou que eles fossem pedir algum dinheiro emprestado, eles não pediram… E ela notou que a família estava muito carinhosa, estranha. “Bom, melhorou o convívio, então tá bom assim”. O marido dela também estava mais atencioso, mais amoroso e a vida foi correndo… Até que um dia, no ano passado, Renata nessa altura do campeonato, tinha lá esse dinheiro aí que ela ganhou do seguro da mãe, que era uma conta que ela não mexia, ela tinha uma conta pessoal onde ela recebia o salário e tal, o marido dela também tinha uma conta pessoal, onde ele recebia o salário e nã nã nã e eles dois tinham uma conta em conjunto, onde eles botavam o dinheiro ali para pagar as contas.
E nessa conta em conjunto, quando sobrava alguma coisa, eles também aplicavam ali. — Que era uma graninha a mais que ficava aplicada. — Renata organizada. Até que um dia, no ano passado, apareceu um boleto de um banco no valor de R$ 1.360. — Eu não sei se vocês conhecem o sistema de banco que avisa quando você tem um boleto no seu CPF. O meu, eu faço isso, então qualquer boleto que é emitido no meu CPF, eu recebo um aviso lá do banco. Inclusive de outros bancos, não precisa ser só daquele banco, qualquer boleto emitido. — Renata não faria uma conta nesse valor, ela pagava, ela e o marido, de aluguel ali, R$ 1.600. — Não era barato o aluguel dela. — Ela nem teria como pagar um boleto desse valor. “Golpe, é golpe, tenho que ir atrás desse boleto”. Viu lá o valor, começou a caçar para achar o boleto, porque você não recebe o boleto, você só recebe um aviso, né? Renata: “Eu vou atrás desse boleto nesse banco”.
Caçou, caçou sem conversar com o marido, porque ela falou: “É um golpe, né? Não vou levar esse problema pra ele. A hora que eu resolver, eu conto”. Ela achou o boleto, o boleto já era uma quinta parcela de um financiamento de imóvel. — Veja, ela não tinha antes aquele sistema de localizar boletos, né? — Na hora, deu um gelo na Renata e ela falou: “Eu não comprei um imóvel, não sei o que lá” e como ela tinha falado com o atendimento do banco ali online, ela recebeu o contato do gerente da conta dela para poder entender o que estava acontecendo, porque para a surpresa de Renata, aquele banco era o banco que ela tinha deixado o dinheiro que ela recebeu da mãe. Depois ela fez esse link… “Ué, o gerente é o meu gerente da minha agência? Será que o meu gerente me deu um golpe?” e ela ficou tão preocupada: “Vou falar pro meu marido pra gente ir no banco”.
Na hora ela ligou pro marido e falou: “Olha, eu acho que o gerente aplicou algum golpe, não sei o que lá… Vou entrar na minha conta agora pra ver onde está o dinheiro” e ela estava muito nervosa… O marido ficou mudo, ela desligou o telefone e entrou na conta. Quando ela entrou na conta, ela viu que tinha umas tentativas de transferência negadas e viu que o dinheiro dela tinha sido dado baixa e entrado direto pelo banco num financiamento. Ela demorou para reconhecer ali o que tinha acontecido e aí sim ela foi falar com o gerente e o gerente falou: “Olha, você financiou um imóvel”, só que a Renata não tinha financiado nada. E aí o gerente falou: “Me dá um dia pra eu levantar aqui o que aconteceu”. Gente… Foi entregue no banco toda a documentação do financiamento aprovado, mas ela não tinha ido em lugar nenhum, não tinha financiado nada. O que era isso? Era um imóvel que a construtora ia entregar em março desse ano que a gente está aqui, 2025. — Ela viu isso no ano passado, né? —
Renata ligou de novo pro marido e falou: “Meu Deus, tem um financiamento aqui e tal”, e aí o marido já falou pra ela assim: “Olha, eu tô chegando em casa…”, ou seja, ele saiu mais cedo do trabalho… “Sai do banco e volta pra casa”. O marido dela tinha cessado a conta dela, tinha feito a simulação. do financiamento e seguido com financiamento a parte que dava online, depois tinha entrega de documentos, não sei o que lá, mas e a assinatura dela, né? Renata, muito organizada, não assinou nada sem ler… Só que ela assinou umas coisas de educação que as crianças iam fazer a mais na escola, mas ela fala: “Andréia, eu te juro, eu não assinei nada sem ler”. Das duas, uma: Ou o marido botou alguma coisa para ela assinar no meio daquela papelada das crianças ou alguém falsificou a assinatura dela. Quando ela chegou, o marido estava lá com uma cara de tacho, dizendo que usou o dinheiro dela para financiar um apartamento para a família dele, porque a família dele estava sendo despejada e sabia que a Renata não ia querer fazer isso.
Só que ele não tinha conseguido sacar o dinheiro para fazer, nem no nome dele, nem no nome da família dele… O banco não autorizou os saques, mas autorizou o financiamento, porque depois foi levada toda a documentação certinha, né? Eu fiquei pensando: Como que o banco não pede pra você ir até lá? Mas aí eu fiquei pensando em mim, que eu já financiei e não precisei ir no banco… Então, hoje em dia, você tem assinatura, assinatura digital, todas essas coisas, cartório… Renata surtou e falou: “Eu não assinei nada, eu não fiz nada, eu vou fazer um boletim de ocorrência”. Aí o marido começou a chorar, porque ele ia ser prejudicado e, uma suspeita da Renata, talvez a irmã dele pode ter se passado por ela… Mas ela não tem como provar isso. Porque como, gente? Como? Renata ficou enfurecida… Ela já estava com toda a papelada do financiamento, né? Do imóvel que seria entregue em março ali. Das duas, uma: Ou ela ia na delegacia fazer o BO e tentava desfazer todo aquele negócio ou ela falou: “Eu vou me divorciar de você e vou morar nesse apartamento… Vou pegar esse apartamento pra mim”.
E o cara ficou louco, né? Uma parte do dinheiro ali ia ser dinheiro deles… Porque tinha 170 que usou tudo e eles botaram mais 30… Foi 200 a entrada. Renata falou: “Não quero saber… Ou é delegacia, porque divórcio já vai acontecer, ou eu vou pra esse apartamento”. Depois de uma semana caótica, ela foi lá ver o apartamento… Não seria um apartamento que ela compraria, mas era um apartamento de três quartos. Não seria um bairro que ela compraria, mas já estava comprado, né? E era uma parcela que ela ia ter que se espremer um pouco para pagar com o salário dela, contando que talvez o marido fosse furar ali com esse negócio de pensão, mas já estava feito… Foi lá conversar na construtora e tirou o nome que estava da irmã dele lá. — Por isso que ela desconfia da irmã, né? — E falou: “Olha, ninguém tem autorização pra entrar ou fazer nada nesse móvel… Só eu”. Quando ela foi pegar o boleto para pagar, ela leu lá que estava o nome dela e estava e “ou”… Então o marido dela também era dono daquele apartamento. No divórcio, a Renata usou essa questão de não fazer boletim de ocorrência se fosse o divórcio nos termos dela, então aí ela ficou com aquele apartamento.
Ela ficou com o carro, que era deles — que era um carro novo — e ela ficou com todos os móveis, todas as coisas. Eles não entregaram em março, atrasou, eles entregaram em maio. Quando foi em maio desse ano, ela mudou e o aluguel da casa que eles moravam ainda tinha mais de um ano e pouco e estava no nome do marido. E aí a família do cara foi morar na casa que a Renata morava, de aluguel. Hoje ela mora nesse apartamento, está se adaptando ao bairro… Ficou mais longe da escola das crianças. — Então assim, deu uma atrapalhada, sabe? — Até hoje ela fica inconformada quando ela pensa que o marido dela conseguiu comprar um imóvel que ele ia enfiar a família, sem ela saber. — Pelas costas dela, usou o dinheiro dela, raspou a conta dela. — E aí ela falou: “Andréia, eu sou uma pessoa super organizada e ainda assim, de alguma forma, eu ou assinei alguma coisa junto com aquela documentação das crianças, ou sei lá, alguém falsificou minha assinatura?”. Acho que não, porque tinha reconhecimento de cartório… Então, não sei, assim…
Ela falou: “Eu sou uma pessoa muito organizada e ainda assim isso aconteceu”, e ela se divorciou… Ela falou que quando ela descobriu que foi ele que fez, parece que virou uma chave nela, o amor que ela sentia, assim, secou… E ela realmente, assim, não se arrependeu em nenhum momento de pedir o divórcio. Foi super traumático pras crianças, as crianças fazem terapia… Hoje o menino tem oito, a menina tem seis, eles fazem terapia e tal, né? Mas ela falou: “Não vou ficar mais um dia com você”. E a família dele hoje tem ódio mortal dela… Ódio mortal. Tanto que ele pega as crianças e ela não pode nem ir lá buscar as crianças, quando ela busca, ela busca direto na escola, na segunda—feira… — Gente, 10 anos de casamento… Como que você faz isso? Porque é óbvio que ela ia falar não, né? Então ele foi e fez tudo pelas costas dela. E só não deu polícia, porque eles conseguiram resolver ali o financeiro, né? De uma maneira que a Renata achou que estava justo. — Então é isso, gente… Você não pode confiar no seu marido de sei lá, né? Quase 10 anos. O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, eu sou Cristiane de Teresina, sou advogada. Renata, sinto muito pelo que aconteceu com você… Foi um grande desrespeito isso que o seu ex-marido fez, pra dizer o mínimo. Porque, na verdade, a atitude dele foi criminosa, dele e da família dele. Você foi simples, coerente e contida… Se tivesse decidido exercer o seu direito e iniciar um processo, as consequências para ele seriam muito piores. Acredito que o maior problema para nós mulheres em relacionamentos amorosos é fantasiar uma vida 100% transparente com homens sem entender que a maioria deles não está interessado e nem será transparente conosco. O dinheiro já era seu antes de casar, não tem o que dizer para o cara… O saldo inicial não vai para a divisão mesmo. Já que você é organizada, é só deixar tudo organizado para qualquer evento, morte ou divórcio que aparça pelo caminho possibilitar a localização do dinheiro.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, Jéssica aqui de Belém do Pará. Renata, admirável a sua lucidez, organização, eu também me considero uma pessoa bem-organizada e a gente sabe o quanto isso evita com que nós sejamos passados pra trás, mas mesmo assim a falta de caráter do cara com quem você era casado também foi algo surreal e bizarro. Que bom que você conseguiu se impor, ter firmeza. e não pesar, independentemente de ser 10, 20, 30 anos, falta de caráter é falta de caráter. Que bom que o apartamento era de 3 quartos, ficou um pra você, um pra Renatinha e pro Renatinho, né? Cada um no seu canto. É admirável o seu pulso em dizer não, eu acredito que o fato de você ter sido criada apenas com a sua mãe te trouxe uma força ainda maior, né? Por depois de você ter perdido ela e ter praticamente ficado sozinha, isso te deu mais lucidez e força pra encarar esse tipo de gente, tipo de gente sem caráter… E que bom que você se livrou desse cara e tá seguindo a sua vida muito bem, viu? Parabéns por ser essa guerreira que você deve ser com certeza.
[trilha]Déia Freitas: Aproveita a seleção dos meus produtos queridinhos que a Hidrabene separou para você com base, creme, sérums, tônicos e muito mais. — Sério, eu e Janaína somos consumidoras vorazes de Hidrabene… Tem até briga às vezes. [risos] Eu venço. — Usando o nosso cupom exclusivo: “PONEBENE15” — amo, “pôneibene” em maiúsculo, sem acento, 15 em numeral —, você garante 15% de desconto nos produtos e ainda tem a chance de ganhar um bilhete premiado de 100 reais para gastar no site. — Olha… — Nas compras acima de R$150, você ganha frete grátis. — Então clica no link, vai lá, escolhe os seus produtos favoritos e aproveita esse benefício exclusivo que a Bene preparou só para quem é nãoviabilizer. — Valeu, Bene… Eu te amo, Hidrabene, marca a cor de rosinha do meu coração. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]Quando alguém te dá alguma coisa para assinar e o verso está em branco, você pode pegar a caneta, pega numa ponta assim, faz na diagonal um risco. Então, sempre que eu assino um documento na frente ou visto e atrás está em branco, eu faço uma risca de fora a fora nas costas ali daquele documento. Porque a gente não sabe também se a pessoa depois vai botar na impressora e imprimir um verso ali que você não concordou, né? Então, eu aprendi isso com uma advogada… Tem lugares que tem um carimbo, que põe ali atrás “em branco”, mas você tá assinando, você não tem um carimbo? Você pega a caneta, ó, numa pontinha aqui na diagonal da outra pontinha… Já era. Então, tem que ler, gente, tem que ler tudo… É isso.
