título: comedor
data de publicação: 15/12/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #comedor
personagens: laura
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é o Banco do Brasil. Época de festas de fim de ano, como agora no Natal, a gente acaba gastando um pouco mais do que espera, né? Por conta dos presentes aí, das promos… — Amo. — Recebeu uma mensagem de um dito amigo ou familiar no WhatsApp pedindo um dinheiro emprestado? — Seria até ok, né? — Pare e desconfie. A foto é a mesma, mas o número do telefone é diferente do que vocês geralmente se comunicam? Então cuidado, pode ser golpe. Golpistas criam perfis falsos no WhatsApp com a foto de um amigo ou familiar, mas usando aí um número diferente e alegando uma emergência, pede transferência de dinheiro na hora…
Aqui vai a dica: Ao receber um WhatsApp pedindo dinheiro emprestado, confirme com a pessoa. [risos] — Gente, eu tô rindo aqui [risos] porque uma vez eu recebi, isso tem muito tempo, tá? Eu recebi uma mensagem de uma pessoa que eu conheço pedindo dinheiro e eu achei que era golpe, mas era a pessoa mesmo. [risos] É raro, mas pode acontecer, tá? Mas a dica é essa, tá? — Ao receber aí um WhatsApp pedindo dinheiro emprestado, [risos] confirme com a pessoa… Sabe o que você faz, gente? Faz uma ligação, fala: “ah, tá bom, peraí, eu vou te ligar”, ou melhor, faz uma chamada de vídeo pra ver se é a pessoa mesmo. E aí se for a pessoa, você fala: “Amigo, não tenho” [risos] ou ajuda, né? Se você aí sentir no seu coração, você ajuda. Desconfie sempre, quem desconfia, evita golpes.
Essa campanha do Banco do Brasil é muito, muito, muito legal e eu estou muito feliz de ter feito parte dela, né? Então, na dúvida, procure aí o BB. Saiba mais no link que eu deixei aqui na descrição do episódio. E hoje eu vou contar para vocês a história da Laura. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Laura começou aí nos aplicativos de namoro. No começo, ela falou: “Andréia, era muito estranho, assim, eu ficava meio sem graça, mas depois a gente vai pegando o ritmo. [risos] Então, assim, qual que era o meu método? Conhecia a pessoa, conhecia o cara ali, conversava com o cara, sei lá, umas três, quatro vezes, via se ia desenrolar, se não ia desenrolar e tinha que ter um date ou em uma cafeteria ou um almoço, ou um jantar, pra aí depois ver no que dá”. Se o cara já quisesse: “ah, posso ir para a sua casa?” ou essas coisas, Laura já bloqueava. A maioria dos caras que estão nos aplicativos também estão aí saindo com várias, o que ela sempre falava para os caras? “Pode ficar sossegado que a minha parte eu pago”. Muito dos caras ficavam aliviados, [risos] porque, né? Sei lá, se você sai toda semana, pra você pagar pra duas pessoas, fica mais pesado realmente, né? E eu não sou contra, não, cada um pagar a sua parte, eu acho bem justo, né? Tá todo mundo ali no aplicativo, você não sabe se vai dar certo ou se não vai, então cada um paga a sua parte e tá tudo certo… Laura também pensa assim.
Ela começou a conversar com o cara, a conversa fluiu muito bem, eles foram do aplicativo para o WhatsApp, conversaram mais um pouco… Se o cara já vem com foto de piroca, Laura já bloqueia. — Então o cara passou, foi passando nos testes, né? — O próprio cara falou: “Olha, vamos sair pra jantar? Quero te levar num lugar legal e nã nã nã”, “olha, você pode ficar sossegado que a minha parte, eu pago”, e aí o cara falou: “não, imagina, não esquenta com isso” e marcaram o tal jantar. Laura tinha sugerido um restaurante italiano, mais simples, uma coisa mais barata, mas não, o cara queria ir no Le Pôney. Laura ainda falou: “Poxa, você não quer ir na Cantina do Pôney, lá é bem legal”, “não, quero ir no Le Pôney, vamos ao Le Pôney”. Laura se arrumou, bem bonita, assim, bem chique e o cara também estava arrumado, muito arrumado, chique… — Um casal bonito, assim, ela gostou dele. — Ele passou pra pegar Laura de carro, ela achou ele bonito também pessoalmente e lá foram eles para o Le Pôney.
Ele falou: “O estacionamento aqui do Le Ponêy custa 100 reais, eu vou te deixar aqui em frente ao Le Pôney e vou estacionar aqui na rua e volto rapidinho”. Então, assim, [risos] teria uma chance dele entrar no carro e não voltar mais? Teria, fiquei com medo… Mas não, ele voltou. Então, ufa, o cara voltou. Entraram, ele tinha reservado uma mesa, tudo certo, ele de cara já pediu um vinho e Laura falou: “Olha, se você quiser só pedir a taça ao invés de pedir a garrafa, né? Porque eu não bebo… Eu vou ficar só na água, talvez uma Pônei Cola, mas eu não bebo”, “não, não, eu vou pedir uma garrafa de vinho aqui pra acompanhar os pratos e nã nã nã” e aí pediu a garrafa de vinho. O garçom — vamos chamar o garçom de “Jefferson”, e como é no Le Poney, “Jeffersón”. [risos] — Jeffersón trouxe o vinho, o cara provou, disse: “pode servir”.
Serviu ali uma taça, ela pediu uma água e eles começaram a conversar olhando ali o cardápio. Os pratos ali no Le Pôney: 120, 130, 150, 200 e tanto… Laura escolheu uma massa ali de 120 reais e já estava fazendo a conta: “120 + 10% + uma água + mais uma coca” e pediu… Quando ela pediu, ela fechou o menu ali, o cardápio e depois ficou sem graça de pegar pra olhar o preço do prato que ele pediu. [risos] — Tinha que ficar com o menu aberto, Laura, até ele pedir também, né? — Jeffersón, nosso garçom, veio, tirou ali o cardápio da mesa e tal e falou que tudo bem. O cara tinha pedido antes, assim, uns bilisquetes e veio bastante coisa, assim, couvertzinho completo. Laura: “Putz, pão não vou querer”, pegou ali uma nesga de queijinho e o cara começou… Comeu pão com antepasto, foi comendo tudo que tinha. [risos] E, assim, devagar, conversando, mas assim, ele não parava de comer. Ele comeu ali toda aquela entradinha e Laura pegou um pedacinho de queijo.
Chegaram os pratos, realmente a comida do Le Pôney é sensacional. — Como nós já sabemos aqui por outras histórias. — Laura amou o prato dela: “Não, vou pagar os 120 aí com gosto, né?” e o cara comeu também, o prato dele tinha uma carnona, umas coisonas… — Devia ser bem mais caro que o prato de Laura, que ela foi ali na base, que começava com 120. — O cara tomou a garrafa de vinho toda, mas Laura não tava preocupada, porque assim, ela não tomou uma gota, né? Terminaram de comer, Jeffersón trouxe o cardápio de sobremesas… Tinha ali um menu só de sobremesas e o cara falou: “não, gente, a gente veio até aqui, a gente tem que provar”. Acho que ele tá certo… — Eu não como sobremesa, não sou chegada muito em doce, assim. — Ela escolheu ali uma sobremesa, 53 reais, a dele também nessa faixa, talvez uns 60 reais a sobremesa dele. Então faz as contas aí: A Laura já ia deixar uns duzentão ali…
Comeram a sobremesa ali, um clima muito romântico, tudo certo… Laura já tava meio esperta daquelas do tipo o cara ir no banheiro e ir embora. [risos] “Não confio nele, não conheço ele, né?”, mas o cara não levantou, ficaram conversando mais ali… E ela notou que ele começou a enrolar, porque assim, você já comeu a sobremesa, você já tomou vinho, você já tomou tudo, qual que é a hora agora? Da dolorosa… [risos] É a hora do dolorosa. [risos] Ele não chamava o Jeffersón e a Laura falou: “Vamos embora, né?”, “Claro e tal”. Jeffersón veio e deixou a notinha com tudo discriminado. Laura tomou a iniciativa, abriu a calculadora no celular ali para ver quanto dava conta dela… Calculou quanto ia dar a conta dela e falou: “Olha, a minha parte tá aqui”. Ela não botou o couvert, aquela entrada, na conta dela, nem metade, nada… — Porque ela comeu um quadradinho de queijo, gente… O cara comeu tudo. Todas as azeitonas, todos os antepastos, todos os pães, tudo… Então ela não botou, né? —
Pra Laura deu ali 196, a conta do cara deu mais ainda uns 360, só dele… Então, assim, tinha que arcar, né? Mais uns 10%, a conta dele tinha andado 390, porque o vinho que ele pediu era caro também. — É isso, gente, a conta é essa… 200 para um, praticamente 400 para o outro. Você comeu, pediu prato caro, pediu vinho caro, comeu uma cesta de pão, o negócio tudo… Tem que pagar, né? — Ele viu ali a parte dele, mas não olhava de novo, porque você tem que fazer o quê? O contato visual com o Jeffersón, né? Pra ele chegar e pegar o cartão ali e tal, né? Laura já foi, já abriu a bolsa e já pegou o cartão e o cara não fez movimento nenhum. Laura chamou o garçom e falou: “Ó, daqui você cobra 196” e ele já veio com a maquininha e já passou a parte dela… O cara olhou pra cara da Laura e falou: “Amor…”, até então era “Laura”. “Amor, aproveita o seu cartão, passa a minha parte que eu já te dou”.
Ele fez de um jeito que a Laura ficou muito constrangida, só que ela já tava saindo ali no aplicativo há um tempo e ela falou: “O quê? Que “amor”? Eu te conheci hoje”. [risos] Porque ela já se ligou… “Você tá louca? A gente tá num relacionamento de quase 10 anos e você vem falar isso pra mim? O meu dinheiro tá na sua conta”. Na frente de Jeffersón… E aí eles começaram a discutir, porque ele queria dar a entender que eles já eram um casal faz tempo e que o dinheiro dele estava na conta de Laura, que Laura tinha que pagar a conta. E aí começou uma discussão ali e o Jeffersón falando: “Gente, por favor…” e a Laura falou: “Quer saber? Chama a polícia. Eu conheci esse homem tem uma semana, ele tá mentindo. Pode chamar a polícia que ele quer dar um golpe em vocês aí, eu não vou pagar”.
O garçom já tinha devolvido o cartão pra Laura e a Laura guardou o cartão na bolsa, falou: “Dá aqui meu comprovante, a minha parte… O que eu comi, está pago” e ele começou a xingar a Laura como se eles fossem um casal. “Jeffersón, você vai chamar a polícia? Posso ir embora? Já paguei minha parte”. Jeffersón ali, desesperado, falou: “Pode, pode ir embora” e o cara levantou pra ir junto, aí o garçom chamou o outro garçom e falou: “Não, você não, você fica”, Laura teve que sair de lá, ela tava com salto alto e tal, pedindo ali um carro de aplicativo rápido, assim, pra não dar tempo, sei lá, do cara sair atrás dela… Ela ficou muito inconformada. E ela foi procurar saber mais desse cara, ela tinha ele no Pôneibook, Pôneigram, foi fuçando, marcando vários perfis ali de mulheres que interagiam com ele no passado, assim, né? Pegou, tipo, curtidas lá de trás… Foi investigando, falando com mulheres, até que descobriu umas quatro, cinco, que ele tinha feito isso… Só que não chegou na parte de falar que o relacionamento era longo porque elas ficavam constrangidas e pagavam.
A moça ficava constrangida ali e pagava a conta dele. Todas pagaram… E ele sempre pedia pratos caros e vinho caro, a Laura falou: “Eu descobri um comedor em série. [risos] Um vigarista comedor em série que faz isso com mulheres. Chama as mulheres para restaurantes caros, come e depois constrange a mulher até ela ficar sem graça e pagar a parte dela e a parte dele”. E Laura escapou, né? Ela mandou um texto xingando ele e tal e ele bloqueou a Laura em tudo. — Se ele pagou ou chamou alguém para pagar, não sei… — Gente, é isso… O cara é um comedor em série. Ele sai, leva as moças para comer comida, [risos] come tudo que ele conseguir, coisas caras e depois enrola e não paga conta. E a pessoa constrangida acaba pagando… Você ficaria constrangida e pagaria? Hoje eu falo: “Talvez eu não pagaria”, mas na hora, com as pessoas olhando, talvez eu pagasse de vergonha. Não sei… Você pagaria? A Laura não pagou, a Laura foi excelente… Ela falou: “Andréia, mano, não tinha como… [risos] A conta do cara deu quase 400 paus só a parte dele”. O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, oi, gente, é Letícia Santos de Toledo, interior do Paraná. Nossa, Laura, eu só queria falar que você arrasou muito pegando a sua bolsinha, pagando a sua parte e indo embora. Eu só queria acrescentar aqui que eu conheço gente que já trabalhou ou é sócio de restaurante chique, e esses restaurantes muito chiques, normalmente eles têm uma lista… Então, se eu fosse você, eu mandava foto desse querido no WhatsApp de todos os restaurantes da cidade, contava pra todo mundo, porque assim quando eles veem ele, eles vão barrar… Essas pessoas que passam golpe ou que tentam coisas com esses restaurantes e eles ficam sabendo, eles barram. Então fica a dica aí pra vocês, gente.
Assinante 2: Fala, é Evelyn aqui do Rio de Janeiro. Tô chocada… Quando eu acho que eu já vi de tudo, não vi de tudo. E eu vendo de tudo, ainda não acredito, sabe? Fico ainda incrédula. Força aí, tá, Laura? Olha, você arrasou, eles tentam constranger a gente, a gente constrange de volta e que a gente tenha coragem de ser que nem a Laura, né? Porque na hora talvez o nosso raciocínio vai pra um caminho de: “caraca, eu preciso terminar com essa situação aqui a qualquer custo”, mas não é por aí, né, gente? Não vamos dar mole, né? Mas assim, o que eu venho dizer, na verdade, é: força pra nós, mulheres, que gostamos de homens… Queria eu poder jogar nas duas frentes, mas enfim, força pra nós, porque não tá fácil ser mulher no Brasil. Eu acredito que lá fora isso também deve acontecer também, né? Então não tá fácil ser mulher em lugar nenhum. Força pra nós.
[trilha]Déia Freitas: Gastar mais do que o planejado com os presentes de Natal é até comum, mas receber uma mensagem no WhatsApp com a foto de um amigo ou familiar de um número de telefone diferente pedindo dinheiro emprestado pode aí não ser verdade. Desconfie, pode ser golpe. Quem desconfia, evita golpes. Na dúvida, procure o BB. Saiba mais no link que eu deixei aqui na descrição do episódio. — Valeu, Banco do Brasil pela parceria, eu adorei participar dessa campanha. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]