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título: fundos
data de publicação: 09/12/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #fundos
personagens: stefany, namorado e dona jacy

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje de novo é o Wise. A Wise acabou de lançar no Brasil a sua conta PJ: A Wise Empresas. Aquela conta do cartão verdinho que você já conhecia, mas agora com novidades. Com ela você pode escolher receber seus pagamentos em mais de 40 moedas, além de converter, guardar, gastar ou receber dinheiro. [efeito sonoro meme: “Eu tô passada, chocada”]. Você, ouvinte do podcast, que é PJ — pessoa jurídica —, tem uma empresa aberta no seu nome e faz trabalhos para empresas internacionais, com o Wise empresas você poderá receber na moeda que escolher e ainda vai poder fazer pagamentos em até 70 moedas diferentes e sacar dinheiro para sua conta bancária instantaneamente, 24 horas por dia. 

A Wise é o primeiro provedor do Brasil a permitir que empresas recebam pagamentos em mais moedas do que o real, o dólar e o euro. Tudo em uma só conta, sem pagar taxas excessivas de conversão. Wise empresas, receba dinheiro sem perder dinheiro. — Eu vou deixar tudo certinho aqui na descrição do episódio. E hoje eu vou contar para vocês a história da Stefany. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha]

A Stefany conheceu um cara aí, se apaixonou, e de cara começaram um namoro. Stefany morando aí com sua mãe — que a gente pode chamar aqui de “Dona Jaci” — e Dona Jaci não foi com a cara deste homem. E, bom, namoro vai, namoro vem, com seis meses eles começaram aí com o faniquito de morar junto. — Mas vão morar junto onde, Stefany? Aqui em casa não… Vocês não têm condição de morar junto”, disse dona Jaci para Stefany. — Stefany trabalhando num lugar onde ela ganhava um salário-mínimo e de final de semana, Stefany fazia um bico lavando cães num pet shop, onde ela ganhava ali R$300 por semana — 150 por dia — lavando cães. — Então, 1200 por mês, às vezes chegava 1500 por mês nesse bico… —

E o cara trabalhava no quê? — Vamos ver se vocês advinham… [efeito sonoro de tambores rufando] Nada. Então aí, Stefany, é aquilo que eu falo aqui, gente: Você começou a namorar um cara que ele não está trabalhando, ele mora com a mãe dele, a mãe dele banca as coisas dele, tudo bem, mas e aí como é que você vai morar junto com ele? É complicado, sabe? É difícil… A mãe do cara deu uma sugestão: “Ah, vocês estão apaixonados, você quer morar com meu filho? O meu terreno aqui é grande, por que vocês não constroem aqui no fundo?” e Stefany achou a ideia sensacional… Só que Stefany também morando com Dona Jaci tem que ajudar ali nas contas da casa e Stefany falou: “Eu recebo aqui do meu bico 1.500 por mês, eu posso investir esses 1500… Então como é que a gente vai fazer? Porque aí também tem a questão do pedreiro, que pedreiro também não é barato, né? Além do pedreiro, tem o material…”

Durante dois anos Stefany — namorando esse cara — foi juntando o dinheiro desse bico aí pra poder levantar dois cômodos e um banheiro — do tamanho aqui da minha casa — pra poder morar com esse cara nos fundos da casa da mãe dele. Stefany pagou por tudo — sozinha — e ela estava super feliz, estava realmente muito feliz assim de ter feito do jeito dela, a casinha dela nos fundos da casa da sogra… A sogra até um amorzinho, uma querida. Casinha pronta, agora era mobiliar, né? Dona Jaci, que até então estava desgostosa: “Eu não tenho mais o que fazer, ela vai para lá mesmo, né?”, Dona Jaci ajudou ali a parcelar os móveis, porque a mãe do cara tinha o nome sujo e o cara ainda não trabalhava. — Então, veja, como é que você vai começar uma vida? Você levantou uma casa sozinha… E agora você vai pagar por todos os móveis sozinha… Somente para dizer: “Eu casei”? Sendo que o cara… A Stefany falou pra ele: “Então vamos pelo menos casar no cartório”, o cara falou: “Isso é besteira, não precisa disso, vem morar aqui, que é como se a gente já tivesse casado”. Quer dizer, o cara nem quis formalizar… Gente… Eu e a Janaína aqui, antes de eu começar a ser babá de gato, eu falei pra ela: “Mano, se precisar entregar panfleto na rua, eu vou. É trabalho”. É bico? É bico, mas pelo menos vou lá, 20, 30 reais, sei lá, sabe? É isso… O cara não está distribuindo um panfleto… Não tá. Se tivesse, sabe, falar: “Pô, o cara tá, sei lá, tá defendendo uns trocados pelo menos”, mas é nem isso… O cara não é capaz de distribuir um panfleto. —

A Stefany fez tudo, até os móveis ela e Dona Jaci, que agora já estava e se deu por vencida, fez tudo… Mudou pra lá, no fundo da casa da sogra. E aí começou o inferno… [efeito sonoro de trovões] Ainda bem a Stefany, por conselho de Dona Jaci, tinha separado a água e a luz, mas acontece que ela tá nos fundos da casa da sogra. Quando dava ali 06 horas da manhã a sogra queria que ela acordasse pra ajudar nas coisas da casa da sogra. Às vezes lavar uma calçada, às vezes lavar uma cozinha da sogra, às vezes fazer um mercado da sogra… — Stefany entrava no trabalho meio-dia… — A sogra, recebia muito parente na casa… Quando não cabia todos os parentes na casa da sogra, a sogra enfiava parentes que a Stefany nem conhecia na micro casa da Stefany. E não importava se a Stefany falava: “Ah, a gente vai perder a privacidade”, porque, gente, um quarto… A sogra falava: “Essa casa é minha, foi feita no meu terreno” e foi ficando insustentável morar na casa da sogra. 

Por outro lado, o cara — agora que estava morando com a Stefany — ele ia no banheiro e não dava descarga… Jogava o papel que ele limpava o próprio rabo fora do cesto, no chão do banheiro… — Papel cagado pelo chão do banheiro. — Comia as coisas e jogava pelo chão… Não limpava nada, não ajudava em nada… Não tomava banho todos os dias. Tirava bife pra fritar da geladeira e largava o bife em cima da pia até azedar, tirava de manhã — ele não trabalhava — e quando a Stefany chegava, dez, onze horas da noite, a bandeja de bife estava já cheirando mal em cima da pia. — Quem comprava o bife? Ela… O dinheiro dela jogado no lixo de comida, que ele deixava estragar, porque não era ele que comprava. — E quando ele via que estava dando errada a comida, ele ia lá e comia na mãe dele. A mãe dele vinha, pegava coisas da geladeira dela, tipo vidro de palmito, coisa mais cara… Roupa da Stefany? Sumia. Perfume da Stefany? Sumia. Stefany aguentou essa vida com o cara por quatro meses… — Quatro meses. —

E aí ela resolveu ir embora, só que aí a Stefany queria os praticamente 40 mil que ela gastou para construir aquela casa… — Sozinha… — E para provar? Por que o que a Stefany fez? Em vez do material de construção ela ter comprado no nome dela, ela ia dando dinheiro tanto para a sogra quanto para o namorado ir fazendo isso, porque ela trabalhava, então ela não tinha tempo de fazer isso. Pouca coisa da nota fiscal estava no nome dela. Mas, todos os móveis, todas as coisas, até pia de banheiro, vaso sanitário, pia de cozinha, tudo de dentro de casa ela levou. — [risos] Amei… — A caixa d’água a Stefany levou… — A caixa d’água… —  Levou a caixinha do correio, [risos] tudo que ela tinha nota fiscal a Stefany levou… — Vaso sanitário, levou tudo… — Porque ela procurou um advogado e ele falou: “Se você tiver nota fiscal, tem sim como a gente entrar na Justiça e pedir que ele que eles paguem para você a parte do que você gastou”, só que ela não tinha a nota… A maioria do material era dinheiro. E o advogado falou: “Eles vão alegar que você deu esse dinheiro para outra coisa, para aluguel, para viagem… A gente não vai ter como provar que esse dinheiro foi usado para material de construção. Então é mais complicado de provar, a gente pode até entrar nessa batalha, mas precisa ver se você quer e pode ser que não dê em nada, né?”.

A Stefany está pensando, não sabe ainda se vai entrar nessa guerra, porque falou que eles são baixos lá, assim, são baixos… E que só depois que ela foi morar com esse cara que ela realmente descobriu quem ele era. — Mas já dava indícios, né? Eu acho, gente, que a gente tem que começar a pensar assim: “Poxa, eu mereço o mínimo, sabe? Eu acho assim: “Poxa, eu trabalho, eu ganho R$1.500? Eu ganho R$1.500, então poxa, o cara ganha R$1.000? Tá bom então vamos nessa juntos. Eu com meus 1.500, o cara com os 1.000 dele, vamos batalhar juntos, sabe?” é uma coisa… Agora você com 1.500 e o cara com 0. Pra começar, eu não estou falando aqui de um relacionamento estável já, sabe? Um relacionamento já duradouro, que o cara perde o emprego ou a mulher perde o emprego, aí não… Aí você tem que dar uma força. Estou falando aqui de você começar, é difícil… Olha, a Stefany fez tudo… A pessoa construiu uma casa no terreno da sogra… E agora ela não tem como provar que ela construiu. Ela só levou as coisas que a nota fiscal estava no nome dela, inclusive a caixa d’água. [risos] Eu amei que ela levou a caixa d’agua. [risos] —

A conta de água estava no nome dela, precisou esvaziar a caixa d’água para levar, olha o tanto de água que perdeu. A água desperdiçada, o gasto que ela teve… Botou mais uma caixa d’água lá na casa dela — tudo bem, que aí agora acaba tendo uma água reserva, mas olha o gasto, gente… Em dois anos que ela ficou economizando para fazer essa casa, para começar essa casa, o cara não arrumou emprego. Não arrumou nem um bico… Não foi distribuir um panfleto. “Pô, toma aqui 20, 30 por dia aqui, ó… 150 reais por semana…  Não foi… Em dois anos que ela economizou… De final de semana lavando o cachorro o dia inteiro pra ganhar R$300 e economizar pra construir uma casa no terreno da sogra… Economizar por dois anos… O cara arranjou um bico em dois anos, não pegou uma bike e foi entregar uma comida. Nada… “Ah, mas você está falando para o cara pegar um trabalho precarizado?”, não, eu estou falando para ele pegar qualquer coisa, para ele ajudar a mulher que ele diz que ele ama, a levantar a casa para eles morarem juntos. — 

A Stefany escreveu para a gente para dizer: Vale a pena entrar com esse processo ou vai ser um desgaste? Porque ela tá, assim, acabada. Tá lá com outro vaso sanitário na casa dela, porque não tem onde por, não tem pra quem vender ainda, mas arrancou tudo da casa… Ela falou para o advogado, assim: “E se eu for lá e demolir a casa?”, o advogado falou: “Você não pode fazer isso, está no quintal da sua sogra, é dela lá, você não pode fazer isso”. O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Olá, Deia, olá, nãoinviabilizers, eu, aqui é a Isabela do Rio de Janeiro. Concorda com o advogado, eu também sou advogada. Infelizmente você não vai conseguir reaver esse dinheiro porque você não tem como provar que você que investiu na obra, na construção e nas coisas todas da casa. Então, infelizmente você vai ter que se conformar que perdeu essa grana. Você já pegou o que tinha dentro da casa, já levou e, infelizmente é isso que você vai conseguir. E que isso sirva de aprendizado para você, que quando um cara não trabalha, não está interessado em prover o próprio sustento, em construir o próprio futuro, ele não vai fazer isso por ninguém. Se ele não faz por ele, ele não vai fazer nem por você e nem por ninguém. Ele quer uma mulher como você, que trabalha, que corre atrás pra ele se escorar e ainda leva a chata da mãe junto. Portanto, meu bem, leva isso como aprendizado e a próxima relação que você tiver, pega alguém que esteja na mesma vibe que você de trabalhar e correr atrás, não cola em encostado, não, que é só dor de cabeça. Um beijo e fica bem. 

Assinante 2: Olá, pessoal do Não Inviabilize, aqui quem fala é Juliana, moro em Itabuna, no sul da Bahia. Será que vale a pena realmente colocar esse caso e judicializar esse caso? Mesmo com todos os avisos do advogado? Talvez seja o momento de parar e pensar um pouquinho em você, no que vai ser melhor para você, mesmo que essa situação toda tenha acabado dessa forma… Você passou muito tempo investindo em um relacionamento, não só dinheiro, como energia, como força de trabalho e espaço mental, né? Sonhar também ocupa espaço mental… Sozinha. Você faz por dois anos, trabalho por dois sozinha… Que tal agora canalizar um pouco dessa energia e do seu tempo e se dedicar para você? Fica bem e eu desejo que você faça o melhor para você. Um beijo.

[trilha]

Déia Freitas: Não esquece: Se você é PJ — pessoa jurídica —, faz trabalhos aí pra empresas internacionais e recebe em outra moeda que não o real, com o Wise Empresas você pode escolher receber pagamentos do exterior em mais de 40 moedas e sem pagar taxas excessivas de conversão. Wise Empresas é o primeiro e único provedor no Brasil a permitir que empresas gerenciem seus ganhos internacionais em várias moedas, tudo em uma só conta. Então, se você é PJ, tem uma empresa registrada no seu nome e quer ter aí a facilitar os seus pagamentos, os seus recebimentos em várias moedas, o Wise empresas é perfeita para você. — Abre agora a sua conta. — Wise Empresas, receba dinheiro sem perder dinheiro. Clica agora no link que eu deixei aqui na descrição do episódio para você tudo. — Um beijo, gente — valeu, Wise —, e eu volto em breve.

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]