título: falência
data de publicação: 09/12/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #falencia
personagens: clotilde, marido e sandra
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a Wise. A Wise acabou de lançar no Brasil a sua conta PJ: A Wise Empresas. Você, ouvinte do podcast, que é PJ, tem uma empresa aberta no seu nome e faz trabalhos para empresas internacionais, com o Wise Empresas você poderá receber na moeda que escolher, fazer pagamentos em até 75 moedas diferentes e sacar dinheiro para sua conta bancária instantaneamente, 24 horas por dia. A Wise é o primeiro provedor do Brasil a permitir que empresas recebam pagamentos em mais moedas do que o real, o dólar e o euro. Tudo em uma só conta e sem pagar taxas excessivas de conversão. São mais de 40 moedas a sua escolha. Wise Empresas, receba dinheiro sem perder dinheiro. — Eu vou deixar tudo certinho aqui na descrição do episódio. E hoje história de zona cinza. [risos] — Eu vou contar para vocês a história da Clotilde. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]A Clotilde ela se casou ali por volta dos 25 anos e ela sempre fez comida para fora, assim, quentinhas. E ela se dava muito bem fazendo quentinhas, só que ela era sozinha ali, ela não tinha um investimento e tal. Só que ela foi esperta, Clotilde foi perto de uma obra onde tinham ali muitos funcionários da área da construção civil, então ela começou a vender para uma obra, e aí alguém avisou em outra obra perto e ela começou a fornecer aí as quentinhas para as obras, né? — Uma comida muito boa, muito gostosa, farta… Então a galera ali gostava de comer e tal e foi dando certo. — Quando ela já estava, assim, mais ou menos estabilizada — e o que é “estabilizada” pro pobre? É você não ter dívida, você conseguir pagar as contas da sua casa e você conseguir exercer ali o trabalho que você idealizou resolver, então, estabilizada é isso, ela não tinha dinheiro guardado, não tinha nada, assim, era só a força de trabalho dela que estava rendendo frutos para ela , ela conheceu um cara, se apaixonou e casou com esse cara. [efeito sonoro de sino soando]
O que esse cara tinha quando casou com a Clotilde? Nada. Mas Clotilde também não tinha nada… Ela tinha o quê? A força de trabalho dela. Então ela pagava aluguel, enfim, ela tinha o trampo dela… O que esse cara fez quando ele casou com a Clotilde? Ele financiou — no nome dele — uma moto e essa moto ajudou muito o casal. Porque a Clotilde agora ela conseguia entregar as quentinhas mais longe, porque antes ela ia a pé… Ela fez o quê? Ela adaptou um carrinho de feira com isopor e tinha que fazer umas quatro viagens e só podia pegar obra perto, enfim, agora ela tinha um entregador, que era o marido dela, o negócio cresceu e cresceu ali com os dois juntos. Ele fez um esquema muito legal de entregas ali, ele foi atrás, ele fez uns panfletos, ele distribuiu esses panfletos. — Então, veja, o negócio cresceu ali entre os dois… — O negócio foi realmente prosperando e o marido já tinha angariado dois entregadores, ele ia ficar com a parte administrativa e financeira e a Clotilde fazendo as marmitas.
E ela falou: “Andréia, eu gosto muito de falar isso para você, porque você é da CLT… No começo, tanto a menina que eu contratei quanto os dois entregadores, eu não consegui registrar nos primeiros seis meses, mas com seis meses, eu fiz ali um acertinho improvisado com eles e registrei os três. Então, eu passei de zero funcionários para três funcionários”. E quem cuidava dessas coisas financeiras era o marido e agora eles contrataram um escritório de contabilidade para fazer a folha de pagamento, essas coisas… Então ficava por fora. O negócio cresceu mais… Foram contratados mais entregadores, um pessoal grande de operacional para ajudar a fazer as marmitas e uma pessoa — que nós vamos chamar aqui de “Sandra” — para ajudar o marido da Clotilde na parte financeira. Já tinha passado 12 anos de casamento — um chão, né? —, Sandra foi contratada, Clotilde se organizou para ter um bebê sem deixar o negócio de lado porque eles queriam um filho e, com Sandra agora cuidando da parte financeira, eles tinham um pouco mais de folga, de tranquilidade para pensar um pouco mais na vida pessoal…
Clotilde foi lá, engravidou, teve um menino, [efeito sonoro de bebê chorando] como ela mesma usou essas palavras para mim: “Não nos cuidamos e, na sequência, no resguardo, eu engravidei de novo e tive uma menina”. Foram dois anos aí em que Sandra cuidava da área financeira. Sempre com dinheiro… A situação financeira deles já tinha mudado, eles já tinham um apartamento bom, eles já tinham uma casa na praia… Clotilde tinha um carro bom, o marido tinha um carro bom, eles estavam bem melhor de vida e com uma empresa grande, que já tinha aí doze funcionários… — Para mim é empresa grande, assim, enfim… — E o negócio crescendo mais, eles tendo que contratar mais gente, mas o dinheiro entrando também, porque agora ela já atendia obras, ela já tinha conseguido uma licitação numa penitenciária e a comida dela era muito elogiada — é ainda porque existe uma questão que não vou entrar aqui nisso, mas existe um superfaturamento… Às vezes a gente vê notícia disso, né? De refeições em presídios e às vezes os caras recebem só arroz… Aí vocês vão falar: “Ah, mas é bandido, tem que comer só arroz”, não… Enquanto eles estão sob a tutela do Estado, o Estado tem que fornecer uma alimentação digna. Então não adianta vir aqui falar: “Ah, mas direitos humanos para humanos direitos”, que aí é burrice, eu não vou entrar nem nisso. —
Essa licitação desse complexo penitenciário tinha uma alimentação boa e isso foi fazendo uma fama boa das quentinhas da Clotilde. E o negócio era dos dois, porque prosperou na mão dos dois. Quem fazia o trampo, o operacional, a marmita? Clotilde e ali sua equipe. Clotilde agora com duas bebês contratou uma babá porque eu precisava de ajuda, então ela queria continuar sendo uma mulher de negócios e mãe, então ela teve esse privilégio de conseguir uma ajuda remunerada, né? Enquanto isso, Sandra cuidando das finanças da empresa e a coisa realmente prosperando, né? Clotilde olhava sempre os números, então assim, ela estava por dentro, porque não era uma grana tão assim que não dava pra ela controlar… Ela foi controlando, mas o negócio sempre crescendo. Beleza… Quando parou de amamentar e voltou mais ativa no trabalho, ela percebeu que agora a Sandra, que sempre foi muito animada, muito brincalhona, sabe pessoa risonha? Divertida? Ela tava com semblante preocupado. Com uma cara triste, deixou de fazer brincadeiras…
A Clotilde chamou a Sandra para conversar, imaginou que fosse alguma coisa na casa dela… Porque eu penso assim, gente, se acontece uma merda na sua vida, você tem que ter abertura para chegar na sua empresa e falar: “Puta, como é que vou resolver isso?”, “Sei lá, minha mãe ficou doente, precisa fazer um exame que custa cinco pau” e eu e a Janaína a gente já passou por isso… Quando meu tio teve câncer, gente, era um dinheiro que a gente nunca ia conseguir… E aí a empresa da Janaína não fez esse corre com a gente, porque nessa hora que se a sua empresa pode… Era uma empresa grande, hein? Fazer um empréstimo para você, ir descontando a sua folha, sei lá, qualquer coisa, né? A gente teve que recorrer aos amigos e a gente conseguiu pagar esses amigos depois de muitos anos… Então, assim, é uma dívida que a gente nunca esqueceu, mas era para uma coisa que era muito importante. Se você é uma empresa e você pode dar esse suporte para o seu funcionário, você tem que dar… Se o cara tiver a cabeça ruim, ele não faz o trampo dele. E antes de você mandar embora, eu acho que você tem que tentar resolver as coisas para que as pessoas voltem a trabalhar com a cabeça boa. E a Clotilde pensa assim também.
Então ela chamou a Sandra e falou: “Pô, se for um negócio que a sua mãe, se for um negócio com a sua família, fala que a gente chega junto. A gente resolve, né?” e a gente sempre pensa isso, que problema que o pobre tem? É grana, gente, é grana… E ela chamou a Sandra para conversar em relação a isso, só que a Sandra falou: “Não, está tudo bem”, desconversou e se esquivou. Clotilde ficou cabreira — porque a pessoa é de um jeito e, de repente, agora que você voltou a trabalhar 100%, a pessoa mudou com você, tem caroço nesse angu, alguma coisa está acontecendo. — Sandra saiu de uma empresa que era ok para trabalhar com Clotilde e o marido da Clotilde — porque primeiro eles estavam registrando, eles tinham um benefício que você podia comer a refeição ali porque é uma empresa de refeição, eles tinham um convênio médico, tinham os benefícios para os funcionários e eu acho isso muito legal, muito importante, lembrando que quem me escreveu foi Clotilde, e tudo que ela sabe em relação a essa parte da história foi a Sandra que contou — , ela pediu as contas do emprego dela para trabalhar ali com a Sandra, foi registrada, tudo certinho… — Então veja, como ela pediu as contas, o fundo de garantia dela ficou retido, ela não teve aqueles 40%… Saiu com o salário, cumpriu o aviso, não pegou o seguro desemprego porque ela pediu as contas e também porque ela entrou direto já registrada na outra empresa, que é a empresa da Clotilde. Então, veja, ela estava totalmente descoberta, ganhava um pouco mais agora? Ganhava, mas estava totalmente descoberta.
Assim que Clotilde disse: “Vou engravidar” e que ela engravidou, até o sexto mês Clotilde ficou ali, mas você sabe, gente, trabalhando em cozinha, tudo muito quente, em pé, enfim, com seis meses ela falou: “Bom, vou ficar em casa, né? Tem três meses aqui pra nascer o bebê”. Teve o bebezinho, engatilhou outra gravidez, teve uma menina… Então são dois anos que a Clotilde praticamente só viu a Sandra quando a Sandra ia visitar o bebê… Visita assim: “Ah, os funcionários vão aí dar uma olhada no bebê”, depois que o bebê estava com quatro meses. Se nesse período ela viu duas vezes a Sandra pessoalmente, foi muito, só que elas conversavam ali no WhatsApp, ela abria o computador, as planilhas para ver os relatórios de finanças… Então ela foi acompanhando de casa. Não dava para você perceber o humor da pessoa que você convivia e que você via que ela era sempre alegre, né? Clotilde ficou esperta e a primeira coisa que ela desconfiou é o que talvez vocês estejam desconfiando também…
Sandra podia ter um caso com o marido dela nesse período ou Sandra podia tá desviando uma grana da empresa. — Essas são as duas possibilidades, né? — Clotilde ficou bem esperta e começou a pedir para a Sandra as planilhas, as coisas desse período aí desses dois anos, né? E aí a Sandra começou a ficar tensa. O primeiro dia que ela pediu era ali umas quatro da tarde, Sandra saía às seis. Sandra falou: “Ah, eu vou me organizar e te mando tudo amanhã”. Chegou no outro dia, a Sandra falou: “Ah, eu tenho que fazer essas coisas aqui, amanhã sem falta eu te mando”. Só que quando foi ali, por volta das 17h: Tinha a sala da Clotilde, a sala do marido e a sala da Sandra, três salas, o restante era tudo operacional, assim, salas todas com essas divisórias de vidro para justamente para Clotilde poder ver ali a parte da cozinha, lugar mais alto, enfim… Em vez da Sandra sair da sala dela e ir até à sala da Clotilde — o marido lá na sala dele —, mas tudo divisória de vidro —, ela mandou uma mensagem para Clotilde. — A Sandra… —
Ela falou: “Não posso conversar com você aqui, gostaria de conversar com você fora da empresa, mas o seu marido não pode saber”. — Nessa hora, a Clotilde gelou… Porque então tinha alguma coisa, o que tinha? — Sandra passou um local que era um shopping lá perto para elas conversarem na praça de alimentação. — E aqui eu tenho que dizer toda a minha admiração por Sandra… — O que aconteceu assim que Clotilde parou de ir na empresa? O marido — que até então construíram ali aquela empresa, prosperou junto, a gente não pode dizer aqui que o cara não teve seu mérito porque ele teve —, ele chamou a Sandra para conversar e falou para a Sandra assim: “A partir de agora esses pagamentos aqui, dessas coisas aqui, a gente vai fazer assim e assado”, mas ele deu um jeito que ele não conseguiria fazer sozinho, porque ele precisava da funcionária para fazer isso e começar a roubar a empresa. Sandra numa posição de funcionário—peão — você não manda, você só obedece, e aí se te botam numa roubada dessas, você tem que ver até que ponto você vai… —
Eu vou dar um exemplo aqui para vocês: Você é gerente de uma padaria, sei lá do que for, se acontecer algum B.O ali em relação, sei lá, vigilância sanitária, produto, o gerente responde. Se tiver roubo, sei lá, alguma coisa, o gerente responde… Então não é porque você CLT, funcionário mandado, que você não responde pelas merdas. Você precisa se cercar, porque senão vai sobrar tudo para você. E Sandra ouviu tudo o que o marido de Clotilde disse e falou: “Sim, senhor”,. porque um: Ela tinha pedido as contas, ela ainda não tinha conseguido se estabilizar, pagava aluguel, sustentava a mãe — que tinha um problema na perna — enfim, gente, como 90% dos brasileiros ferrados da vida, entendeu? “Eu não tenho, não posso me dar o luxo de pedir as contas de novo agora, sem nada em vista, não posso”. E aí a Sandra se cercou… Ela foi até um advogado — e eu achei esse cara bem firmeza —, porque ela falou: “Eu não tenho dinheiro”, ele falou: “De graça eu não vou fazer, mas por R$300 eu te oriento” e ele orientou a todas as conversas que ela tivesse com o chefe, fossem por e—mail ou mensagens de WhatsApp.
O advogado falou pra ela: “É lógico que ele não vai falar pra você: “Olha, vamos roubar isso aqui”, mas você tem como fazer provas do tipo: “Fulano, depositei R$3.000 na conta X hoje, ok?” e ele te responde: “Ok”, acabou. Se der um rolo lá na frente, você fez o que te mandaram, você é do financeiro e falaram: “Deposite esse dinheiro aqui nessa conta aqui, o restante não é problema seu. O importante é você se cercar, você funcionário, se cercar para a corda não arrebentar do seu lado”. A Sandra tinha provas de absolutamente tudo. Tanto do que ela depositava na conta do marido da Clotilde, quanto na conta de uma outra mulher, que ela não sabia quem era, mas era um nome lá: “Deposita 6 mil na conta de Fulana de tal”. Em dois anos, o cara desviou cerca de 360 mil reais… — Veja, empresa dos dois… Então, metade disso seria da Clotilde, né? — Clotilde em choque, a Sandra com tudo comprovado falando: “Ó, eu não peguei 1 real, tudo o que foi desviado foi o seu marido que pediu para essas contas aqui… Eu sei que você vai me demitir, mas eu consultei advogado, eu não tenho nada a ver com isso. Eu só fiz o que me mandaram, o que o dono da empresa mandou”.
E aí a Clotilde virou para a Sandra e falou: “Sandra, eu te agradeço muito, eu te entendo 100% e eu queria pedir para você ficar”. E aí a Sandra assustou e começou a chorar, porque puta tensão, né, gente? Começou a chorar, assim, meio que aliviada e meio “Puts, saí dessa, né?”, e aí a Clotilde falou: “Agora, Sandra, nós vamos… A gente vai fazer um outro 360… Ele tirou 360, agora a gente vai dar essa guinada de 360 graus”. E aí a Sandra já ficou tensa de novo… — Porque até então ela tava roubando pro patrão e agora ela ia roubar pra patroa. [risos] Sim… Lembrando que é ela que faz as marmitas, gente, ela que cuida ali pessoalmente com os clientes e tal, o contrato, o marido sempre ficou só ali com os entregadores, a parte administrativa, assim, e aquele… A partir do momento em que a empresa cresceu muito, ele virou aquele patrão que é só o patrão, que passa só pra olhar por cima e roubando… — Elas foram fazendo um esquema financeiro ali que a Clotilde foi falando para o marido que a empresa tinha começado a ir mal, inclusive dando uma de sonsa e falando pra ele: “Essas contas aqui não estão batendo… A gente tá com um buraco, a gente vai ter que fechar, a gente vai ter que pedir falência”.
Ela falou: “Andréia, eu não queria mandar ninguém embora porque a empresa estava bem, então eu fui cortando as nossas coisas, as nossas regalias, pra manter a empresa e falando pra ele: “Não, a empresa eu não entrego, eu não vou cortar ninguém daqui, eu vou cortar as nossas coisas” e o cara foi começando a ficar desesperado porque ele tinha a amante pra bancar… Agora ela já sabia que essa amante dele era uma menina nova, que queria as coisas, queria viajar e como ele não podia viajar, ele mandava a menina… — Menina nova, se tirou dinheiro dele, eu acho é pouco. “Menina nova” que eu digo ela tinha uns 25 anos, mas agora eles já estavam ali na faixa dos 40… Ela tinha uns 23, 25… — Mandou a menina pra Disney, mandou a menina pra Europa e ela não ia sozinha, ela levava uma prima, irmã, mãe, [risos] então aquela coisa… — Otário, bem—feito pra ele. — E aí ele começou a surtar porque agora ele não tinha mais como bancar tanto a menina. E aí ele começou a falar que ele queria se separar… Foi ele que pediu separação.
As crianças agora já estavam com três para quatro anos, Sandra já tinha desviado aí uma boa parte do dinheiro. — E aí a gente sabe, é errado, mas é marido e mulher ali, o dinheiro que é de um, é de outro, né? Só agora na hora da divisão que, né? — E aí o cara ficou tão desesperado que ele falou: “Olha, você quer ficar com a empresa? Então a gente faz o seguinte: Você fica com a empresa, eu fico com a casa da praia e a gente vende o nosso apartamento, que o apartamento é muito bom, não é justo ficar só para você”. Clotilde falou: “Beleza… Você quer se separar de mim? Eu com as crianças pequenas…” e ela sem contar nada, que sabia do rombo… Até então, ela também agora já tinha desviado um pouco mais do que esse valor que ele tinha desviado, então, gente, chumbo trocado não dói… E ela dizendo que a empresa estava mal das pernas mesmo e a Sandra confirmando. Ele ficou com a casa da praia, eles venderam o apartamento, a Sandra comprou um outro apartamento, ele pegou o dinheiro dele, comprou outro apartamento, só que agora ele tinha o apartamento dele, a casa na praia e 0 serviço, porque ele deixou a empresa, porque a empresa já estava mal. Ele ainda falou assim para a Clotilde: “Eu sei que daqui uns dois anos você vai pedir falência, você não vai aguentar”.
E aí a Clotilde falou pra ele: “Não, eu vou trabalhar, vou dar a volta por cima, sempre vendi quentinha e vou continuar aí vendendo quentinha”. E aí esse cara foi viver a vida dele, Clotilde ripou na empresa junto com Sandra — Sandra continuou trabalhando para ela —, a novinha não quis mais ficar com o cara porque agora ele tinha um apartamento, a casa da praia e zero renda… Ele vendeu a casa da praia, ficou com um dinheiro, mas acabou que, assim, ele abriu uma coisa de food—truck que não deu certo, enfim, foi dando as cabeçadas dele e hoje em dia ele é motorista de aplicativo. E a Clotilde prosperou, gente, a empresa tava bem… Do mesmo jeito que ele mentiu para roubar a Clotilde, ela mentiu para roubar ele. [risos] — É muito errado… [risos] — E falar que a empresa estava mal para ficar com a empresa para ela, então essa foi a divisão… Ele ficou com a casa da praia, que era uma boa casa, sei lá, vendeu, era um bom apartamento, vendeu… Sei lá, pegou 1 milhão, que seja… — Mas, gente, 1 milhão para você que não trabalha e quer ter vida de playboy e bancando jovens, festas e viagem, daqui a pouco você está sem nada… —
O apartamento ele não perdeu, ele comprou… Ainda bem que ele teve cabeça e comprou o apartamento que a Clotilde dá risada ainda porque fala que uma parte daquele apartamento, se ele não vender ainda em vida, vai ficar para os filhos, então ela também tem uma partezinha, se ela não morrer antes, ela disse. [risos] E aí agora é isso, hoje ele faz uns bicos numa área de consultoria, mas também quando o negócio aperta, ele pega o carro e faz umas corridas e tal em aplicativo e se vira. Nunca deveu pensão, mas paga um valor baixo, porque a Clotilde também falou: “Andréia, eu tô boneca. [risos] Estou aqui com minha empresa, tô boneca, entendeu?”. Ele pega as crianças a cada 15 dias. Pega as crianças, no sábado 18h leva pra jantar, fazer alguma coisa, põe pra dormir de manhã dá café, dá almoço e devolve no domingo 15h. Às vezes devolve sem almoço, fala: “Ah, elas não quiseram almoçar”. A cada 15 dias ele fica menos de um dia com as crianças, fica das 18h do sábado até 15h de domingo, é isso, fica 21 horas com as crianças a cada 15 dias, assim, bem rapidinho… Então esse é o pai e o cara que tentou aí dar um chapéu na Clotilde e a Clotilde foi lá e deu um chapéu nele, roubou mais [risos] e ficou com a empresa pra ela.
Do mesmo jeito que ele desviou, ela desviou… Eles tavam kits… Ele podia ter feito levantamento da empresa, enfim, não, ele que estabeleceu essa divisão. “Ela fica com a empresa”, porque achou que ela fosse se ferrar, né? Porque não foi assim: “Ah, fica com a empresa porque eu tenho certeza que você vai levantar essa empresa”, a intenção dele é: “Eu sei que em dois anos você vai falir e eu tenho a casa de praia e você não vai ter nada, só vai ter seu apartamento”, tá? Então essa era a intenção dele. E aí a empresa estava ótima e ótima continua. [risos] amo… — Então é zona cinza? É, porque, né? Envolve aí algumas ilegalidades, mas eles eram ali marido e mulher, o que era de um era de outro e na divisão ele fez essa divisão, ele deixou a empresa para ela, então pra mim tá tudo certo… O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é o Iago de Fortaleza. Queria dizer para a Clotilde que ela não está errada em nada, todo castigo para quem trai é pouco. E se o ex dela se colocou nessa situação foi só porque ele queria se dar bem em cima dela. Foi assim quando ele teve a amante, quando ele desviou o dinheiro da empresa, então estou super feliz que no final de tudo ela conseguiu reerguer e recuperar todo o dinheiro perdido e contou com a ajuda de pessoas boas também no caminho, né? Então é isso, um beijo e boa sorte sempre.
Assinante 2: Oi , nãoinviabilizers, aqui quem fala é a Samily, eu falo aqui da Califórnia. A Clotilde é a minha ídola. Eu achei que você foi maravilhosa, sou muito sua fã e fã da Sandra que te ajudou ali no seu plano. Eu achei que tudo que seu marido passou foi pouco ainda, devia ter posto ele na justiça para ele responder por um crime. Estou feliz que teve um final bom, final ótimo. E é isso, eu sou sua fã e sou fã da Sandra. Um grande beijo.
[trilha]Déia Freitas: Se você é PJ, faz trabalhos aí pra empresas internacionais e recebe em outra moeda que não o real, com o Wise Empresas você pode escolher receber pagamentos do exterior em mais de 40 moedas e sem pagar taxas excessivas de conversão. Wise Empresas é o primeiro e único provedor no Brasil a permitir que empresas gerenciem seus ganhos internacionais em várias moedas, tudo em uma só conta. Então, se você é PJ, tem empresa registrada no seu nome e quer ter aí a facilidade de ser pago em várias moedas, o Wise empresas é perfeita para você. — Abre agora a sua conta. — Wise Empresas, receba dinheiro sem perder dinheiro. Clica no link que eu deixei aqui na descrição do episódio para saber mais. — Valeu, Wise. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
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