título: tapetinho
data de publicação: 09/12/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #tapetinho
personagens: claudia e sua chefe
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a Avatim. — Que eu amo. — O Natal está chegando e Avatim — empresa de cosméticos e perfumaria — é perfeita para você garantir aí seus presentes nacionais que valorizam e exaltam a biodiversidade brasileira. Com um portfólio enorme e incrível de produtos, a Avatim é reconhecida por suas fragrâncias — muitas delas premiadas, viu? — e ela é pioneira no mercado de aromatização de ambientes, com perfumes para interiores, difusores, a Avatim também combina suas essências em linhas de cuidados pessoais, como perfumaria, skincare, aromaterapia e kits presidenciáveis para todos os gostos. — Gente, o que eu posso dizer, assim, pessoalmente, que eu sou uma cliente, sou consumidora, fico muito feliz quando uma marca procura a gente e eu já uso, sabe? É que, assim, é cheiro chique, gostoso, aquele cheiro assim você sente, assim, a boca fica até boa, sabe? Então, a Avatim pra mim é isso, assim, ela tem um cheiro que fica na memória, uma coisa incrível. —
Por isso a Avatim é a melhor escolha aí para presentes que criam experiências memoráveis. Avatim preparou uma websérie muito boa, que chama: “Natal sob nossa direção”, com as incríveis, maravilhosas e absolutas Ingrid Guimarães e Heloísa Perissé. — Lógico que ia dar certo, né, gente? — Nessa websérie as amigas fazem um amigo secreto e dá um pouquinho errado. [risos] Você pode conferir aí o filme completo no canal da Avatim no YouTube e no perfil do Instagram também da marca. — Eu vou deixar os links certinhos aqui na descrição do episódio. Tô muito feliz, gente, que a Avatim tá aqui. — E hoje já vou contar para vocês a história da Claudia. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Claudia é formada em Letras e trabalhava e como professora de inglês em um curso. — Sabe esses cursos que têm franquias? E aí a pessoa compra a franquia lá e administra o curso dessa franquia pra galera. — E, nessa franquia que a Cláudia trabalhava, era a esposa, o marido e a filha que cuidavam aí dessa franquia de curso de inglês. Só que majoritariamente era a mulher que tomava conta mais, então ela era a diretora. E ela se considerava aí uma pessoa iluminada, sabe, assim, zen, uma pessoa espiritualizada… Só que como ela tratava os funcionários? Ela era uma pessoa que não gostava de contratar funcionários negros, gordos e nem LGBTQIA+. — Então a gente já vê, né? — E se a pessoa que trabalhava com ela, ela achava que a pessoa era muito pobre, ela também ficava incomodada. — E, veja, ela se achava iluminada, espiritualizada, uma pessoa incrível. — Se a pessoa que trabalhava pra ela comprava uma roupa da mesma marca dela, na hora ela já ficava desconfiada: “Ou a roupa falsa ou, sei lá, o que a pessoa está fazendo pra poder comprar uma roupa da mesma marca que a minha? Tá roubando? Porque com o salário que eu pago ela não iria conseguir, nem parcelando”. — Então ela era esse tipo de pessoa e se achava aí o biscoitinho do céu. —
Tinha um professor que nunca se assumiu gay na escola — porque assim, gente, não interessa no ambiente de trabalho dele, sabe? — e ela vivia falando pra todo mundo pelos cantos que ele era gay. — Tentando tirar o cara do armário, tipo: “Ai, que absurdo, ele é gay”. Cláudia ela teve um problema de saúde e engordou, parecia que ela estava ofendendo pessoalmente a diretora, que falava: “Meu Deus, você tem que voltar a ser magra, tem que ser magra como eu”. Então, né? Ambiente de trabalho delicioso… Chegava no final do ano e ela falava: “Não, a gente vai confraternizar porque nasceu Jesus e a gente tem que se unir”, àquela pessoa que o ano todo passou ali em meio a atrocidades e agora estava falando de Jesus e união na confraternização da firma. Não era assim que você podia falar: “Ah, eu não quero confraternizar”, era obrigatório, todo mundo tinha que ir. Ali naquela escola de inglês tinham dois perfis: Pessoas que — como Cláudia — eram revoltadas com essa diretora e faziam, assim, o mínimo pra conviver e não ser demitido e os bajuladores, que mesmo sabendo que ela era péssima, puxavam o saco dessa diretora. — Que era dona da escola. —
Todo ano — veja bem, todo ano — essa diretora fazia ali o amigo oculto e quem ela tirava ela dava um tapetinho de banheiro. — Tá bom pra vocês? — Não importava se era R$100 Ro valor do presente, ela dava um tapetinho de banheiro. — Era isso. — A pessoa que era tirada e por essa diretora já sabia que ia ganhar um tapetinho de banheiro. Por outro lado, as pessoas com medo de perder o emprego, sempre davam um presente bom pra ela. — Todo ano ela recebia um presente bom, um presente caro e ela dava um tapetinho de banheiro, gente, já assim dizendo o que ela achava daquelas pessoas, né? — Nesse ano quem tirou a diretora foi a Cláudia e a Cláudia, durante esses anos que ela trabalhou lá, algumas vezes ela já tinha batido de frente com essa diretora quando ela tinha falas racistas, homofóbicas, gordofóbicos, ela sempre dava uma cutucada. — Não muito também, porque precisava do emprego, mas sempre era uma pessoa que causava um desconforto na diretora. E eu acho isso muito importante… A gente tem que começar a causar desconforto em pessoas, sabe? Racistas, homofóbicas, gordofóbicas. Devolve a pergunta, cria um desconforto, fala: “Por que você está falando assim comigo? Quem você acha que você é?”, sabe? Dá uma devolvida. — Então, Cláudia, era meio que essa pessoa. [risos] —
Cláudia viu uma oportunidade de se vingar… Chegou o dia, a confraternização, a diretoria como sempre se achando o biscoitinho do céu, toda humanizada [risos] e toda esperando seu presente de luxo e já com seu pacote de tapetinho. O tempo foi passando e ela deu ali o tapetinho — para a pessoa que ela tirou, a pessoa já sabia, [risos] a pessoa que ela falava: “Eu tirei Fulano”, já sabia que ela estava condenada a ganhar um tapetinho de banheiro. —
O amigo oculto foi rodando até que chegou em Cláudia. Cláudia ganhou o seu presente e agora era hora de presentear a pessoa que ela tinha tirado e a pessoa que ela tinha tirado era a diretora. A Cláudia começou um discurso, minha amiga oculta é uma pessoa que todo ano nos presenteia com o melhor que ela tem para dar e esse ano sou eu que vou presenteá la aí com o que eu acho que ela também merece ganhar. — Era um pacote grande, bonito, embrulhado ali, com um laço vermelho enorme. — A diretora com sorriso largo, sabe assim? “Ai, eu sou muito abençoada”, correu, começou a tirar aquele laço e abrir o pacote, muito animada, falando: “Hum, o que será que eu ganhei, o que será que eu ganhei?”. E, quando ela abriu, chegou realmente num embrulho verdadeiro, era o quê? Um tapetinho de banheiro. A diretora ficou em choque… Ela deu um sorrisinho amarelo e não falou absolutamente nada. Sabe quando a pessoa fica se sem reação, sem resposta? Foi assim que essa diretora ficou.
Os outros professores, os outros funcionários ali, todo mundo entendeu a referência. E a Cláudia ali, olhando pra ela com um sorriso e tentando não rir. Depois disso, na confraternização ali, todo mundo via que a diretora estava irritada. — Sabe quando se percebe que a pessoa estava irritada? — Parece que ela tinha sacado naquele momento o que os funcionários pensavam dela, sabe? — Que meio que todo mundo deu uma concordava com o presente, assim, você olhava em volta e toda mundo tava fazendo que “sim” com a cabeça, sabe? — E que aquela fachada de que ela era bondosa, iluminada, ninguém comprava mais. — Sabe? O discurso da Cláudia trouxe, assim, [risos] um pouco pesado, hein, Cláudia? Amei. [risos] — Cláudia podia sentir o olhar de ódio assim da diretora para ela, sabe? — Mas ela estava ótima, sabe? Alma lavada. — Um tempinho depois, obviamente, a Cláudia foi demitida e passou aí de sala em sala ler aquele curso de inglês para avisar os professores que ela estava saindo para dar tchau, enfim, totalmente aliviada.
Cláudia ainda tem contato com alguns professores de lá e, assim, a mãe continua a mesma e a filha agora ajuda a administrar o curso também é igual a mãe. — Então já viu, né? Como vai ser a confraternização desse ano nesse lugar. —
[trilha]Assinante 1: Oi, gente, meu nome é Rayana, eu falo do Rio de Janeiro e me senti super vingada, Claudia foi maravilhosa. Eu acho que esse tipo de gente tem que ser combatida… Pessoas preconceituosas precisam ser combatidas e envergonhadas em cada atitude escrota que elas tiverem, em cada atitude criminosa que elas tiverem. Para essa chefe que se achava a última bolacha do pacote, que merecia presentes maravilhosos e que dava apenas tapetinhos para os seus funcionários, ela viu que ela merece tapetinho como todo mundo. [risos] Ela é uma pessoa como todas os funcionários dela, quiçá nem isso, porque ela é pior.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui quem fala é a Tamy de São Paulo, capital. Acho que a gente precisa cada vez mais constranger as pessoas que são preconceituosas, homofóbicas, racistas, gordofóbicas e não deixar eles confortáveis em fazer esse tipo de comentário, em ter esse tipo de atitude, principalmente no Natal, que acaba acontecendo, de reunir a família, e aí sempre tem aquele tio chato do pavê que também é super preconceituoso e vem com uma piada que obviamente está toda revestida de vários tipos de preconceito. Então, uma tática muito boa é falar: “Desculpa, não entendi, você pode repetir? E constranger de volta. Acho que essa é uma tática muito boa para a gente começar a combater esse tipo de atitude e achei a Cláudia uma diva, maravilhosa. Vingou a classe trabalhadora com a maior elegância do mundo. Sempre desconfie dessas pessoas que se acham evoluídas porque sempre tem caroço no angu. Muito obrigada, Cláudia, você lavou a alma da gente. Um abraço para você.
[trilha]Déia Freitas: Na Avatim você encontra fragrâncias para aromatização de ambientes, perfumarias, skincare e kits presenteavéis para todos. — E ainda, ó, sem testes em animais, veganos e embalagens biodegradáveis, gente, é o sonho, né? É o sonho. — A Avatim é perfeita para o seu amigo secreto, para o seu evento de Natal, enfim, para presentear quem ama, para se presentear, vai de Avatim. Acesse agora o site: avatim.com.br Avatar em e também você pode conhecer mais no perfil da Avatim no Instagram, que é: @avatimoficial. Você pode ainda ir nas lojas da Avatim. Entra no site aí para ver a loja mais perto de você. Tem Avatim em todos os estados aqui do Brasil e, assim, se você está na Europa, meu bem, meu anjo, e você quer a Avatim, em Lisboa tem, tá? Em Portugal. Então, você pode sim ir lá na Avatim de Lisboa. Já manda aquele “oi” da Europa cheirosinha, ó, usando Avatim. E não esquece: A Avatim tem uma websérie chamada “Natal sob nossa direção” e os quatro episódios da série estão disponíveis no canal do Youtube da Avatim. Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. — Tô feliz realmente que a Avatim chegou e chegou pra ficar, eu amo… — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]