título: anjinha
data de publicação: 23/02/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #anjinha
personagens: jocélia, seu marivaldo, dona ivone e hélder

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta] 

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Ápice. Há quase uma década, a Ápice está focada em desenvolver os melhores produtos para o cabelo natural, realçando a beleza real, sem padrões, sem excessos, somente com a verdade. Verdade, performance e identidade. E em comemoração ao seu aniversário, a marca está com ofertas o mês todo e essa é a última semana de promoções para você aproveitar. Na Ápice você encontra linhas desenvolvidas para todos os tipos de cabelo, com foco especial nas cacheadas e nas crespas, com produtos que fazem a diferença nos cuidados aí do dia a dia. As fórmulas são ricas em ativos naturais que trazem o melhor tratamento para o seu cabelo sem causar danos ao meio ambiente.

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[trilha]

Tem aí uns três anos, Letícia encontrou o amor da vida… Nossa, era uma menina sensacional. Letícia gamou. A mocinha, delicada, frágil, mas a mocinha trabalhava, estava aí fazendo as coisinhas dela, enfim, uma coisa boa… Letícia começou a namorar essa mocinha e foi um namoro, assim, de novela… A mocinha trabalhava num escritório de advocacia — trabalhava ali junto com a gerente e tal, né? —, todo mundo trabalhando, todo mundo bem, a mocinha super apaixonada, ela super apaixonada pela mocinha, um romance lindo. A moça gostava tanto da Letícia que ela até criou um apelido para si mesma, que ela gostaria que a Letícia só a chamasse de “Anjinha”. Esse romance com Anjinha foi crescendo, crescendo muito… Letícia convidou Anjinha e Anjinha foi morar com Letícia. As duas trabalhavam, mas a maioria das coisas de casa, a Letícia continuou fazendo porque ela já fazia, mas a Anjinha não botava a mão na massa, não. — Anjinha era daquele tipo que lava sua calcinha no box e deixa lá e, se deixar, ficam trinta calcinhas no box… Mofando. — Mas, segundo Letícia, isso não era um motivo pra término… E realmente não é, né, gente? Eu acho que é adequação. 

Conforme ela conversava com a Anjinha, a Anjinha ia se adequando ali às regras. — Mesmo porque, gente, quando você vai dividir casa é uma coisa, as regras, sei lá, seriam são do dono da casa… Mas no caso ali, elas estavam agora em união, então a casa é das duas. Então eu acho que tanto Anjinha quanto a Letícia, elas têm que adaptar ali as regras e tal pra dar certo pras duas. Não bastasse morar junto, Anjinha falou: “Fiz uma surpresa para você” e, um dia, a Letícia chegou, tinha a surpresinha e o que era a surpresinha? Era um pedido de casamento da Anjinha. Anjinha queria casar… Até aqui, Letícia conhecia uma parte da história da Anjinha, muito triste, onde ela morava com uma mãe que era extremamente rígida e homofóbica, Anjinha já tinha tentado um relacionamento com um homem e que esse homem também a maltratou. Então a Anjinha, assim, tinha um histórico que não era tão bom de relacionamentos. — Isso foi o que a Anjinha disse pra ela até aquela data em que Letícia foi pedida em casamento. —

Assim que Letícia disse “sim”, Anjinha falou: “eu preciso te contar uma coisa”. E aí já, né? [risos] “Pô, acabei de falar sim, tinha que contar antes, né? Vai saber o que que é”. Anjinha tinha uma filha… Uma filha muito pequena… Mas Anjinha, cadê a sua filha? Bom, mais uma história triste: o sonho da vida de Anjinha era ser mãe e Anjinha saiu com este rapaz — que inclusive a maltratou — somente para engravidar e ter a sua filha. Ela queria muito uma menina e ela conseguiu ter uma menina, que a gente vai chamar aqui de “Sabrininha”. Quando Sabrininha nasceu, ela não teve apoio da própria mãe e o pai de Sabrininha pegou Sabrininha. — Tomou Sabrininha de Anjinha. — O cara falou: “eu não vou deixar a minha filha ser criada por uma lésbica”. Letícia ficou revoltada e falou: “Assim que a gente casar, a gente vai brigar por essa guarda. Porque você é mãe, você tem direitos”. 

A moça ficou quieta, chorou, passou, marcaram o casamento…. Agora, mais do que nunca, Letícia ia ter uma família, era Anjinha e Sabrininha. — Ela falava muito disso, né? “A gente vai pegar a Sabrina, vai ficar com a Sabrina e tal”. Casaram… [efeito sonoro de sino soando] A moça pegou 30 dias de férias no escritório que ela trabalhava e, durante esse período, a moça reclamava muito do trabalho… — Mas é aquela coisa, gente… Reclamar do trabalho? Quem que quer trabalhar? Ninguém quer, a gente trabalhe porque a gente precisa. E está reclamando? Procura outro, enquanto não achou outro, você tem que ficar nesse, gente… Você não é herdeiro, né? Tem que ficar no serviço. — Deu 31, 32, 35 dias, ué, a Anjinha não voltou a trabalhar? Ela tinha mais dias para tirar? Banco de horas? Será, Anjinha? Anjinha não tinha tirado férias, Anjinha tinha pedido a conta… — Pediu demissão a Anjinha… E não tinha contado pra sua esposa que você vai pedir demissão? Porque agora, gente, as decisões familiares ali tem que ser em conjunto, não é? Já me estranha o fato de não ser o primeiro fato que ela conta para a Letícia, que é: “eu tenho uma filha”. Pra mim isso seria tipo: “oi, tudo bem? Prazer, eu sou Anjinha, eu tenho uma filha”, pra mim começava assim, porque assim, a coisa mais importante, essa info, só veio depois…

“Tudo bem, Anjinha… Você pediu a conta, por que, Anjinha?”, “Não, porque não estava bem, não sei o que lá”, “mas e aí agora, a gente tem aqui o aluguel, as coisas para pagar”. Na cabeça da Anjinha, aquele aluguel Letícia já pagava antes sem Anjinha, então a Anjinha não está pesando… Anjinha respondeu isso: “mas o aluguel você já não pagava?”, “é, já pagava, mas achei que agora a gente ia também somar aí os salários, dividir as contas. Quem sabe dar entrada num imóvel nosso?” e Anjinha desconversou, falou que ia procurar um emprego e Letícia: “Bom, ela vai procurar um emprego, né? E trabalhar”, porque, gente, tem que trabalhar, né? Uns três meses de casada e a Letícia retomou aquela conversa sobre a Sabrininha. “Olha, eu tenho uma amiga advogada, eu já até conversei com ela, ela falou: “não, isso aí a gente reverte facinho, rapidinho. Eu preciso do endereço, que se você me dê o endereço lá, do pai da Sabrininha, pra que ela possa fazer a intimação, fazer as coisas que tem que fazer”. 

E aí vem aquela frase que a gente já conhece, Anjinha falou: “Não, veja bem… É… Eu acho que a gente tem que esperar um pouco pra ver isso”, “mas escuta, nesse tempo todo que a gente tá junto, eu não vejo nem você falar com a sua filha, nem você ligar pra sua filha… Você tem direito, eles cortaram tudo isso de você”, “não, veja bem, vamos com calma”, “como assim “vamos com calma”?” e ficou ali, “a hora que a Anjinha falar pra mim um ok, já tem advogada pra fazer alguma coisa”. Os meses foram passando e nada da Anjinha trabalhar. O aluguel, tudo bem, a Letícia já pagava… O condomínio? A Letícia já pagava. Mas a conta de luz veio mais alta, a despesa, Anjinha? Misericórdia… [risos] O dia inteiro comendo a Anjinha. — Comia bolacha, comia pão, comia arroz, comia macarrão, comia tudo… — A compra que a Letícia fazia, que dava para o mês, estava dando para 10, 11 dias. Anjinha queria biscoito recheado Pôneitempo, sabe? Então, assim, difícil manter. 

Letícia sentou com ela de novo e falou: “Anjinha, eu preciso que você arrume um trabalho” e a Anjinha falou pra Letícia: “Olha, eu não consigo trabalhar agora… Porque eu tô em depressão”. [silêncio] [risos] Esse silêncio que eu fiquei aqui, Letícia ficou, porque assim, Anjinha… O pelo da sobrancelha intacto, perfeita a sobrancelha, pele, unhas… Anjinha passava o dia com cremes no cabelo… Ah, tudo bem, a pessoa pode estar em depressão e fazer todos os procedimentos de beleza? Sim, mas, assim, do nada ela falou isso… Não tinha nenhum sinal de nada, assim… “Ah, estou em depressão”, parece, tipo, peguei depressão, [risos] tipo, como se fosse uma gripe. Letícia ficou tão chocada com essa informação, que na hora ela falou: “não, pra você saber se você realmente tá em depressão, vamos marcar um psiquiatra, um psicólogo pra você passar”, “não, eu não quero… Eu sei que eu tô em depressão porque eu não consigo trabalhar”… Aí complica. [risos] Aí dá uma complicada… Você não consegue trabalhar. 

Aí Letícia começou a falar isso: “Gente, mas assim… Você tá vendo, a compra do mês não tá dando pro mês” e chorou, porque falou que estava em depressão… Falou também que queria investir. Investir? Você pediu a conta, você saiu sem nada… Que ela queria fazer boneca de cerâmica pra vender. — Sabe essas bonecas com rosto de louça? Gente, vamos ser sinceros aqui, você vai conseguir sustentar uma casa vendendo boneca de louça? Assim, sem ter um plano de negócio, sem ter… Vai, você faz cinco, seis, você vende seis bonecas de louça… Depois quem comprar uma boneca de louça não vai comprar duas, três. Família de louça. — Ela falou que se ela tivesse o kit para fazer a boneca de louça, a depressão dela ia acabar. Letícia foi lá e falou: “É o kit que você precisa da boneca de louça? Toma aqui o seu kit da boneca de louça”. — Parou a depressão, [risos] acabou a depressão. —

O kit ficou lá, no mesmo lugar, no mesmo canto… A caixinha com as coisas da boneca pra ela montar, porque você teria que pintar o rosto da boneca lá de louça e tal, ela não abriu a caixa. [risos] Não mexeu nem na cabeça de louça da boneca. Tinha uma cabeça de louça feita… Então, assim, não era isso que ia curar a depressão, então… Porque, né? Ela falava desse jeito: “Pra curar a depressão, preciso da boneca de louça”. Teve a boneca de louça, o kit… Letícia sentou com ela e falou: “Escuta, você nem mexeu no kit que eu comprei e agora já passou sete dias pra devolver, eu não consigo devolver… Você vai fazer essa boneca de louça. Faz essa boneca de louça pelo menos pra gente dar pra Sabrina, já que você não vai fazer essa boneca pra vender”. Aí ela deu o argumento que, depois que ela recebeu o kit, que ela pensou nisso, que não era só fazer a boneca… Ela tinha que vender a boneca e ela tinha vergonha de vender. — Ela não tinha habilidade para vender, então por isso que não ia dar certo a boneca. —

“Então tá bom, então você vai procurar um outro escritório de advocacia pra você trabalhar? Tentar pelo menos, sei lá, remoto?”, “Não, porque eu tô em depressão”, mas tinha feito uma unha de gel belíssima… — Isso tem a ver, gente? Não tem a ver. A pessoa pode ter depressão, sim, e pode fazer a unha de gel, tá? Mas nesse caso aqui, a Letícia falou: “Andréia, era muito descarado”. — Letícia começou a se incomodar mais, assim, aquele amor todo… Porque a Letícia disse: “Sim, existiu um amor imenso, né? Mas as coisas começaram a me incomodar e o que me incomodava mais é ela não querer saber de Sabrininha, porque eu já tinha visto a Sabrininha… Fui atrás, vi Sabrininha no Facebook, vi a família do cara, vi tudo. Eu falei: “bom, eu sou a esposa dela, eu vou atrás então”. Porque às vezes essa depressão que ela diz ter pode ser porque ela está sem a Sabrininha. É a filha dela…”.

Letícia tomou a decisão de mandar uma mensagem para esse pai falando: “Oi, Fulano, eu sou a esposa da Anjinha, sei de Sabrininha e gostaria de saber se existe a possibilidade de Sabrininha se encontrar com a mãe”, foi nesse tom… “Não vou criar briga, porque eu posso afastar, eu posso ser responsável por afastar a Sabrininha mais ainda da Anjinha”. No final da tarde, o cara mandou um texto pra Letícia e, no texto, o cara dizia que era uma felicidade enorme que a Letícia estava entrando em contato, porque a Sabrininha sentia muita falta da mãe e que a mãe se recusava a encontrar a Sabrininha, que seria muito importante se a Letícia fizesse essa ponte entre Sabrininha e Anjinha, que a Sabrininha sente falta… Se a Letícia tivesse um áudio da mãe ou uma foto da mãe, que a Sabrina ia querer, enfim… O cara implorou e falou: “meu endereço tá aqui, vem aqui conhecer a Sabrininha, eu e minha mãe a gente que cuida dela e tal, mas ela sente muita falta e tal”.

Letícia ficou em choque, porque assim, não era essa a história… Cadê o cara que maltratava? O cara que ela disse que era um cara hétero, não, o cara é gay… Então, assim, tinha muita coisa nessa história que estava… Que história é essa? Letícia, sem contar pra Anjinha, marcou e foi na casa deste cara, que a gente vai chamar agora de “Maurício”. Sabrinha uma graça, gente… Uma criancinha, assim, sabe espertinha, felizinha, falante? Quando Letícia chegou lá, ela foi super bem recebida pelo Maurício — pai da Sabrininha, um homem gay — e por sua mãe, Dona Rosa… E eles estavam muito empolgados de saber que a Anjinha tinha casado e que, aparentemente, Letícia era uma moça boa, que queria aproximar a Sabrininha da Anjinha… E aí o Maurício contou a história: eles eram muito amigos, a mãe da Anjinha — que a gente pode chamar aqui de “Dona Tânia” — nunca reprimiu a filha em nada, sabia que Anjinha era lésbica desde criança… 

Tanto que Dona Tânia e Dona Rosa são amigas, eles cresceram juntos. — O Maurício e a Anjinha. — A Anjinha falava que se ela não tivesse um filho, mais especificamente uma filha, que era o que ela queria, ela ia morrer… Ela falava essas palavras: “Eu vou morrer, eu preciso ter uma filha. Eu preciso ter uma filha”. Dona Rosa também sempre quis um neto — ou uma neta — e Maurício falou: “Quer saber? Anjinha, vamos fazer isso”. No período fértil, fizeram todas aquelas contas e tal, transaram umas duas, três vezes, segundo o Maurício, e ela engravidou. — Poxa, o melhor dos mundos, as avós amigas, eles amigos… — Mas a partir do momento que Sabrina nasceu, Anjinha fez toda a parte de amamentação e tal, e depois falou: “olha, eu não consigo, assim, eu achei que era o que eu queria, mas eu não consigo ser mãe”. Todo mundo achou que era uma depressão pós—parto, né gente? Isso é sério…

Passou com psicóloga, passou com psiquiatra e as duas falaram: “Olha, a gente não consegue fechar esse diagnóstico de depressão pós—parto. Pode ser que realmente ela não esteja pronta para a maternidade”. E aí a Anjinha foi se distanciando da Sabrininha, que foi criada mais ali pela Dona Rosa e pelo Maurício, e Dona Tânia morando um pouco mais longe, mas sempre junto também… Eles tentavam, faziam tentativas e a Anjinha morava com a Dona Tânia, a Dona Tânia trabalhava… Não tinha como ficar com a criança da filha, com a neta. Quando ela ficava com a criança, a criança estava com uma fralda e, às vezes o Maurício ia buscar, era a mesma fralda. Sabe assim? Ninguém sabia se ela fazia de propósito, se realmente ela não conseguia trocar a fralda… A Sabrininha foi crescendo e foi ficando mais na Dona Rosa, com o Maurício também sendo pai ali. E aí descobriram que a Sabrininha tinha uma intolerância à lactose… 

Vocês concordam comigo que isso não é uma brincadeira? Quando ela pegava criança, pegava só pra passeio. — Agora já era um fato de que ela já não ia pegar a criança mais pra dormir, porque ela não cuidava, não trocava fralda. Você concorda que você não pode dar o que você quiser para a criança comer, sendo que a criança tem uma restrição alimentar? Você tem que seguir a alimentação lá da casa da Dona Rosa e do Maurício, que já estão acompanhando essa criança… — Ela dava tudo o que a Sabrininha pedia, a Sabrininha voltava o quê? Doente pra casa. Dona Rosa e Maurício chamavam a atenção da Anjinha, sempre com muito cuidado, porque a Anjinha ficava sempre ameaçando de sumir da vida de Sabrininha. E aí ela falava: “Vocês não deixam eu criar minha filha do jeito que eu quero” e o criar dela era levar num shopping e comprar, sei lá, um sorvete de leite condensado, que a criança não pode. — E lógico que a criança vai querer, ela é criança. —

Foi tendo esse tipo de conflito, às vezes o Maurício precisava de algum dinheiro para um remédio de sabrininha, porque criança, gente, criança dá gasto e ela falava: “se você me cobrar pensão, eu vou sumir”. O Maurício também nunca cobrou pensão… A Letícia estava de queixo caído, porque vocês concordam que agora é outra pessoa? É outra pessoa… Letícia saiu de lá, muito chocada, e foi confrontar a Anjinha. Anjinha chorou, disse que era incompreendida, que ela estava em depressão e que se Letícia largasse dela, ela ia morrer. Uma coisa que Letícia ficou sabendo também lá na casa do Maurício e da Dona Rosa, é que Dona Tânia ia quase toda semana lá visitar a Sabrininha, né? Pegar a Sabrininha, tudo… E nunca foi visitar a Letícia porque, segundo, eles lá, a Anjinha tinha falado para a Dona Tânia que a Letícia já não gostava dela, que Letícia era uma pessoa ruim. Então veja que mulher mentirosa a Anjinha… Letícia, quando foi lá conhecer a Sabrininha, Sabrininha tava com um negócio na pele que precisava de uma pomada, uma pomada que custava 110 reais. 

Ela falou: “não, pelo amor de Deus, eu vou ali na farmácia e já volto pra comprar a pomada, precisa de mais alguma coisa, qualquer coisa?” e foi lá e comprou a pomada. Quando ela foi confrontar a Anjinha, ela inclusive falou: “olha, a sua filha tava precisando de uma pomada e eu fui lá e paguei”, “você fica dando dinheiro pra eles, eles vão acostumar”, “eu não dei dinheiro pra eles, eu mesma fui na farmácia e comprei a pomada da sua filha com a receita no nome da sua filha”. Agora a Letícia descobriu que a Anjinha é uma pessoa horrível, ela quer a separação na justiça, tudo certo a Anjinha fica ameaçando morrer… Diz que não tem pra onde ir, mas Letícia já falou com Dona Tânia, Dona Tânia falou: “olha, eu já conheço minha filha, o quarto dela tá aí, se ela quiser voltar, ela pode voltar”.  Letícia já tem a consciência de que provavelmente vai ter que pagar um tempo de pensão, porque já faz um bom tempo que Anjinha não trabalha, mas a Anjinha não sai da casa, a Anjinha não aceita a separação porque diz que vai morrer, que está em depressão e como a Letícia é uma pessoa horrível para terminar porque a sua esposa está em depressão. — E não é por isso que ela está terminando, está terminando porque descobriu que a Anjinha é uma pessoa horrível. —

E aí agora a Letícia não sabe o que fazer, porque expulsar ela da casa, falou que é capaz da Anjinha ficar lá na porta, tipo, enrolada num cobertor, gritando… E eu tava conversando com a Letícia, eu fiquei com tanta pena da Sabrininha, porque a Sabrininha quer o contato com a mãe, quer ficar com a mãe… E é isso, assim, Anjinha não liga pra filha. Será que ela tem questões? Não sabemos… Ela não quer passar num psicólogo, num psiquiatra, mas a Letícia acha que não tem nada… Mas a gente não sabe, não tem como falar uma coisa sem saber, sem ter um diagnóstico, se é que existe algum diagnóstico, mas quando lá atrás ela falou que ela estava em depressão pós—parto, a própria psicóloga e a própria psiquiatra falaram: “a gente não consegue fechar esse diagnóstico, não. Às vezes a pessoa só não quer a mesmo a criança…”. Para um profissional dar esse feedback para a família, a Letícia falou: “Andréia, não foi pra mim que nem a psicóloga, nem a psiquiatra falaram… Elas não falaram comigo, falaram com o Maurício e a Dona Tânia a Dona Rosa”. 

Então, será que os três estão mentindo? Quem está certa é a Anjinha? A psiquiatra não falou isso? “Como que eu tiro agora essa mulher da minha casa? Que ela vai causar. capaz de causar no meu trabalho, me fazer perder emprego. Ah, eu tô ciente que eu vou ter que pagar pensão… Aí eu quero saber, será que ao invés de pagar pensão pra ela, eu posso pagar esse tempo de pensão pra Sabrininha?”, eu acho que não pode, porque sua esposa é Anjinha, né? Mas não sei também… Então, assim, agora a Letícia também se sente um pouco obrigada a ajudar a Sabrininha, mas tudo que a Sabrininha quer é o contato com a mãe e isso não tem o que fazer, a não ser que a própria Anjinha queira, né? Então, como que a Letícia tira essa mulher que ela amou tanto e que agora ela descobriu que é outra pessoa? E é daquelas pessoas, gente, que fala assim: [voz fininha] “Ai, oi, tudo bem? Ai, tiraram a minha filha de mim, eu tô tão triste” e no fundo, né? Já sabemos… 

Letícia tem esse medo também, tipo: “E se eu termino com ela, tiro ela de casa e ela realmente faz alguma coisa contra si?”. Eu já falei aqui, gente… Entrega para a família, reporta, fala: “olha, precisa cuidar, precisa levar um psiquiatra, um psicólogo, um médico, sei lá, X… Mas pra mim, eu não dou mais conta, não posso ter essa responsabilidade”, tá aí, se ela fizer alguma coisa, gente, não tem o que a gente fazer… Você não vai ficar com uma pessoa que você não quer mais, porque a pessoa tá… E ela já ameaçou, ela queria muito ter uma filha, se não tivesse ela ia morrer e teve a filha e, né? Então, assim… Camadas essa história, camadas… E eu falei para ela também: “quando você encerrar esse ciclo, infelizmente, você não vai poder ficar em contato com Sabrininha, porque Sabrininha já tem outros problemas, outras questões do que agora se apegar também à ex-mulher da mãe dela, sabe?

Então, assim, resolva as suas tretas e as tretas da família da Anjinha, que vai ser sua ex-mulher, não são mais as suas tretas. Por mais que a gente queira tudo de melhor pra Sabrininha, não cabe a você, Letícia, fazer nenhum papel agora nessa família. Se você fosse ficar com Anjinha tudo bem, mas não vai ficar, então… O que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Oi, gente, aqui é a Bia de Curitiba, Paraná. Letícia, eu já passei pelo que você passou e chegou um momento que ficou insustentável isso e realmente a única solução que eu encontrei e que deu muito certo foi avisar a família, avisei todo mundo que era próximo dela ali e acabei com a relação, me afastei e aí até hoje tá vivona… Avisa a mãe dela, fala pra mãe dela ir lá buscar ela, se é porque você tem medo de deixar ela sozinha, segue sua vida e boa sorte pra você… Desejo tudo de bom. 

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Gabi de Belo Horizonte. Letícia, quem tem uma Anjinha dessa na vida, não precisa de demônio algum… Dá o pé nessa mulher, entrega esse B.O para a família, paga a pensão, paga o que tiver que pagar, qualquer coisa eu acho que vai ser menos oneroso do que você ficar com essa mulher na sua vida. Depois que a poeira baixar, quem sabe você consegue manter um contato com Maurício e Sabrininha, mas ciente de que não é sua responsabilidade. Sai fora desse encosto. Um beijo, boa sorte e força aí.

[trilha]

Déia Freitas: Não fique de fora das promoções do mês de aniversário de 9 anos da Ápice. Você encontra produtos de alta performance que combinam ativos naturais e exclusivos em fórmulas inovadoras, adotando os princípios do veganismo — amo —, por isso os produtos são livres de crueldade animal. Aproveita que essa é a última semana e usando o nosso cupom de desconto: “NIVERAPICE” — tudo junto, minúsculo, sem acento —, você ganha 15% de desconto em qualquer produto ou linha Ápice. — E fica ligadinho que o cupom é limitado. É cumulativo? Sim, tem as promoções no site. — Então entra, corre lá, já faz aquele combo de produto delícia e vai deixar aí o seu cabelo lindão. Um beijo, gente, e eu volto em breve.

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]