título: almas
data de publicação: 16/12/2024
quadro: luz acesa
hashtag: #almas
personagens: durval, dona durvalina, dona cícera e marina
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Shhhh… Luz Acesa, história de dar medo. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para um Luz Acesa. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de risada maléfica] Quem está aqui comigo hoje é a Paramount Plus. Miami, Estados Unidos, 1991… Um jovem e curioso adolescente, ainda estudante colegial, descobre que a sua vocação não está necessariamente na escola, mas sim como um promissor serial killer. Só que ele será um serial killer com um detalhezinho, um grande diferencial: Ele não mata inocentes, apenas criminosos. — Todo mundo já sabe de quem eu estou falando, né? — Te convido a mergulhar na cabeça de Dexter, que todo mundo ama e acompanha aí há anos e descobrir como ele virou um assassino em série. E é isso que você vai descobrir em Dexter: Pecado Original, que já está disponível aí no Paramount Plus. Dexter: O Pecado original conta o início da vida de Dexter como um serial killer aí em dez episódios cheios de crimes, mistério e suspense. Conta ainda com Patrick Gibson como o jovem Dexter, com a participação do Christian Slater, como Harry —o pai do Dexter — com a Sarah Michelle Gellar, Patrick Dempsey, além do próprio Michael C. Hall — o Dexter da primeira série — como narrador.
Dexter: Pecado Original, a primeira vez a gente nunca esquece. Assina agora o aplicativo de streaming Paramount Plus e assista os dez episódios da série que saem aí semanalmente. — E assista também toda a franquia de Dexter que está disponível e é incrível. — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio e hoje eu vou contar para vocês a história do Durval. — E essa história do Durval, que já é um senhor agora, essa história aconteceu quando ele era jovem, tem tudo a ver com Quaresma. — Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Primeiro eu acho que a gente precisa falar o que é a Quaresma para o cristão, né? Para os católicos simboliza aí um período de 40 dias de penitência, de recolhimento, que precede aí a Páscoa. E esses 40 dias é muito simbólico na Bíblia, né? O dilúvio teve 40 dias, a peregrinação ali do povo judeu são 40 anos, 40 dias Jesus no deserto, enfim… Uma pessoa do candomblé me falou que na quaresma você tem que cobrir ali os orixás durante 40 dias, então essa simbologia da Bíblia acho que foi levada para tudo? Não sei, não sei explicar muito bem. E no espiritismo eles dizem que na Quaresma, a vibração do povo fica mais baixa, mais de contemplação e de meditação até e de muita oração… As pessoas, aparentemente, porque não sei que tipo de pesquisa é feita, rezam mais, oram mais durante a Quaresma. Então, o que acontece para os espíritas? Existem as zonas umbralinas… Antes eu achava que o umbral era uma coisa só, mas não, o umbral tem vários padrões vibratórios, então você pode estar em X umbral e, quando você está no umbral, a maioria aqui… A gente vai, né? Acho… [risos] Desculpa… É muito difícil que as almas que são socorristas consigam te ouvir para te tirar dali ou para você subir para um outro umbral menos problemático. Não sei a palavra…
Sei lá, um padrão vibratório um pouco melhor… E quando acontece a Quaresma, é mais fácil você fazer esse upgrade de umbral ou até você conseguir o socorro para a sua alma, né? Então, na Quaresma o padrão vibratório da Terra é alterado por conta dessas orações intensificadas e por um período de recolhimento dos cristãos, enfim… Na época o Durval, a mãe dele católica, fazia tudo certinho ali do lance da Quaresma. Na Quaresma você não come carne, você pode comer peixes e ovos… — Aqui em casa minha mãe também era assim, a gente não comia carne, então como a gente era bem pobre mesmo, a gente comia sardinha por 40 dias. [risos] Ô, mãe… [risos] Então não era uma época feliz, né? Sardinha em lata, tá? Ok? Sardinha em lata por 40 dias… Então [risos] não foi só Jesus que sofreu… [risos] Ai, gente, desculpa, né? Não tenho religião. Já vão aí os católicos me encher o saco. Por incrível que pareça, o único povo que me enche o saco é católico, não pode falar um “a” que escreve e-mail, mas enfim… —
Durval tava ali, né? Nessa função da Quaresma com a mãe e ele tendo ali os seus amigos da rua. Então, a mãe do Durval nessa época — a gente está falando aqui de muitos anos, quase 60 anos já passados — ela era lavadeira de roupa. Onde ele morava, não tinha água encanada, nada… Então as lavadeiras iam pra beira de um rio com as roupas das pessoas que podiam pagar pelo serviço delas e lavavam essas roupas. Então você tinha que lavar, quarar, deixar no sol, depois bater a roupa nas pedras, enfim, um trampo… — Um trampo dificílimo. — Então ela saía muito cedo, porque assim, você lavava a roupa antes de está muito sol, pra pegar aquele sol, pra dar tempo de bater e tal e depois você ia deixar as roupas pra estender… Tinha gente que pagava mais e você estendia na sua casa para passar e entregar passada e tinha gente que você só lavava, então você estendia na casa da pessoa… E aí você não podia misturar os cestos de roupa, um trampo, gente… — Um trampo lavadeira, hein? —
O Durval estava ali com seus 12, 13 anos, então ele ficava em casa fazendo as coisas de casa. A mãe dele deixava o almoço meio preparado, ele tinha que fazer o almoço para os irmãos, as coisas todas… — Uma casa também muito simples, assim, de pessoas pobres e tal… — O Durval um dia estava ali na rua com os colegas e ele estava ouvindo que nesse período de Quaresma era bom que você rezasse muito para as almas, que você podia salvar algumas almas e que também as almas podiam te ajudar nas coisas, então tinha uma coisa assim: “Ah, você está precisando de alguma coisa? Pede para as almas que elas te ajudam”. — Então, assim, meio genérico, né? Que almas? — E Durval também não sabia que almas, mas ele falou: “Bom, acho que eu vou um pouco pedir, vou ajudar essas almas”. — Uma criança, gente, de 12, 13 anos… — O que o Durval ele fez isso os 40 dias da Quaresma…
Quando a mãe dele saía, ele pegava uma vela, ele acendia essa vela para as almas dentro de casa… — E isso eu aprendi com todas as pessoas da minha família: Você não pode… Eu não gosto de vela. Eu não no acendo nunca em lugar nenhum… Eu não gosto do cheiro da parafina, eu acho perigoso… O meu desenho animado preferido era daquele urso que tinha uma pá e um chapéu de guarda florestal, que falava: “não queime as florestas” e dava dicas de como você, criança, não cometer um incêndio na sua casa, essas coisas… Eu não gosto de fogo, de vela, de lamparina, de coisas que pode dar incêndio, sou contra. Mas tem gente que acende vela para o seu anjo da guarda, que aí sim pode ser dentro de casa… Mas eu aprendi com a minha família que vela para as almas você tem que acender fora de casa. Isso foi o que eu aprendi. — E o Durval — a gente pode dar o nome para a mãe dele aqui de “Durvalina”, amo… Durval e Durvalina — , dona Durvalina também sabia disso, que não podia acender vela para as almas dentro de casa. Ela não acendia vela nenhuma dentro de casa, mas o Durval não sabia e ele fazia as orações ali para as almas.
E até ele falou, que na oração dele, ele meio que chamava as almas e ele acendia essa vela dentro da casa dele. Então ele acendia, fazia oração ali, apagava a vela e deixava dentro do armário da cozinha, num lugar alto para nenhum dos irmãos menores pegar e a Dona Durvalina acabava que também não via, muito trabalho, muita coisa para fazer, não via. Ele fez isso os 40 dias… A mãe dele saía tipo 04h30 da manhã com aqueles cestos enormes de roupa, uma das irmãs do Durval já ia junto com ela, que já estava ali com seus 16 anos, 17 e ele ficava com dois irmãos menores em casa. Ele dava um pão, uma coisa quando tinha e as crianças menores já saíam para brincar e o Durval tinha as coisas pra fazer ali dentro da casa dele… — O chão da casa deles era de terra, então você tinha que molhar e bater aquela terra, porque você não vai varrer o chão de terra, enfim… —
No último dia da Quaresma, assim que o Durval apagou aquela vela, que ele assoprou, ele começou a ouvir um choro… E não era uma, ele escutava choro de homens, mulheres, choro de vozes mais novas, de vozes mais velhas e aquilo parecia que estava dentro da casa dele toda… — Toda, toda, toda. — E a casa de Durval era realmente muito simples assim, então eles tinham um fogão a lenha, eles tinham ali como se fosse uma bacia que você trazia água para lavar louça… — Então você não tinha uma torneira ou coisa assim, tinha aquela bacia. — Tinha uma mesa com duas cadeiras ali na cozinha e no quarto tinha ali algumas camas, né? — Ele só tinha um quarto na casa, todo mundo dormia no mesmo quarto. — E as roupas eles deixavam penduradas… — A Dona Durvalina tinha feito ganchos, eles não tinham muitas roupas também, então cada um tinha ali seus dois, três, ganchos para pendurar as roupas… — E o banheiro era fora da casa, era tipo um lugar com um buraco, enfim, fora da casa. Então era um espaço mais ou menos do tamanho da minha casa, uns 40 metros quadrados, muito vazio… Então essas vozes faziam eco… E aquela mesa que eles tinham, aquelas duas cadeiras, de repente, Durval virou e viu que elas estavam viradas…
Com o barulho das vozes ele não tinha nem ouvido a mesa e a cadeira virando. E não é que elas tombaram para o lado, elas estavam viradas com as pernas para cima. Durval correu para o quarto assustado — e não era colchão como a gente tem agora, você pegava um saco de estopa e você amassava palha, então você fazia mais altos, você conseguia mais palha, era esse tipo de colchão que eles tinham, de palha, uma vida bem sofrida mesmo — e a palha dos colchões estava espalhada e as camas também viradas com as pernas para cima. O Durval na hora ele não sabia o que fazer e ele pensava muito assim: “A minha mãe vai me matar, olha a bagunça que tá”, eu pensaria a mesma coisa, [risos] tipo: “Ô, alma, estou rezando para você 40 dias, pra você vir aqui zoar meu trampo?”, e aí depois caiu a ficha do Durval, que além da surra que ele tomaria de Dona Durvalina, aquilo era uma coisa que ele nunca tinha visto. E mesmo com aquele choro e aquele tormento em cima do Durval, que ele escutava, ele começou a virar as coisas, a colocar as palhas no saco, arrumar tudo, porque os irmãos dele estavam brincando, provavelmente só voltariam na hora do almoço, mas ele tinha que terminar o trabalho. — Estava pensando no trabalho dele, então ele não saiu correndo, gente… Ele não saiu correndo. —
E, conforme ele não saía correndo, ele foi começando a sentir no corpo dele as mãos, como se tivessem gente pegando nele… E aí sim com aquele toque, que ele falou: “Andréia, me dava arrepios, assim… Eu saí correndo e fui até o rio onde a minha mãe estava lavando roupa, chorando”. O que Dona Durvalina pensou? “Aconteceu alguma coisa com os irmãos menores”, ela largou a filha lá lavando roupa, porque aquela coisa, gente, o pobre mesmo quando acontece uma desgraça, você continua trabalhando… — Eu digo por mim, pela Janaína, a gente já passou muita coisa nessa vida onde a gente não podia… A gente queria sentar e chorar, mas a gente tinha que trabalhar. — Foi pra casa junto com o Durval… Quando ela chegou e viu, Dona Durvalina assustou, mas a Dona Durvalina viu as almas e ela não sabia o que o Durval tinha feito… Ela só viu que a casa dela estava cheia realmente de pessoas com roupas esfarrapadas, maltrapilhas, sujas, gritando. Ela via sangue, ela via tudo… E aí ela foi conversando com o Durval pra saber o que estava acontecendo, e aí o Durval foi e pegou o toquinho de vela e mostrou para a mãe e falou o que ele tinha feito…
E aí a Dona Durvalina falou: “Você chamou as almas e rezou por elas aqui dentro de casa?” e ele falou: “Sim”. Era o último dia da Quaresma, o Durval apavorado… Dona Durvalina chamando as amigas dela para fazer uma oração ali dentro daquela casa e uma das amigas também via as almas, então elas ficaram ali em oração praticamente até a noite e as almas continuavam ali. Ela muito católica estava relutante de chamar uma benzedeira, porque todo o bairro tem uma boa benzedeira, pelo menos naquela época, né? Aqui no meu bairro a gente tinha duas muito boas. E aí ela falou: “Não, vamos ter que chamar a Dona Cícera”. E aí elas foram, todas com aquele véuzinho, que elas estavam orando com aquele véu na cabeça e o terço na mão, né? Ali na casa da Dona Cícera, explicaram a situação, e aí a dona Cícera falou: “Tá bom, eu já vou lá, vou pegar minhas coisas aqui e eu vou lá”. E aí dona Cícera chegou lá com uma bacia de ervas que era para jogar naquele chão de terra e ela acendeu uma vela e começou a fazer uma oração e falou para Dona Durvalina: “Na sua casa só você, o Durval e eu”. — Porque ela tinha dispenso as outras beatas. —
Ela explicou o que o Durval teria que fazer, que é jogar aquela erva, aquela água — daquela ervas que ela tinha macetado — no chão. Enquanto isso, Dona Durvalina e ela elas iam rezando e a Dona Cícera falou: “Eu vou levar essas almas comigo e as que eu puder encaminhar, eu vou encaminhar, as que eu não puder encaminhar, elas vão ficar na rua… Que era onde elas estavam antes do Durval chamar as almas para dentro da sua casa”. Então ela pegou essa vela e ela começou a rezar… Ela nos quatro cantos do quarto, nos quatro cantos do corredorzinho que tinha da porta ali, nos quatro cantos de onde era a cozinha ali, que tinha aquela cadeira… Com a vela na mão — acesa — encostando nos cantos, das camas, da mesa, das cadeiras, tudo o que tinha canto ela falou: “Eu tenho que puxar essas almas, porque elas ficam nos cantos”. E foi fazendo oração, batendo a vela acesa ali nos quatro cantos e ela falou: “Quando eu passar aqui dessa porta, vocês vão fechar essa porta e vocês não vão abrir até que vocês não escutem mais a minha voz”.
E ela foi, o pessoal ali naquela rua — que era uma rua de terra também, todo mundo tinha casa, chão de terra, rua de terra — e as pessoas foram fechando as portas… Quem entendia, sabia o que ela estava fazendo, né? E Dona Durvalina disse que viu as almas como como se fossem zumbis, assim, como se eles estivessem hipnotizados, indo atrás da Dona Cícera. Dona Cícera, Durval não sabe o que ela fez, mas segundo Dona Durvalina, ela vai até a porta do cemitério e ela reza ali, faz o que tem que fazer — em termos dos trabalhos espirituais que ela faz — e na porta do cemitério sempre tem alguém para buscar a alma perdida. Ela entrega as almas que querem ir e as almas que não querem ir dali elas vão para onde elas quiserem ir. — Então ela entrega essas almas na porta do cemitério para quem tiver lá e depois ela volta. Apaga a vela e aí as almas se perdem, porque elas vão na chama daquela vela, segundo Dona Cícera. — O Durval ficou tão assustado que nunca mais ele acendeu uma vela. Nem pra anjo da guarda, nem pra nada, a não ser pra iluminar as coisas da casa ali a noite, já era normal… — Mas aí a mãe dele colocava a vela dentro de um vidro, tipo lamparina, lamparina a querosene, enfim… Então, mas ele evitava a vela até para isso, ao máximo… —
E nunca mais ele ouviu nada, nunca mais ele viu nada, mas ele chamou essas almas. Quando eles foram chamar a Dona Cícera, uma das beatas ali, que já tinha se juntado, falou pra Dona Cícera que ela não, ela escutava as vozes e que era uma legião. E aí a Dona Cícera corrigiu ela, ela falou: “Não, são almas perdidas… Reze para que nunca você encontre uma legião, porque legião são demônios, não são almas, é diferente”. E aí o Durval ficou um pouco aliviado, que na hora ele pensou: “Não são demônios”, ainda a palavra que Dona Cícero usou não foi nem “demônio”, foi “capetas”, “não são capetas, são almas”. Depois nunca mais aconteceu nada, ele também não rezou para isso e tal… Isso passou a hora do almoço, chegou umas até umas quatro, cinco horas da tarde. A irmã tava lá, né? Lavando roupa, ficou lá…. Os irmãos não apareceram. — Não apareceram… — E aí depois o Durval foi perguntar: “Onde vocês estavam? Vocês sumiram”, para saber se eles tinham ficado sabendo do que estava acontecendo e por isso que eles não voltaram.
Existia uma mulher naquele vilarejo ali que todo mundo falava que ela era doida — que achava que ela era meio bruxa, meio doida —, só que as crianças gostavam dela porque ela fazia bolo… Ela tinha parece que um pouquinho mais de dinheiro que as pessoas ali, então ela fazia bolos, ela tinha galinhas no quintal dela, então ela tinha ovos e ela fazia bolos… Ela tinha um atrativo para as crianças, assim, ela fazia doces e todo mundo ou tinha medo dela ou gostava… Porque assim, gente, criança pobre, mesmo se ela for bruxa, se ela te dá um doce, você vai comer doce. — Sinto muito, eu era esse tipo de criança. Qualquer doce que me davam na rua, eu comia… Podia ter sido sequestrada, podia ter sido envenenada? Sim, mas eu comia, porque era a oportunidade que eu tinha para comer doce. E se me dessem um chocolate então, eu ia com você de mala, fazia a minha mala e ia. [risos] Criança… — Logo cedo, esta moça que era chamada de bruxa — a gente pode chamar ela aqui de “Marina” —, a Marina chamou as crianças da rua para comer bolo e as crianças foram.
Então você come e você também fica entediado, você quer sair para brincar… E os dois ela segurou, ela deu almoço… — Então, assim, foi o dia que eles comeram bem. Você está oferecendo comida para a criança pobre ali, né? Eles ficaram. — Quando deu cinco horas, que ela que morava perto do cemitério, viu a Dona Cícera passar com as almas, ela esperou um pouco, falou: “Agora vocês podem ir”. Não se sabe como, parecia que esta mulher que tinha essa vibe mais esotérica e que as pessoas chamavam de bruxa, ela sabia o que estava acontecendo na casa do Durval e ela preservou as crianças até que tudo acontecesse e as crianças muito pequenas ali não sabiam de nada. — Então, viva as bruxas aí, um beijo para vocês, bruxas. — O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, gente, meu nome é Ana Lúcia, de Niterói, Rio de Janeiro. Eu fiquei bem assustada com a história, mas me fez lembrar muito meu avô, que era rezador do interior de Minas Gerais e a minha mãe, a filha dele, até hoje guarda alguns costumes que ele passou para ela, como isso de rezar os cantinhos da casa. A minha mãe, hoje em dia, ela vem na minha casa de tempos em tempos, abre todas as janelas e portas e reza cada cantinho da casa com uma oração específica, botando um pouquinho de sal grosso e ela vai fazendo isso de dentro para fora e ela fala que isso traz proteção para casa. Às vezes quando tem muita confusão, muita desarmonia, e ela faz essa oração, isso dá um equilíbrio muito grande para a gente. Então, gente, fica a dica, essa oração nos cantinhos da casa é crucial.
Assinante 2: Oi, Déia, oi, nãoinviabilizers, aqui é a Raquel que fala de Portugal. Durval, pelo amor de Deus, você chamou as almas penadas para dentro da sua casa, acendendo uma vela na quarta—feira de cinzas, depois do carnaval, que as pessoas tiveram muitos excessos, né? [risos] Como dizem, é a festa da carne, então a galera bebeu muito e a galera está numa outra energia. Então, a quarta0feira de cinzas é o dia que a energia baixa mesmo e você me acende vela dentro de casa para as almas que estão perdidas? Aí é complicado. [risos] Só se acende vela para o anjo da guarda dentro de casa, para mais ninguém… O resto é tudo fora de casa. E para quem acredita, nos seus orixás também é dentro de casa, mas aí no congá, não é assim à toa, né, Durval? Pelo amor de Deus… Ainda bem que tinha lá a benzedeira para ajudar vocês nessa história.
[trilha]Déia Freitas: Eu, como amo uma boa história de suspense, ainda mais com aquele toque assim de acidez, lógico que eu vou assistir aí Dexter: Pecado Original para saber como Dexter saiu de um estudante colegial para um serial killer e uma história única de crimes, mistérios, e suspenses. A nova série Dexter: Pecado Original já está disponível no Paramount Plus em episódios que saem semanalmente. Assina agora o aplicativo de streaming Paramount Plus e assista Dexter: Pecado Original, a primeira vez a gente nunca esquece. — Valeu, Paramount Plus. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Luz Acesa é um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]