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título: culpa
data de publicação: 18/11/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #culpa
personagens: vanessa, mãe e namorado

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje — mais uma vez, sim, novamente, de novo, é ela, a minha amada, idolatrada, perfeita — Hidrabene, a marca cor de rosinha que eu amo. Se você gosta de uma rotina de skincare prática e eficiente, com poucos produtos, mas que entrega hidratação, cuidado e beleza, o Kit Pônei Cara Lavada é perfeito para você. — Sim, meu kit. — Com Sabonete Líquido Facial Camomila você limpa sua pele, com o creme Ultra Repair Facial você cuida e, com protetor Solar facial Oil Control Fator de Proteção 60 você protege e, com o lipstick cereja, você dá uma corzinha nos seus lábios. — Um truque: eu uso também como blushzinho. Dá para usar ainda como sombra. Esse lipstick é versátil demais. — 

Aproveita agora que a Black Friday da Hidrabene está com desconto, gente… Nesses e em outros produtos. Então participa da Black da Bene, vem… — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. Vá lá conhecer meu Kit Pônei Cara Lavada, você vai amar, tá? Clica aqui, ó, no link que tá na descrição do episódio, tá? — Hoje eu vou contar para vocês a história da Vanessa. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha] 

Vanessa uma moça de 28 anos que vive com a mãe num apartamento. — O apartamento é da mãe, próprio, mas também é parte dela, porque o pai morreu, enfim, então é ali uma herança de família. — Vanessa e a mãe sempre se deram muito bem, muito bem mesmo assim, além de mãe, amiga, sabe? Então a mãe da Vanessa sempre teve essa vibe, assim, de ser confidente da filha e nã nã nã e a Vanessa sempre confiou 100% na mãe dela. O tempo passou, Vanessa conheceu um cara e eles começaram aí a namorar… Seria o primeiro namoro sério da Vanessa, assim, de apresentar alguém em casa, estava meio receosa, mas deu tudo certo, a mãe super apoiou o namoro e, a partir dali, ela começou a ter um namoro sério, daqueles namoros longos assim e tal. E todo ano nas férias agora, tipo janeiro, eles faziam alguma viagem… Então ia a Vanessa, a mãe e o namorado. 

E sempre muito boa vibe, assim, os três sempre se dando muito bem… Geralmente eles iam pra praia, então alugava alguma casa ou apartamento na praia e iam curtir. Outubro de 2022, tava tudo meio estranho… A mãe dela tava ao mesmo tempo que parecia preocupada, estava mais carinhosa com ela… E o namorado que sempre foi mais avoadão, assim, estava enchendo a Vanessa de presentes… — Mas não sei, tinha alguma coisa estranha… — Tinha uma coisa estranha. A Vanessa trabalhando e estudando, ajudando a mãe dela em casa, mas a mãe dela não precisava de ajuda… A mãe dela ganhando muito bem também trabalhando, com a pensão do marido falecido, uma condição financeira muito boa. E a mãe tinha um carro e raramente deixava a Vanessa pegar esse carro, né? E quando foi final de novembro, a mãe dela deu um carro para ela. — Um carro popular, né? Mas quitado, belezinha… — E ela ficou em choque… Em choque. — Porque, assim, né? Do nada. — E aí a mãe falou: “Você sabe, eu não gosto de dividir carro, mas achei que super você merecia, né? Você é uma ótima filha e nã nã nã”.

Vanessa motorizada, carrinho zero. — Carro popular zero não é barato, né, gente? — Chegamos aí nas férias de 2023. Eles alugaram uma casa na praia e era sempre a mesma dinâmica, né? Você faz uma compra aqui para levar — porque o mercado em praia vive lotado, enfim, um inferno — e aí vocês comem ali. — Acho que o prato da praia é macarrão. Você faz um macarrão, aquela coisa rápida ali, come um macarrão e praia, Macarrão, praia, macarrão, praia… Pelo menos as minhas idas a Itanhaém era assim, né? Família ia todo mundo e a gente comia macarrão com salsicha e praia… Era isso. —  Na praia, eles descarregaram as coisas, guardaram as coisas ali na geladeira e nã nã nã… Casa com dois quartos, o casal se ajeitou em um quarto, a mãe ali no outro.  Vanessa tem uma pele muito, muito, muito sensível ao sol, muito… E quando ela estava fazendo a mala, as coisas lá, ela não tava achando o seu protetor solar… E aí ela perguntou para a mãe e a mãe falou: “Não, eu já coloquei na mala, já está na mala”. Desfazendo a mala ali, cadê esse protetor solar? E procura, procura, procura e não acha… E nisso o namorado da Vanessa já estava deitado… 

Eles chegaram 14h da tarde, ainda dava para pegar uma praia… Porque eu acho, assim, se você vai, já aproveita… Eu não sou chegada a praia, mas se eu estou lá, pelo menos todo dia tenho que dar uma andadinha na areia, dar uma olhada, né? Você chegou 14h, 14h na praia… Ainda tem muita praia, né? Para você ficar ali até às 18h pelo menos lá. Então isso que a Vanessa pensou… Só que o namorado dela estava ali cochilando e ela falou: “Puts, cadê o protetor?”. A mãe dela já preparando um macarrão para deixar meio já pronto, sabe? Vanessa falou: “Bom, vou procurar uma farmácia… Procuro uma farmácia, compro o meu protetor solar, beleza”… E praia geralmente é tudo cheio, trânsito, enfim, você vai no auge ali… Semana de Natal, Ano Novo… Lá foi Vanessa procurar protetor solar e vai andando, procurando uma farmácia, tentando ver ali pelo celular se acha uma farmácia perto e deu um estalo na Vanessa e ela lembrou que no carro, aquele carro novinho dela, quando ela ganhou ela fez tipo uns kitzinhos, então ali no porta luvas, ela botou um protetor solar… —  Porque ela tem a pele muito branca e é muito sensível. —  Que era aquele que ela estava procurando, ela tinha, tipo, sei lá, outro frasco.

E aí ela voltou, abriu ali, achou, falou: “Poxa, não preciso mais ir na farmácia”. Quando Vanessa voltou… Vocês já foram para colônia de férias? Tem muito sindicato que tem colônia de férias. — O meu sindicato, dos psicólogos, tem uma colônia de férias… — Então, geralmente, você alugou uma casa ali, um apartamento, tem colônias de casa, colônias de apartamentos e, geralmente, o seu carro fica tipo num estacionamento… Você não vai até a porta da casa ou estaciona no prédio, enfim, X… Ela deixou o carro no estacionamento e foi andando com o protetorzinho na mão ali. E era uma casa dessas casas de colônia de férias, você tem que saber o nome da rua certo, porque as casinhas são todas iguais, né? E a casinha ficava na esquina e tinha uma janela, que era uma janela de bico. Sabe quando é vidro na quina? Dos dois lados… Quando ela virou, ela viu pela janela eles estavam transando em pé. — Tinha uma cortina, mas dentro daquela casa era só a mãe e o cara. — Não tinha como ser outra coisa, ela viu pela silhueta ali da janela, da cortina. 

E aí você imagina, gente, como que fica a sua cabeça? Você tendo uma mãe em que você confia 200%, que é a sua amiga confidente e essa mãe está trepando com o seu namorado… Vanessa ficou em choque, ela não sabia realmente como agir. — Então, o que ela fez? — Ela foi para a porta e, quando ela abriu a porta, ela percebeu que não tinha ninguém ali naquela sala, naquela cozinha pequena que tinha e a mãe dela veio vindo lá do quarto. — E uma coisa que a gente sabe é que, dependendo do que você está fazendo ali, fica um cheirão… — Eles tinham transado, tava na cara… E o namorado dela estava fingindo ali que estava cochilando ainda, só que agora ele já estava só de sunga, sendo que ele chegou de calça jeans e tal e deitou… — Então, eu acho que ele já deitou pra fingir que estava dormindo pra não ir com ela na farmácia, pra não ir com a Vanessa, né? — E eu acho que a mãe esqueceu o protetor de propósito pra já ter esse momento com o namorado da Vanessa. 

Vanessa entrou e olhou assim aquela cena, olhou pra cara da mãe dela, a mãe dela com uma cara muito preocupada e ela foi para o quarto e tal, trocou de roupa e falou: “Vou para praia, vocês vão para a praia?” e aí foram os três pra “paia”… [risos] [efeito sonoro de Windows Travando] “Papaia”. [risos] Meu cachorro chama “Mamão Papaia”. [risos] [efeito sonoro de Windows reiniciando] Eles foram pra praia e Vanessa, assim, olhando pro mar, sem saber como agir… A Vanessa falou pra mim: “Andréia, a minha mãe mal conversava de sexo comigo, eu não tinha nem como falar com ela… O que eu ia falar com ela?”. Ela tava muito chocada, constrangida e sem saber como agir. E aí, o que ela sacou? A mãe dela deu um carro pra ela do nada, o namorado dela começou a dar um monte de presente pra ela do nada… Culpa. Eles tinham começado um caso, sei lá, outubro, setembro… Que foi quando as coisas começaram a ficar diferentes, assim. E agora a Vanessa estava achando que aqueles presentes tinham a ver com culpa. 

Aqueles dias na praia foram, assim, terríveis. E a Vanessa, pra tirar a prova, gente, ela fez uma coisa que eu, sei lá, eu não teria coragem… Ela inventou duas saídas pra deixar os dois… —  Uma ela falou que ela ia caminhar e a outra que ela ia comprar não sei o quê… — Só que ela ficou meio que espiando e meio que pegou eles transando real. Então já estava confirmado que a melhor amiga da Vanessa, que era sua mãe, estava transando com o namorado dela. E isso refletia também na vida sexual da Vanessa, porque agora ele estava transando menos com a Vanessa. A Vanessa é uma pessoa zero confronto, zero confronto… Só que ela estava com muita raiva. E aí agora aqui a gente vai entrar numa zona cinza. Vanessa começou a explorar tanto a mãe quanto o namorado financeiramente. Primeiro ela pediu uma bolsa para ele que custava [risos] 8 mil reais, ele ficou muito chocado com o preço, mas a gente está falando aqui de pessoas classe média, tá, gente? Que se parcelar, consegue… 

E aí, como ela viu que ele estava assim, com um pouco de receio, ela falou para ele assim: “Ai, amor, eu preciso até falar com você, eu estou achando que a minha mãe tá saindo com alguém escondido de mim”, e aí ele já ficou todo, assim, [risos] atrapalhado e falou: “Então, que bolsa que é que você quer?”, e aí ela começou também a tirar dinheiro da mãe, assim, falando que achava que o namorado estava tendo um caso e a mãe ficava apavorada. E aí a Vanessa tirou, gente, o que ela pôde… Isso durou um ano… Essa culpa deles pagando coisas para ela, um ano… Até que, assim, gente, não tinha mais o que parcelar, o que pegar de grana para dar para a Vanessa. Ela já quase não transava com o namorado, mas pra ele era muito interessante tê—la como namorada, assim, para mostrar para os outros e por trás estava com a mãe. Até que Vanessa resolveu dar uma outra cartada e terminar, porque até então ela falou: “Andréia, em um ano eu fui me desapegando… E fui também olhando a minha mãe com outros olhos, assim, porque eu percebi que minha mãe competia comigo em algumas coisas que eu nunca tinha sacado, enfim”. 

E a Vanessa chegou para a mãe e falou: “Olha, eu vou terminar com Fulano porque eu descobri que ele sai aí com umas cinco, seis mulheres que eu comprovei”. — Isso era uma mentira, tá? Ele só estava saindo, que ela saiba, com a mãe. — “E ele sai com todo mundo, ele só gosta de novinha, mais nova que eu, então a senhora imagina e tal…”, comeu a mente da mãe dela, a mãe dela ficou arrasada… “Ué, mas a senhora tá triste tanto assim que eu vou terminar? Você pode continuar a amizade com ele. Você não tem amizade com ele? Você pode continuar a amizade”, mas ela acha que a mãe estava triste dela ter falado que ele tinha outras amantes novinhas e nã nã nã… Que era uma mentira, né? E para o cara ela falou que o relacionamento já tinha dado o que tinha que dar, que agora ela queria terminar, que ela estava focada na mãe dela, porque a mãe dela muitas vezes reclamava que estava saindo com um cara que tinha muito bom caráter, que o cara era meio vagabundo, que não sei o que, que era só temporário, mas que a Vanessa tava querendo focar e dar essa força para a mãe dela. — Então, veja, ela manipulou a situação ali… Ela jogou com a culpa total de todo mundo e eu achei muito complicado, assim, porque para você ter esse sangue frio de conseguir agir assim, né? Sei lá, tão distanciada da história… —

Ela terminou e percebeu que a mãe dela foi ficando bem triste e parece que eles também terminaram assim, né? Hoje ele já está com outra, a mãe dela vive chateada pelos cantos aí e ela nunca contou para a mãe dela que ela sabe que os dois transavam. Ela nunca contou, ela nunca vai contar e, às vezes, quando ela quer machucar ainda a mãe dela, ela inventa histórias do tipo: “Ele me contou uma vez que saiu com uma velha”, ela faz isso de propósito, que é o jeito dela se vingar sem confrontar a mãe dela. Já que a mãe dela teve coragem de trair a Vanessa desse jeito e nunca contar nada, ela também não vai contar nada e de vez em quando ela inventa esse tipo de mentira pra mãe dizendo que ele falou nesse momento de rompimento, que ele acabou confessando que ele estava aí e que acabou até pegando uma velha, mas que ele gostava das mais novas e nã nã nã. E aí a mãe sempre fica chocada e sempre depois ela ouve que a mãe dela está chorando. — Vanessa foi ruinzinha, né? Porque é ruim você meio que extorquir as pessoas… Ela não extorquiu, ela pediu, eles deram… Mas eles estavam dando por culpa, né? —

E agora, de tempos em tempos, quando ela lembra do sofrimento que ela teve, do baque que ela teve quando ela viu a mãe pela silhueta ali da janela com o cara, sempre que ela lembra, dói muito… Então, quando ela se sente ferida, ela acaba ferindo a mãe dela também. Então, assim, história complicada, né, gente? Ainda falei pra ela: “Mas Vanessa, terapia, né? Seria bom” e ela falou: “Andréia, eu faço terapia e tenho altas conversas com minha psicóloga, tem hora que até ela fica meio chocada” [risos] e fica mesmo… A gente fica… A gente fica, né, Vanessa? [risos] A gente fica chocada. Agora ela não está mais com o cara, a mãe não tá mais com o cara também porque a mãe tá bem tristonha, bem estranha e, de vez em quando, sim, ela inventa uma mentira ou outra pra magoar a mãe em relação ao cara, né? E acho que de novo o cara saiu mais ileso. — Os caras sempre saem ileso, né, gente? Dificilmente, dificilmente… Por isso que as vezes quando um cara chora, ai meu Deus, eu dou uma risadinha… Mas é isso. É pelo histórico, sabe, da gente? Nós, mulheres… — O que vocês acham?

[trilha] 

Assinante 1: Oi, pessoal do Não Inviabilize, meu nome é Edivânia, estou falando de Brasília. Gente, eu estou, assim, ó, passada… Porém eu tenho um recado: Vanessa, tudo o que você fez com sua mãe foi merecido… Ela mereceu porque nós somos totalmente responsáveis pelas nossas ações, então a gente tem que arcar com a consequência dos nossos erros. Porém, eu acho que você tem que liberar isso, sabe? Eu acho que você tem que parar de pensar, você tem que parar de viver isso, porque isso pode te fazer muito mal… Não pela sua mãe, ela merece todo veneno que você possa destilar em cima dela, mas por você, para que você fique mais leve. Não leve isso para a sua vida, pode atrapalhar outras relações, outros relacionamentos, tá bom? Um beijo. 

Assinante 2: Oi, Déia, oi, nãoinviabilizers, eu me chamo Aline, falo aqui de Florianópolis, Santa Catarina. Vanessa, a tua história é chocante, realmente, mas a tua frieza é muito mais… Como que você conseguiu se manter tão tranquila diante de tudo o que aconteceu? Só tenho que te dar parabéns pela tua frieza, porque não é qualquer pessoa que conseguiria manter a postura numa situação como essa. Não te julgo em nada e te desejo toda a sorte do mundo e que você seja muito feliz aí pela sua vida. Um beijo. 

[trilha] 

Déia Freitas: O Kit Pônei Cara Lavada é perfeito para você que quer aí uma rotina de quem skincare prática, eficiente e com itens que dão resultado. Todos os produtos foram escolhidos a dedo por mim — eu amo — para você ter aí uma hidratação, cuidado, proteção e ainda um coloridinho. — Amo… — Tudo isso só a Hidrabene pode te oferecer aí. — Com a minha curadoria, lógico. — Usando o meu cupom: PICOLE20 — “picolé” em maiúsculo, sem acento e “20” numeral —, você ganha 20% de desconto em todo o site, sem o valor mínimo. Aproveita agora, vai conhecer a Black da Bene. Hidrabene.com.br, Hidrabene, te amo… Um beijo, gente, eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]