título: crepiroca
data de publicação: 20/11/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #crepiroca
personagens: lucila
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E eu já não estou sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje pela primeira vez? E eu estou muito feliz, é a Ápice. A Ápice é uma marca brasileira de produtos capilares que acredita na beleza real e na autenticidade de cada fio. Com linhas desenvolvidas para todos os tipos de cabelo, mas com foco especial nas cacheadas e nas crespas. A Ápice oferece produtos que valorizam a curvatura natural, tratam profundamente e trazem resultados reais. Em comemoração a um milhão de seguidores, a marca está com a Black do Milhão Ápice, com descontos incríveis e é o momento perfeito pra você cuidar dos seus cabelos com produtos de alta performance, tá? Que combinam ativos naturais e exclusivos em fórmulas inovadoras, adotando os princípios do veganismo, livres de crueldade animal. — Ápice, você é tudo e entrega tudo. Os produtos são realmente muito bons, gente. —
Na Ápice você encontra produtos para cabelos crespos, cabelos cacheados, ondulados, o meu, porosos, em transição capilar, quimicamente tratados — e também, gente —, produtos para cabelos lisos. Sim, a Ápice atende você, atende todo mundo e entrega tudo. Então aproveita a Black do Milhão Ápice, os descontos são incríveis. Você só vê esses descontos uma vez no ano, tá? — Eu vou deixar certinho o link aqui na descrição do episódio. E no final tem o quê? Tem cupom, tem cupom. Então fica comigo que tem desconto. — E hoje eu vou contar para vocês a história da Lucila. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Lucila se casou ali quando ela tinha 24 anos. O casamento dela sempre foi um casamento ok, ela criou os filhos, agora os filhos já adolescentes, então as demandas são outras… Agora que os filhos estavam maiores, ela voltou a trabalhar. Lucila estava numa fase boa, tanto pessoalmente quanto no casamento. O tempo foi passando, o primeiro filho dela entrou na faculdade. — Lucila com três filhos, né? — Aquela festa, nã nã nã… O segundo filho não quis cursar uma faculdade no Brasil, tentou um intercâmbio, passou, foi fazer um intercâmbio fora e a menina — a mais nova — ainda no ensino médio. Vida ótima de Lucila até que ela recebe uma ligação… Essa ligação vinha de um hospital. Um hospital… Eles com o convênio médico, só que era um hospital público que estava ligando ali para a Lucila dizendo que o marido dela tinha sido hospitalizado… “Meu Deus do céu”, Lucila quase desmaiou. — Imagina só, você tá em casa e recebe um telefonema dizendo que uma pessoa que você ama muito tá hospitalizada e tal, e ninguém te dá mais detalhes. —
Lucila correu lá para o hospital, foi dirigindo assim igual uma louca. Chegou lá e teve que esperar por notícias, porque o marido dela Tinha chegado desacordado, mas agora ele já estava acordado, mas o médico estava ainda com ele, então ela tinha que esperar para conversar com o marido. — E sim, ele ia ficar internado ali… Não era uma coisa assim que ela foi para buscar o marido. Não, ele ia ficar internado. — Lucila ficou aproximadamente uma hora e meia esperando ali naquele saguão do hospital por notícias do marido e um médico veio falar com ela, que o marido estava sedado e que ele tinha sofrido um acidente. “Mas que acidente? Que tipo de acidente? O que aconteceu?”, o médico virou pra Lucila e disse assim: “Olha, eu não tenho como te dar mais detalhes agora, mas tem dois policiais aí da polícia militar e eles vão falar com a senhora”. Gente? Um acidente que envolveu a polícia? O que está acontecendo? — Era mais fácil não ter nem conversado com o médico, porque a única coisa que o médico falou é que ele estava sedado, que ele estava fora de perigo, que ele ia ficar internado alguns dias, pelo menos, né? E que a polícia ia falar com ela. —
Lucila esperou mais um pouco e realmente, lá de dentro, veio primeiro um policial e depois o outro. Primeiro a polícia perguntou se ela era casada de fato com o cara, quanto tempo eles eram casados, se eles ainda estavam casados, né? — Tipo, morando juntos e tal. — “Sim, né? O que tá acontecendo, alguém me explica alguma coisa?”, perguntaram para ela se ela conhecia Fulana de Tal… Era um nome que Lucila nunca tinha ouvido na vida dela, ela falou: “Não, quem que é essa pessoa? Foi um acidente de carro?”, porque até então, ela não sabia acidente do que que tinha sido. “Foi essa mulher que bateu no carro do meu marido? O que que aconteceu? Onde tá o carro dele?”, começou a fazer um monte de perguntas, aí o policial falou para ela que não foi um acidente de carro, que tinha sido um acidente doméstico, mas que eles ainda não sabiam dizer se realmente era um acidente ou se ia ser tratado de uma outra forma. Ele nem usou a palavra “crime”, falou isso: “A gente está vendo se vai ser tratado como um acidente ou de uma outra forma. Quem vai dar prosseguimento nisso é a delegacia, o nosso caso foi só responder a ocorrência e fazer esse primeiro boletim”.
Lucila, já muito nervosa, queria saber: “Gente, o que aconteceu? Por que não fala logo?”, e aí o policial começou a explicar que chegou uma ocorrência para eles de um homem que estava desmaiado no interior de uma residência e ele tinha sido acertado com uma chapinha de cabelo. — Uma prancha… Sabe quando você faz cabelo de prancha? Então, tinha sido “acertado”. A palavra que ele usou foi “acertado”. — “Mas como assim? Ele tava numa casa e alguém deu com a chapinha na cabeça dele. E aí, nessa hora, ela disse que a expressão do rosto dos policiais parecia, assim, que tinha acontecido, sei lá, uma tragédia com mil mortos… Porque assim, era uma cara de pânico e horror total. O outro policial explicou que a Fulana de Tal, que era dona dessa residência, tinha amassado o pênis do marido da Lucila com uma chapinha de cabelo. — Quente… — Ela transformou o pênis do marido da Lucila em um crepe. A Lucila tava sem entender, porque assim, como que uma mulher aleatória, numa casa aleatória, prendeu o pênis do marido dela numa chapinha de cabelo? Uma chapinha quente. Imagina a dor…
Eles falaram que, por enquanto, eles só tinham essas informações, mas que ela poderia depois ir até a delegacia e saber mais. — Mas ela queria saber mais do marido dela, ele estava sedado, né? E por que ele estava sedado, gente? Por causa da dor, né? — O policial também perguntou se a Lucila sabia se ele tinha algum envolvimento com essa mulher, se não tinha, enfim… E a Lucila falou: “Olha, eu estou sabendo disso agora”, ela já estava chorando. “Mas é amante dele?”, e a polícia não quis falar nada, mas provavelmente eles já sabiam, né? A Lucila não sabia que a moça tinha sido detida, inclusive ela que chamou ajuda, porque de dor ele desmaiou, e ele desmaiou várias vezes… E ela tinha sido detida, mas ela foi ouvida na delegacia e liberada. Mais um tempo ali na recepção, já era de madrugada, o médico falou que realmente ela só ia conseguir falar com o marido no dia seguinte, quer dizer, naquele mesmo dia, mas mais tarde.
Primeiro ela foi pra casa, chorou, ficou pensando em que circunstância foi aquilo e aí voltou pra falar com ele. Ele tava muito abalado pensando apenas no pênis dele e não queria conversar com ela sobre isso, queria saber como que o pênis dele ia ficar. E aí o médico entrou ali pra falar e ele também não pediu pra Lucila sair e ela ficou. E aí o médico falou que a sorte dele foi: uma, ele não era circuncidado. — Então, assim, ele tinha ali até uma pele extra, uma fimose que ajudou ele. — Ela pegou o pênis dele quando ele estava dormindo… Então, o pênis dele estava em repouso. Se o pênis dele estivesse duro, o estrago seria muito maior. Quando ela pôs a chapinha, a chapinha queimou a base, né? — A barriga dele, né? Na parte que o pênis tá grudado, assim. Não é na barriga, mas embaixo, né? — A parte de cima da bola, pegou essa pele inteira, deu uma derretida nessa pele e não chegou a pegar ali veia, essas coisas, não pegou o pau, não pegou a cabeça do pênis dele, porque tava com essa pele em volta, mas essa pele ficou bem danificada.
Eles tiveram que fazer um negócio lá pra pele não grudar errado, ficar tipo curta, sabe? Então por isso que ele estava com muita dor, assim, né? Porque ele teve que passar por uma cirurgia no pênis pra, enfim, pra depois quando cicatrizar, não ficasse toda atrofiada aquela pele. Lucila percebeu naquele momento que ele só tava preocupado com ele, né? Com o pênis dele, enfim, que ele não estava nem aí de dar satisfação para ela ou não. Nisso, ela resolveu ir na delegacia, porque ela tinha que prestar um depoimento também, para saber se ela conhecia a mulher, se não conhecia. Lá na delegacia ela descobriu que a mulher tinha alegado legítima defesa e o delegado não tinha acreditado, porque o cara estava dormindo. Ela tinha falado: “Ah, ele me atacou e eu pus a chapinha”, mas ele estava dormindo. Depois ela caiu em contradição, ela mesma disse que ele estava dormindo, falou que ele nunca tinha agredido ela, enfim, era só essa versão que ela tinha.
Da parte do marido, ele só tinha falado que estava em um relacionamento com esta mulher há seis anos. — Seis anos… — Lucila muito chocada contou para os três filhos, todos ficaram contra o pai, obviamente, e o filho mais velho que estava fazendo faculdade encontrou essa mulher nas redes sociais e foi tirar uma satisfação com ela. Ela não respondeu, bloqueou ele, mas ele começou a procurar pessoas ali que ele tinha visto nas redes delas, né? — Meio que assediando a amante também, né? Do pai. — Ele acabou descobrindo por uma fofoqueira que ele achou lá, que era tipo, sei lá se era amiga ou inimiga dessa mulher, né? Que ela fez isso porque ele prometia sempre que ele ia abandonar a família, falava assim: “ah, quando o meu filho entrar na faculdade”, “quando o outro se formar’, “quando isso, quando aquilo” e ele sempre tinha uma desculpa pra não largar a família, então aí ela ficou muito brava e resolveu aí fazer um crepe do pipi do cara.
Ela pediu o divórcio e, inclusive, anexou o B.O, tudo lá no processo dela de divórcio. Lucila me disse que por ser muitos anos de casamento, se ele tivesse tido uma atitude de contar para ela como aquilo tinha sido, de pedir desculpas e tal, ela perdoaria, mas como ele foi, assim, ele foi péssimo, né? Porque ele tava pensando primeiramente se o pênis dele ia ficar funcional, né? Se ia ficar inteiro de novo, a crepiroca dele. E ele tava muito agressivo por causa disso, né? Então ele descontou a raiva dele na Lucila. Então aí a Lucila falou: ‘olha, pelo tratamento que ele me deu, depois que eu descobri que ele estava me traindo há mais de seis anos, eu resolvi me divorciar”. Ela não sabe se a moça foi processada, presa, nada… Também nunca foi chamada de novo, nem na delegacia, nem no fórum, nada, para dar outro depoimento de nada. — Só aquele dia mesmo que ela foi na delegacia, então ela não sabe o que aconteceu em relação a essa amante do marido. — Os dois meninos romperam com o pai, já estavam maiores de idade, então não recebiam mais nada do pai, nem o que estava na faculdade. Só quem recebeu pensão foi a menina.
Eu perguntei para a Lucila: “Mas e aí, como será que ficou o pau dele? [risos] Depois que virou um crepe, né? Que a moça botou na chapinha” e ela falou assim pra mim: “Olha, coisas que eu sei: Depois de mais ou menos um ano, que a gente tava divorciado, ele me procurou chorando, pedindo pra voltar. Eu não queria mais, mas calhou de eu ficar sabendo por uma ex—cunhada minha, que realmente o pau dele não tinha ficado ok, assim… Pelo menos não no aspecto, né? E que ele estava com muita dificuldade de sair com outras mulheres e por isso que ele queria voltar”. — Então veja, agora que ele estava se sentindo, entre aspas, estragado, ele queria ela de volta. — Pelo que ela sabe, ela não viu, mas segundo ela, ele mostrou pra irmã como tinha ficado e, nas palavras da da irmã dele é: “não ficou bonito, não”. Engraçado que pra Lucila, ela falou que o que mais abalou a Lucila não foi nem a traição, gente, foi o descaso dom quem ele tratou o próprio casamento e a Lucila lá quando ele estava, sabe, aflito por causa do pau dele?
Em nenhum momento ele parou e pediu desculpas, ou ele falou: “Ai meu Deus, me dá uma chance, me perdoa, o que eu fiz com a minha família?”, nada… Então isso para a Lucila foi pior que a traição. O descaso dele, o desprezo dele pela própria família, sabe? E ela falou pra mim, falou: “Andréia, se ele tivesse tido uma outra atitude, eu tinha perdoado ele, tinha cuidado do pau dele… Mas como ele foi péssimo comigo, eu realmente pedi o divórcio. Ele já nem voltou pra casa, não deixei ele voltar pra casa, ele já foi pra casa dos irmãos dele e não sei como ele cuidou desse pau, enfim”, não era mais problema dela e ela realmente contou para toda a família o que aconteceu, que a amante dele tinha assado o pau dele na chapinha. Ela, ainda bem, desencanou desse cara… Mas você vê, era uma traição que ela perdoaria, mesmo sendo de seis anos e tal. Você perdoaria?
[trilha]Assinante 1: Oi, gente, tudo bem? Sou a Cara Rodrigues de Fortaleza, Ceará. Confesso que não me senti surpresa, mas assim, Lucila, sinto muitíssimo que você tenha descoberto a deslealdade, a traição do seu marido numa situação assim tão vexatória, tão brusca. Porém, racionalmente, eu entendo a reação dele… Ele, querendo ou não, foi vítima, ele sofreu uma violência gigantesca, ele foi mutilado… E o resultado disso foi em você ter terminado um relacionamento no qual você estava com uma pessoa que só estava ali por interesse. Querendo ou não, ele só foi lhe procurar depois de não ter êxito com outras mulheres. Isso me lembrou muito o fato de que, em alguns casos, quando tem traição, as pessoas vão se vingar, vão buscar violência, vão buscar fazer barraco no trabalho dos outros… Galera, só siga em frente, vai dar bom. Um cheiro.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, eu sou a Virginia, de Curitiba. Impossível escutar Crepiroca e não lembrar de uma experiência que eu tive. Teve um paciente que foi pra UTI porque ele contratou uma garota de programa, não pagou e, enquanto ele dormia, a mulher foi lá e jogou água fervendo no pau dele. Esse senhor ficou muitos e muitos dias na UTI pela queimadura ser grave e ele acabou falecendo. Foi uma história, assim, marcante porque imagino que quando a mulher fez isso por vingança, e de certa forma até não tiro a razão dela… Claro, podia ter feito sem violência, mas imagino que ela nunca achou que iria culminar nisso, né? Na morte dele, mas o senhor acabou morrendo, então o marido dela teve muita sorte. Um beijo.
[trilha]Déia Freitas: A Ápice está comemorando um milhão de seguidores com a Black do Milhão Ápice. São descontos incríveis em produtos de alta performance. — Sim, gente, produtos de alta performance. — Com fórmulas inovadoras, livres de crueldade animal para todos os tipos de cabelo: Crespos, cacheados, ondulados, se o seu cabelo está poroso, tem, se você tá em transição capilar, tem também. Se o seu cabelo é quimicamente tratado, tem de tudo e também atende os cabelos lisos. Usando o nosso cupom: “PICOLE15” — “picolé” maiúsculo, sem acento e 15 em numeral —, você ganha mais 15% de desconto em qualquer produto ou linha Ápice. Fica ligado que esse cupom é limitado, então aproveita… — E, gente, vai deixar o seu cabelo belíssimo, sério mesmo. — A Ápice traz produtos de alta performance, você não vai se arrepender… É uma coisa, assim, incrível. Então, vem, vem de Ápice, vem deixar seu cabelinho lindo. — Ápice, eu tô muito feliz que você chegou no podcast. Valeu pela parceria. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]