título: doze dias
data de publicação: 23/02/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #doze
personagens: jocélia, seu marivaldo, dona ivone e hélder

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje, novamente, é a Hidrabene. — A marca cor de rosinha que eu amo… — O que era bom, ficou ainda melhor: a Hidrabene acaba de lançar a Base Stick Fator de Proteção Solar 50, agora com uma nova fórmula, ainda mais sequinha com acabamento matte e toque seco, perfeita aí pra rotina do dia a dia. Essa base deixa a sua pele uniforme em um único passo por conta aí da alta cobertura, com um fator aí de proteção 50 contra raios UVA e UVB. Essa fórmula é multifuncional: ela ajuda no controle da oleosidade e também no controle da acne e ainda protege contra a luz visível e poluição. — Gente, ela é perfeitinha, completinha e rosa. Amo… [risos] — 

Além da embalagem ser rosa e fofinha, ela é desenvolvida com redução no uso de papel, o que reforça o compromisso da Hidrabene com escolhas mais conscientes e sustentáveis. Acesse agora: hidrabene.com.br e vai conhecer a Base Stick Fator de Proteção Solar 50, você vai ter proteção, cobertura e tratamento em um só produto, do jeitinho aí que a gente ama. — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio e fica comigo que no final tem cupom. — E hoje eu vou contar para vocês a história da Jocélia. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha]

Jocélia trabalhava aí numa fábrica e lá, saindo um dia, ela conheceu um rapaz que estava saindo de uma outra fábrica. Começaram a conversar, rolou um climinha e nasceu um namoro. Jocélia tinha 28 anos e, para a época, ela estava já velha para casar. E o rapaz tinha 30 anos… Jocélia começou ali um relacionamento com esse moço, ela morava com o pai e a mãe — seu Marivaldo e dona Ivone — e seu Marivaldo e dona Ivone também trabalhavam em fábricas por ali. Então, logo o rapaz conheceu a família da Jocélia. Jocélia tinha um irmão, o Hélder, que também trabalhava em fábrica por ali, mas o Hélder já era casado, já tinha família dele, enfim… O tempo foi passando, Jocélia foi gostando desse rapaz… — Hoje em dia, ainda bem que não tem mais isso, né? Mas pra época ali, de Jocélia, ela falou: “Andréia, a gente tentava realmente casar virgem. E quando não conseguia, engravidava, falava o quê? “Ih, aprontou”. [risos] “Fulana aprontou”. [risos] — E era sempre culpa da mulher, viu, gente?  “Ah, fulana aprontou, tá grávida”, aqui em Santo André usava—se muito o termo “aprontou”. 

Depois de uns oito meses de namoro, Jocélia começou a sentir uns enjoos e pensou: “Meu Deus do céu, tô grávida”. Com oito meses de namoro, ela já conhecia sua futura sogra… Morava a sogra, o irmão do namorado da Jocélia e o namorado da Jocélia.

— Eram os três ali. — A sogra não trabalhava, não era aposentada, era sustentada pelos dois filhos. Assim que Jocélia começou a sentir os enjoos, ela comentou com o cara… E a mãe do rapaz já tinha feito no fundo da casa, duas casas… — De quarto e sala, assim, né? Uma para cada filho. — Que era justamente pra eles continuarem ali no mesmo quintal, pagando as contas dela, né? Porque era só uma luz, só uma água, né? E ela fazia uns biquinhos para comprar comida, alguma coisa. A casa já tinha, só que eles não tinham nada… Jocélia falou: “olha, eu acho que eu tô grávida realmente, o que a gente vai fazer?”, “Não, a gente vai casar”. — E Jocélia me falou: “Andréia, eu não vou mentir… Fiquei feliz, porque eu tava já completando 29 anos. Já tava quase uma titia. Então, assim, foi bom pra mim? Foi. Resolvi não contar pros meus pais que eu estava grávida, porque eu tava ali, sei lá, de um mês, um mês e pouco e a gente ia correr com essa papelada com essas coisas”. 

A casa estava lá, estava fechada, só precisava limpar… E as coisas? E os móveis? E para mobiliar e para fazer tudo? A família da Jocélia, que também já tinha essa preocupação dela ser quase tia, resolveu fazer uma força-tarefa. Seu Marivaldo chamou a Jocélia e falou: “Nós vamos nas Casas Pônei e eu vou te dar três coisas”. Uma geladeira, um fogão e o quê? Uma máquina de lavar… — A máquina de lavar era, assim, o top do top do top do top. — Jocélia ficou incrédula, porque nem Dona Ivone tinha uma máquina de lavar. E aí, na hora, o vendedor, de muita lábia, fez o Seu Marivaldo comprar duas… [risos] Dona Ivone ficou felizona com a máquina que ganhou. — [risos] Valeu, vendedor… — E deu para Jocélia o jogo de quarto, guarda-roupa, cama e colchão… — Então já tinha o jogo de quarto, já tinha os eletrodomésticos. — O Élder e a esposa falaram: “não, a gente também vai dar um presente bom”. Foram lá e deram o jogo de cozinha… A pia, o gabinete, o armário superior. — Então, veja, a cozinha da Jocely e o quarto prontos. Todas as coisas dadas pela família de Jocélia, tá? —

Faltava sala, porque era um quarto, sala, cozinha. A sala, o rack e o sofá, quem que deu? As amigas da fábrica da Jocélia. Se juntaram e deram o sofá e o rack. A casa está montada, falta o quê? Uma televisão… O que o carinha falou? “Não, depois que a gente casar, eu compro. Eu faço o carnê”. — Então, veja, a casa, gente, zerada… Novinha. Com tudo novinho. — Lua de Mel? Um tio de Jocélia tinha uma casa na Praia Grande e falou: “Olha, se vocês quiserem, vocês podem ir no final de semana. Casa no Cartório na sexta e vocês podem ir para o final de semana, ficar lá na praia, ficar a semana…”. Eles pegaram uma semana na firma, né? Você ganha, acho que é oito dias, não sei, cinco dias? Mas eu sei que eles casaram numa sexta—feira e só iam ficar uma semana na Praia Grande e iam voltar a trabalhar na outra semana. — Estava tudo perfeito, ela estava muito feliz. O rapaz era meio parado, mas assim, bom rapaz… E eles casaram ali no cartório, só aconteceu um almoço. 

Como foi tudo muito em cima, uns já desconfiando que ela estava grávida… O irmão e a mãe do cara falaram: “Olha, vão pra praia, que a gente vai deixar a casa de vocês arrumadinha”. Tinha muita coisa pra montar… Ah, o cara da Casas Pônei lá que monta vem só no dia tal e eles iam estar na praia ainda, né? Lá foi Jocélia pra praia com o marido e foi muito legal… — Passaram uma semana toda lá e voltaram de ônibus. — Quando foi umas duas horas, eles estavam chegando ali no quintal onde eles iam morar. A casa da frente era a casa da mãe, a casa do meio era a casa deles e a casa lá mais atrás era a casa do irmão, que estava fechado porque o irmão morava com a mãe na frente, né? Quando eles chegaram, duas da tarde de um domingo, geralmente a casa da mãe estava aberta, estava tudo arejado, estava tudo fechado… Estranho, né? Chegaram, foram andando ali pelo corredor, o rapaz até comentou: “nossa, mas cadê minha mãe, meu irmão? Tá tudo fechado?”, foram comentando, rindo…

Chegaram ali, na frente da porta, o cara botou a chave na fechadura e abriu… Quando você abria a porta, você dava numa sala pequena, do lado direito tinha uma cozinha e, na frente da sala ali tinha a porta do quarto e, do lado, uma porta do banheiro… Então você dava de frente na sala, já via a sala e cozinha. De repente, eles abrem a porta, o sofá e o rack, que nem era um rack, na época era uma estante — eu que falei “rack”, era uma estante —, não era a que ela tinha escolhido… Era um sofá velho, uma estante velha e ela estava reconhecendo aqueles móveis. A mãe e o irmão montaram as coisas novas na casa da frente e botaram todas as coisas velhas pra Jocélia. Jocélia não estava acreditando… Os móveis de cozinha, a geladeira, o fogão, as coisas que o pai dela deu, cadê? Tava o fogão velho da mãe do cara, a geladeira velha… A máquina de lavar a mulher nem tinha. — Montou lá na casa dela… Gente… —

Jocélia: “Será que a sua mãe vai mudar pra cá com o seu irmão e a gente vai ficar na casa da frente? Porque só isso faz sentido”. Até o colchão a mulher pegou o novo… E era por isso que então a casa da mulher estava fechada inteira? O marido da Jocélia também ficou espantado, porque se foi feito algum acordo ali, ele não estava envolvido. Ele tinha a chave da casa da mãe e realmente estava tudo montado na casa da mãe. A mãe e o irmão estavam lá dentro, quietinhos… E aí a mãe falou pra ele — isso a Jocélia estava lá na casa — que achava justo, já que eles iam morar ali, que ela ficasse com as coisas boas, que a casa lá estava arrumadinha, assim, que estava bom para eles. O cara discordou, mas ele disse que ele entendeu a mãe dele. Jocélia começou a surtar e falou: “Não aceito, são coisas que a minha família deu pro casamento e não vou dar pra sua mãe. Não vou dar, então a gente vai morar em outro lugar”. Começou uma discussão e a idosa com o filho lá dentro, fechados na casa. 

Josélia saiu, foi no orelhão e ligou para o seu irmão Hélder. — Pra quem não é da época do orelhão, antes tinham muitos telefones públicos pela rua, com uma capinha em formato de orelha, que chamávamos de “orelhão”. Você botava a ficha e ligava para onde você queria. — Explicou o que estava acontecendo e o Helder falou: “olha, vê aí o que você vai acertar, qualquer coisa eu chamo aqui uns amigos e a gente vai aí e desmonta tudo e traz pra cá, traz pra casa do pai”. Gente, ela tinha acabado de chegar de Lua de Mel… — Jócelia voltou pra casa e ela já começou a se sentir mal, porque assim, foi um baque pra ela… Começou a se sentir mal e começou a ter um sangramento. Teve que parar tudo pra ir até a Santa Casa pra ver… — Porque ela tava grávida, né? Comecinho, mas tava grávida. — Ela não sabe se já ia realmente acontecer ou se foi o susto que ela tomou, o baque, ela perdeu o bebê… 

E durante esses dias, ela não podia fazer nada, assim, ela teve que ficar uns dias em repouso e tal… Contou lá na fábrica o que tinha acontecido, todo mundo ficou revoltado e a Jocélia decidiu — enquanto ela fazia repouso na casa da mãe dela — que ela ia pegar todas as coisas e ia se separar. Lá na fábrica, uma mulher tinha uma casa pra alugar, viu que dava pra ela pagar sozinha e Jocélia resolveu que ela ia se desquitar e ia morar sozinha. Ela avisou o rapaz, falou que o irmão dela e os amigos do irmão iam lá desmontar tudo. Foram, a mulher ficou com uma cara de tacho, porque o Hélder falou: “A gente não vai pegar as coisas lá do fundo pra trazer pra cá, não. A gente vai desmontar só essas coisas daqui e levar embora”. Pegaram tudo que a família comprou, montaram numa casa que a Jócelia alugou. Então o casamento dela, da Jócelia, durou 12 dia e ela falou que foi uma luta depois pra separar, porque era outra época, né? Doze dias…  Pensa, o cara era um banana também, não foi atrás dela, nada… 

Porque ela falou: “Andréia, depois que eu montei a casa, se ele tivesse vindo atrás de mim, não sei… Talvez a gente ficasse junto? Não sei também”. Depois de uns anos ali ela conheceu um outro rapaz — que a gente pode chamar aqui de “Carlos” —, casou, teve dois filhos com o Carlos. — Gente, como pode? A mulher montou tudo na casa dela… Achou que era justo. E o casamento de Juscelia durou 12 dias. — Doze dias… Chocada. Bom, ainda bem que tudo passou, né? Agora, Jócelia está ótima, já tem netos, já está tudo bem. Não teve barraco porque a mulher foi sonsa, né? Ficou lá quieta com as coisas. Agora pensa se ela fala: “não, ninguém vai entrar aqui em casa pra tirar nada”? O barraco que ia dar… A Jocélia falou: “Andréia, eu uma hora lá, eu ameacei levemente de botar fogo em tudo… Se ela não me desse minhas coisas, eu ia botar fogo na casa dela. Pode ser que isso tenha influenciado um pouco, [risos] mas pode ser que não”. Não sei, né, Jocélia? [risos] 

Mas, gente, a cara de pau do ser humano… A máquina de lavar que praticamente ninguém tinha, que Seu Marivaldo ia pagar, sei lá, dois anos o carnê, sabe? Das Casa Pônei… Poxa… O que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Jocélia, minha querida, eu sou a Linai aqui de Londrina. Acho que você aguentou muito e ainda foi simpática. Geralmente no casamento a gente brinca que casa com a família do cônjuge por esse tipo de situação amarga, né? O fato da mãe do seu ex—marido ter combinado uma casa de fundos com ele no passado, não daria o direito a ela de simplesmente tomar os seus presentes, né? E presentes que foram entregues pela sua própria família. Sinto muito pela sua perda e que bom que hoje você tem uma vida muito bem construída e com certeza bem melhor acompanhada, né? Parabéns pela sua garra em cobrar o que é seu. Um grande abraço. 

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, meu nome é Juliana, eu falo de Arujá, São Paulo. Jocélia, parabéns pela paciência, sério, pela classe de lidar com a situação, porque eu teria transformado esse Picolé de Limão em um Cadeirada… Eu teria partido pra cima de todo mundo assim que eu tivesse percebido a troca dos móveis e assim que meu marido tivesse voltado falando que “ai, eu não concordo, mas vamos deixar assim mesmo”. Atitude de homem fraco, sem voz ativa, filhinho de mamãe, que já desde o começo me irritou demais, porque a sua família cuidou de toda mobília, de todo o bem—estar de vocês e ele não moveu um dedo pra fazer isso acontecer, mesmo sabendo que você estava gestando um filho dele. Então, assim, eu achei isso o cúmulo do absurdo, porém, no final, eu fiquei super feliz que você se livrou, que você realmente percebeu que não tinha como se manter ali, que aquele relacionamento já era fadado a fracasso, de qualquer maneira. Sinto muito pelo bebê, mas fiquei feliz de saber que você tá bem. Um beijo. 

[trilha]

Déia Freitas: Proteção, cobertura e tratamento em um só produto… Tudo isso você encontra na Base Stick Fator de Proteção Solar 50 da Hidrabene. Essa base ela acabou de ser relançada com uma nova fórmula, ainda mais sequinha e com uma série de ativos para tratar sua pele. A base tem também uma nova embalagem com uso reduzido de papel… E usando o nosso cupom exclusivo: “PONEIBENE15” — “PONEIBENE” em maiúsculo, sem acento, “15” em numeral —, você ganha 15% de desconto nas compras pelo site. Um beijo, gente, e eu volto em breve.

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]