título: fofoqueira
data de publicação: 08/01/2026
quadro: especial de férias – 2025
hashtag: #fofoqueira
personagens: cassandra e dona mirtes
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Especial de Férias, Não Inviabilize [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais uma história do nosso Especial de Férias. E hoje eu vou contar para vocês a história da Cassandra. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Cassandra quando ela completou aí seus 60 anos, ela resolveu que ela ia viver… Se separou do marido, se uniu aí com as amigas, então elas faziam várias viagens, iam a bailes, enfim. — Cassandra disse que depois dos 60, hoje ela tem 68, a vida dela melhorou muito. — O que Cassandra queria também era conhecer outros homens, ter outros namorados, porque a vida toda ela tinha vivido só com um homem, então ela queria ter essa experiência. Então, Cassandra foi à luta… [risos] Conheceu alguns homens em bailes, né? Como ela disse: “Alguns senhores ali na minha faixa etária, foi legal, mas eu também não queria voltar a casar. Tinha acabado de sair de um casamento de trinta e tantos anos e não queria jamais casar de novo. Queria dar umas beijocas, passear, [risos] era isso”.
Cassandra foi vivendo com um grupo ali de amigas, até que um dia, Cassandra conheceu um homem. Cassandra estava ali, agora com seus 63 anos e este homem tinha 43. As amigas todas ficaram meio cismadas, Cassandra estava gostando ali daquele jovem rapaz de 40 e poucos anos e ela falou: “Vou ver onde dá, não quero casar, nem com jovem, nem com velho. Vou viver a minha vida”. E esse rapaz, ficou muito próximo de Cassandra e, assim, muito amoroso? Acho que é a palavra… — Até um pouco grudento, segundo Cassandra. — Cassandra falou: “Olha, eu não vou deixar de fazer as coisas que eu gosto, já avisei ele também que não estou procurando um marido e vamos ver no que dá”. A Cassandra conheceu este rapaz em julho, quando foi dezembro ali, depois do Natal, Cassandra tinha uma viagem marcada com as amigas, uma viagem de férias, ela ia ficar fora 15 dias… Era uma viagem só de mulheres e era a primeira viagem internacional de Cassandra, então ela ia para um destino tipo Punta Cana, assim, com praia, todas elas num resort, as amigas… Tudo nessa faixa, a Cassandra disse: “As 60+”.
Viagem excelente, maravilhosa… Quase todo dia ela postava coisas ali nas suas redes sociais e Cassandra tinha falado já para o namorado: “Olha, como são minhas férias, eu vou estar com as minhas amigas, a gente até pode se falar um pouco, trocar umas mensagens, mas eu não quero ter que ficar me preocupando com o celular. Se eu estou numa praia, num resort, com piscina, não quero ficar me preocupando com isso. Nesses dez dias, doze dias, conforme der, a gente vai aí se falando”. — Ele era meio grudento, né? — E o namorado: “Não, amor, tudo bem… Tudo certo. Vai que vai dar tudo certo”. Paralelo a isso, a gente tem Dona Mirtes… Dona Mirtes é a vizinha fofoqueira de Cassandra. Tudo que você quiser saber sobre as fofocas do bairro, você pode perguntar para a Dona Mirtes que ela sabe, quem casou com quem, quem está grávida de quem, ou não sabe quem é o pai, quem está devendo pensão, quem está com o nome sujo na praça porque ela viu chegando cartinha… Sabe essa pessoa?
Dona Mirtes, a fofoqueira do bairro, sabendo de tudo e de todos, sabia que Cassandra estava em sua primeira viagem internacional. Inclusive, Dona Mirtes foi lá na casa de Cassandra para ver um passaporte de perto, porque ela nunca tinha visto um passaporte e ela queria saber como era o passaporte. E ela foi, olhou, inspecionou o passaporte [risos] como se ela fosse uma agente da imigração a Dona Mirtes. [efeito sonoro de avião decolando] O tempo passou, Cassandra conversou com o cara ali os primeiros dias só de viagem, depois ela tinha passeios de barco, coisas assim que ela ia ficar meio sem internet, fora do resort, ela falou: “Andréia, eu não comprei chip, essas coisas, então eu ia ficar sem internet… Meio que desencanei um pouco para encontrar aí o meu peguetezinho somente na volta”. Ela conversou uns 5 dias com o cara e depois, uma semaninha ali, viveu intensamente com as amigas, meio que esqueceu do cara, meio que não focou em celular, até parou de postar um pouco, porque o celular só pegava lá no resort com Wi—Fi.
Cassandra viveu, pegou o aviãozinho dela e voltou para casa. Assim que Cassandra destrancou o seu portão… Na casa de Cassandra: Tem uma frente mais ampla, com um muro, um portão vazado, mas assim, que você não consegue ver tanto e uma garagem com um portão fechado, uma garagem coberta… Quando você abre o portãozinho, que você entra, à sua esquerda você tem um jardim bonito, à sua direita você tem a garagem coberta, para dois carros ali, um na frente do outro. Assim que Cassandra chegou e destrancou o portão, ela tomou um susto… Seu fogão, sua geladeira, sua máquina de lavar e algumas coisas menores, mas coisas ainda pesadas para carregar, estavam na garagem. Ela já se desesperou, porque não tinha sentido aquilo… Quando ela destrancou a porta, a TV dela estava arrancada de suporte, mas estava em cima do sofá, a casa dela tinha sido assaltada de alguma forma, mas todos os itens estavam na casa.
Enquanto Cassandra vivia intensamente e tomava seus belos drinks em Punta Cana, algo acontecia na casa de Cassandra. Nos primeiros dias do ano ali, Dona Mirtes estava na dela, do outro lado da rua, notou uma movimentação, um caminhãozinho… Quando ela olhou melhor, quem estava com o caminhãozinho e mais dois ajudantes era o namorado de Cassandra. Quando a Dona Mirtes viu, eles já estavam tirando as coisas, colocando as coisas na garagem. Na hora, Dona Mirtes sacou o que estava acontecendo e ligou para a polícia. A polícia chegou, não sei se não tinha muita ocorrência, em menos de cinco minutos, segundo Dona Mirtes… E aí Dona Mirtes, com seu chinelinho de pelúcia, atravessou a rua e falou: “Eles estão roubando a casa”. Dona Mirtes conhecendo o cara… — Conhecendo o cara, mas se ela falasse ali que o cara era um peguete de Cassandra, capaz que a polícia não fizesse nada, então ela falou que ela não conhecia ninguém. —
Falou: “Eu não conheço esses homens, eles estão roubando a casa da minha amiga, eu tenho a chave para molhar as plantas e eles estão levando as coisas, estão colocando as coisas ali”, e aí o cara, que era um ajudante e um motorista, falou: “Não, eu só fui contratado para fazer o frete”. E aí o cara mostrou ali as conversas, mostrando que ele tinha sido contratado para fazer um frete, ele não estava roubando… — Então só quem estava furtando as coisas ali era o namorado de Cassandra. — Ele falava que ele era namorado, que ele só estava tirando as coisas porque Cassandra ia se mudar e era uma mentira. A polícia falou: “Tá bom, então você vai me levar para onde iria a mudança”, aí ele já não tinha onde, né? Porque a polícia falou: “Tudo bem, ela vai mudar? Você sabe o nome dela? Tem contrato e tal? Vamos ver… Ela alugou uma casa?”, porque ele falou que ela alugou uma casa, “então vamos lá que a gente vai conversar com o dono da casa, a gente vê essa casa, vê o contrato e eu te libero”. E lógico que não tinha casa nenhuma, que não tinha nada e Dona Mirtes falando que não, ele é um bandido, né? “Aqui ninguém conhece ele”.
Porque ela sabia que se ela falasse que conhecia, o papo ali ia ser outro, e aí o cara foi preso… Dona Mirtes foi junto porque tinha que dar ali o testemunho… — Ser testemunha, né? Dar o testemunho acho que é na igreja, [risos] sei lá… [risos] Tinha que falar ali com o escrivão, sei lá. — Eles iam limpar a casa dela, iam levar tudo… Tinha uma lista de coisas que ele tinha passado pro cara do frete, que eles tinham que carregar… O cara ia levar tudo da casa de Cassandra. Dona Mirtes carregou para dentro de volta só o que era pequeno, que ela conseguia carregar, né? E aí a Cassandra falou: “E agora, o que eu faço? Porque foi feito um boletim de ocorrência e tal”, aí ela foi na delegacia e contou a versão dela, falou que o cara realmente estava furtando ela, mas que ele era um conhecido e ela só alterou ali e que a vizinha não sabia dele… Mas a vizinha sabia, Dona Mirtes sabia, mas ela protegeu Dona Mirtes. E o cara já tinha sido solto…
Foi estabelecida lá uma fiança pequena e o cara foi solto. — Dona Mirtes salvou Cassandra de ter tudo roubado no começo do ano. Tipo, ia começar com a casa lisa… — E agora a Cassandra fica pensando quando foi que ele fez a cópia das chaves todas, porque ela não deu chave para ele. Quem tinha chave ali? Algumas amigas tinham e Dona Mirtes tinha por que realmente ela regava as plantas ali quando Cassandra viajava, né? Então, que hora que ele fez essa cópia de chave? Ou ele deu para alguém fazer enquanto ela estava com ele em algum lugar? Porque ela não consegue imaginar quando ele fez a cópia das chaves. Depois disso, a Cassandra colocou câmera no quintal dela inteiro, na frente ali da casa, e vocês não sabem… [risos] Ela deu o link e uma senha de acesso para quem ver as câmeras? Dona Mirtes. [risos] E aí a Cassandra fala: “Andréia, é muito engraçado, às vezes eu estou, sei lá, mangueirando o jardim lá de trás, que não dá para ela ver se ela não olhar na câmera, e aí ela fala: “É, você jogou água já estava tarde, vai estragar as plantas. Tipo, vai bater o sol, vai cozinhar as plantas”. [risos] Então agora o grande BBB [risos] da Dona Mirtes é a casa de Dona Cassandra.
E Cassandra falou que Dona Mirtes já salvou o dia uma outra vez, depois das câmeras, que um cano estourou e ela não estava em casa e Dona Mirtes viu pelas câmeras. [risos] Porque estava saindo uma água pelo portão e ela sabia que Cassandra não estava em casa, ela foi olhar e viu o cano… Ela tinha a chave, foi lá, correu e fechou ali o registro da água. Então, Dona Mirtes aí fofoqueira. [risos] Imagina para uma fofoqueira você ter acesso às câmeras do quintal da outra pessoa… É uma felicidade, né? Então essas férias aí de Cassandra foram salvas por Dona Mirtes, a fofoqueira do bairro. O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, meu nome é Monique, eu falo do Rio de Janeiro. Vizinha fofoqueira pro bem, eu nunca tinha visto, hein? Cassandra é maravilhosa, quero ser igual a ela quando eu crescer, tá? Vivendo o melhor da vida com suas amigas. Sorte que teve a vizinha fofoqueira, dona Mirtes, que salvou ela de levar a rasteira desse macho aproveitador, gente. Que ódio, a mulher não pode nem viver a vida dela em paz, que vem um macho e atrapalha. Ainda bem que teve Dona Mirtes que usou a fofoca ali pro bem. Nem tudo está perdido nesse mundo.
Assinante 2: Olá, nãoinviabilizers, aqui quem fala é a Natália, de São Luís. O pessoal já não fala que fofoqueira gosta de cuidar da vida alheia? Então, tinha que ser desse jeito, né? [risos] Cuidando das coisinhas quando a pessoa estiver ausente, igual a Dona Mirtes fez. Eu adorei, inclusive, que ela foi super sagaz em não contar que conhecia o cara, que ele era namorado da Cassandra. Foi essencial pra tudo dar certo. Ainda bem que deu tudo certo, né, Cassandra? Um beijo.
[trilha]Déia Freitas: Então é isso, gente… Um beijo e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Especial de Férias é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]