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título: ondas
data de publicação: 26/01/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #ondas
personagens: niceia

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Liv Up. — Amo… Deliciosa. — A Live Up quer facilitar a sua alimentação do dia a dia e, nesse começo de ano, tudo que a gente quer são coisinhas aí que facilitem a nossa vida, né? A gente já tem planejamento, meta para cumprir, então se for para deixar alguma coisa mais fácil, a gente vai aceitar. E a Liv Up está aqui para facilitar a sua vida, ela tem diversas opções no cardápio que variam entre porções individuais — os saquinhos —, as marmitas e os lanches na versão salgada ou doce, usando tecnologia de ponta para te oferecer comida ultra congelada com sabor de comida fresquinha sem aditivos artificiais ou ingredientes duvidosos, em receitas pensadas por chefes e nutricionistas. — E, gente, a comida é muito gostosa real, tá? —

Você encontra uma categoria de marmita para cada objetivo do ano: tem marmitas aí para o dia a dia com o famoso arroz e feijão que todo mundo gosta, comida de baixa caloria para quem quer comer bem sem abrir mão do sabor, tem as vegetarianas — amo —, tem as marmitas com e sem carne e tem a linha “Performance”, que atende quem pratica atividade física de alta intensidade e busca desempenho real. Com mais proteína, saciedade e composição nutricional otimizada… — Então pensa, gente, você que calcula tudo aí do seu dia, o seu whey, seu treino, suas coisinhas, seus lanches, aí você tem as suas marmitinhas pra facilitar a sua vida. — Eu vou deixar o link certinho da Liv Up aqui na descrição do episódio e fica comigo porque tem cupom… — Já deixo aqui um recado, um gatilho que pode ser acionado em relação a afogamento, tá? Morte por afogamento. Então, fiquem atentos. — E hoje eu vou contar para vocês a história da Niceia. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha]

Niceia começou a namorar, ela estava ali com seus 30, o rapaz estava com 32… O primeiro Ano Novo ele passou na casa dela, com a família da Niceia e o namoro foi seguindo, tudo muito tranquilo… Até que chegou ali o próximo ano novo e esse Ano Novo o rapaz convidou a Niceia para passar na praia com ele. E Niceia falou: “Lógico que eu vou, quero passar o ano novo juntinho com você”. Este cara tinha uma turma ali e Niceia ia passar o ano novo com ele e com essa turma. Niceia nunca foi de gostar de entrar na água — eu sou essa pessoa também, o mar, para mim, é canela para baixo, chegou no meu joelho já está fundo para mim, já volto correndo, gritando, [risos] essa sou eu — e eles foram no dia 31 cedo para ficar até o dia 4 de janeiro na praia. 

Pegaram um mega trânsito, chegaram lá, assim, final da tarde então não compensava ir para a praia, pegar uma praia ali naquela hora e depois ir para a virada. Ficaram ali naquela casa, fizeram um churrasco ali para dar a hora da virada e todo mundo se arrumar e ir ali para a praia. Deu o horário, a Niceia se arrumou, estava todo mundo muito empolgado para ir para a praia e curtir ali aquela virada. A Niceia estava muito romântica, muito ali interessada no seu namorado de, sei lá, quase dois anos… E todo mundo foi ali para a praia… Tem gente que gosta de pular sete ondas e Niceia falou: “Olha, eu não vou…”, na contagem regressiva, quem vai pular onda, já vai ali pra frente e o cara falou pra Niceia, falou: “Olha, eu quero pular ondas na hora da virada”. 

Então, ali já meio que quebrou um pouco a expectativa da Niceia, porque ela queria dar o beijo nele na virada. — Porque, segundo Niceia, se você tem aí um amor, [risos] é importante que você beije essa pessoa na hora da virada pra ter mais um ano de amor com essa pessoa. — Ele não ia beijar a Niceia na hora da virada, ele ia estar lá pulando as ondas dele. — Quanto tempo demora para pular onda? Um minuto? Dois? Enfim… — Ele foi ali pular as ondas dele. Niceia ficou ali de longe, mas tinha muita gente na praia e, daquela turma, tinham mais duas, três pessoas que foram só pula onda… — E Niceia ficou ali meio chateada, assim, estava com espumante, estava com a tacinha dela, mas não era o que ela queria, ela queria realmente beijar o cara, né? E ele foi ali pular as ondas. — 

De repente, começa uma gritaria [efeito sonoro de pessoas gritando] e todo mundo falando: “Fulano sumiu, Fulano sumiu…” e tinha muita gente na água… Então, aí você começa a gritar o nome de fulano, só que fulano não aparecia. Começaram os fogos e aí as pessoas começaram a se cumprimentar e ninguém mais achava fulano.. Uma galera que estava ali junto resolveu ir chamar um salva-vidas, não se achava salva—vidas… Aquele desespero… E foi assim que Niceia virou o ano, sabendo que o seu namorado estava sumido dentro do mar. A Niceia gritava muito, muito, tanto o nome dele quanto pedindo socorro e, assim, algumas pessoas vinham perguntar o que era e tal, mas a maioria estava meio que curtindo ali a sua vibe de ano novo, muita gente já bêbada, enfim… E o cara estava meio bêbado, né? 

Niceia saiu correndo por aquela praia tentando achar um salva—vidas e não achou, mas achou um tipo um posto móvel da polícia militar, aí avisou a polícia militar que acionou o corpo de bombeiros… O que a a Niceia não sabia é que naquela praia, o corpo de bombeiros, os salva—vidas, enfim, eles ficam com lanchas e jet skis já na água, eles não ficam na terra, eles ficam na água porque está escuro, então eles ficam ali com lanterna, sei lá, farol da lancha, iluminando ali e apitando para a galera bêbada mais empolgada para voltar, não entrar tanto na água. Então, a polícia só passa um rádio, né? E avisa tal que tem uma pessoa no ponto tal, que tá desaparecida e ali, pela água, eles começam a vasculhar. E aí a Niceia gritando e tinha mais algumas pessoas da turma chamando o nome dele. E aí resolveram voltar pra casa, pra pegar o documento dele e, nisso, já tinha passado uma hora e meia… — Já era, tipo, uma e meia da manhã.  —

Enquanto todo mundo chamava o nome do cara, procurando ele, todo mundo não, não era a turma toda… Tinha uma moça chamada “Bruna” que estava quieta, de braços cruzados. Quando todo mundo resolveu voltar pra casa que eles tinham alugado, a Bruna veio vindo e uma hora tava do lado da Niceia e a Niceia falou alguma coisa que essa Bruna respondeu pra ela: “Você vai descobrir que ele não é essa pessoa que você pensa que ele é”. Quando entrou Bruna, entrou Niceia, entrou mais uma moça e um cara ali para pegar os documentos do fulano, cadê as coisas do cara? A mochila que ele tinha levado, a outra bolsa que ele tinha levado, o tênis, que ele foi pra praia de chinelo… Não tinha nada dele mais lá. E aí a Bruna falou pra Niceia, falou: “Provavelmente lá na praia já estão avisando os policiais que ele foi encontrado… Porque, na verdade, a hora que ele foi pular a onda, ele não foi pular a onda, ele foi embora com a fulana. Sabe a fulana que estava aqui? Eles foram embora juntos. Eles tiveram uma coisa no passado, eles se reencontraram aqui, eu vi os dois ficando, eu falei com ele que ele tinha que te falar, mas eu também não te conheço, não podia me meter e ele, em vez de falar com você, ele foi covarde… E eu nem sabia que eles iam fazer isso, mas quando a gente estava lá gritando, procurando, um pouco antes da gente vir para cá, eu recebi uma mensagem dela, dizendo que eles estavam juntos e tal, que era para avisar todo mundo”. 

E Niceia descobriu ali que o cara tinha mentido que ia pular ondas e tinha fugido com uma outra moça que estava lá também na casa, que foi embora. E ela estava sozinha, não estava com o namorado, nada, né? E eles foram, sei lá pra onde, foram embora juntos. E foi um baque enorme pra Niceia, ela começou a chorar e a Bruna ficou ali com ela, mas assim, né? Elas não tinham intimidade, então a Bruna meio que ficou ali, mas também, né? Não falou mais nada, assim… Niceia resolveu beber, ficou ali bebendo e, uma hora, a Niceia percebeu que o cara que tinha voltado junto quis dar em cima dela e a Bruna deu um chega para lá nele e falou pra Niceia ir dormir. A Niceia foi dormir, no outro dia estava um clima péssimo, porque ninguém sabia muito como falar com a Niceia e a galera era amiga dele, enfim, ficou um clima estranho, Niceia arrumou as coisas dela, pleno dia primeiro, e uma outra moça lá que tinha descido de carro — porque teve isso também, ela perdeu a carona dela, que era o cara, né? — levou ela até a rodoviária… 

Ela descobriu ali que só tinha ônibus pra cidade dela às cinco da tarde… E ela ficou das nove da manhã às cinco da tarde na rodoviária. A Niceia não bloqueou ele, porque queria saber o que ele ia falar e lá pelo dia 6 ele mandou um textão pedindo desculpas, que era um texto bem genérico, nem parecia que ele estava arrependido de nada… Ela só queria ver o que ele ia falar. Ela não respondeu, bloqueou ele e nunca mais teve contato. E aí, né? Sempre pergunto: “Como é que foi seu ano?”, ela falou: “Foi normal, fiquei mal um tempo, mas depois também esqueci desse cara completamente”. Hoje Niceia [risos] tem ódio de quem pula sete ondas. [risos] — Ê, Niceia… — O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é Priscila, de São Paulo. Niceia, você tem que agradecer porque essa oferenda foi levada para bem longe. Quando alguma coisa não é pra ser, pode ter certeza que mamãe Iemanjá levou embora. Gente, como pode uma canalhice desse tamanho? Você viajar com a sua namorada e não era um namoro recente, um namoro de dois anos, e a pessoa reencontra a outra e faz uma sacanagem dessa… Pô, fala pelo menos, fala: “Olha, reencontrei fulana, tal, tal, tal”, falta de respeito… Quanto mais eu acho que os homens não vão fazer, eles fazem. 

Assinante 2: Oi nãoinviabilizers, aqui é a Amanda do interior de São Paulo. E, olha, se tem uma coisa que eu aprendi com esse podcast, é que toda vez que eu penso: “não, não pode ser”, sim, pode ser… “Não, a pessoa não foi capaz de fazer isso”, sim, a pessoa foi capaz de fazer isso. Que absurdo como existe gente mau caráter nesse mundo, acabando com o ano da pessoa… Ao invés de chegar, conversar, não… “Vamos desaparecer”, deixar a pessoa super preocupada, pensando num afogamento… Eu morro de medo de mar, então só de escutar essa história, eu já pensei: “nossa, com certeza foi isso” e não… Não posso nem falar que foi pior, né? Porque a gente não quer que ninguém vá de arrasta, mas sinceramente, né? Niceia, tudo de bom pra você. Beijo, gente.

[trilha]

Déia Freitas: A Liv Up quer tornar a sua alimentação saudável ainda mais acessível e inspirar você a manter o bem-estar no dia a dia. Para o ouvinte do podcast que adora ouvir os nossos episódios durante as refeições, você ainda vai ter desconto usando o nosso cupom: “NAOINVIABILIZ”, sem acento, tudo junto, em maiúsculo, você ganha 10% de desconto na primeira compra. — Gente, compra, experimenta… É realmente uma comida muito boa. — E o link de tudo está aqui no final do episódio, tá? Na nossa descrição. Um beijo, gente, Valeu, Liv Up… Eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]