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título: babá
data de publicação: 17/11/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #baba
personagens: eunice, pablinho e layla

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeitos sonoros de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje — novamente — é a minha amadíssima Pet Love. A Pet Friday está a todo vapor e você já foi lá garantir uma ótima economia nos cuidados dos seus bichinhos? Gente, não adianta nada ter um super poder e não saber usar, né? O mesmo acontece com o plano de saúde Pet Love. Você sabe usar todos os benefícios que ele tem? Ó, vou tirar algumas dúvidas aí de vocês: O plano de saúde da Pet Love é mais em conta porque ele tem coparticipação. Você paga um valor menor todos os meses e a coparticipação só quando precisar usar. — Melhor do que pagar caro todo mês, né, gente? —

Com o plano de saúde Pet Love, a microchipagem do seu pet é gratuita. E se você não sabe, o microchip é a forma mais moderna de identificação do seu pet. É como se fosse um RG que tem aí todas as informações do seu lindo, queridíssimo, pet. — Não é um rastreador, tá, gente? É um chip de informação. — Para o plano de saúde Pet Love ser ainda mais seguro, a microchipagem é obrigatória. — Aqui em casa todos são microchipados. — Olha quanta coisa boa… Eu amo. Planos de saúde Pet Love, se tem pet, tem que ter. — Clica no link que eu deixei aqui na descrição do episódio e vai agora contratar aí o plano de saúde Pet Love pro seu pet, tá? E fica comigo até o final que tem o quê? Tem cupom, tem cupom, tem cupom e tá incrível, hein? Então fica comigo. — E hoje eu vou contar para vocês a história da Eunice. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha]

Eunice se casou aí quando ela estava com 31 anos. Casamento ótimo, eles com uma condição financeira melhor, esperaram mais um pouco para casar, um pouco mais estabilizado e deu tudo certo. Quando foi com 33 anos, Eunice engravidou. Eunice trabalhava fora, o marido também trabalhando fora, e ela até o final da gravidez trabalhou. Nasceu o bebezinho, que alegria… Eunice muito feliz. — Ela falou que ter o filho foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, que a vida dela se resume exatamente entre antes de ter o bebezinho e depois de ter o bebezinho. Que a prioridade da vida dela mudou, enfim, o bebezinho agora era a sua primeira prioridade. — Só que não eram só flores… O bebezinho chorava muito, tinha muita cólica. — Vamos chamar ele aqui de “Pablinho”. —

Pablinho tinha muita cólica e Eunice foi ficando desgastada. Dois meses que Eunice estava em casa, ela tinha ainda um tempo de licença maternidade, né? Mais dois meses. Pegou um mês de férias, então ela tinha mais três meses ali para ficar com o Pablinho. Só que ela já estava muito cansada. — Zero arrependida, realmente, o amor da vida dela, Pablinho, mas muito cansada. — E o marido apareceu com o contato de uma agência, uma agência de babás… A agência mandava ali duas, três para você fazer um teste, né? Depois você pagava pela agência ali, fazia as coisas pela agência. Então o marido falou: “Olha, liga lá, marca, chama as babás pra você testar e depois eu cuido dos pagamentos”. Eunice chamou ali a primeira babá, não gostou… Babá ficou só um dia e também não voltou mais, ela também não queria mais. 

Chamou a segunda babá e essa era perfeita, gente, incrível, maravilhosa… Agora, Eunice tinha ali uma ajuda, realmente, de uma profissional. Podia descansar um pouco, podia dormir, né? Que era uma coisa que ela mal conseguia fazer. A babá trabalhava das duas até as dez da noite, de segunda a sexta—feira. No final de semana, os dois para dar conta, e ali de manhã a Eunice dava conta sozinha. Quando era ali, ó, umas oito horas, Eunice deitava e dormia e acordava só no dia seguinte… Se o bebezinho acordava durante a madrugada, ela tinha um combinado com o marido. — Não tinha babá ali, mas o marido que cuidava do bebezinho durante a madrugada.  Então, agora, Eunice estava dormindo perfeitamente, assim. Para ela, foi outra vida. Então, ela acordava cedo para cuidar das coisas do bebezinho, já com outra energia, né? —

Agora que tinha passado um pouco do caos e Eunice ia voltar a trabalhar, ela estava sossegada porque ela tinha ali a babá, e agora que ela já tinha entrado no ritmo, ela tinha combinado então que a babá faria ali o horário comercial, né? Pra que ela pudesse sair do trabalho e chegar e assim a babá ir embora, né? Durante esses três meses que Eunice conviveu com a babá ali na casa dela, né? Elas foram se aproximando e agora, como Eunice trabalhava no mesmo horário que a babá trabalhava na casa dela, elas só se encontravam ali de manhã, na chegada da babá, e depois quando a Eunice chegava do trabalho, que a babá ia embora… Só que elas se conversavam o dia inteiro mandando foto do bebezinho, perguntando se o bebezinho mamou, esse tipo de coisa. Passado aí esse caos inicial da maternidade de Eunice, ela foi reparando o quanto a babá era bonita. Ela era uma moça bonita a babá, agradável… Sabe uma pessoa bacana? Só que depois que a babá já estava na casa há uns cinco, seis meses, a babá foi ficando, assim, meio tristonha. 

Ela foi mudando um pouco, se distanciando da Eunice, e a Eunice percebeu isso, e a primeira coisa que a Eunice pensou é: “Será que tá cuidando direito de Pablinho? Será que é alguma coisa com Pablinho?”, por mensagem, ela falou pra babá: “Eu tô notando você muito estranha, já tem um tempo… O que que tá acontecendo? O Pablinho tá dando muito trabalho? Você não tá querendo mais ficar com a gente? O que que é?”, e aí a babá falou: “olha, faz tempo também que eu tô querendo conversar com você, Eunice, mas eu acho que teria que ser pessoalmente”. Eunice já deu uma gelada: “Pronto, ela vai pedir as contas. Ela é uma babá perfeita, né? Ela vai pedir as contas e tal… E como é que vai ser isso?”. Eunice pediu uma saída no trabalho, “não vou ficar esperando, eu vou pra casa agora, quero saber o que tá acontecendo”. A Eunice chegou em casa toda esbaforida, deu uma checada ali no Pablinho e estava tudo certo com o Pablinho. Sentou com a babá — que agora nós chamaremos de “Layla” — e ela sentou com a Layla e falou: “Layla, o que tá acontecendo? Você tá realmente muito diferente de um tempo pra cá. E enfim, se eu puder ajudar em alguma coisa, o que foi?”.

Layla, a babá, começou a chorar, chorar muito, não parava de chorar… E a Eunice falou: “tá com algum problema em casa, alguma coisa séria, né? O que eu puder ajudar, a gente vai ajudar, né? Seja o que for, eu vou ajudar a Layla”. — Mesmo porque eles têm uma condição de vida boa, né? — Quando a Layla parou de chorar, a Eunice foi lá, pegou a água, falou: “Olha, a história que eu vou te contar aqui, eu não me orgulho dela, mas eu acho que você precisa saber e você precisa saber de tudo”. Layla conhecia o marido de Eunice quase 10 anos, assim… Quando ela completou 18 anos, ela entrou na prostituição e conheceu o marido de Eunice. O marido de Eunice era um cliente regular da Layla e, mesmo quando ele começou a namorar a Eunice, ele não parou de ir atrás de garotas de programa, entre as garotas de programa, a Layla. Quando ele casou e Eunice engravidou, o marido ofereceu a vaga de babá para Layla… Nunca existiu uma agência de babás. 

Pra onde a Eunice ligou, foi pra casa das meninas lá que moravam juntas, né? As prostitutas. Uma foi pra fazer o papel de que a Eunice não ia gostar, então ela ficou fazendo um monte de perguntas, um monte de exigências, a Eunice não gostou dela. — Porque a ideia era que a Layla fosse contratada. — A partir do momento que a Layla foi contratada, quando dava oito horas ali que a Eunice ia dormir, ela fazia programa com o marido. — Então ela ganhava o salário de babá e fazia programa com o marido da Eunice e depois ia lá terminar os trabalhos dela, fazia mais alguns programas e tal. — Ela foi convivendo e se aproximando da Eunice e do Pablinho e ela foi se arrependendo. Conversou com o marido da Eunice e falou que não ia mais fazer programas com ele, porque ela fazia o programa dentro da casa com a Eunice dormindo, né? Quando mudou o horário, que foi quando ela falou que ela ia parar, porque o marido agora vinha no meio do expediente para fazer o programa com a Layla. 

E a Layla não queria mais, então esse marido começou a ameaçar a Layla. — Layla não queria sair porque ela estava ali apegada ao Pablinho também, gostando da Eunice, mas não tinha mais condição de ficar lá por causa desse homem. — Eunice estava petrificada… Em choque, gente, em choque… Ela não tava acreditando no que ela tava ouvindo ali da boca da Layla. Layla falou: “olha, eu tenho como te provar, tá aqui o histórico”, tinha fotos deles no Facebook da Layla, fotos assim, bem explícitas até… E a Layla falou: “olha, se você quiser me colocar na frente dele pra falar, eu sei que eu não vou mais trabalhar aqui, então…”. Eunice, muito chocada, mas muito determinada, falou: “Então tá bom, então manda uma mensagem pra ele, fala que você quer voltar a fazer programa, se ele pode vir pra cá agora”. Ela mandou mensagem, Eunice foi lá fora, tirou o carro dela… — Ela tinha entrado com o carro na garagem. — E aí o marido dela chegou, já foi tentando agarrar a Layla, a Layla falou: “ai, vamos para o quarto”. 

E aí quando eles entraram no quarto do casal — sim, eles transavam na cama da Eunice, na cama do casal — Eunice apareceu. Este homem ficou de toda cor… Quis dar uma de violento e Eunice falou: “Bom, você que sabe”. Ele meio que voltou atrás, entrou no carro dele e sumiu por uns dois, três dias… Voltou pedindo perdão, que se arrependeu, porque foi a Laiya que virou a cabeça dele… — Aquela conversinha que a gente já sabe, né? — Layla tinha uma esperança de ficar como babá da Eunice, mas aí não tinha como, né, gente? Não tem confiança, né? Ela entrou lá de uma maneira muito perversa, né? Eunice falou; “Olha, eu agradeço o que você fez, você ter me contado tudo, mas não tem como você continuar aqui e tal”. Eunice se separou do marido, conseguiu ficar com a casa… — Porque ela fez uma chantagem com ele, enfim, ia expor tudo e aí ele deixou a casa para ela, no nome do Pablinho, com o usufruto dela. Está tudo certo em relação ao patrimônio. — O Pablinho já estava com 7 para 8 meses, botou o Pablinho numa escolinha, numa creche, assim… — Berçário, sabe? – 

Ela falou: “Era o jeito, Andréia, eu não posso parar de trabalhar, agora que eu me divorciei, todo mundo se espantou muito, porque ele era tipo cidadão modelo, assim”. [risos] Eu gostei do que a Eunice fez, a Eunice falou: “olha, eu vou falar pra todo mundo que foi você que me largou e você só confirma. Eu não vou contar porquê, mas eu vou falar que foi você que me largou”. Pra todo mundo ela falava: “Ele me abandonou com um bebezinho pequeno”. Então, com essa reputação do cara que largou, porque ele não queria separar, óbvio, né? Queria perdão e continuar casado. E aí agora todo mundo acha que ele é um canalha, porque ele é um canalha mesmo, mas não pelo motivo da garota de programa que ele pôs como babá, nada, mas sim que ele abandonou a Eunice com o Pablinho ainda com menos de um ano. Essa é a fama que ele tem agora. 

Eunice prometeu pra ele que nunca contaria, mas ela acha que um dia, quando o Pablinho tiver, sei lá, foi maior de idade, [risos] ela vai contar. Contar pra todo mundo…— Então tem chão, né? Esse desfecho vem. [risos] Vem daqui um tempo ainda. Então, vamos aguardar aí uns aninhos pra gente descobrir [risos] se ela vai realmente contar. — Eunice está bem agora, é uma história superada já, Eunice já casou de novo, teve já uma filha, mas sem babás. Ela mesma e o marido dela — que a gente pode chamar de “Mauro”, deram conta aí da nova bebê — e Mauro também está super bem com o Pablinho, enfim, tudo certo. — Mas não é um homem sórdido, gente? Um canalha… Como que pode? Pegar a garota de programa que ele traiu a vida toda então a Eunice, né? Tem isso também… Porque não foi uma garota de programa que ele conheceu ali, ele conhecia antes até de namorar a Eunice. E uma garotinha com 18 anos já entrar na prostituição é muito triste também, né? —

E até perguntei pra Eunice, falei: “você não soube de Layla, se ela continuou fazendo programa, se ela foi fazer outra coisa?” e ela falou; “não, Andréia, não sei de nada, assim… Inclusive não sei nem como foi o pagamento que ele fez pra ela, né?”. Espero que ela tenha colocado ele na justiça, porque podia, né? Trabalhista… Porque se não existia agência nenhuma, ele só fazia os pagamentos, sei lá, direto pra Layla, né? Tanto dos programas quanto do trabalho dela de babá. — Eu, se fosse Layla tinha botado na justiça. Porque daria, né? Porque ele não registrou, nada… E a Eunice achando que estava tudo certo pela agência, que ela era registrada pela agência, né? Mas não era. Nem existia uma agência. Então, é muita sordidez, eu acho. — Ainda bem que a Eunice está bem, já refez a vida e está tudo certo. O que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Olá, nãoinviabilizers, é Junielly de Maceió. Eunice, que história… É aquele tipo de história que a gente não consegue nem adivinhar o que é que vai acontecer no final. Eu fiquei bastante chocada pela sordidez e a atitude do teu marido, que de fato você nunca o conheceu, já que ele te traía desde o início e realmente eu não consigo imaginar estar num relacionamento dessa forma. O quão difícil deve ser retomar toda a sua vida e voltar a confiar nas pessoas depois de viver tudo isso. Fico feliz que você hoje seguiu sua vida, que tem um companheiro, mais uma filhinha e que agora, mesmo sem confiar numa profissão que é tão bonita e necessária, que são as babás, mas por conta do seu trauma você não consegue mais ter esse tipo de relacionamento. Muito difícil, muito difícil mesmo a sua situação. 

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Nicole de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Eunice, em primeiro lugar, eu gostaria de te dizer que eu sinto muito por tudo isso que tu passaste, tá? Foi muita traição, muita enganação, muita mentira… Em um período que tu ainda estavas bem fragilizada, né? E bem vulnerável pelo nascimento do teu bebezinho Mas que bom que tudo está melhor agora. Se isso fosse um filme dos anos 2000, por aí, eu acho que tu e a Layla seriam amigas e o teu bebezinho que teria feito essa união. Mas como a vida não é um filme, eu queria te dizer que que tu foste 100% certeira. Tu acertou em todas as tuas decisões, tu foste firme e foi até o fim, assim, pra defender o que tu queria pra tua vida. Então é isso, fico muito feliz que tu esteja bem agora. Um beijo e fica bem. 

[trilha]

Déia Freitas: Com o plano de saúde Pet Love, você é o super herói na vida do seu pet. Ainda mais agora, que você já sabe como usar todos os benefícios aí do seu plano. Se você ainda não contratou o plano de saúde Pet Love, eu tenho um recado pra você e, ó, você não vai acreditar. Usando o nosso cupom exclusivo “PONEI100” — amo, “pônei” maiúsculo, sem acento, 100 em numeral — , você, assinante novo, ganha 100% de desconto na primeira mensalidade — Foi isso mesmo que você ouviu, 100% de desconto na primeira mensalidade para assinantes novos, tá? Exclusivamente para você que é um nãoinviabilizer. — Contrata agora, porque o nosso cupom é válido até 30 de novembro de 2025. — Ou enquanto aí durarem os estoques, tá? — É preciso consultar os termos e as condições e as carências promocionais são liberadas após a microchipagem.  Planos de saúde Pet Love, se tem pet, tem que ter. — Pet Love, te amo. — Um beijo, gente, e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]

Sim, Layla, ganhou nome aqui porque ela se arrependeu e ela foi uma peça crucial para a Eunice deixar de ser enganada. Porque Layla podia muito bem ter pedido demissão e não ter contado nada, mas ela botou ali a cara e contou… Contou tudo, então lá ela ganhou o nome a partir do momento da história ali que ela se arrependeu. Então é isso, gente, um beijo e eu volto em breve.