título: gravidez na adolescência
data de publicação: 26/11/2025
quadro: alarme
hashtag: #adolescencia
personagens: tamires
TRANSCRIÇÃO
Este episódio possui conteúdo sensível e deve ser ouvido com cautela.
[vinheta] Atenção, Alarme. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais uma história do quadro Alarme, o quadro onde, além de contar histórias, a gente presta aí um serviço à comunidade. — E hoje eu não estou sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é o UNFPA. — O Fundo de População das Nações Unidas. — O UNFPA é uma agência da ONU para a Saúde Sexual e Reprodutiva que atua em mais de 150 países na promoção dos direitos e escolhas de mulheres, meninas e jovens. O UNFPA busca garantir que toda a gravidez seja desejada, que todo o parto seja seguro e toda jovem possa alcançar seu pleno potencial. — Gente, os desafios são imensos… —
Quase metade de todas as gestações não são intencionais. Uma a cada três mulheres sofre violência física ou sexual e, a cada dois minutos, uma mulher ou menina morre por causas relacionadas à gravidez ou ao parto. E a maioria dessas causas são evitáveis. Embora a gravidez na adolescência no Brasil seja um fenômeno frequente e muitas vezes normalizado, ela está ligada a desigualdades estruturais, à falta de acesso a direitos, violência sexual, abandono escolar, e os números mostram a dimensão desse desafio. A cada hora, 34 bebês nascem de mães adolescentes no Brasil. São 830 nascimentos por dia, o que significa que a cada dois minutos uma adolescente dá à luz. Todos os anos, o país registra mais de 303 mil nascimentos de mães adolescentes. 68% das gravidezes na adolescência na América Latina não são intencionais. Em 2024, 77,6% das vítimas de estupro tinham até 17 anos e quase 90% eram meninas.
Os riscos de morte materna dobram entre mães menores de 20 anos e quadruplicam entre menores de 15 anos. Bebês de mães adolescentes têm até 50% mais risco de morrer no primeiro ano de vida. A gravidez é a segunda causa de abandono escolar no Brasil… Uma em cada quatro meninas que deixam a escola fazem isso por conta de uma gravidez. Mulheres que foram mães na adolescência têm 23% menos renda na vida adulta. O NFPA enfrenta essas questões de forma direta, alcançando milhões de mulheres, meninas e jovens todos os anos, com informações vitais sobre seus corpos, seus direitos, serviços essenciais de saúde e proteção contra a violência. Faça sua doação agora para o Fundo de População das Nações Unidas e seja parte dessa missão que salva vidas. — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. — E hoje eu vou contar pra vocês a história da Tamires. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Tamires tinha 15 anos quando ela conheceu um cara que era amigo do namorado de uma prima dela…. E esse cara aí tinha uns 19. De início ali a interação entre eles foi bem superficial, tipo só “oi, tudo bem”, o cara já procurou a Tamires nas redes sociais, encheu ela de mensagem dizendo: “Ai, eu tô pensando muito em você… Você é linda, inteligente… Ai, você é muito madura pra sua idade… Você tem 15 anos, mas você é tão madura… Você é diferente das outras meninas…”. Sem consultar a Tamires, esse cara foi lá e mudou o status dele do Facebook pra namorando com a Tamires, declarando ali pra todo mundo que quisesse ver que ele era o namorado dela. — Detalhe: eles só tinham tido aquela interação de “oi, tudo bem?”. Tamires ficou chocada com aquilo e aí foi perguntar pra prima dela: “Nossa, por que ele fez isso?”.
E aí a prima falou pra ela assim: “Ah, mas ele é tão bonito, Tamires… Olha, você tá tendo uma oportunidade de ouro… Você nem é tão bonita assim, ele é bonito e tá assumindo um relacionamento com você? Nossa…”. Tamires, que já tinha algumas questões de autoestima, ficou se achando ali escolhida pelo cara. E aquelas palavras da prima: “Ah, você nem é tão bonita assim” deixaram a Tamires bem insegura. Tamires, uma garota negra, no meio de primas brancas… A mãe é branca e o pai é negro. A família paterna toda mora longe e ela passou a vida toda convivendo e crescendo junto somente com a família materna, que é o lado da mãe. — Que é branca. — Tamires já tinha umas questões e, ela com aquilo na cabeça, que cresceu ouvindo que ela era a mais feia das primas. — A única garota negra no meio ali das primas brancas… E aquele cara, poxa, ele estava sendo tão legal, né? —
E aí ela foi lá e deu aceitar naquele status e, a partir desse momento, o cara de 19 anos ali passou a vigiar Tamires o tempo todo. Parecia que ele estava cuidando, sabe? Mas ele estava, na verdade, monitorando ali as postagens, controlando a Tamires em tudo… O que ela fazia, com quem ela falava na escola, para quem ela ligava, quem eram os amigos dela, com quem ela podia falar, com quem ela não podia falar. E, ao mesmo tempo que esse controle incomodava a Tamires, ela se sentia especial. O cara incluía ela nas coisas: “Poxa, ele gosta de mim, de verdade”. O pai da Tamires, o Seu Cícero, ele era muito rígido e ele jamais ia permitir que a Tamires namorasse ali com 15 anos. Mas ela: “Bom, eu vou levar isso aqui do jeito que der” e ela começou ali um relacionamento escondido com esse cara. Com a ajuda da prima, ela se encontrou com esse cara escondido e esse cara fez uma pressão, fez uma chantagem, disse que tinha necessidades de homem e que se ela não cumprisse com algumas obrigações que uma namorada tem, ele não ia poder ficar mais com ela.
Fez um monte de chantagem, com medo de perder o cara e as primas falando: “Poxa, você teve uma baita sorte, ele é seu namorado, né? Ele tá interessado por você” e Tamires cedeu. O tempo passou, uns meses depois, a Tamires se sentiu mal e desmaiou na rua. Ela, com uma irmã mais velha, casada, bem mais velha que ela, foi socorrida e a irmã ficou desconfiada… — Como assim desmaiou, né? — A irmã comprou um teste, deu pra Tamires ali, elas fizeram o teste e descobriram que a Tamires estava grávida. [efeito sonoro de tensão] Tamires teve relação uma única vez com esse rapaz e engravidou, porque é só o que precisa, né, gente? A irmã da Tamires esperou ela ir pra escola e contou ali pros pais que a Tamires estava grávida. Quando a Tamires chegou, ela viu a decepção na cara do pai e chorou muito. A gravidez foi um choque ali pros pais e pra ela foi uma grande vergonha, porque a Tamires era a promessa da família, sabe? Sempre estudiosa, responsável, quietinha, elogiada por todo mundo.
Então, todo mundo falava: “Poxa, a Tamires vai longe” e agora ela se via ali, grávida, adolescente… O cara, quando ficou sabendo da gravidez ali, ficou se gabando: “Nossa, de primeira… Consegui” e falou pra Tamires: “Ah, eu usei camisinha, mas deve ter estourado”, o que eu acho que é mentira, tá? Eu acho que ele não usou. Na consulta médica de pré—natal da Tamires,.ela acabou descobrindo que estava com uma IST. — Tamires sabe que era porque o cara se relacionava com outras mulheres sem camisinha, mas naquela época ela era ingênua, não entendia nada, nem se dava conta direito do que estava acontecendo e ela nem confrontou o cara. Para ela, era só mais uma questão para tratar, para ficar bem. — O discurso do cara agora era assim: “Olha, você tem que agradecer que eu tô com você, porque qualquer outro homem no meu lugar já teria te deixado, tá?”.
Tamires deu à luz a um bebezinho de oito meses, lindinho e saudável… Sendo de uma família católica e com medo de viver em pecado, né? Entre aspas aqui… O cara também fazendo muita pressão, dizendo que “ai, nosso filho vai crescer sem família”, a Tamires falou: “não, tudo bem, a gente casa, mas eu quero trabalhar, né?”. Começou a trabalhar num supermercado, só que o cara falou: “Não, pode sair desse trabalho, porque casou comigo agora você vai cuidar do nosso filho” e esse casamento foi o pesadelo da vida da Tamires… Primeiro que o cara começou com abuso psicológico, ele tentava convencer as pessoas de que a Tamires era uma pessoa difícil, que ela era agressiva… Ele inventava histórias pros pais da Tamires, dizendo que ela quebrava as coisas dentro de casa, que ela batia nele, que ela tinha ciúmes dos parentes dele… E pra Tamires ele falava: “Olha, você é uma pessoa fechada, que só fica enfiada aí com a cara nos livros, ninguém te suporta. Os seus pais estão aliviados que você não tá mais em casa” e pros pais, a Tamires era vista, né? Pelo menos de longe, assim, porque o relacionamento dela ficou mais afastado com a família, que ela era uma pessoa impulsiva, agressiva, descontrolada e o cara se fazia de coitadinho pros pais.
Conforme o tempo foi passando, o cara foi se revelando um alcoólatra. Ele bebia todos os dias, abandonava a Tamires com o bebezinho durante as madrugadas e, pra piorar, gente, além de beber, ele jogava todo o dinheiro que ele ganhava. Ele deixava o aluguel atrasar, eles eram despejados e mudavam pra outras casas. Pior: ele começou a deixar Tamires a passar fome. Ele gastava todo o dinheiro dele em apostas e depois ele falava assim: “Ah, a culpa é sua, porque eu joguei pra ver se eu conseguia mais dinheiro pra te dar uma vida melhor”. Como a Tamires não tinha o apoio dos pais, eles acreditavam meio que no que o cara falava, porque ele era muito manipulador. Ela não tinha coragem de pedir ajuda, então ela começou a ter crises de pânico, entrou em depressão, emagreceu muito e as pessoas falavam: “Nossa, né? Você emagreceu”, tipo, “que bom, né? Você tá magra” e era fome, gente… Tamires passou tanta fome que, às vezes, ela ia na casa dos pais e pegava comida escondida. Um punhado de arroz, batata, uns legumes assim, pra fazer uma sopa pra poder dar pro filho dela. — Imagina vocês, três anos vivendo essa vida, com medo, porque o cara era péssimo, com fome, fingindo que tava tudo bem, porque ela não sentia firmeza de pedir ajuda pra ninguém, acreditando que ela era culpada por tudo que ela tava passando e com muito medo ainda de ser julgada, porque ela já tinha decepcionado todo mundo. —
Até que um dia, o pai da Tamires, o Seu Cícero, chegou na casa dela com muita comida, abraçou a filha e falou: “Filha, você não precisa passar por isso”. O que Tamires não imaginava é que o pai, muito observador, começou a ver que o discurso do cara, que falava: “Ai, coitadinho, eu faço tudo pela família e nã nã nã”, não batia com ele bêbado todo dia, com ele jogando, com a filha cada vez mais magra… — Porque o que ela conseguia de comida, ela dava para o bebê, que agora já estava com 3, quase 4 anos. — E ali, naquele momento, Tamires desabou, era a primeira vez que ela sentia que alguém estava enxergando ela, o que ela estava passando. E o pai — o Seu Cícero — tinha feito toda uma investigação, tinha visto que o cara passava as noites fora… Ele que falava que ela gritava muito, que ela quebrava as coisas, o Seu Cícero perguntou aos vizinhos se tinha barraco, briga, gritaria e os vizinhos falaram: “Não, nunca… A gente nunca ouviu nada. Tamires, nossa, é um silêncio… A gente nem ouve a Tamires falar nada”.
E quando isso aconteceu, do seu Cícero descobrir tudo, eles já estavam com quase cinco anos juntos, entre namoro e casamento, né? E a sorte da Tamires, ela ainda passava muita fome, mas agora o bebezinho ia pra escolinha e lá ele podia comer. Naquele mesmo mês que o Seu Cícero levou as compras, a Tamires tomou coragem e voltou pra casa dos pais com o bebezinho. E, ali, de novo em casa, a Tamires chorou muito… Ela tinha aquela sensação de ter perdido os melhores anos da vida dela, sabe? E o cara, ao mesmo tempo que ele queria que ela voltasse, falava: “Ah, você vai destruir a nossa família”, um cara que bebe todo dia, não para em casa, está na farra, joga todo o dinheiro, deixa a mulher passar fome, o filho passar fome, falando de família… E, ao mesmo tempo que ele falava que queria ela de volta, ele difamava a Tamires para todo mundo. E o que fez a Tamires ficar firme e não voltar com esse traste foi o bebezinho… Ele falou: “Mamãe, eu prefiro você agora sem o papai. Agora você é mais legal, você brinca comigo, você sorri”.
Tamires não voltou e aí ela se tornou uma nova pessoa… Começou a trabalhar, fez duas faculdades, o filho já cresceu, já ingressou no ensino médio de uma escola federal e também as sequelas ficaram, né? A Tamires faz terapia, toma remédio pra lidar com tudo que ela viveu, com tudo que aconteceu e, apesar da vida estabilizada, da liberdade que ela tem, é muito difícil pra Tamires confiar nas pessoas. A Tamires por nem um minuto se arrepende de ter tido seu filho, seu bebezinho, mas ela sabe que engravidar tão cedo tirou dela a chance de se conhecer, de estudar, de viver a adolescência, sem fralda, sem mamadeira, sem passar fome… — Eu acho que por essa questão da família interacial, a Tamires cresceu ouvindo que ela era a estranha da família, a mais feia, sabe? E isso moldou a autoestima dela de um jeito bem problemático e deixou a Tamires, sim, muito mais vulnerável a um relacionamento, a uma armadilha de “ah, sou escolhida, esse cara tá me dando amor”. —
Ainda bem que ela conseguiu sair, que ela teve o apoio do pai. Agora, a gente vai ouvir um pouco a Tamires e, na sequência, a gente vai ouvir a Ana Cunha, ela é oficial do Programa para Saúde Sexual e Reprodutiva e Direitos do Fundo de População da ONU.
[trilha]Tamires: Meu nome é Tamires e eu vivi um relacionamento na adolescência que, na época, eu achava que era amor. Eu era muito nova, insegura, queria pertencer, queria ser escolhida… As coisas aconteceram rápido demais e eu fui entrando sem entender direito onde estava me metendo. Hoje eu sei que eu não tinha maturidade para lidar com aquilo tudo. Foi dentro desse relacionamento que veio a gravidez. Quando eu descobri, o sentimento não foi de alegria, foi de medo, muito medo…. Medo da reação das pessoas, da minha família, do futuro, de não dar conta. De repente, eu tinha uma responsabilidade enorme. Durante a gravidez, eu me senti muito sozinha, mesmo com gente por perto, parecia que ninguém realmente entendia o que estava acontecendo comigo. Meu corpo mudou, minha cabeça mudou, minha vida mudou… Eu deixei de ser adolescente do dia para a noite. Enquanto outras meninas estavam vivendo coisas de adolescente, coisas comuns da idade, eu estava preocupada com o médico, com decisões sérias, com o que seria da minha vida dali para frente.
Quando meu filho nasceu, lógico que veio o amor, mas também veio o peso da realidade que eu estava vivendo naquele momento. A maternidade não apagou os medos que eu senti antes, pelo contrário, ela mostrou para mim que eu tinha amadurecido à força. Eu precisei ser forte quando ainda estava tentando descobrir quem eu era. A gravidez impactou a minha vida inteira, mudou meus planos, meus caminhos, minhas relações. Eu cresci rápido demais, carreguei culpas que não eram só minhas. Eu levei tempo para entender que eu fiz o melhor que eu pude e, hoje, eu entendo que aquela adolescente conseguiu o melhor que ela podia com as ferramentas que ela tinha e eu consigo não me culpar mais. Eu sobrevivi, segui em frente e construí muita coisa. A maternidade não me definiu, mas ela me transformou, me fortaleceu onde eu nem sabia que dava para fortalecer e também me mostrou limites que eu precisei aprender depois. Contar essa história hoje é um jeito de fechar um ciclo, sabe? De dar a voz àquela menina que não conseguiu pedir a ajuda e talvez nem sabia como pedir.
Ana Cunha: Olá, meu nome é Ana Cunha, eu sou oficial de Programa para a Saúde Sexual e Reprodutiva no UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas, que é a agência da ONU que promove a saúde, os direitos e escolhas de mulheres, meninas e jovens. Quando a gente fala de gravidez na adolescência, esse não é um tema de responsabilidade individual. Na maioria das vezes, inclusive, essas gestações não são intencionais e estão profundamente ligadas à desigualdade, incluindo aí a falta de acesso à informação, a falta de acesso à contracepção, à proteção contra as violências e ao racismo, aspectos que impactam diretamente tanto a autoestima quanto as possibilidades de escolha das meninas. A história ilustra isso com muita nitidez. A menina negra que cresceu se sentindo menos valorizada em comparação com as suas primas, que eram brancas, e essa baixa autoestima, atravessada pelo racismo, contribuindo para uma relação muito desigual em que ela se viu cedendo em várias situações.
Ela chegou a contrair infecções sexualmente transmissíveis, que são as ISTs, viveu uma gravidez de risco… Além disso, durante a própria gestação, ela também se sentiu pressionada a se casar, ela sofreu violência psicológica e violência sexual, que é um exemplo extremo de como a falta de autonomia e de proteção expõe meninas a graves violações dos seus direitos. E essas experiências não são exceção, no Brasil, sete em cada dez adolescentes que foram mães são negras. A trajetória educacional também pode ser impactada. Uma em cada quatro meninas que abandonam a escola relata que abandonou justamente por conta da gestação. Isso ajuda a explicar por que mulheres que foram mães na adolescência têm, em média, uma renda 23% menor ao longo da vida. A mortalidade materna dobra entre gestantes menores de 20 anos e quadriplica entre meninas com menos de 15 anos, reforçando novamente a importância do acesso precoce à informação, à contracepção e aos cuidados em saúde.
A gente sabe que adolescentes precisam conhecer os seus direitos, saber que tem direitos, por exemplo, a um atendimento sigilosa no serviço de saúde, um atendimento que também seja acolhedor, que seja sem julgamento… Com acesso gratuito à contracepção no SUS, inclusive a métodos de longa duração, que são os LARCS, a exemplo do DIU e também do implante. Por isso, a prevenção definitivamente passa pela educação integral em sexualidade, que é a educação que vai trabalhar a informação adequada à idade sobre corpo, sobre consentimento, prevenção de ISTs, métodos contraceptivos, que também deve trabalhar aspectos socioemocionais, as habilidades socioemocionais e também empoderamento… Mas a prevenção não é responsabilidade só das meninas. A gente precisa, sim, falar de masculinidades positivas e falar de homens e meninos que sejam corresponsáveis, que aprendam a respeitar, que cuidem, que se informem, que usem preservativo e que compartilhem do cuidado, inclusive do cuidado com os filhos, com essa paternidade ativa.
E é fundamental dizer que a gravidez na adolescência não define o futuro de ninguém, embora, sim, menos mulheres que foram mães adolescentes consigam concluir o ensino superior, com apoio, com política pública e com garantia de direitos, é possível, sim, retomar os estudos… É possível reconstruir projetos de vida. No UNFPA, a gente trabalha todos os dias para que meninas e adolescentes tenham informação, cuidado e liberdade para fazerem escolhas sobre seus corpos com segurança e também com dignidade. Garantir que toda a gravidez seja desejada, que todo parto seja seguro e que toda pessoa jovem possa alcançar o seu pleno potencial é essencial para construir um presente e um futuro melhor para todas e todos.
[trilha]Déia Freitas: A gravidez na adolescência no Brasil é um fenômeno frequente que está ligado a desigualdades estruturais, falta de acesso a direitos, violência sexual e abandono escolar. Para o UNFPA, somente quando todas as mulheres, meninas e jovens tiverem acesso a informações corretas, cuidados de qualidade e liberdade de fazer escolhas sobre seus corpos com segurança e dignidade é que poderão realizar seu pleno potencial e, assim, ajudar a construir um futuro melhor para todo mundo. Faça sua doação agora para o UNFPA e seja parte dessa missão que salva vidas. — O link está aqui na descrição do episódio. Obrigada pela parceria, UNFPA. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Alarme é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]