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título: manjedoura
data de publicação: 22/12/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #manjedoura
personagens: carmen

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Lá Guapa. Inaugurada há 11 anos, a La Guapa é a rede de empanadas artesanais mais bonita e gostosa do Brasil. Com diversas lojas espalhadas pelo país, na La Guapa você encontra as famosas empanadas artesanais latino—americanas, com o queimadinho que é característico delas. — Gente, é uma delícia, sério… — Em sabores que vão dos clássicos, passando pelas veganas — as minhas —, até as criações exclusivas. Para você economizar comendo bem, participe do Clube La Guapa, pacotes de produtos que você escolhe e paga muito mais barato. Procure uma La Guapa perto de você ou peça pelo aplicativo. 

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[trilha]

Carmen era casada e tinha ali seus dois filhos. O marido da Carmen tinha sete irmãs… Eles eram em oito, ele era mais ou menos ali do meio. — Então, nasceram algumas mulheres, ele, depois mais algumas mulheres. Então, ele era o único homem aí, né? Filho desse casal aí, os [risos] sogros de Carmen. — Todo mundo já era adulto, todo mundo já era casado, todo mundo já tinha seus filhos e seus agregados, então a festa de Natal tinha, brincando, assim, mais de 100 pessoas. Carmen, os pais já tinham falecido, ela só tem um irmão e esse irmão ia pra Santa Catarina passar o Natal com a família da esposa e Carmen, seus dois filhos e o marido sempre passavam o Natal com a família do marido, que era essa galera aí, tipo, bem mais de 100 pessoas, gente. Tinha amigo secreto, porque era muito presente pra dar. 

Carmen comprava presente pros filhos e pro marido e entrava no amigo secreto. — Geralmente, todo mundo fazia assim, né? Trocava presente ali entre a sua família, o núcleo da sua família e participava do amigo secreto. — A comida todo mundo levava alguma coisa, tinha uma lista onde as pessoas iam anotando o que se ia levar e sempre a carne principal que ia servir, quem fazia era ali os pais do marido da Carmen. E, nesse ano, particularmente, tava todo mundo muito empolgado porque eles resolveram que eles fariam uma encenação de Natal, do nascimento de Jesus. Ninguém ali é ator ou atriz, mas, enfim, todo mundo conhecendo aí como foi o nascimento de Jesus, então “ah, quem vai fazer Maria?”, “quem vai fazer José?”, “Vamos fazer a parte dos Reis Magos ou não vamos?”, eles foram criando ali um roteiro familiar e os personagens, enfim, ia ser uma coisa bonita pra todo mundo assistir…

Só que tinha um detalhe: Ali naquela família tinha muitos adultos e muitas crianças a partir ali dos seus 4, 5 anos, mas não tinha um bebê. Eis que o marido de Carmen disse ali no grupo da família: “Olha, tem uma moça na minha empresa que ela teve bebê recentemente e ela ia passar o Natal só ela e o bebê, então eu posso convidá— la para o nosso Natal”, e aí todo mundo: “Ai, coitada, ia passar o Natal sozinha? Claro, a gente põe o bebezinho dela na manjedoura e tal”. E quem já tinha dado a ideia da encenação tinha sido realmente o marido de Carmen… — Então, olha, ele resolveu o problema maior, que era a questão do bebezinho. — O tempo foi passando, foi chegando o Natal, então, sai, compra presente: “Ah, que prato que você vai fazer pra levar da lista?”, tudo organizado, faltando poucos dias, o marido da Carmen deu uma incumbência pra Carmen, que era comprar uma manjedoura. — Eu tive realmente que pesquisar no Google se vendia e realmente já vende ela prontinha pra você colocar o bebê com a palha e tudo. [risos] —

Carmen primeiro precisava saber as medidas do bebê, pra que tamanho comprar essa manjedoura e ela pediu o contato da moça, só que o marido falou: “Não, ela tá aqui comigo, a gente trabalha junto, eu já vejo o tamanho desse bebê e já te mando”, mandou o tamanho do bebê e lá foi Carmen atrás da manjedoura. Procurou, porque assim, você acha mais a manjedoura pra você botar um boneco, um bebê de cera, mas pra um bebê humano, você precisa de uma manjedoura maior, que aguente o peso também do bebezinho. Ela procurou, procurou, até que achou, foi em outra cidade buscar essa manjedoura, porque precisava pra pôr o bebê… Todo mundo falou: “Ah, bota num cesto e tal”, mas o marido dela queria que ficasse perfeito, a encenação, tinha que ser uma manjedoura… E ela foi atrás e conseguiu a manjedoura. 

Ela passou na sogra, deixou a manjedoura, eles fizeram no quintal uma iluminação a mais, e fizeram no quintal um cenário ali, que seria aquele estábulo, aquele celeiro, onde Maria deu a luz ali. Estava tudo arrumado e o pessoal foi chegando… A ceia aconteceria umas nove da noite e, quando fosse meia— noite, de 24 pra 25, um pouco antes, eles fariam a troca dos presentes, e depois já a encenação com o menino Jesus, que seria o filho dessa moça, mãe solo, que ia passar o Natal sozinha, e agora ela foi acolhida pela família que Carmen participava. — Uma coisa que eu gostava, hoje eu e a Janaína, a nossa família todos morreram, [risos] então meio que a gente não faz mais isso, mas eu gostava muito de me arrumar pra Natal e Ano Novo, sabe? Que você põe uma roupa boa, uma roupinha melhor, ou que você comprou, que você só guarda pra ocasiões especiais… Você toma um banho mais caprichado, passa um perfume mais legal… Eu gostava muito dessa preparação, de me arrumar pro Natal, pro Ano Novo também. — 

E aí todo mundo tava bem arrumado, cheiroso… — Eu gosto muito disso, assim, dessa reunião de pessoas pra Natal e Ano Novo, acho muito legal. — Carmen chegou com seu marido, com seus filhos, as crianças já correram, porque junta muita criança, gente… Uma criançada. E aí também tinha comidas pras crianças, que, ah, não come uva passa, isso e aquilo…. Um Natal perfeito, como era todo ano. Todo ano era perfeito. Todo ano eles faziam um evento, alguma coisa diferente, né? E nesse ano seria essa encenação… Todo ano todo mundo se arrumava, nunca saía briga, sempre era perfeito. Como é uma festa pra mais de 100 pessoas, não tem como você pôr uma mesa pra todo mundo. — Então, assim, você pega, você vai fazendo seu prato, e você acha uma cadeira, um sofá, enfim, né? Eles alugavam… — Pra vocês terem uma ideia, eles alugavam cadeiras, porque não tinha cadeira suficiente, mas assim, não tinha mesa, você comia com o prato ali na mão. Então, assim, é muita gente, gente, né? E dava sempre, sempre deu tudo certo. 

Carmen chegou, já fez o prato das crianças, porque ela falou: “Andréia, eu já dava comida pros meus filhos, eles alimentados, eles saiam pra brincar e eu ficava tranquila, né? Porque brincava ali num quintal enorme, todo cercado, não tinha perigo de nenhuma criança fugir, escapar, né? Então, não tinha piscina, então você também não tinha aquele perigo da criança cair na piscina”. Então, assim, os pais ficavam relaxados e à vontade porque as crianças estavam ali soltas. E sempre tem uma tia, uma pessoa, que fica de olho nas crianças. — Pra mim, onde tem criança, não tem paz. Pelo menos pra mim, eu não tenho paz, porque eu fico olhando se ela vai se machucar, onde ela tá, se ela não tá pondo o dedo na tomada… — 

A galera foi tomando ali umas cachaças, comendo, todo mundo, já era nove, sei lá, quarenta e tal, já tinha galera que, depois do Amigo Secreto tinha que trocar de roupa pra poder fazer a encenação… Carmen tava ali no meio de cento e tantas pessoas, né? E, num determinado momento da festa, a Carmen foi achando o pessoal meio estranho. Nunca rolava uma estranheza, era sempre uma festa muito boa, todo mundo muito animado e ela sentiu uma vibe… Sentiu uma estranheza. Ela pensou, “o que será que aconteceu?”, mas assim, já tinha tomado também uns negocinhos, já tava ali, o marido tava perto dela. Então, assim, o que será que aconteceu? Mas também sabe quando você não dá muita importância? E aquela vibe foi ficando desconfortável. De repente, alguém falou: “Ah, será que a gente faz essa encenação? Talvez a gente, sei lá, não vamos fazer”. Aí uma outra tia falou: “Ah, é mesmo, não vamos fazer, não… Que bobagem isso, a gente já sabe como o Menino Jesus nasceu, não precisa”. 

E aí, Carmen falou: “Ô, gente, eu rodei essa cidade três dias, fui achar manjedoura em outra cidade… Vamos fazer sim, eu quero ver essa coisa acontecer. E foi o meu marido, foi o Fulano que pensou em tudo, ele tá esperando que a gente faça essa encenação”. E aí ficou nisso, uma parte da família falava: “Ah, bobagem”, “Ah, besteira”… Umas pessoas queriam passar o amigo secreto pra depois da apresentação e alguém falou: “Não, não, não, não… Vamos fazer antes, vamos fazer já e depois a gente faz a apresentação”. Aquele pessoal que não queria mais que tivesse a apresentação insistiu muito pra que já fizessem o amigo oculto ali, o amigo secreto, trocassem presente, porque era muita gente, “ih, gente, vai demorar… Vamos fazer já?”. E o amigo secreto correu, assim, muito bem… 

Carmen deu o presente da sua amiga secreta, que ela tirou lá uma das tias do marido dela, ela ganhou um presente muito legal também de uma cunhada e deu o presente dos filhos, deu o presente do marido, o marido deu o presente pra ela, deu o presente pros filhos também e tava tudo muito legal… Acabou o amigo secreto, eram as onze e vinte ali da noite, né? Então tinha um tempinho ainda pra você comer mais alguma coisa e tal até a hora da encenação. Nessa hora, Carmen tava ali comendo, bebendo, chegou do lado dela um cunhado, que a gente vai chamar aqui de “Júlio”. Toda família tem uma pessoa fofoqueira, nessa família era o Júlio. Se você precisasse saber qualquer coisa, você falava: “Júlio, vai lá descobrir pra nós”, o Júlio ia, Júlio descobria as coisas… — Júlio tinha uma lábia… — Em determinado momento, ali umas onze e meia da noite, ele encostou do lado da Carmen e ele foi puxando o assunto ali, falou: “Ah, você tá bem? Tá se sentindo bem? Tá tudo bem?” e ela falou: “Não, tô bem, né? Bebi um pouquinho, mas tô ótima e tal” e ela sentia que o Júlio queria falar alguma coisa pra ela, mas ele não conseguia, ele não achava uma brecha pra falar. 

Mas ela percebeu que o Júlio ficou por ali e que a esposa do Júlio — que a gente pode chamar aqui, sei lá, de “Nádia” — também ficou por ali, muito perto dela, assim, a ponto dela ficar incomodada… Foi dando ali a hora e, nessa encenação, o marido de Carmen seria José e uma tia dele lá seria Maria, enfim… Chegou a hora de pegar o bebezinho com aquela moça, que trabalhava junto com o marido da Carmen e ela percebeu que uma das tias do marido da Carmen tava embrulhando muito esse bebê pra botar na manjedoura. E a Carmen foi chegando perto pra falar: “Não, deixa ele mais… Tá calor, né? Não embrulha ele tanto” e foi aí que ela viu a moça, cumprimentou e, quando ela desenrolou esse bebezinho, ela percebeu a família pálida… — Aqui agora eu tenho que falar uma peculiaridade da família do marido da Carmen… —

Eles têm um nariz grande, muito característico, muito característico… Então todas as irmãs, ele e o pai eles têm um nariz, assim, que não tem como você não falar… E as crianças da Carmen também têm esse nariz, então é meio que uma marca da família… Quando ela desenrolou bebê… [risos] O bebê já tinha aquele nariz… A Carmen falou: “Andréia, eu não estou brincando, quando meus filhos nasceram, eu vi aquele nariz e eu comecei a chorar, porque eu falei: “meu Deus, eles vão crescer horríveis, né?””, mas não, depois que você cresce, você cresce em volta do nariz, é igual a orelha, né? [risos] Então as crianças foram crescendo em volta daquele nariz e ele não ficou assim tão grande, mas ainda assim é um nariz peculiar. E aí ela olhou aquele nariz e, assim, ele só tinha irmãs… Ou aquela criança era do sogro dela ou era do marido dela e o sogro já era bem idoso e não tinha nenhum contato na empresa lá do marido, que era uma multinacional… Então aquele bebê com certeza era do marido dela. 

E aí ela se ligou por que uma galera não queria mais fazer uma apresentação, porque provavelmente foi olhar o bebê de perto e falou: “Eita, [risos] esse nariz não tem como” e era por isso que o Júlio e a Nádia estavam ali do lado dela. Nessa hora, a Nádia já puxou a Carmen ali de lado e falou: “É, a gente também só descobriu agora… A gente conversou com ele para ele levar ela embora com o bebê, para não estragar o Natal de ninguém e depois conversar com você, mas ele não quis, ele está obcecado em fazer essa encenação e a gente sabe que é porque é o filho dele que ele quer botar na manjedoura”. Nisso, o Júlio falou: “Olha, eu já descobri que ele registrou a criança e que ele paga pensão”, olha isso… Júlio, o fofoqueiro da família, falou isso. A Carmen só tremia, eles estavam cochichando no canto e levaram a Carmen para dentro de casa, só que lá dentro o que estava acontecendo? A caracterização dos personagens dessa encenação do nascimento, né? Do menino Jesus. 

A Carmen ela estava meio anestesiada, mas quando ela viu o marido dela vestido de José, [risos] deu uma coisa nela… Tudo que ela achava na frente, ela foi arremessando no marido. — Fez barraco, quebrou até janela a Carmen. — Lá fora, alguém levou a moça e o bebê embora, porque não tinha condição, gente… O bebê narigudinho foi embora com a mãe. E aí rolaram algumas brigas paralelas, porque uma galera era do “deixa disso”, a outra também achou um absurdo, “não, como que ele fez isso?”, porque foi uma audácia… Por que ele quis levar o filho dele, bebê, para ser a criança Jesus, sabe? Olha a audácia deste homem… Muita gente achou um desrespeito enorme, tanto que o pai dele fez ele botar a casa, não foi no nome das crianças, foi no nome da Carmen… — Porque é uma galera que tem um pouco mais de dinheiro, né? — Ela ficou com a casa, com o carro e ele tinha mais alguns imóveis, botou ali um imóvel em nome de cada filho. E o pai fez, inclusive, ele botar um imóvel no nome do bebezinho lá, que o Júlio já tinha apelidado de “Nareba”. — [risos] Péssimo, Júlio, péssimo. Então o Narebinha Filhinho também ganhou um apartamento. —

Carmen se separou dele, ele paga a pensão para as crianças, tudo certo… A Carmen voltou para o mercado de trabalho. — No começo ela recebeu uma pensão, mas parece que só até, foi uns três anos assim de pensão, depois ele só dava para as crianças. — Ele não foi morar com a moça, eles continuaram trabalhando na mesma empresa, mas ele não, tipo, nem namorou com essa moça… E a sorte dela foi que o pai fez ele dar um apartamento, botar no nome da criança, e aí ela foi morar nesse apartamento… — Porque senão ela ia ficar sem nada, porque ela não tinha um cargo tipo igual o dele assim, de CEO, essas coisas, sabe? Ela tinha um cargo classe trabalhadora bem básica, assim, sabe? Então foi a sorte dela… — A Carmen não fala com essa mulher, porque ela sabia que ele era casado, né? Então a Carmen tem uma mágoa muito grande em relação a isso, mas a Carmen permite que os filhos tenham contato com o menininho, que agora o menininho já está mais crescido, né? Porque ela falou: “Andréia, eles são irmãos, né? Então eu quero que eles cresçam em harmonia com o irmãozinho deles”

E aí eu falei pra Carmen, falei: “Enquanto você estava lá dando barraco…”, porque ela quebrou uma janela com a mão e ela precisou levar oito pontos na mão, porque ela deu um soco lá no vidro de uma janela, e pegou um pedaço do vidro pra matar o marido, [risos] mas não conseguiu, tinha, outras pessoas… Eu falei: “Mas e seus filhos viram isso? Não ficaram assustados?”, ela falou que uma tia,[risos] que a gente pode chamar, sei lá, de “tia Jamile”, tia Jamile levou, o quintal realmente era muito grande, as crianças lá pro fundo, onde tinham umas árvores e tal, que era pra procurar o menino Jesus. Então eles ficaram lá, sendo que o menino Jesus, a criancinha, estava lá na frente, [risos] na festa. E aí as crianças ficaram entretidas lá, meio que nem ouviram o barulho e tal, a gritaria… Carmen já tá bem, né? Tem uns anos que aconteceu, foi bem antes da pandemia, enfim, só que até hoje ela tem essa mágoa, né? Porque, assim, ele não precisava fazer isso, ele não precisava.

Ela se sentiu humilhada na frente da família toda, de todo mundo que tava ali, porque todo mundo que viu o bebezinho, viu o narizinho dele e falava: “Não tem como, né? Realmente ele é filho de alguém que tá ali” e óbvio que não era nenhuma das irmãs, não era do pai do cara, então era do cara, né? Ele não precisava fazer isso, né? Mas acho que ele queria registrar, ele não queria perder o Natal do filho, botar o filho na manjedoura… E, no final, ela falou: “Aquela manjedoura, que eu rodei a cidade, passei três, quatro dias procurando, nem foi usada. No final, um dia eu cheguei na casa da minha sogra e ela tinha botado uma caminha, [risos] uma caminha de cachorro dentro da manjedoura e o cachorro dela que dormia lá”. [risos] Eu amo, aproveitou bem a manjedoura, né? [risos] O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Fernanda, eu falo de Rondônia. Carmen, meu pano com glitter está prontíssimo pra você, querida. Eu acho que você não errou em nada nessa história, você foi a vítima disso tudo, dessa grande palhaçada, desse circo que o seu ex-marido armou e ainda envolveu a família dele, sabe? É tanta falta de noção que eu fiquei incrédula com essa história. Qual que era o propósito dele? Qual que era o intuito? Incluir a amante e o filho de fora do casamento? Cadê a falta de consideração, o respeito por você, pelos seus filhos? Um beijo, querida, espero que você esteja bem. 

Assinante 2: Oi, gente, aqui é a Eva Mansk de Leopoldo no Rio Grande do Sul. Como eu acho incrível a ideia destes homens, assim, que acham que levar a amante e o filho para a festa de natal da família inteira que isso é uma grande ideia… Eu não consigo entender isso, essa autoestima do homem hétero, assim, é sempre algo que me surpreende. Aonde que se passa na cabeça de um homem desse que isso vai dar certo, que isso é maravilhoso, que isso é bom, né? Que não vai dar em nada, que ninguém vai reconhecer o tamanho do nariz da criança e não vão descobrir a verdade? A não ser que ele queria que descobrissem a verdade e tudo mais, né? Porque o homem também faz de tudo pra ser terminado e não para ele terminar as relações, né? O pessoal tá de parabéns, gente, um grande beijo pra vocês.

[trilha]

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[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]