título: draga
data de publicação: 30/04/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #draga
personagens: igor, samanta, kaique e dona rosa
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]
Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — Quem está aqui comigo hoje é o podcast “O que te trouxe aqui?”, apresentado pela Astrid Fontenelle e produzido pelo Einstein Hospital Israelita. O Brasil nunca teve tantas mulheres vivendo mais de 80 anos, todas nós queremos envelhecer bem, com muita saúde, vitalidade e disposição, né? Como acessar informação de qualidade é essencial para isso, a terceira temporada do videocast “O que te trouxe aqui?” coloca em pauta um tema cada vez mais urgente: a saúde das mulheres 50+. — Gente, parece que eu que pedi essa temporada. [risos] — Astrid Fontenelle conversa sobre climatério, menopausa, saúde cardiovascular, sono, saúde mental e qualidade de vida a partir de histórias reais e recomendações de especialistas do Einstein Hospital Israelita.
Na terceira temporada do videocast “O que te trouxe aqui?”, as mulheres que estão atravessando aí grandes transformações nas suas vidas — eu —, especialmente as 40+, encontram um espaço de acolhimento com informações confiáveis sobre essa nova fase. Ouça a terceira temporada do videocast “O que te trouxe aqui?”, são 14 episódios novos e eles saem às terças-feiras, às 11 horas da manhã, em todas as plataformas de áudio e no YouTube do Hospital Einstein. — Gente, é pra mim essa temporada, né? Já vou ver todos os episódios. — E hoje eu vou contar pra vocês a história do Igor. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]
O Igor precisava de um serviço da prefeitura e quem atendeu ele foi uma moça muito bonita chamada Samanta: “Hum, gostei, bonita”. Ele tinha que voltar dali 30 dias para pegar e durante 30 dias o Igor ficou com a Samanta na cabeça. Ele foi buscar e ele convidou a Samanta para sair. Samanta disse “sim, aceito e nã nã nã”, conversaram muito, acabaram ficando e começaram a sair. Dessas saídas, virou um namoro sério, um conheceu a família do outro, família do Igor morando num litoral mais distante, família da Samanta morando numa cidade menor, mas umas quatro horas de viagem. Esse namoro firme virou um casamento… Eles optaram por fazer só o cartório, sem cerimônia, porque eles tinham que começar uma vida ali, né? Durante esse namoro — que durou entre namoro e casamento uns dois anos —, eles foram se conhecendo melhor e também se planejando melhor.
Como foi esse planejamento? Igor é pintor de paredes — e, gente, pra você achar um bom pintor, vou te falar, é difícil — e ele é um bom pintor, então assim, não falta serviço para o Igor. Se o serviço é maior, ele contrata um ou dois ajudantes e tal, vai lá, faz os trampos e assim, não fica parado. O Igor falou para mim: “Andréia, se eu quiser trabalhar de domingo a domingo, eu trabalho… Mas eu trabalho sábado, porque sábado às vezes tem um cliente que ele quer acompanhar, só pode estar em casa sábado, então eu trabalho até sábado e só folgo domingo”. Samanta é concursada da prefeitura, ela podia trabalhar meio período e ganhar meio salário — não meio salário—mínimo, tá? Meio ordenado — ou trabalhar período integral e ganhar o ordenado inteiro, Samanta optou por trabalhar meio período. Estava estudando e, quando acabou o estudo, ela falou: “Vou continuar meio período”.
Meio período tava dando e eles conversaram sobre isso, e o que o Igor falou pra ela? “Olha, eu trabalho muito, você trabalha só meio período, a gente vai casar, a gente precisa comprar as coisas e tal… Você já pensou em trabalhar período integral pra gente conseguir comprar essas coisas mais rápido? De repente, em vez da gente entrar num aluguel, a gente pega um Pônei Casa, Pônei Vida”. Samanta falou: “Olha, eu até pensei, eu vou ver lá como tá a prefeitura”, porque aí sim fica mais fácil, o trabalho dela de atendente ali na prefeitura é de uma coisa muito específica, então assim, não é uma coisa que tem uma demanda muito grande, mas lá no departamento dela, se ela quisesse, ela podia fazer o integral. Ela ficou de ver e também não falou mais sobre isso. Igor perguntou umas duas, três vezes: “Ah, vou ver, tô vendo… Vou ver, tô vendo” e ficou nisso.
Casaram com Samanta ainda trabalhando meio período e o Igor integral. Casinha deles, dois quartos, uma sala pequena, uma cozinha pequena, um banheiro, R$ 800 ali de aluguel. Começaram a mobiliar… Quando eles casaram, eles estavam ainda pagando prestações e o Igor falou para mim assim: “Andréia, quando eu falo “a gente” está pagando prestação, significa que eu estou pagando a prestação”. O que ficou combinado? Que a Samanta pagaria o aluguel e eu pagaria todo o restante… “Quem fez esse combinado?” Perguntei pro Igor e ele falou: “Ela”, “Tá bom, [risos] é isso aí”. Ele falou: “Não, enquanto eu puder ir levando, mas o que que eu queria? Que a Samanta trabalhasse integral pra gente junto conseguir pagar o aluguel e de repente pagar uma parcela de uma casa para nós. Dar esse passo adiante, porque eu com o meu salário, no que eu tiro das pinturas, a gente consegue viver uma vida ok, tranquila, mas não consegue ter luxo. Não consegue, sei lá, dar uma entrada num carro que vai ser mais pra ela do que pra mim, que eu tenho o carro que eu uso, que eu levo minhas escadas, minhas coisas, mas é um carro velho, com mancha de tinta nos bancos, é um carro de trampo, né? É pra gente ter um carrinho pra ela ficar com o carrinho, pra gente dar entrada num um apartamentinho nosso, né? Então, assim, o que a gente tem, eu tô pagando, terminando de pagar as parcelas, e, enfim, né? A gente não consegue, eu não consigo fazer mais sozinho, só se eu for trabalhar domingo”.
Ele sempre falando isso pra Samanta: “Olha, pega um trampo integral e tal, né?” e Samanta, na prefeitura, ouvia o podcast… Aí vocês vão me perguntar: “Então, Andréia, mas ela não vai escutar essa história? Não vai se reconhecer?’ e já tem mais de um ano que Samanta parou de ouvir o podcast… Porque eles tiveram uma briga e, na briga, ele falou: “Você ouve a Andréia, você ouve ela falando que a mulher tem que trabalhar, tem que ter suas coisas, tem que também progredir, dar uma força ali, ser parça do marido… Você tá me enrolando, a gente já casou tem mais de um ano e você tá me enrolando e você não tá trabalhando”. Por que dessa briga? Ela inventou de fazer lá um procedimento estético e avisou ele que ela não teria o completo do aluguel durante seis meses, que ela parcelou em seis parcelas o procedimento estético… Ele falou: “Poxa, é mais uma coisa que eu vou ter que, sabe, arcar sozinho”.
Eles tiveram essa briga e ela parou de ouvir o podcast. — Pelo menos disse pra ele que parou. — O tempo passou e, lá na casa da família da Samanta, a mãe dela — que a gente pode chamar aqui de “Dona Rosa” — falou: “Olha, o Kaique ele gostaria de fazer um curso profissionalizante aí na capital que vocês estão… Ele poderia ficar um tempo aí para fazer esse curso?”, e aí assim, gente, o que você vai… É da sua família, você combinou com a sua mãe que você vai trazer o seu irmão… Como que vai ficar essa parte financeira? O que você fala? O irmão está com 16 anos… Eu penso assim, se eu tô bem, eu falo: “Mãe, manda o moleque, deixa comigo. Tá aqui, tá com Deus”. Agora, se eu não tô bem, eu falo: “Mãe, moleque vem, só que eu preciso de uma grana pra ajudar nas despesas e tal” e aí sua mãe vai falar: “Ah, tudo bem, eu posso mandar tanto” e, bom, você negocia ali com a sua família… É isso? É isso.
Samanta, com o dinheiro contado do mês, com parcela de procedimento estético, falou: “Mãe, manda o Kaique, deixa comigo, é tudo nosso”. Só que o “tudo nosso”, quem é o tudo nosso? [risos] O “tudo nosso” é o Igor. Assim que ela desligou o telefone, Igor tava do lado do Igor e falou: “Olha, Kaique, poxa, super bem—vindo aqui… Mas você não pediu nem, sei lá, uns 300 reais pra sua mãe, pelo menos pra ajudar nas despesas?”, “Eu não vou pedir dinheiro pra minha mãe… Deixa que eu me viro”, “Como que você vai se virar se você não aceita o turno completo lá na prefeitura?”, “Deixa o moleque vir, vamos fazer tudo pra ele começar o curso aí”. Meio de janeiro, depois do dia 5, eles já tinham feito a compra do mês de comida. [risos] Kaique chegou e o Igor falou: “Andréia, eu acho que não tinha quatro dias que o moleque estava em casa… Não tinha nada mais para comer”. O moleque fazia uns pratos de arroz que a Samanta, ela não dobrou a panela, ela teve que triplicar a panela de arroz.
Pote de requeijão? Dois dias um pote… — Pão pesado de requeijão. — Samanta falou: “Amor, a gente precisa fazer compra de novo…”, “Compra de novo? Pelo amor de Deus, o que aconteceu?”, “Kaique… O Kaique tá numa fase… 16 anos, gente, 16 anos você come até reboco de parede” e o Kaique é uma draga, gente… — Eu fui uma draga na adolescência. — Comprava pão de forma e, gente, o pão de forma é grande… [risos] O Igor falou: “Andréia, chegou num ponto que eu tava lá pintando parede e tava mentalmente contando as fatias do pão de forma… O moleque comeu hoje ele comeu oito fatias, cara. É um dia e meio, dois dias um pão de forma… Requeijão não dá mais pra comprar… Margarina? Ele come tudo a margarina… Tudo que tem na casa o moleque come… [risos] Leite? Meu Deus, caixas… Caixas de leite, mais caixas. E aí comecei a falar pra Samanta: “Samanta, mano, pega agora mais que nunca, preciso que você pegue esse turno completo”.
O Igor falou pra mim: “Andréia, sem brincadeira, um domingo eu comprei um frango… Um frango assado pra três pessoas, poxa, dá… Vem umas batatinhas ali pra dar uma forrada. Pô, Samanta fez uma bacia de arroz, feijão, salada, e aí ele falou: “salada do quê?”, maionese. Maionezona ali… Poxa, eu sentei, peguei uma coxa do frango, fiz meu prato, Samanta fez o prato dela, nós três ali comendo, conversando. Quando eu olhei de novo, mano, não tinha nada… Eu só consegui repetir um pouco da maionese. [risos] Eu comi uma coxa, a Samanta comeu um pedaço do peito, o moleque comeu um frango inteiro, um frango… Chegou domingo de noite, o que nós vamos comer? O moleque perguntou…” [risos] Mano, onde tá aquele frango? E o Igor não fala nada pro Kaique, né? Tem também outra questão, ele só tem uma televisão, então assim, Kaique final de semana, ele fica assistindo série, assistindo as coisas e o Igor falou: “Deixa o moleque… Deixa o moleque”.
Essas coisas da privacidade, ele falou: “Eu não tô nem contando com isso, porque assim, quando a gente falou “vamos dar uma força” é “vamos dar uma força”, o moleque vem e tá aqui, mas na questão da comida, cara, eu preciso de uma ajuda… Eu preciso de uma ajuda, era coisa, sei lá, da Dona Rosa me mandar pelo menos uns R$400 por mês”. Porque não é só isso, o moleque pega ônibus e, ah, tem passe de estudante e tal, bilhete único de estudante e tal, mas tem que pagar a diferença… Não é grátis, tamo pagando. E o “tamo”, quem que é o “tamo”? Porque a Samanta faz as coisinhas dela também, né? Com parte do dinheiro dela… Mas ainda não tá conseguindo fortalecer todo o aluguel. Essa coisa da Samanta não pegar o turno todo foi meio que magoando o Igor, porque é aquilo, gente, classe trabalhadora, ainda mais se você tá em casal, é os dois ali batalhando, né? E ele falou isso, ele falou: “Eu já tive essa conversa com ela, uma vez ela me deixou muito chateada, porque ela falou: “o certo seria eu nem trabalhar, você me bancar aqui”. E, gente, mulheres, né? Gente, vocês têm que trabalhar…
Ter o seu dinheiro, ter sua independência financeira… E não é só pra você numa questão, sei lá, de violência doméstica, não… Mas é uma questão também de você fortalecer quem tá com você, né? Pros dois progredirem e tal. O Igor teve que começar a trabalhar domingo. E ele tá assim, morto… — Ele pensa em separar da Samanta? Não pensa, gente, então não é esse o conselho que ele tá buscando aqui. — Ele agora falou pra Samanta que ele tá querendo conversar com a Dona Rosa… O curso do Kaique são dois anos, ele falou: “Eu não tenho esse fôlego… E depois, se ele quiser arranjar um trampo aqui? Ele vai querer morar aqui, porque ele é muito novinho. Eu não vou aguentar”. E quando ele diz “não vou aguentar”, não é que ele quer separar, ele diz de tanto trabalhar, porque o moleque come tudo, ele tem uma fome que não acaba. E aí eu falei para o Igor: “Mas você fala essas coisas pra Samanta?” e ele falou: “Andréia, eu falo e ela vê… Ela que faz a comida. Ela que faz a comida”.
Sábado ele trabalhava até duas da tarde e chegava, ele e a Samanta que arrumavam a casa… Agora a Samanta tá arrumando sozinha, porque ele tá trabalhando de sábado até 18h e trabalhando domingo, e o Kaique não ajuda. — Na limpeza da casa. — Não tá fácil também pra Samanta, mas é o irmão dela, ela não reclama… O pesado mesmo, financeiro, tá com o Igor. O Igor falou: “Samanta, se você não vai dobrar esse turno aí na prefeitura, porque você vem pra casa, meio dia, vocês almoçam, então eu tô lá, tô trampando… Eu vou falar com a Dona Rosa, vou falar: “Olha, Dona Rosa, você precisa me mandar R$400, pelo menos, porque seu filho, mano… Tá destruindo a casa aqui, comendo as paredes”. Samanta não quer que o Igor leve essa demanda pra Dona Rosa. — Eu acho que quem tinha que falar com a própria mãe era a Samanta, mas se ela não toma essa frente, gente… O cara tá trabalhando de domingo a domingo. O moleque é uma draga, o moleque come tudo. —
Ele falou: “Fora isso, Andréia, todas as outras coisas a gente resolve, que é questão de convivência e é por um tempo tal. Então ele falou: “Eu queria alinhar isso com a Dona Rosa… “Dona Rosa, ele vai terminar o curso, ele pode seguir daí, beleza? Enquanto ele tá no curso? R$400… Consegue me mandar?”, aí eu falei: “E a Dona Rosa?”, ele falou: “Dona Rosa trabalha, Dona Rosa tem a aposentadoria do marido que morreu… Dá pra ela mandar 400”. — Eu já pedia 500, só pra dar uma segurada. [risos] — A Samanta acha ofensivo e acha que não… E o Igor está com medo de atravessar, porque realmente ele vai atravessar… Quem tinha que ter essa conversa era a Samanta. Ele vai atravessar. E ele tá com medo de atravessar, ir direto na Dona Rosa e isso prejudicar o casamento dele. — Porque ele gosta dela, ele não quer separar, gente. —
Aqui não é uma história pra gente falar “termina, separa”, porque pra mim não daria, eu já teria separado. Então, assim, atravessa e fala com a Dona Rosa, fala de boa, fala na maciota, fala: “Dona Rosa…”, fala a verdade, “eu tô trabalhando de domingo a domingo, o Kaique come um pote de requeijão a cada dois dias, um pote de margarina não dura quatro dias aqui… Come muito pão, muito arroz, bife, come tudo, come frango… O moleque come um frango”. O Igor falou: “Eu não vou deixar ele com fome, a Samanta faz a comida e tal, e aí vai no mercado, vai no mercado, vai no mercado… E meu cartão, assim, lá em cima”. E aí pra mim a questão é: Ele é pintor predial, essas coisas. Tudo bem, tá com todos os equipamentos de segurança lá, mas e se acontece uma coisa? Você tá tão cansado… Esquece de prender um negócio legal, sabe? Não sei, gente… Não sei. Eu acho que você deve falar com a Dona Rosa, sim, fala com jeitinho.
Já fala: “A Samanta não queria que eu falasse, mas tá pesado pra mim”, se a família lá toda ficar contra você porque você tá pedindo dinheiro, porque o Kaique tá aí, é problema deles, entendeu? Mas O Igor tem medo de gerar essa situação, tanto lá na família da Samanta, quanto com a Samanta. Com a Samanta vai gerar, eu falei: “Já se prepara pra essa batalha aí, porque ela já falou pra você não falar”. Ela não quer trabalhar integral, lá atrás, quando ela não virou integral antes do casamento, se sou eu o Igor, já tinha ficado esperto… Porque tem gente que realmente não quer trabalhar, gente… O Igor ainda falou: “Pô, o Kaique tá fazendo curso lá meio período, ele não pode pegar um trampo? Meio período com 16 já dá”, “não, não quero que meu irmão trabalhe, que a cidade é perigosa e nã nã nã”, então sobra tudo para o Igor, cara.
Eu acho que tem que falar com a Dona Rosa sim, se esses R$400 já te alivia, já paga a comida do moleque, eu acho que já resolve, aí você conversa com a Samanta e fala: “Samanta, eu não quero mais trabalhar de domingo”, porque ainda assim está apertado… Porque não é fácil ganhar, sei lá, tanto por domingo, porque às vezes você pega uma pinturinha, uma coisinha pequena… Aqui a gente está falando de duas pessoas da classe trabalhadora, que trabalham com dinheiro na régua, R$10 faz falta. Por mim é: Pode atravessar a conversa, vai lá, conversa com ela e fala, porque ela deve saber o quanto o filho dela come. Aí pra mim também já fica uma coisa: Dona Rosa sabendo do quanto o filho dela come, não me oferece nem uma cesta básica, uma coisa? Porque ela sabe, ela se livrou, tá felizona lá, a panela de arroz dela tá durando uma semana… O que vocês acham?
[trilha]
Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, meu nome é Isabel, eu falo de São Paulo. Se o Igor não quer terminar, então eu falaria direto com a mãe do menino, já que a esposa dele não quer dar uma outra solução e isso tá pesando pra ele… Se ela tem condições de mandar pelo menos R$400 que seja pra ajudar ali a custear o que o filho dela tá comendo, nada mais do que justo, né? E outra, Igor, você não quer separar, mas eu ficaria de olho depois de você fazer isso, porque vai dar bafafá com a sua esposa. Eu ficaria de olho na reação dela. Por quê? Não é postura de parceiro você ver seu marido se matar de trabalhar enquanto você podia fazer alguma coisa pra ajudar. Um beijo, se cuida.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Gui de São Paulo. Igor, chega na sua esposa e fala: “A partir de agora as contas vão ser divididas iguais. O seu irmão, pra ele estar aqui, eu preciso de um valor XYZ”, define tudo claramente e vamos ver se ela vai continuar nessa relação. Porque ela já deixou bem claro que ela quer ser bancada e ele escolheu uma pessoa que não vai ter as condições de bancá—la, e aí a gente vai ver se ela realmente quer estar nessa relação… Que eu acredito que não, porque se ela tivesse a fim de construir uma relação de amor com você, de companheirismo, ela estaria percebendo o desgaste que ela causa para você do ponto de vista de trabalho, de esforço físico, de desgaste mental, o fato de você estar perdendo o seu descanso, perdendo de aproveitar a vida, para bancar uma pessoa que não te respeita. Vamos ver aí se você der esse ultimato, se ela permanece ou não nessa relação.
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Déia Freitas: Conheça a terceira temporada do videocast “O que te trouxe aqui?”, apresentado pela Astrid Fontenelle e com produção do Einstein Hospital Israelita. Com episódios novos saindo às terças, às 11 horas da manhã, em todas as plataformas de áudio e no YouTube do Einstein. Você, mulher 40+, como eu, que está atravessando grandes transformações na vida, vai encontrar um espaço de acolhimento com informações confiáveis sobre os temas mais importantes e delicados nessa nova fase no podcast “O que te trouxe aqui?”, temas importantes como o climatério, o menopausa, reposição hormonal, construção de bons hábitos de sono, alimentação exercícios, saúde mental e saúde ampliada… Vai lá ouvir o podcast “O que te trouxe aqui?”. — Eu já estou lá, hein? Minha temporada… — Não perca o podcast “O que te trouxe aqui?”, essa terceira temporada está incrível. — Valeu, podcast, valeu, Einstein Hospital Israelita. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]



