título: fofucho
data de publicação: 20/02/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #fofucho
personagens: sheyla e fofucho
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Liv Up — amo — se você curte e leva muito a sério o lema “o ano só começa de verdade depois do carnaval”, eu venho te dar uma notícia: o ano acabou de começar. Se ainda não deu tempo de colocar em prática suas metas de ano novo, a LivUP quer te ajudar a poupar aí um baita tempo, pelo menos na especialidade dela, a alimentação A Liv Up salva sua rotina dos perigos dos imprevistos e é a sua melhor opção de comida saudável e congelada, sem perigos de gastos desnecessários com delivery e é também a sua salvação quando falta criatividade na cozinha, a comida é muito gostosa, sério mesmo. — E, gente, os pratos são muito, muito, muito gostosos. Sério… Eu já sou cliente Liv Up muito antes de chegar aqui no podcast para fazer publi assim. — Vora começar o ano experimentando Liv Up? Vamos juntinho? Amo…
Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio e já aviso que tem o nosso cupom de desconto, então fica comigo aqui até o final. E hoje eu vou contar para vocês a história da Sheyla. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Sheyla foi na casa de umas amigas numa outra cidade — cerca ali de uma hora da casa de Sheyla — e elas saíram para um bar. Nesse bar, a Sheyla conheceu o Fofucho. Um cara incrível… Logo de cara ele pagou uma rodada de cerveja para as meninas, super simpático, querido, Fofucho, olha…. Trocou telefone ali com a Sheyla e eles começaram a conversar. Sheyla pra cidade dela — porque Sheyla na segunda tinha que trabalhar — e eles começaram aí uma conversa… Sheyla se encantou com o Fofucho… — Na real, todas as amigas ali se encantaram com o Fofucho porque ele realmente é um cara muito agradável. — Essa conversa durou aí uns 15 dias até Sheyla resolver voltar pra cidade das amigas e foi uma festa… Finalmente agora ela estava indo para passar um final de semana inteiro com o Fofucho. — Naquela primeira vez ela só trocou um beijo com Fofucho. —
Então, Sheyla falou: “Eu não posso também ficar semana sim, semana não, me hospedando na casa da minha amiga”, porque as pessoas têm seus compromissos, não sejam esse tipo de gente que fica enfiado na casa dos outros, fazendo planos aí contando com a casa dos outros. Não seja essa pessoa. E aí a Sheyla achou ali na cidade um hotel simples — porque era uma cidade pequena —, um hotel mais afastado da cidade, meio fora, né? — Não era um motel, era um hotel mesmo. — Alugou um quarto e avisou o Fofucho porque eles já estavam com planos aí e nã nã nã, enfim… Quando ela chegou, Fofucho já estava… Fofucho colocou pétalas de rosas, levou um espumante… O final de semana foi incrível. Ficaram ali naquele hotel, eles saíram para almoçar, nesse dia Fofucho pagou o almoço, Sheyla pagou o jantar… No dia seguinte eles foram almoçar, dividiram a conta, enfim, Fofucho um querido, realmente assim, sabe um cara agradável? Um cara que você gosta de conversar, um cara leve… Assim era Fofucho.
E aí a cada 15 dias a Sheyla ia lá para a cidade de Fofucho. Sheyla morando sozinha aqui, mas ela ia pra lá pra cidade de Fofucho. — Porque até então eu concordo muito com a Sheyla, ela não estava tão à vontade de convidar o Fofucho pra ficar na casa dela, enfim… — Sheyla, funcionária pública e Fofucho — assim, gente, desculpa, mas a primeira coisa que eu pergunto, sei lá, se eu não tô num encontro: “Ah, você trabalha com o que?”, até antes, sei lá… Porque se a pessoa trabalha já é alguma coisa, né? Não importa que trabalho — disse que por enquanto, ele estava vivendo aí de umas economias que ele tinha e que ele pegava essas economias e investia na bolsa, no banco, enfim… E com aquele rendimento, ele vivia ali, né? Então, Fofucho falou que agora ele tinha cerca de 15 mil reais investido e ele conseguia uma renda mensal entre novecentos e mil reais. — Eu não sei nem se isso é possível, se não é, mas isso foi o que o Fofucho falou. Então ele estava vivendo dentro dessa renda. —
Morando ali com sua mãe, então provavelmente ele tinha pouco gasto em casa, né? E já deixou meio que real ali o que ele estava fazendo. —Acho que Fofucho foi honesto também, não podemos criticar Fofucho sobre isso. — Aí a Sheyla perguntou: “Mas se você investe na bolsa, você consegue fazer isso assim com um outro trabalho, por que você não procura um outro trabalho?”. Fofucho ali na casa dos seus 32 anos mais ou menos, disse que estava tentando agora começar uma nova carreira que seria: Fofucho queria abrir ali na cidade dele um bar com sinuca, porque era uma cidade pequena, uma cidade que não tinha muita diversão e o Fofucho sabia que ia dar certo aquele bar, mas ele precisava de um investimento para começar o seu bar… E aí ele ficava fazendo pesquisas e ele ficava fazendo levantamentos assim do que ele precisaria para o bar e ele achava que não conseguiria se dedicar ao projeto do bar tendo um trabalho fixo, mas aí você pensa: “Fofucho, sem um trabalho fixo, de onde vem esse dinheiro para a sinuca, né?”, o bar sinuca ali.
O tempo passou, esse namoro foi ficando sério, agora Fofucho já tinha ido algumas vezes na casa de Sheyla e Fofucho deu uma parada de ir. Por que Fofucho deu uma parada de ir? Porque quando ele ia pra casa da Sheyla ele gastava mais, ele tinha que gastar em passagem e tal, né? Pra ele era mais vantajoso que Sheyla fosse pra cidade dele que ele gastava menos dinheiro, ele sabia onde comer legal com preço bom… — Sabe quando você acha aqueles pratos feito gostosão, de R$20? Ou de R$18? Então, Fofucho tinha as manhas, sabe? Dentro da renda que ele tava ali, Fofucho estava vivendo a vida dele. Se isso era suficiente para Sheyla, ótimo… — Quando ela ia, só ela pagava o hotel, a diária daquele hotel era R$90, então ela chegava lá na sexta, tinha que pagar a sexta, o sábado, do sábado para domingo e sair meio dia. Digamos que ela gastasse entre viagem e ir para lá, uns R$400. Ela não ia toda semana, ela ia uma semana sim, uma semana não — duas vezes no mês —, mas ainda assim estava pesando pra Sheyla… — Mas o Fofucho realmente era um cara muito carinhoso, muito companheiro, muito risonho, muito tudo. —
E esse namoro de Sheyla e Fofucho chegou há um ano e, nesse um ano, a Sheyla foi percebendo, tipo: “Fofucho, pra você fazer esse bar do jeito que você está, você não vai conseguir, porque com esses 900 mil reais que você consegue mensal, você consegue só manter suas coisinhas, né? Não tem como você fazer esse bar”. — E aí agora aqui a gente entra numa outra fase da história, que é contando um pouco sobre a vida da Sheyla. — A Sheyla funcionária pública, que tem aí 34 anos, seus pais já são falecidos, tem uma irmã e, quando os pais morreram, eles tinham só a casa que eles moravam. Foi feito um inventário, um terreno muito grande que foi dividido em dois, ficou metade para cada filha e, na metade da Sheyla, ficou ali a casa, que era uma casa mais velha e a irmã ficou com o carro pra poder construir. — Assim, elas fizeram um bem bolado ali e a Sheyla foi ajudando a Érica a construir e cada uma ficou… Elas fizeram tudo certinho na prefeitura, dividiram o lote, então cada uma tinha sua casa própria. — Namoro ótimo de um ano, Sheyla tinha essas dúvidas do tipo: “Fofucho é o homem da minha vida, porque ele é muito querido comigo, só que como que a gente vai casar se ele não tem um trabalho? Porque com R$900 assim, mesmo que ele more aqui comigo, fica complicado, né? Ele tem que, sei lá, batalhar por um pouco mais”.
E ele também não tinha planos de ir morar na cidade da Sheyla porque ele queria fazer o bar, o bar seria perfeito na cidade do Fofucho. A Sheyla foi conversar com ele: “Então, Fofucho, a gente tá há um ano juntos e tal, mas eu fico preocupada porque você está muito obcecado com esse lance do bar e sem uma outra renda… Como é que você vai fazer isso e tal?”, e aí, Fofucho lançou a proposta, veja só… Então, a gente está falando de um cara amigo, leve, carinhoso, enfim, nã nã nã, o cara perfeito. Ele sugeriu para Sheyla que Sheyla vendesse a sua casa — seu único patrimônio, seu único bem deixado por seus pais —, pegasse esse dinheiro, dessa entrada numa casinha na cidade de Fofucho, porque isso já resolvia a questão do hotel, vai vendo… E com a outra parte do dinheiro, ela abrisse o bar e eles seriam sócios. — Neste momento que isso acontecesse, que essa proposta acontecesse, eu terminaria o namoro. Estou falando de mim… —
Um homem por mais querido, incrível, amável que ele seja, que me pede para eu abrir mão do meu único bem para que ele tenha um negócio, ele não me ama. “Ah, mas é para a gente crescer junto”, essa é a visão dele… Ele não me ama. Estou falando de mim, tá? É o que eu acho. Sheyla agora tem essa dúvida. se o Fofucho… Se o Fofucho realmente quer esse compromisso com ela, por que não investir no homem da sua vida? — Por isso Sheyla nos escreveu. Eu tenho 500 pés, eu só tenho dois, mas tenho 500 pés atrás com esse cara agora. — Aí a Sheyla falou pra mim, né? Ela tem um contraponto… Por que a gente não pode acreditar um pouco nas pessoas? E se o Fofucho realmente não tiver de maldade? E aí eu respondi para a Sheyla: “Beleza, eu também… Eu acho que ele não está de maldade, sério mesmo, pode até não estar… Mas e se ele falir? Você vai ter um financiamento de uma casa, sendo que você tem a sua casa própria, você vai vender a casa que foi de seus pais, que está do lado da casa da sua irmã pra você ir morar numa cidade que você nem sabe se esse relacionamento vai dar certo, financiar um outro imóvel e ainda pegar o dinheiro da sua casa própria e dar na mão de um cara que você está há um ano com ele e que ele tem um investimento aí pequeno que ele faz, mas que também não quis trabalhar. Então, se esse bar não der certo, como é que ele vai te devolver esse dinheiro?”. —
Não vai devolver porque ele está propondo sociedade pra Sheyla, então se der errado, deu errado para os dois. Ele entra com o conhecimento dele em bar, que é zero… Por que vocês concordam comigo que, assim, beleza, eu quero abrir um bar… O que você tem que fazer antes de você abrir um bar? Você vai ser balconista, você vai ser atendente em um bar pra você saber como funciona. Vai ralar num bar para você saber como é ser dono de um bar. O que você sabe de estoque de bar? Quanto você tem que comprar? Porque tem coisa, gente, que a gente não aprende em curso… O cara nunca trabalhou um dia num bar, nem como voluntário, nem pra saber como é e acha que vai conseguir fazer dar certo só porque tem gente na cidade e não tem lugar para ir. Mas você tem que pensar em estoque, você tem que pensar em bebidas, você tem que pensar em licenças da prefeitura… Você tem um lugar que você já viu? Você tem um projeto? Quanto vai sair esse projeto? Porque ele tá assim, ele não tem essas coisas… Ele só tem na cabeça dele que vai dar certo. Ele pensa nas noites temáticas que ele vai fazer, mas e o trampo? Porque para mim ele está tendo um planejamento como se ele fosse um promoter… “Ah, as festas que eu vou fazer”, mas tá bom quem vai comprar essa cerveja, quem vai fazer essa cotação? E o CNPJ? Você vai contratar os funcionários? Como que vai ser isso?
O que vai vender de comida nesse bar? Quanto custa um fogão industrial? Vou vender batata, o que eu vou vender? Quanto isso vai me custar? Quanto que eu tenho que comprar antecipado? Mas eu tenho que ter frutas? Eu tenho que ter dia certo de mercado, porque senão eu não posso deixar a fruta apodrecer e nã nã nã, é monte de coisa para pensar e você não vai nem trabalhar num bar para saber como é que é e acha que vai dar certo seu bar? Sheyla falou com a irmã dela e a irmã dela quase rompeu com ela, a irmã dela falou: “Você é louca? Você vai vender a casa da mãe e do pai para você por dinheiro na mão de um homem, porque ele te trata bem?”. — Érica tá errada, gente? — E vai ser sócia de uma coisa que você não sabe nem como funciona também, como é que você vai controlar essa sociedade, como é que você vai saber se está indo bem, está indo mal? E se você vai ser sócia, se ele falir e ficar com dívidas, as dívidas também são suas. Se você fizer isso, a gente vai romper, porque você é muito burra”.
Sheyla deu uma leve recuada, mas não desistiu totalmente da ideia. E a outra possibilidade dada por Fofucho é que ela faça um financiamento do bar, tipo, do negócio, assim… Pegue um empréstimo — como ela tem casa própria — com a casa dela como garantia para fazer o bar. — Como que alguém cogita? A pessoa tem uma vida estabilizada, um emprego ótimo por causa de uma pessoa que está te tratando bem? Que está te dando carinho? Eu devo ser muito, muito coração de pedra, porque não existe carinho no mundo que me faça vender a casa que eu moro para dar o dinheiro na mão do homem ou de uma mulher, ou de um pônei que seja… Um pônei. Eu amo pôneis, se um pônei falar: “Andréia, vende a casa, me dá o dinheiro”, eu vou falar: “Não, Pônei… Não, Pônei”, sabe? Então, assim, eu não consigo realmente entender. — E ei falei: “Sheyla, você faz terapia?”, Sheyla disse: “Não, eu não faço terapia”, eu falei: “Então, antes de você pensar, sei lá, conversa com alguém que vai te dar uma devolutiva mais assertiva, porque a sua irmã já te falou tudo”.
Mas a gente precisa entender porque mulheres bem sucedidas ou no caminho da sua independência financeira, enfim, elas caem nessas armadilhas, assim, porque não pode ser só carência, gente. Não pode ser só o desejo de ser amado… E a gente está falando aqui de um cara muito bacana, mas muito bacana a que preço? E aí eu falei pra Sheyla, falei: “Sheyla, e se você falar pra ele que você não vai fazer absolutamente nada disso? Vocês vão continuar o namoro do jeito que tá, como é que vai ser com o Fofucho? Será que ele vai mudar? Faz esse teste então primeiro… Mesmo que você tenha a intenção de fazer o que eu considero uma burrada, mas patrimônio é seu, dinheiro é seu, fala pra ele que você não vai fazer para a gente ver se Fofucho vai continuar Fofucho… Porque, sinceramente, eu não sei”. E eu realmente fico abismada que a gente está em 2024, que a gente já viu tudo nesse mundo e as pessoas ainda recebem esse tipo de proposta, porque assim, pra mim a cara de pau de Fofucho… As pessoas recebem esse tipo de proposta e cogitam, sabe?
Às vezes a gente sim, tem uma necessidade de querer arrumar a vida das outras pessoas, você fala: “Poxa, eu acho que eu consigo dar essa força, acho que eu consigo arrumar a vida das outras pessoas”, e aí a gente tem que entender que não é uma responsabilidade nossa, mesmo que essa pessoa seja o nosso irmão, o nosso pai, a nossa mãe, o nosso cônjuge, sabe? A gente não tem essa responsabilidade de assumir toda a vida da outra pessoa e ajeitar a vida… Para quê? Para que ela fique de um jeito melhor, lógico, para outra pessoa, mas mais aceitável para a gente. Então, assim, você já estava com dificuldade de aceitar o Fofucho dos R$900 mensais… Você acha que de repente você dando esse dinheiro para ele, ele sendo um dono de bar, o status dele muda e para você ficar melhor? Será que é isso? A gente tem que parar para pensar também, porque muitas vezes a gente faz as coisas para as outras pessoas pensando na gente, quando a gente está ligado diretamente, que você talvez vá usufruir desse status dele. Então: “Poxa, eu prefiro ter o marido dono de bar do que um marido desempregado”, mas a que preço ele vai ser um dono de bar? Com o seu dinheiro. Então não é melhor ele desempregado?
Eu não sei, gente, sinceramente… Eu acho que todo mundo pode cair numa armadilha dessa, porque o amor, o carinho, atenção é uma coisa muito sedutora, mas a gente tem que parar pra pensar um pouco também no que a gente vai dar… Qual é a troca? A troca é só afetiva ou eu tenho que fazer um aporte financeiro nesse amor para que ele, sei lá, mude de nível, sabe? Deslanche… Então, para algumas pessoas que têm dinheiro, isso pode ser conveniente também, “eu recebo amor e eu dou bens, porque isso não está me afetando”, então é um relacionamento de troca que eu vou dizer aqui que até não me incomoda. A pessoa tem dinheiro, quer amor e está dando certo ali aquela dinâmica entre eles, mas a gente não está falando aqui de uma pessoa que tem dinheiro, tá falando de uma mulher da classe trabalhadora, uma pessoa da classe trabalhadora que tem uma casa deixada pelos pais, então já é uma vantagem que você tem acima da maioria da população, que não tem uma casa para morar, você já sai na frente, bastante tempo na frente, e aí você vai pegar o que você tem agora e entregar na mão de uma pessoa porque ela está te amando, porque ela é legal com você.
Se você não fizer isso, você vai fazer um empréstimo dando a sua casa como garantia… Não sei, gente, sério mesmo… Às vezes eu acho que vocês sabem a resposta, mas não sei, não sei o que vocês querem real mesmo. Então, o que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é Barbara de São Paulo. Eu não sei muito bem o que vocês, mulheres héteros, querem dizer quando dizem “homem fofo”, pra mim são caras que estão fazendo o mínimo de amor, respeito, carinho, enfim, coisas que todo mundo deveria fazer dentro de um relacionamento. você não acha que se ele fosse fofucho mesmo, se ele fosse um cara firmeza, ponta firme, ele não ia atrás do trampo dele, economizar dinheiro, pra ir atrás dos de sonhos ao invés de ficar pedindo pra você? Por que você tem que abrir mão dos seus bens, da sua cidade, da sua casa pra se adaptar a vida dele? Pra construir o sonho dele? Por que ele não pode ir atrás dos sonhos dele? E aí, indo atrás de sonho deles, ele consegue compartilhar uma vida digna com você. Isso pra mim é compartilhar uma vida a dois, é quando os dois estão arregaçando as mangas e não quando só uma das partes arregaça manga. Sheyla, presta atenção na cilada que você está se metendo.
Assinante 2: Olá, meu nome é Victória, falo aqui da cidade do Guará, no Distrito Federal. Olha, Sheyla, você não é licitação de governo para estar financiando pequenos negócios… Você já está fazendo muita coisa aí por esse cara, o que ele está fazendo por você? Ele não está fazendo muita coisa, né? Nem aí te ver ele está indo, não é mesmo? Ainda está querendo o seu dinheiro… Não misture amor com dinheiro, porque amor não tira o nome do SPC, viu? Cuide do seu dinheiro, não comprometa seu futuro para dar um futuro melhor, promissor para homem nenhum às suas custas. Não faça isso, porque você pode se arrepender muito, e aí, querida, o arrependimento vai ser todo seu.
[trilha]Déia Freitas: A Liv Up facilita a sua alimentação do dia a dia com diversas opções no cardápio, que variam entre porções individuais, marmitas, lanches, salgados e doces… Usando tecnologia de ponta, a Liv UP te oferece comida ultra congelada com sabor de comida fresquinha, sem aditivos artificiais e ingredientes duvidosos, com o melhor custo benefício. — Gente, é tudo muito gostoso real, assim… — E também, ó, são pratos pensados por chefs e nutricionistas. Usando nosso cupom de desconto: NAOINVIABILIZE — tudo junto — maiúsculo, você ganha 10% de desconto na primeira compra. Começa o ano agora experimentando Liv Up, você não vai se arrepender. — É sério, a comida é muito gostosa. Valeu, Liv Up, amo vocês… Amo sua comida. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]Eu acho que o ponto maior dessa história, além do absurdo que é você pegar um patrimônio seu e se desfazer dele na mão de outra pessoa, é também entender por que a gente cai esse tipo de armadilha. E quando eu falo “a gente”, é a gente todo mundo, porque todo mundo cai… Em menor ou maior grau, sabe? Mas cai. Por que a gente cai nessas ciladas de fazer coisas que a gente sabe que vão prejudicar a gente porque a outra pessoa está te dando o básico? Que é um relacionamento saudável, afeto, enfim…
Por que essa troca não pode ser só de afeto e relacionamento saudável, né? Enfim, por que a gente acaba caindo nessas armadilhas? Porque realmente existem pessoas que são muito sedutoras e muito incríveis e depois que rolar esse bar, será que vai ficar tudo igual?