título: gravidinha
data de publicação: 05/02/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #gravidinha
personagens: pamela, dona vanda e dona carmelita
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Hidrabene, a marca cor de rosinha que eu amo. O carnaval tá chegando, seja aí pra viajar ou mesmo pra pular nos bloquinhos, você não pode deixar os cuidados com a sua pele de fora. A sua bolsinha precisa de produtos práticos e funcionais, quando você pensar aí no que você vai levar, priorize itens que são fáceis de carregar, fáceis de reaplicar e que realmente façam a diferença ao longo do dia. A Hidrabene — que é uma mãe pra gente — criou o kit “Bloquinho da Bene”, pensando em produtos pra te acompanhar do início ao fim da folia. Tudo que você precisa pra curtir esse carnaval com praticidade, proteção e beleza.
O que tem no kit Bloquinho da Bene? Tem uma base de proteção solar 50 — ela é ideal pra você reaplicar aí durante todo dia —, tem um lipstick, tem um liptint, tem lenço umedecido, gente… — O lenço umedecido da Hidrabene é perfeito, é incrível, macio, gente… Cheiroso… Vocês não têm noção, ele é perfeito. — Ainda nesse kit tem: dry shampoo — amo a linha de cabelo, Hidrabene também arrasa —, tem uma água micelar e sérum facial hidratante multivitamínico. Acessa agora o site da Hidrabene: hidrabene.com.br e vai conhecer esse kit… — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio e fica comigo até o final porque tem cupom… — E hoje eu vou contar para vocês a história da Pamela. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Pamela mora sozinha desde que ela tinha 19 anos e foi progredindo. Então, primeiro ela alugou um quartinho, depois ela já conseguiu alugar uma kitnet. Agora, Pamela estava num apartamento de dois quartos que ela tinha alugado, todo mobiliadinho, todo bonitinho, trabalhando num emprego bom, vivendo aí a sua vida… Pamela sempre deu uma força pros amigos, pros parentes… Ela mora numa cidade grande: “Ah, Pamela, posso ir aí pra sua casa ficar um tempo? Até eu arrumar um emprego e tal”. Pamela sempre deixou claro: “Três meses eu posso te ajudar, você não precisa me pagar água, luz, nada, só se vira aí com a sua alimentação que eu acabo comendo na rua. Poxa, eu te dou essa força sim”, três meses cravado, Pamela falava: “Olha, acabou” e a pessoa se virava, saía ou voltava para a cidade dela. Pamela nunca teve problema. — Pamela, a pessoa que realmente é amiga dos amigos. —
Um dia, uma amiga de Pamela, lá da cidade dela, pediu essa força pra Pamela: “Olha, Pamela, eu queria ir pra aí, porque aqui na cidade não tá bom e tal, eu quero tentar uma vida nova”, Pamela falou: “Nossa, demorou… Pode vir, sem problema. Mesmo esquema, três meses e tal, depois você fica por sua conta, beleza?”, “Beleza”. — Elas sempre foram muito amigas e estudaram juntas, enfim, amigas mesmo. — A moça veio da cidade dela, que a gente pode chamar, sei lá, de Poneilópolis. Ela veio de Poneilópolis para a cidade grande ali, onde morava a Pâmela e, assim que ela chegou, ela já soltou a bomba. Por que ela saiu de Poneilópolis? Ela engravidou e mesmo nos tempos de hoje, a família dela não aceitava… A família dela estava botando ela na rua. Ela não teria para onde voltar e ela precisava dessa força da Pâmela. — Vocês concordam que o cenário mudou, né? Então não é uma pessoa que vai ficar três meses na sua casa e vai ter para onde ir depois. Não vai ter… E grávida ainda. —
Grávida de quem? Ela tinha três opções lá e ela não sabia, então só depois que nascesse ela ia conseguir aí intimar os três ali pra fazer um DNA ali pra saber quem era o pai. A moça já tava com uma barriguinha, terminando o primeiro trimestre, e Pâmela sabia que era bucha, gente… — Porque assim, como que você vai agora falar: “olha, você fica aqui até completar seis meses de gravidez e depois rua?”, né? Pamela: “Puts, eu vou ter que dar essa força pra ela, sei lá até quando. Sei lá até quando”. Ela conversou com essa moça e falou: “Olha, mas vamos combinar assim, eu não tenho como depois te abrigar com um bebê, são muitos gastos e tal… Vai vendo alguma tia sua que possa te abrigar porque tudo bem, eu fico com você aqui seis meses, até o bebê nascer, mas quando o bebê nascer, você tem que realmente procurar um outro lugar, eu não quero mudar toda a minha dinâmica com um bebê em casa, me desculpa… Mas eu vou te dar essa força”.
A moça entendeu, falou: “não, tudo bem”. Pamela sabia que agora era uma bucha pra ela, mas ela: “Pô, minha amiga, né? Vou seis meses, passa rápido… Vou realmente dar essa força pra ela”. Só que a moça não tinha dinheiro nem pra comer e ela tava grávida… — Lembrando que Pamela comia na rua. — Pamela passou a fazer compra pra casa, e aí Pamela falou pra ela: “olha, então eu não vou comer mais na rua e você faz a comida pra você e pra mim, porque aí eu levo marmita”. Comida da moça muito ruim, ou ela não se esforçava para fazer uma comida razoável e Pamela voltou a comer na rua. Então agora ela tinha dois gastos, ela tinha que alimentar a gravidinha e comer aí na rua… E a moça ainda tinha uma questão, ela tinha deixado um ex-namorado violento que perseguia ela, então a moça não podia postar coisas nas redes sociais… Era um caos.
O tempo foi passando, com quatro meses e meio de gestação, um dia a Pamela recebe uma ligação… A moça tinha passado mal e os vizinhos tinham ajudado ela a chegar até a UPA. O pessoal também ia trabalhar, deixaram ela lá na UPA: “Bom, vou ligar pra ela e tal, eu saio e vou lá buscar, né? Não posso deixar minha amiga sozinha passando mal, não sei como é que ela tá”. E aí a moça atendeu o telefone e falou: “Olha, eu tô terminando de tomar soro aqui e tal, vou fazer uns exames, mas fica tranquila, né? Só vou ver o que é e tal, e qualquer coisa eu te ligo e você vem me buscar”. Depois de umas quatro horas, já estava quase no horário da Pâmela sair, a moça falou: “Olha, eu já estou liberada, se você puder me buscar, porque eu estou com um descolamento de placenta, uma coisa assim, eu não posso andar, não posso fazer esforço, não posso fazer nada”.
Com quatro meses e meio de gravidez, a moça tinha que ficar a maior parte do tempo deitada, só podia levantar para tomar banho e ainda botaram uma cadeira no banheiro para ela poder sentar. — Então, olha o pepino… — Agora, Pamela tinha que gastar mandando comida para ela comer e a vizinha tinha que pegar e levar lá, porque a moça estava deitada. E a barriga crescendo, agora numa gravidez de risco… A moça começou a ter muito enjoo também, aí ela conseguia comer coisas específicas, tipo bisnaguinha com requeijão. — Ah, comia só risoto… [risos] Tá ficando caro… [risos] — Vizinha, Dona Vanda, também ajudava bastante, então ia lá, varria a casa, porque sabia que a Pamela estava trabalhando, né? Quando chegava o marmitex da moça, a Dona Vanda, aposentada, pegava o marmitex, subia, pegava lá o garfo para a moça, esperava a moça comer, recolhia o marmitex ali, lavava o copo, o garfo, deixava a casa arrumada… O único esforço que a moça tinha era realmente para tomar banho.
Ela passava o dia deitada, mexendo no celular e quando ela já tava com sete meses, ela pediu se a Pamela podia colocar a TV da sala no quarto dela. Pamela ia falar o quê, gente? A moça passa o dia inteiro deitada… Pâmela botou a TV da sala no quarto pra moça, então assim, a moça tava boneca. [risos] Pamela tinha 27 anos, a moça também tinha 27 anos. Moça com pânico do bebê nascer com 7 meses, agora que ela não fazia mais nada mesmo… 8 meses agora, barriga enorme. No outro mês já ia nascer, então assim: “Você vai pra onde? Pra casa de qual tia?”, “Vou pra casa da tia Lourdes”. Pamela não acreditou muito e falou: “Me dá o telefone da tia Lourdes, né? Quero falar com a tia Lourdes, pra ver se você vai realmente pra lá, não tô acreditando muito em você e nã nã nã” e a moça já começou a ficar nervosa, falou: “Depois eu te dou o telefone de tia Lurdes e tal”.
O tempo foi passando, ela não deu o telefone da tia Lourdes e chegamos aí aos nove meses… O parto estava marcado porque seria uma cesárea. Pamela pediu três dias lá no serviço dela, trabalhou antes para pagar esses dias antes de sair, porque tinha uma data certa da cesárea. Cesárea seria dia 8 de julho… — Então, Pamela ia ficar sem trabalhar dia 7, 8 e 9 de julho. — Quando foi no dia 5 de julho, Dona Vanda ligou desesperada pra Pâmela: “Poxa, adiantou, né? Vai ter que correr, fazer uma cesárea de emergência e tal, né?” e Dona Vanda estava ligando para falar que a moça não estava lá. Ela não estava no apartamento… E mais, as roupas dela, as coisas todas não estavam mais lá. Era um dia que Dona Vanda tinha hidroginástica… Provavelmente ela saiu com todas as coisas, não se sabe quem carregou as coisas pra ela, na hora da hidroginástica de Dona Vanda. Dona Vanda não estava no prédio… E ela tava com uma barriga muito grande, assim, não tinha como ela carregar as coisas, né?
Elas desesperadas atrás de notícia dessa moça grávida… — “Gravidinha”, como ela gostava de dizer, “tô gravidinha”. — Liga pra um, liga pra outro, a dona Vanda falou: “Eu vou ver aqui no prédio, se alguém viu, se alguém sabe… De repente, ela sei lá, caiu aqui, mas o estranho é que não tem mais nada dela aqui”. Dona Carmelita é uma senhora que mora no térreo e ela é considerada a fofoqueira do bairro. O que acontece ali, Dona Carmelita sabe. Dona Vanda perguntou no grupo do prédio e tal e dona Carmelita foi lá no apartamento de dona Vanda, falou: “olha, eu sei mais ou menos, mas assim, eu também estou preocupada”. O que Dona Carmelita disse? Pamela saiu de manhã, deu tchau para a amiga dela grávida. Quando foi ali pelas nove e meia, a moça com as malas, com todas as coisas, saiu do prédio. Dona Carmelita não via a moça há uns dias, só via quando ela saía para ir para a UPA, que ela pegava o carro de aplicativo ali na frente, ia se escorando em Dona Vanda, depois ia sozinha para a UPA.
Dona Carmelita viu a moça sair com todas as coisas, só que a moça saiu sem o bebê nos braços… E por que Dona Carmelita estava procurando o bebê? Porque a moça não estava com barriga, mas de manhã, oito horas da manhã, ela estava com barriga… Como que nove e pouco ela saiu sem barriga? Pois é… Ela provavelmente estava usando uma barriga falsa, porque assim, ah, teve o parto em casa sozinha entre oito e nove da manhã e saiu sem o bebê, cadê o bebê? Ela saiu sem o bebê e sem barriga… E Pamela viu a moça, sei lá, uma hora antes dela sair. — A moça mentiu que estava grávida? — As pessoas levavam comida na cama pra ela, faziam tudo por ela… A Pamela até o cabelo dela escovava. A moça inventou uma gravidez, enganou a Pamela, Dona Vanda… A única coisa que ela fazia sozinha era tomar banho, então provavelmente ela tirava a barriga pra tomar banho… Pâmela, depois de, assim, muito chocada, foi lembrando das coisas, tipo, ela grávida, de risco, trancava a porta do banheiro pra tomar banho e a Pâmela falava: “deixa a porta aberta, porque se você passar mal, como que eu vou te socorrer?” e mesmo assim a moça trancava a porta do banheiro.
Pamela pensou: “Pô, tímida, né?” e eu falei: “Pamela, mas você nunca, sei lá, pediu para passar a mão na barriga?”, e aí depois eu fiquei pensando: “eu também jamais pediria para passar a mão na barriga de uma moça grávida, nem se fosse minha amiga ou fazer carinho. Eu jamais faria isso também. Então não é uma coisa que seja comum, pelo menos eu não acho comum. Falar: “posso passar a mão na sua barriga? posso fazer carinho na sua barriga?”, eu jamais faria. Pamela também não fez e Dona Vanda também não fez… Pamela não tinha o telefone dos pais, precisou ligar para a mãe dela. Ela já tinha comentado com a mãe dela da gravidez e tinha pedido pra mãe dela não contar pra ninguém de Poneilópolis, porque senão ia se espalhar isso… E a mãe não contou. E aí ela mandou mensagem perguntando o que tinha acontecido, a mãe da moça respondeu: “Ué, não aconteceu nada… Ela foi aí para morar com você, para trabalhar, ela conversa com a gente sempre e agora ela disse que ela estava voltando, que não deu certo aí”.
Pamela contou tudo pra mãe da moça, a mãe da moça ficou incrédula. — Incrédula… — A sorte da Pamela é que ela sempre tirava foto com a moça ou elas jantando ali e tal, e a moça de barriga falsa, né? Barriga falsa. — Tanto moça quanto barriga… [risos] Falsas. — Mandou as fotos para a mãe da moça, quando a moça chegou lá, a mãe dela caiu matando em cima dela… A moça falou para a própria mãe que foi embora porque os pais estavam pressionando para ela trabalhar, porque ela já estava velha, precisava trabalhar e ela precisava espairecer, esfriar a cabeça. E aí ela inventou uma mentira, uma gravidez de risco para ficar na casa da Pamela de boa, gente… Comendo, bebendo, Pamela gastando. A família da moça, pobre, não teria como ressarcir nada da Pamela e a Pamela falou: “também não é responsabilidade deles, né? Eu que falei que ia fazer”. A mãe da moça pediu desculpa pra Pamela, chorou até… Falou que ia obrigar a moça a falar com ela, pedir desculpa, mas a moça bloqueou a Pamela em tudo e nunca mais falou com a Pamela.
Pamela mandou as fotos pra mãe e falou: “Mãe, pode espalhar na cidade”. [risos] Poneilópolis inteira ficou sabendo do golpe, começaram a chamá-la de “fulana golpista”, “fulana de Taubaté”, nunca existiu uma tia Lourdes… Depois de um tempo, a moça não aguentou o rojão, porque Poneilópolis, ela estava falada por causa disso em Poneilópolis e ela se mudou, assim… A mãe da Pamela não sabe pra onde. E aí a Pamela: “Eu vou aproveitar essa desculpa pra nunca mais dar abrigo pra ninguém”. Quando às vezes alguém pede, ela fala: “Olha, depois do que eu passei com a fulana, eu não hospedo mais ninguém na minha casa”. Pelo menos serviu pra isso, né? E ela falava: [voz afina] “ai, tô gravidinha, quero bisnaquinha com requeijão”. [risos] Ela estava grávida de um pacote de binasguinha e um maço de cigarro. [risos] Por que tinha isso, depois descobriram ali no prédio que ela também fumava escondido. [risos]
E aí, assim, agora, se você vai hospedar alguém que tá grávida, você precisa pelo menos dar uma olhadinha na barriga? Não dá, gente… É uma coisa muito íntima, você não pode pedir, né? Então, não acho que Pamela errou, não… Ela foi amiga dos amigos, como ela sempre foi e ia dar uma força com prazo, até o bebê nascer, só que o pacote de bisnaguinha não nasceu. [risos] O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é Vitória, de Boa Vista, Roraima. Pamela, eu sinto muito que você tenha passado por essa situação… Às vezes a gente estende a mão pro outro, mas não espera que vá ser retribuído de forma tão ingrata, tão injusta, né? Não que a gente tenha que prestar algum tipo de solidariedade esperando algo em troca, mas é muito ruim ajudar alguém e receber de volta ingratidão. Eu espero que ela se sinta envergonhada disso, sabe? Apesar de que é muito feio que ela não tenha nem se dado ao trabalho de te mandar uma mensagem pedindo desculpas, né? Enfim, eu espero que ela mude como pessoa, que ela melhore e que você não fique traumatizada com essa situação e se sinta impedida de confiar novamente nas pessoas, tá bom? Um beijo.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Larissa de Maceió. Pamela do céu, eu tô passada, chocada… Minha gente, como é que pode você enganar outra pessoa descaradamente embaixo do mesmo teto? Eu já ouvi muitas histórias e essa eu acho que foi a que mais me pegou. A gente não pode hoje em dia nem ajudar um amigo, mesmo que você esteja numa condiçãozinha melhor para ajudar o outro, a gente não consegue mais. Cada dia mais é a gente vivendo desconfiando dos outros. Então, Pamela, boa sorte… Foi ótimo também, né? A gente tem que olhar o lado bom, você vai fechar essa parte aí, né? Infelizmente, até pra poder se proteger, né? De certas situações. E, graças a Deus, essa moça não tava grávida, imagina só o trabalho que você ia ter? É isso, beijo.
[trilha]Déia Freitas: Cuide da sua pele mesmo durante o carnaval com os produtinhos incríveis, práticos e funcionais que a Hidrabene separou no kit Bloquinho da Bene. Sua pele linda e bem cuidada com praticidade, proteção e beleza a qualquer momento… E usando o nosso cupom exclusivo: “PONEIBENE15” — tudo junto, maiúsculo, 15 em numeral —, você ganha 15% de desconto no kit Bloquinho da Bene. — Hidrabene, te amo… Valeu pela parceria. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]

