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título: justina
data de publicação: 06/11/2025
quadro: luz acesa
hashtag: #justina
personagens: dona justina e cleidinha

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Shhhh… Luz Acesa, história de dar medo. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para um Luz Acesa. E hoje eu vou contar para vocês a história da Cleidinha e da Dona Justina. Então, vamos lá, vamos de história.

[trilha]

Cleidinha tinha ali seus 16 para 17 anos e começou a trabalhar numa padaria. Ela morava só com o pai, o Seu João. Nessa época, a mãe da Cleidinha já tinha morrido, Seu João estava conhecendo uma mulher, mais ou menos ali da idade dele — que a gente pode chamar de “Maria” — e Cleidinha: “Bom, vou começar a trabalhar na padaria e meio que seguir minha vida também, né? Também quero casar, ter uma família e assim meu pai pode casar com a Maria e viver a vida dele”. Cleidinha ali conhecia muita gente… Um dia, entrou um rapaz ali para tomar um café, ela gostou do rapaz, o rapaz gostou dela, eles começaram a conversar, pintou ali um clima… Era uma época que você tinha que pedir para namorar, então lá foi o cara pedir para o pai da Cleidinha, o Seu João, Cleidinha em namoro.

Começaram um namoro totalmente recatado e o cara falou: “Eu preciso muito te apresentar minha mãe, ela vai fazer um almoço pra gente e a gente vai lá na casa dela. Eu moro com ela e tal, só mora eu e minha mãe, ela quer muito te conhecer” e lá foi Cleidinha conhecer a mãe do seu namorado… Chegando lá, Cleidinha conheceu Dona Justina… Pensa numa mulher querida, numa senhora, assim, encantadora. Essa era Dona Justina… Recebeu Cleidinha super bem, era uma casa boa, mas num terreno que era um terreno da prefeitura que tinha sido invadido, mas tinha sido planejado, assim, construído bem, né? — Então, era um terreno de invasão, mas assim, casa boa e tal.  — Cleidinha amou Dona Justina e Dona Justina amou Cleidinha. E a partir daí, agora Cleidinha passava praticamente todo dia para levar pãozinho para Dona Justina, porque Cleidinha trabalhava na padaria. Então, ela ganhava alguns pães, né? 

Ela levava pãozinho para Dona Justina, Dona Justina esperava ela com café e elas tomavam café. E ela tinha um namoro com o filho de Dona Justina, mas assim, protagonismo total Cleidinha e Dona Justina, assim, muito amigas… Parecia mãe e filha. Dona Justina fazia muito gosto desse casamento, né? Do filho dela com Cleidinha, muito gosto. O tempo foi passando, o namoro ali, depois de um ano, ia evoluir realmente para um casamento e foi marcada aí uma data. A partir daí, Seu João, pai de Cleidinha, começou a juntar dinheiro para fazer uma festinha para a filha e para comprar o vestido da filha, né? De casamento ali, ia casar na igreja católica… O seu João falou: “não, esse ano eu vou me esforçar, eu vou te dar uma festinha, uma coisa simples, mas quero te dar essa festinha e o vestido. Isso aí é por minha conta”. Dona Justina falou: “olha, eu também posso fazer uns doces e tal, né?”.

O dono lá da padaria, o português, falou: “não, a gente também pode levar uns enroladinhos, umas coisas”, enfim, ia ser uma festa ali meio comunitária, mas uma festa boa. O filho da Dona Justina já trabalhava numa repartição pública, já tinha conseguido comprar um carrinho. — Meio velho, mas um carrinho, né? Era uma época em que, para comprar um carro, era mais difícil, mas ele tinha feito uns rolos lá, ele tinha um carrinho. — Ele falou: “Bom, vou alugar uma casa e a gente vai com o básico para esse casamento”. O tempo foi passando e este noivo foi pressionando Cleidinha para que ela perdesse a virgindade antes do casamento. Cleidinha não queria, queria casar a virgem… Mas um dia ela acabou cedendo aos pedidos do noivo e acabou transando com ele antes do casamento. Na hora, Cleidinha se arrependeu e, no dia seguinte, quando ela foi levar pãozinho para a Dona Justina, ela contou, começou a chorar e a Dona Justina falou: “não, tudo bem, vocês já vão casar, não tem problema”, consolou ali Cleidinha.

O tempo foi passando, o casamento foi chegando, preocupação da Dona Justina era se a Cleidinha tinha engravidado, mas não engravidou e ela falou:’ então você não vai fazer de novo, você vai esperar agora o casamento, né?”. Na semana do casamento, Dona Justina estava completamente diferente com Cleidinha. Dona Justina estava chorosa, cabisbaixa, estava mal… Cleidinha não entendia, porque assim, ela fez tanto gosto daquele casamento, por que que agora ela estava desse jeito? No dia ali de arrumar Cleidinha, Dona Justina que foi, né? Ajeitar vestido, essas coisas, porque ela era praticamente como mãe agora de Cleidinha. Dona Justina chorou muito e Cleidinha falava: “Dona Justina, por que que você está chorando desse jeito? A senhora é minha vida, não quero ver a senhora triste”. No casamento do próprio filho, Dona Justina estava triste… O casamento passou, a casa deles tinha pouquíssimas coisas e eles não iam viajar, não iam fazer nada. 

No dia seguinte do casamento, quando o filho saiu para trabalhar — Cleidinha ganhou do português ali uma semana —, Dona Justina foi na casa dela. — Tinha acontecido a festa do casamento, deu tudo certo assim, né? — Dona Justina estava com uma cara péssima. Cleidinha pensou: “Dona Justina está doente, alguma coisa só pode ser isso, alguma notícia ruim, né?” e Dona Justina falou: “filha, senta que eu tenho uma coisa pra te contar”. Dez dias antes do casamento, Dona Justina saiu até a casa de uma irmã dela, que é em outra cidade — buscar a irmã dela pra vir no casamento — e chegou lá, a irmã dela tava com um problema na perna e falou: “olha, eu não vou tão já, pode deixar que eu vou depois” e Dona Justina não quis dormir lá e voltou… E ela pegou o filho com uma prima na cama. — Então, ela pegou uma traição do próprio filho com uma prima deles ali, né? Prima do filho, sobrinha de Dona Justina, na cama. Então, assim, era uma tristeza tripla pra Dona Justina. Primeiro, a sobrinha, né? Era uma época que você falava: “ah, se perdeu”, a sobrinha se perdeu… Se perdeu com o filho dela que estava traindo Cleidinha. Então, assim, tristeza pelo caráter, mau caráter do filho. E tristeza por Cleidinha. —

Dona Justina pensou: “Se eu contar pra Cleidinha agora, a Cleidinha também já se perdeu com o meu filho… Então, é melhor ela casar e eu conto depois pra ela”. Dona Justina tinha apertado o filho e o filho tinha falado que a prima estava grávida dele. — Então, olha que situação… Ela não queria deixar Cleidinha difamada, que namorou muito tempo, transou… — “Se bem conheço, Cleidinha, ela não vai querer continuar com meu filho e meu filho aí pode assumir a minha sobrinha, que é prima dele, com a criança que vai nascer”. Cleidinha chorou muito e realmente Cleidinha não queria ficar mais com o filho… — Ainda mais que ele ia  ter um filho já com outra mulher. — No casamento, Cleidinha sentiu falta daquela prima dele, Cleidinha nunca desconfiou de nada. Ela não tinha mais casa pra voltar porque seu João já tinha ido morar na casa da nova mulher, e aí Dona Justina falou: “Não, você vem morar comigo, você vai morar comigo. E aí, a gente vê como é que faz o desquite e tal… É melhor ser desquitada do que ser largada impura”, era uma outra época… “E ele bote a minha sobrinha pra morar com ele, né? Em pecado, até vocês conseguirem se separar e tal, mas ele não vai casar na igreja”, enfim, uma tristeza ali pra Dona Justina. — Na época era assim. —

Cleidinha arrasada, envergonhada, chegou na padaria e contou, todo mundo ficou chocado, mas ela recebeu muito apoio. Mudar pra casa da Dona Justina foi, assim, o céu pra Cleidinha. Dona Justina proibiu o próprio filho e a sobrinha de irem lá, porque agora ali era a casa de Cleidinha. Quando Dona Justina queria ver o filho, ela ia na casa do filho — que era a casa que ele alugou pra morar com Cleidinha, mas agora ele já tava com a prima lá dentro — e pra Cleidinha tava o céu morar com a Dona Justina, mas ela percebia que Dona Justina ainda tava tristonha. E aí, um dia ela falou: “Dona Justina, a senhora tá triste porque eu tô morando aqui? Eu posso ir pra uma pensão e tal de moças” e ela falou: “Não, filha… Eu preciso te falar uma coisa. Quando eu descobri a traição do meu filho com você e tal, eu comecei a sonhar com a minha mãe… Minha mãe morreu faz muito tempo e pedi conselho pra minha mãe, que eu não sabia o que eu tinha que fazer. E, no sonho, a minha mãe me falou: “deixa ele casar, que tudo vai se ajeitar””. Dona Justina não conseguia entender e, a partir daí, ela começou a sonhar com a mãe dela, até o dia que ela estava passando um café na cozinha e ela virou e a mãe dela estava sentada na cadeira ali da mesa da cozinha.

E a mãe dela falou: “Olha, você precisa ser forte, porque muito em breve o Fulano e a Fulana vão estar comigo”, Dona Justina já tinha contado para a mãe dela no sonho que a sobrinha, que foi a que traiu a Cleidinha também, porque ela era a prima do cara e conhecia a Cleidinha, né? Ela falou: “mãe, a fulana está grávida, eu vou ser avó” e ela virou e falou: “Justina, minha filha, você nunca vai ser avó”. Antes de contar, que ia recolher o filho e tal… Então ela ficou pensando: “será que a minha sobrinha saiu com outro e esse filho não é do meu filho?”, na época, ela não entendeu, mas depois que a mãe apareceu pra ela ali na cozinha e falou que ia levar os dois, que os dois estariam com ela, né? Dali a pouco tempo, ela entendeu que aquela gravidez não ia vingar, né? “Não sei como que vai acontecer, mas eu acredito muito na minha mãe e vai acontecer… Eu vou perder meu filho, eu sei que ele é um mau caráter, mas eu vou perder meu filho”. Cleidinha falou: “Não, imagina, que isso…”. Quando o Cleidinha foi pra casa de Dona Justina, Dona Justina falou: “Nem vai ver isso de desquite ainda, vamos esperar”.

Cleidinha não sabia esperar o que, né? O tempo foi passando… Uns três meses depois, os dois indo pra uma viagem no litoral, tipo, sei lá, uma mini lua de mel, né? O filho dela e a sobrinha, eles sofreram um acidente na serra e os dois morreram. [música de tensão] Dona Justina que ficou muito abalada, mas ela já sabia, ela estava preparada. No velório do filho e da sobrinha, que foi o velório junto, assim, né? Ela viu a mãe, ela não viu o próprio filho, não viu a sobrinha, mas viu a mãe dela no velório dos dois ali com uma cara assim, em paz, sabe? Dona Justina enterrou ali o próprio filho, muito triste, mas assim, conformada. A partir daí, Dona Justina tinha uma meta: Agora a Cleidinha era viúva, então pra Cleidinha [risos] estava ótimo… Estava ótimo porque até na igreja podia casar de novo, Cleidinha tava zerada. [risos] Tava zero bala, tava ótimo pra Cleidinha, né? Ela queria que Cleidinha arrumasse um bom rapaz e casasse. — Agora ela viúva, o céu era o limite. —

Paralelo a isso, a prefeitura resolveu regularizar aquele terreno da invasão… Eles iam fazer uma proposta ali de pagamento simbólico, porque fazia muitos anos que aquelas famílias estavam lá e, quando passou pra fazer o cadastro, Dona Justina falou: “Filha, nós vamos fazer o cadastro no seu nome” e Cleidinha falou: “Não, Dona Justina, essa casa é sua” e ela falou: “Não, a gente vai fazer o cadastro no seu nome, essa casa aqui vai ser sua”. Assim foi feito, a casa de todo mundo ali foi regularizada, e Cleidinha, do nada, agora estava viúva com casa. — E uma coisa que eu esqueci de falar, na época que eles se separaram, Dona Justina fez o filho vender o próprio carro e devolver o dinheiro da festa e do vestido para o Seu João… E tinha sobrado um dinheirinho que o filho falou: “Guarda, mãe, esse dinheiro pra mim, quando eu precisar, vai nascer meu filho e tal, eu pego de volta”. Então agora ela tinha esse dinheirinho, estava com uma casa, porque depois que o filho morreu, Dona Justina deu esse dinheiro pra Cleidinha, e viúva… Estava ótima a Cleidinha. 

Dona Justina ela queria arranjar um marido para a Cleidinha. — Bom, né? Um cara decente. — Cleidinha não entendia porque ela falava: “Dona Justina, a nossa vida, nós duas aqui está ótimo… Não estou pensando em homem agora, estou viúva. Está tudo bem”, mas Dona Justina tinha uma urgência. Um ano da morte do filho, Dona Justina, infelizmente, faleceu… Ela simplesmente não acordou. E ela acordava cedo pra fazer café pra Cleidinha e tal pra Cleidinha ir pra padaria e, um dia a Cleidinha acordou, viu que ela não acordou, foi lá no quarto dela, ela estava deitada… “Bom, acho que ela quer dormir até mais tarde, né?”, foi, arrumou as coisas… Quando ela ia sair pra padaria, ela falou: “Não, gente… Eu vou acordar, né? A Dona Justina, falar que eu tô indo”, que ela botou a mão, Dona Justina já tava gelada. Foi um baque na vida de Cleidinha. Cleidinha falou pra mim: “Andréia, eu acho que minha ligação com Dona Justina era de alma, assim, ela era minha mãe de alma. Eu fiquei realmente muito, muito, muito mal.” 

No velório ali de Dona Justina, Cleidinha tava acabada, acabada… Ela ouviu de uma dessas irmãs ali de Dona Justina, que Dona Justina tinha contado pra essa tia que a mãe, quando veio contar do filho, contou que dali um tempo Dona Justina também seria recolhida, que era pra Dona Justina organizar as coisas dela em terra, porque ela também iria embora. — Então, por isso, que ela botou a casa no nome da Cleidinha, deu o dinheiro pra Cleidinha e tal… E tava angustiada porque ela queria, antes de partir, que Cleidinha não ficasse sozinha. Só que não deu tempo. — Cleidinha passou dois anos, assim, de luto, tenebrosa… Ela não conseguia entrar no quarto da Dona Justina, ficava cheirando as roupas da Dona Justina, chorava muito, muito, assim, ela ficou muito mal por causa da Dona Justina. Até o dia que Dona Justina apareceu para Cleidinha e falou: “Cleidinha, você precisa me dar paz… Você precisa me deixar aí. Toda vez que você chora e me chama, eu sinto dor, eu não fico bem”. Cleidinha ficou muito assustada, não podia ser um sonho lúcido, assim, ela estava no meio de uma tarde de sábado, limpando a casa, e aí ela falou: “Bom, eu prometo que eu não vou mais fazer isso”.

A partir dali, ela começou a rezar muito por Dona Justina e não mais ficar chamando, sabe? Lamentando. Resolveu dar as roupas para ela, limpou as coisas do quarto, deu o colchão, deu tudo… — Até o colchão onde Dona Justina tinha falecido, ela não conseguia dar, né? — Fez tudo, deixou o quarto, assim, sem nada, sem imóveis, sem nada… Cleidinha já era gerente lá da padaria onde ela trabalhava — vamos dizer aí: A Pônei Pães —, um dia Cleidinha está lá, quando um funcionário ali do balcão falou: “ó, o representante de refrigerantes chegou aí, o Ricardo”. — Já tinha passado, sei lá, uns cinco anos do falecimento de Dona Justina. — Assim que Cleidinha viu o Ricardo, o coração dela bateu, assim, muito forte…  “Ah, besteira”. Conversou ali sobre os refrigerantes, sobre as coisas ali que ele fazia representação, que ia botar na padaria e nã nã nã, conversaram sobre trabalho e o Ricardo foi embora. Ricardo foi lá mais umas duas vezes, Cleidinha realmente tinha um interesse nele, mas assim, sabe quando você não abre o seu coração? 

Uma rotina que Cleidinha tinha com Dona Justina: À noite, Dona Justina pegava do quintal ali capim—limão e fazia chá pra elas tomarem chá ali, elas tomavam toda noite. Cleidinha continuou fazendo, mas isso machucava demais Cleidinha e ela parou. De uns tempos pra cá, Cleidinha tinha voltado a ter vontade de tomar esse chá à noite, né? De capim—limão e tal. Tinha capim—limão no quintal, ela começou a pegar e fazer o chá. Um dia, Ricardo chegou com um maço enorme de capim—limão na mão e ela ficou olhando pra ele e falou: “Mas por que você tá me dando capim—limão?”, “Eu tava num outro cliente meu, numa outra padaria e chegou uma senhora com um maço de capim—limão, me entregou e falou que era pra trazer pra você, que era pra mandar lembrança pra você e falou que o nome dela era Justina”. — Ai, gente, eu chorei, desculpa… Dona Justina, não entendo isso, como que ela conseguiu se materializar, pegar um maço de capim—limão, entregar pro Ricardo entregar pra Cleidinha? — Cleidinha, na hora, caiu aos prantos com aquele capim—limão nos braços, né? Ali… O Ricardo ficou muito assustado porque falou: “o que eu fiz?”, e aí o pessoal ali da padaria contou pra ele.

Ele ficou muito assustado porque ele falou: “Não, a senhora que eu vi era uma senhora viva… Era uma senhora”. Ainda aos prantos, Cleidinha pegou uma foto que ela tinha na carteira da Dona Justina e ele falou: “Foi essa senhora, mas ela estava viva”. E aí eles falaram: “Não estava… Não estava viva”. Ele falou até a roupa que ela estava, e era a roupa que ela tinha sido enterrada. Cleidinha chorou muito, o Ricardo foi embora meio desesperado, meio chateado, porque falou: “Puts, pisei na bola, né?”. Ali, Cleidinha entendeu que era um sinal da Dona Justina e ela abriu o coração ali e começou a namorar Ricardo. Cleidinha namorou o Ricardo… Nessa época, o pai dela, o Seu João, já tinha falecido. Ela entrou na igreja sozinha… — Ela casou na igreja, estava viúva, né? —

Ricardo estava lá no altar e, quando ela olhou no altar, [voz embargada] ela viu Dona Justina, bonitinha, de vestidinho azul, assim, lá no altar. Cleidinha se casou com o Ricardo, foi só cerimônia ali, não teve festa, nada, né? Ela entrou na igreja chorando já, quando ela viu Dona Justina sorridente, assim, feliz… E ela resolveu que ela não ia jogar o buquê. Ela levou o buquê no cemitério e deixou pra Dona Justina ali, que era um sonho da dona Justina, que ela arranjasse alguém e ta, e formasse uma família. E assim foi, assim.. Já tem quase 30 anos que Cleidinha está casada com o Ricardo e eles são felizes e tal. Eles têm dois filhos. No nascimento dos dois filhos, Dona Justina veio. Ela estava do lado da Cleidinha ali na hora do parto…

— Então, realmente, né? Se isso realmente existe, existe uma ligação entre Cleidinha e Dona Justina. Eu achei muito linda essa história, desculpa chorar, que eu sou muito chorona. — E é isso, gente, essa é a história da Cleidinha… O que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Michelle de Toronto. Dona Justina, traz pra gente uma lição de amor, cuidado, lealdade, que transcende a vida terrena. Dona Justina foi um anjo na vida da Cleidinha em vida, fez questão de estar na vida da Cleidinha nos momentos importantes, né? Quando ela se casou, quando ela teve filho… Eu me emocionei ouvindo a história, eu tô emocionada, tô muito tocada, tô muito movida. Cleidinha, que bom que você teve uma Dona Justina na sua vida e eu espero que muitas outras pessoas tenham várias outras Justinas para cuidar, ter amor, com todo esse carinho e lealdade. Um beijo para todo mundo, eu amei essa história, eu acho que todo mundo ama essa história. Todo mundo que ouviu vai amar. E, de verdade, é uma das melhores histórias. Beijo, tchau. 

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Débora, do Rio Grande do Norte. Fiquei me perguntando se essa história não devia estar no Amor das Redes, porque que coisa mais linda. E essa é aquela história que faz a gente passar por todo o ciclo das emoções, a gente sonha, a gente se decepciona, fica com raiva, se encanta, chora e termina com o coração quentinho… Muita gente acha que o mundo dos espíritos só tem assombração, mas tem muita coisa linda. Há muita gente boa próxima a gente, a Dona Justina é um dos maiores exemplos. A gente vem com o nosso karma pra reparar nossas relações, mas a gente também vem acompanhado de grandes amores. E, com certeza, a Dona Justina já lhe era muito especial de muito antes. Um beijo e obrigada por sua história. 

[trilha]

Déia Freitas: Comentem lá no nosso grupo do Telegram. — Bom, não vou nem falar “Deus me livre” [risos] dessa vez, porque achei a história muito bonita… — Um beijo e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Luz Acesa é um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]