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título: champanhota
data de publicação: 26/01/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #champanhota
personagens: fabiane

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a Petlove. — Amo… — O verão exige atenção redobrada com a saúde dos pets, problemas relacionados ao calor intenso, infestação de parasitas, imprevistos nas viagens e cuidados preventivos fazem aí com que o atendimento veterinário seja muito procurado nessa época. Na Petlove, você que é um tutor responsável e preza pelo bem-estar do seu pet, encontra atendimento veterinário de qualidade a um valor de acessível e que cabe no seu bolso. E encontra também ampla rede credenciada com mais de 7 mil parceiros, entre clínicas e hospitais veterinários, conta ainda com microchipagem gratuita para mais segurança, né? E descontos progressivos para famílias com mais de um pet. — Tipo a minha, que tem 17 pets. [risos] Amo. — 

Fica esperto porque os cuidados não acabam quando a estação passa, tá? — Não é só no verão que você tem que cuidar do seu pet. — Com o plano de saúde Petlove, seu pet fica protegido neste verão, no outono, na primavera, no inverno, até o próximo verão. Planos de Saúde Petlove, se tem pet, tem que ter. — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. E no final tem o quê? Tem cupom… Fica com a gente que você não vai acreditar, tá? — E hoje eu vou contar para vocês a história da Fabiane. Então vamos lá, vamos de história.

[trilha]

Fabiane conheceu um cara aí numa balada e ela ia sempre no apartamento desse cara. E a primeira vez que ela foi lá, ele disse assim: “Olha, aqui está a minha suíte, aqui tem a sala integrada ali com a cozinha, mas nesses dois quartos aqui você não entra”. — Poxa, [risos] talvez a Fabiane não fosse nem pegar ali na porta para entrar para ver, mas como ele falou: “Você não entra”, você fica naquela curiosidade, né? — Mas aí eles foram saindo sempre  e esse cara falou: “Olha, quando for ali dia 29 de dezembro, você quer ir comigo para a praia? Eu já terminei todos os meus trabalhos e a gente pode ir para a praia”, Fabiane ficou, assim, felizona… Falou: “Nossa, sim, quero muito ir pra praia com você”. 

Lá pelo dia 20 de dezembro, ela foi dormir na casa desse cara e ela acordou duas e pouco da manhã, eles tinham bebido bastante, mas ela estava meio ruim, assim, do estômago e ela não tinha bebido quanto ele, então ele estava roncando pesado do lado dela e ela acordou umas duas e pouco para ir até o banheiro e falou: “É agora que eu vou entrar naqueles dois quartos para ver por que eu não posso entrar lá”. — Isso se  tivesse destrancado, se tivesse trancado, Fabiane, corajosa, ainda ia procurar a chave. —

Fabiane levantou, nem foi ao banheiro — aproveitar o tempo —, foi e entrou ali naquele primeiro quarto… Quando ela entrou no primeiro quarto, tinham vários rótulos de bebida, várias garrafas… — Tinha um negócio de vapor, sabe desses que você passa roupa, sabe? — O que ela percebeu? Ele tirava o rótulo de uma cidra qualquer e botava o rótulo de um espumante importado… Então ele trocava rótulos de garrafa e tinha umas coisas que pareciam selos, acho que de pôr em volta da garrafa ali na parte de cima, enfim… Tinha coisa para falsificar bebida. E a Fabiane ficou em choque, em choque quando ela viu aquilo… No segundo quarto, a mesma coisa, cheio de garrafa, já aparentemente com os rótulos trocados, meio que embaladas, sabe? E a Fabiane falou: “Gente, ele falsifica a bebida?”, isso é muito perigoso, sei lá, né, gente? Você não sabe com quem você está lidando. E aí Fabiane muito apavorada, foi até a cozinha, pegou um pano de prato e limpou… [risos] Limpou as digitais dela das maçanetas das duas portas e passou um paninho na porta, assim, porque ela falou: “Não sei se eu botei a mão na porta, né?”, porque ela falou: “Meu Deus, se baixar uma polícia aqui, sei lá, tirar a digital”… — Eu acho que nesse caso não tira digital de maçaneta… Será que tira? —

Ela falou: “Tô lascada”, porque era claramente algo ilegal, né? A Fabiane não podia sair correndo, né? Ela foi ao banheiro, depois ela deitou de novo e dormiu, assim, ali apreensiva, mas acabou pegando no sono. De manhã, a Fabiane fez de tudo pra assim, né? Não demonstrar que tinha alguma coisa diferente. E aí ele sempre levava ela até em casa e ele foi, levou e tal, eles se despediram ali e Fabiane ficou pensando num jeito agora dela poder falar que ela não ia mais viajar com ele. Isso era antes do Natal, o que ela pensou? “Vou inventar alguma coisa no Natal, que eu vou ficar com a minha família, tipo, sei lá, que a gente foi pro interior e aí ninguém quis voltar e eu vou ficar por lá”. Ela foi conversando com ele ali, dia 22, 23, no dia 24 de manhã, antes dela mentir que ela ia pro interior, que ela ia ficar ali, ele apareceu na casa da Fabiane com [tiros] 10 garrafas de espumante. [risos] Ali uma champanhota, dizendo que eram importadas, maravilhosas e tal, que era para levar para a família dela. — Ela sabia que era bebida falsificada… E como ela não sabia o que tinha dentro, ela agradeceu e tal, mas depois ela abriu as garrafas e jogou toda a bebida na pia… Das dez garrafas. —

Então, a desculpa dela seria essa, ela ia para o Natal de boa, que ia ser na casa dos pais dela, mas não era no interior, nada, ia falar que estava no interior e quando fosse lá para o dia 27, ela ia falar: “Olha, não vai rolar de eu ir para a praia com você, porque estou aqui com o pessoal e tal, e a gente vai ficar por aqui, eu vejo um pouco minha família”, ela tinha todo já um discurso… E aí ela foi conversando com ele, ele tinha dado um presente de Natal pra ela, ela deu um presente de Natal pra ele, na noite de Natal eles conversaram ali por FaceTime e tal, e ele assim, super apaixonadinho, sabe? [risos] Ela já com medo, cabreira. Aí conversaram no dia 26 e, quando foi no dia 26 ali pela hora do almoço, ela mandou mensagem e ele não respondeu mais. Ele recebia, mas ele não respondia… E a Fabiane pensou: “Ai meu Deus, será que ele tinha câmera lá naqueles quartos e agora ele foi ver as imagens e me descobriu?”. [risos] Fabiane com a mente lá na frente, né? E aí ela ficou mandando mensagem pra ele a tarde toda, ele não respondeu… No dia 27, ela falou: “Olha, eu não sei porque você não está respondendo as minhas mensagens, mas eu não vou poder ir para a praia com você, eu estou no interior com a minha família, faz tempo que eu não vejo eles e nã nã nã”, fez todo aquele discurso que ela já ia fazer. 

Dois pauzinhos e ela não teve resposta… Ele não respondeu. A última mensagem que Fabiane mandou para ele foi no dia 29, dia 29 ela mandou mensagem e aí já falou: “Poxa, você não está mais me respondendo, então não vou te escrever mais”, fez um discursinho dela lá e não falou mais com ele. Quando foi dia 3, Fabiane voltou a trabalhar e quando ela conheceu esse carinha, ela estava com uma amiga dela de trabalho e a amiga dela de trabalho começou também a sair com outro carinha, que era amigo desse carinha. E aí ela voltou e foi direto na menina perguntar, porque elas não tinham tanta amizade assim, né? Elas tinham saído num grupo e tal, mas enfim, ela achou melhor não sei, não mandar mensagem nas festas, né? Sei lá, atrapalhar a menina ou a menina podia estar com o cara. Ela foi perguntar e aí, gente, a menina contou a história… Esse cara que a menina saía, essa colega de trabalho da Fabiane, usava uma tornozeleira eletrônica e ela nunca contou isso para a Fabiane… E eles iam para a praia juntos, os quatro e mais uma galera, só que esse cara tinha a tornozeleira e ele não poderia ir para a praia, estava fora do alcance lá de onde ele poderia ir, entendeu? E aí ele resolveu romper a tornozeleira…

E quando ele rompeu, eu não sei o que acontece, a polícia recebe um sinal, sei lá, não sei o que aconteceu, ela não sabe explicar muito bem, mas naquele dia que ele já parou de responder as mensagens, ele tinha sido preso. Ele, o amigo e outros comparsas… A polícia descobriu lá o esquema de falsificação de bebidas, enfim, prendeu todo mundo… E essa menina sabia. E ela falou para a Fabiane: “Ah, bobagem, eles só falsificavam bebida, nada demais”. E aí, assim, tudo bem, pode ser um crime menor, não sei, porque também se colocar alguma substância errada na bebida ali, sei lá, né? Pode matar um monte de gente… — A gente viu aí um hostel, onde que foi? Na Tailândia? Na Austrália? Não sei onde aí que tinha bebida falsificada e as pessoas morreram, né? Então, não sei se eles só trocavam rótulo, né? Mas o que me deixa mais apavorada nem é isso, é assim, porque é um monte de cara que faz coisa errada junto, é tipo, uma formação de quadrilha, né? E aí uma pessoa de fora, vai, Fabiane, foi lá e descobriu, os caras vão deixar assim de boa? Não sei se iriam, sabe? Meu medo é esse, não é nem o crime em si… É o que essas pessoas que cometem o crime vão fazer para se proteger, entendeu? —

E o meu medo é sempre esse, eles foram presos, mas como que eles foram presos? Sei lá, invadiram o apartamento desse cara que a Fabiane estava ficando? Se ela estivesse lá dentro, ela não ia junto? Porque a polícia não vai saber “ai, a Fabiane não sabia de nada”, vai, obviamente achar que ela sabia. Porque está lá dentro, não entrou naquele quarto, Fabiane? Né? Então, o meu medo é esse. E ela ganhou 10 champanhotas do cara para comemorar Natal e Ano Novo, dessas bebidas aí, [risos] que ele tinha algum esquema, ele falsificava, sei lá, o que ele fazia. A Fabiane depois ficou aquele ano todo com medo dele aparecer, de receber uma mensagem, mas não, ele nunca mais apareceu. Se está solto, se está preso, se está morto, ela não sabe, porque ele nunca mais apareceu. E lá pra junho só que ela bloqueou o contato dele, porque ela tinha medo também de bloquear. E aí eu perguntei: “Fabiane, que cor de roupa você passou o ano novo?”, ela falou: “Ah, eu passei de branco”, eu falei: “Mas você não teve paz, né?”, [risos] a piada… Um ano sem paz. 

Quando tava chegando o próximo ano novo, que ela falou: “Não, vou desencarnar, preciso, sabe? Esquecer isso e viver minha vida”, porque ela passou um ano com medo desse cara procurar, ou sei lá, dele achar que foi ela que deu alguma dica, alguma coisa, mas segundo a outra menina lá, que depois ela também mal falava com a menina, era por conta de romper a tornozeleira, mas não sei também, não sei como é esse esquema, né? [risos] Enfim, esse foi o final de ano que Fabiane não tomou as champanhotas aí que o cara deu, mas ela passou o ano novo e depois o ano inteiro com medo do que poderia acontecer aí com ela… O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, meu nome é Paula, eu sou de Brasília. A tornozeleira eletrônica envia sim sinal quando ela é rompida, dentre vários outros sinais que ela envia. E, com o rompimento, uma equipe da segurança pública é acionada para iniciar a captura da pessoa que rompeu. É muito comum que a pessoa que tenha tido uma pena inicial de cumprimento em regime fechado, ou seja, tenha sido determinado que ela fosse presa, progrida nesse cumprimento usando a tornozeleira, de forma que ela pode ficar solta e ainda estar cumprindo pena, mas se ela rompe a tornozeleira, ela tá rompendo uma das condições pra ela ficar solta. Então ela regride no regime e ela volta a cumprir a pena em regime fechado. É muito possível que o cidadão aí do episódio tenha acontecido isso com ele, ele realmente deve ter sido preso pelo rompimento mesmo da tornozeleira. 

Assinante 2: Meu nome é Emanuele Carvalho, sou advogada criminalista em Santa Catarina. Eu queria dizer pra Fabiane que é normal que as pessoas que utilizam tornozeleira eletrônica tenham o direito de socializar, de namorar e ter a sua intimidade preservada… Que a sua amiga não tinha a obrigação de revelar a intimidade da pessoa com quem ela convivia. Outra questão importante é que, mesmo a pessoa que está cometendo um crime, um delito, ela tem o direito à intimidade dela e de não revelar isso, por mais absurdo que isso pareça, afinal, crimes todos nós cometemos… Quando a gente resolve beber e dirigir, quando a gente sonega imposto, quando a gente compra um Ipônei e não declara aquele imposto de maneira ilícita, né? Todos nós cometemos crimes, muitos, e em diversos momentos da vida, a diferença é que o sistema escolhe punir determinadas pessoas. E, segundo os dados estatísticos, essas pessoas são majoritariamente pessoas negras. Então, eu acho que fica aí a reflexão sobre essa história e nossa necessidade de punir o outro e criar essa imagem de bandido que jamais pode ser ressocializado. 

[trilha]

Déia Freitas: O calor não está dando tréguas, o seu pet precisa de cuidados preventivos e contínuos para ter garantia de saúde e bem—estar. — Investe agora num plano de saúde Petlove, é o plano perfeito para o seu pet, é o maior plano de saúde pet do Brasil e você vai ter acesso a um atendimento veterinário de qualidade para o seu lindo petzinho. — Usando o nosso cupom “PONEI100” — [risos] amo, “pônei” em maiúsculo, sem acento, sem numeral —, você ganha 100% de desconto na primeira mensalidade dos planos de saúde Petlove. — É isso que você ouviu, gente, 100% de desconto na primeira mensalidade… — Corre e contrata agora, porque o cupom é por tempo limitado. Planos de saúde Petlove, se tem pet, tem que ter. — Valeu, Petlove, te amo… — Um beijo, gente, e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]