título: lar
data de publicação: 29/01/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #lar
personagens: sheila
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Petlove. Cuidar, proteger e vacinar seu pet é a sua obrigação enquanto tutor responsável e a Petlove te ajuda nisso, gente, com o plano de saúde Petlove. Na Petlove você encontra tudo o que os pets precisam e o mais importante: o bem-estar e a felicidade do seu pet é a prioridade da Petlove. A saúde dos nossos bichinhos é muito importante pra você que é apaixonada por eles. — Eu assim, gente, eu morro pelos meus bichos. — Os planos de saúde da Petlove garantem cobertura completa dos cuidados que seu pet precisa a partir de um valor acessível por mês.
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[trilha]Sheila trabalhando aí numa multinacional tinha conseguido alugar um bom apartamento, mobiliou do jeitinho que ela queria e foi ali subindo… Conseguiu subir ali dois cargos. — Demorou? Demorou… — Com seu apartamento alugado, com uma previsão lá na frente da entrada no apartamento dela, com essas promoções que ela teve, Sheila tava boneca. O tempo passou e um dia, na empresa, Sheila viu um cara… Era um cara que ela nunca tinha visto ali, muito interessante, atraente, mais velho que ela, assim, bonitão e todas as pessoas ali do setor estavam alvoroçadas… E aquele seria o novo diretor de marketing. Ele ia impactar diretamente na área da Sheila ali, Sheila com seus 37 anos, esse cara, 50 anos, então assim, uma idade boa ali entre os dois… Sheila começou a trabalhar com este chefe. Ele era um pouco tímido, demorou pra se enturmar ali com as pessoas da equipe — do time, né? Como eles gostam de chamar. “oi, time” —, mas Sheila tinha um interesse nele. O zum zum zum da empresa dizia o quê? Aquele diretor de marketing era o quê? Casado…
E aí aqui eu divido o mundo em duas situações: Se você é uma garota de 20 anos apaixonada e depois você descobre que o cara é casado, eu entendo, entendo que é mais difícil você sair dessa relação, porque você não tem nenhuma bagagem quase emocional com 20 anos. Mas você com 37 anos, sem ter absolutamente nada ainda com esse cara, sabendo ali que ele é um cara casado, o que você faz? Automaticamente aquele cara vira pra você um peso de papel… É assim que eu penso. Sheila ficou intrigada, o cara não tinha uma aliança, o cara não colocou na mesa dele uma foto de família, nada… E nisso ela foi tendo mais contato com ele e alguns assuntos mais pessoais surgiram. Este cara disse que ele estava em processo de separação. — Se você Ganhasse um real para cada homem que diz que estava se separando, que a relação não está boa, que ele já não dorme no mesmo quarto que a mulher, quantos bilhões de dólares você teria? Muito, né? —
Sheila: “Poxa, coitado, tá passando por uma situação difícil em casa com a esposa que não quer dar a separação pra ele, mas ele já está em outro quarto. Que vida difícil deste homem”. Pode ser que isso fosse verdade? 0,5%? Podia ser, meio por cento… Mas Sheila acreditou ali no diretor de marketing, tímido, fofinho, que estava sofrendo muito porque ele queria separação e a esposa não dava, tinha questão de divisão de bens e ele sofria… Nesse momento, Sheila: “Bom, eu vou acolher esse homem, vou dar o meu ombro amigo para esse homem”. Nessa convivência, Sheila foi descobrindo um afeto por este homem sofredor. Casado sofredor… E saiu com ele a primeira vez. Foi incrível, porque segundo ele — segundo ele —, ele estava sem transar com a própria esposa há cinco anos. — Então, mais uma vez… Quantos reais, dólares, você teria na sua conta se você ganhasse um dólar ou um real a cada homem que diz que não transa mais com a esposa e nã nã nã?”. Sheila acreditou…
O tanto de mulher que acredita, mas ainda assim, eu pergunto: não é mais fácil você falar para o cara: “então vai lá, se separa, quando você passar essa questão da separação você vem”. A partir daí, surgiu um romance entre diretor de marketing e sua subordinada, Sheila. O tempo foi passando e o que você quer no relacionamento? Você quer poder assumir, você quer poder estar com a pessoa amada no momento que você quisesse e ele não podia. Primeiro porque ele tinha filhos, ele tinha esposa, mesmo que ele quisesse a separação, este pobre homem, coitado, sofredor, não conseguia, porque a esposa dele, uma bruxa má, não dava essa separação… Tudo muito triste, né, Sheila? Sheila continuou nesse relacionamento, dando tudo que ela tinha, assim, de afeto pra este cara, né? Pra suprir esse sofrimento dele, essa essa angústia, né? Desse homem… Ele não ia a motel, essas coisas.
Sheila alugou um apartamento muito bom em Santo André… A distância de carro entre Santo André e São Paulo é por baixo uma hora e meia…. Se um carro quebrar, passa para duas horas. Então, ficava difícil para ele, porque tinha toda essa locomoção e tal. O que este homem falou? “Sheila, amor da minha vida, você sabe que a gente vai se casar um dia, eu quero ter essa vida com você. Eu quero ter filhos com você”, Sheila com 37 anos, então assim, tinha que dar uma corridinha, “eu quero tudo com você, Sheila, vamos fazer o seguinte? Eu tenho um apartamentinho perto do trabalho”. Sheila, classe média ali, vivendo a vida, classe trabalhadora… Ele também classe trabalhadora, só que um padrão muito superior. — E aí eu fiquei sem entender, porque assim, se ele mora num bairro muito bom, que dá, sei lá, uns 20 minutos da empresa, por que ele tem um apartamentinho perto da empresa? Para que seria esse apartamentinho? E se ele estava chegando ali agora como diretor de marketing, ele já tinha esse apartamentinho? Ele alugou esse apartamentinho? Ele comprou esse apartamentinho? Enfim. —
E aí ele propôs isso pra Sheila: “Você paga aluguel aqui, no meu apartamentinho, que já tá mobiliado, montado, lindão, você vai poder ter uma vida melhor, assim, mais qualidade de vida, você tá 10 minutos do trabalho a pé”. Olha que beleza… “E eu vou poder ir lá toda hora… Uma hora extra que eu falo o que eu tô fazendo, eu tô lá com você”. Nesse ponto, Sheila já estava pressionando o cara para ele separar, mas ele dizia que a mulher, a bruxa má da esposa dele, não permitia. Sheila, apaixonada: “Fico aqui no meu apartamento alugado, que é um apartamento bom, espaçoso, com todas as coisas que eu comprei ou faço um bazar, vendo meus eletrodomésticos, meus móveis, minhas coisas e me mudo pro apartamentinho do meu amor?”. Sheila escolheu ir para o lar de seu amor. Então agora a Sheila passaria a morar no apartamentinho do cara. Sheila vendeu tudo: TV, fogão, geladeira… — E a gente sabe, gente, é muito difícil você conseguir comprar geladeira de inox e, depois, a hora que você quer vender, o povo não quer pagar o que você pagou e depois pra você comprar outra, não é fácil.. Mas o cara tinha lá uma geladeira de inox. Era de Sheila? Não, mas ela vendeu a geladeira dela de inox. Isso pra mim é um símbolo, tá? De ascensão social. —
Nessa altura do campeonato, Sheila mentia para a família, porque ele queria conhecer a família de Sheila? Ele não podia… Segundo ele, como que um cara ainda com status de casado, mesmo sem dormir no mesmo quarto, sem transar com a esposa, vai olhar nos olhos dos pais de Sheila? Da família de Sheila? A Sheila tinha que ficar inventando desculpas, inventando coisa. As amigas chegam a um ponto que você não aguenta mais, que você fala: “Escuta, sua burra… Esse cara tá te enrolando”, e aí você faz o quê? Você briga com as suas amigas pelo seu amor. Sheila rompeu com suas melhores amigas e mentia para a família, ela falou: “Andréia, quando eu escrevi o e—mail para você, eu fui lendo e falei: ‘meu Deus do céu, como que eu não via?'” e você não vê porque você está inserido naquela história, você está mergulhado naquela lama e você não consegue enxergar.
Ao mesmo tempo, tinha dia que ele até chorava — saía o quê? Lágrimas — porque ele estava sofrendo, ele queria o amor da vida dele, que era Sheila, não podia… Olha que vida tristinha… Sheila ficou dois anos no apartamentinho, totalmente escondida, ninguém do trabalho sabia, as amigas ela já tinha rompido com as amigas, né? A família nem sabia, mal sabia que Sheila tinha alguém, mas era um relacionamento sério, o cara vira e mexe estava lá no apartamentinho dele, né? E a Sheila disse que sempre tinha esse sofrimento… Ele sofria muito, um sofredor por estar nessa situação. Este homem saiu do trabalho na sexta—feira, ficou com Sheila, ficou até umas nove da noite na sexta—feira e foi embora. — Porque ele nunca dormia… Domingo ele nunca via Sheila. Mas no sábado eles ainda se viam, porque ele saía para correr, passava lá. — Sábado ele não apareceu e não atendeu o celular. — Ela podia ligar para ele de manhã, sábado de manhã, tarde ou noite não podia ligar. —
Não atendeu o telefone de manhã: “Bom, na segunda—feira eu falo com ele”. Quando ela chegou na segunda—feira para trabalhar, o crachá não passou na portaria… — Estranho… Desmagnetizou? — Sheila foi até a recepção e falou: “Ah, meu crachá não tá passando”, tranquila… A moça da recepção falou: “Ah, eu vou te direcionar ali pra aquela sala, e aí a gente vê”. Gente, era uma sala que Sheila nem sabia que existia ali do lado da recepção, né? Tinha uma mesa e tal, tinha água, tinha café… Passou um tempo, veio uma moça do RH. Sheila tinha sido desligada… Como desligada? Sheila foi desligada da empresa, foi demitida. Falaram que era corte de pessoal… — E eu aprendi que uma empresa que demite um funcionário sem antes apontar as coisas que aconteceram ou antes dar uma advertência, não sei o que, assim, você ter um histórico, né? De que aquele funcionário realmente não cabe naquela empresa, também não é uma empresa boa, alguma coisa está acontecendo aí. — O que estava acontecendo?
Sheila mandou mensagem para uns amigos do trabalho e ficou sabendo que ele que pediu a cabeça da Sheila. — Ou seja, o cara foi pra casa da Sheila, transou com Sheila, e antes, no horário comercial, ele já tinha pedido o desligamento da Sheila. — Sheila tentou mandar mensagem para ele, já estava bloqueada, não conseguiu conversar com ele… Voltou para casa totalmente desestabilizada e, quando foi onze e meia da manhã, ela recebeu uma ligação da esposa do cara, dizendo que já sabia de tudo, xingando ela de tudo quanto é nome e dando até 17 horas pra ela fazer as malas dela e sair do apartamentinho senão eles iam chamar a polícia. Sheila falou: “Eu não acredito, você tá prendendo ele aí, ele quer o divórcio”, e aí a esposa dele falou: “Amor, fala aqui pra ela… É isso mesmo? Você quer o divórcio? Você quer ir embora?”, e aí ele pegou o telefone e falou: “Olha, Sheila, foi um erro… Você me seduziu, você quase estragou minha vida, mas a minha mulher me perdoou e eu quero você fora da minha vida senão eu vou chamar a polícia, vou te processar”, falou mil coisas para a Sheila.
Entre as coisas que a esposa do cara falou pra Sheila: “Ele me contou que você foi garota de programa antes de entrar na multinacional e que foi um diretor que você fazia programa que te colocou lá”. — Gente, isso nunca existiu… Sheila trabalhou e batalhou a vida dela toda e nunca foi, né? A gente não tem nada contra se ela tivesse sido também uma garota de programa, sem problema nenhum, a gente conta histórias aqui, inclusive elas me escrevem e eu gosto muito de ouvir as histórias e tal, mas não é a verdade entendeu? — Sheila se viu sem o amor da vida, sofredor, coitadinho, sem o emprego e sem o quê? Lar… Sheila estava agora sem emprego, sem amor e sem lar. — E, detalhe, sem móveis, sem eletrodomésticos, sem a geladeira de inox. —
Sheila, completamente atordoada, teve que sair do apartamento, pegou todas as coisas dela, não tinha mala pra tudo, algumas coisas ela botou em saco de lixo e teve que ir pra casa dos pais. — Nem pras amigas ela podia pedir abrigo porque ela rompeu com as amigas, né? — Ela ainda tentou falar com ele, não conseguiu… Atualmente, Sheila processa a empresa, porque ele era chefe dela, né? E ele continua lá. Sheila ainda está se recuperando e realmente foi ingênua, acreditou e assim, né? Não dá pra acreditar… Faça que nem a história que eu contei, que a moça pediu pra ver a certidão de casamento averbada, atrás escrito lá, sabe? Ela conseguiu fazer o processo trabalhista, mas ela queria processar por união estável… E o que ela descobriu? Ela sabendo que ele era casado, ela era o quê? Amante. Ela tem direito ao que? Zero, uma banana… Ela não se considerava amante porque ela achava que ele já estava separado de quarto, mas assim, o casamento deles, ele morava na mesma casa que a mulher e agora ela percebe que isso é uma mentira, que ele nunca separou, né?
Eu achei uma história tão clássica, porque isso acontece tanto… Gente, não dá para acreditar… Não acredita. “Ah, meu casamento está ruim” e agora, por que você vai sair do seu apartamento, mesmo que seja alugado, gente, por amor? “Ah, mas ela economizou dois anos de aluguel”, porque realmente lá ela não pagava nada, mas olha aí agora, sem emprego, ela não conseguia alugar nada, teve que voltar a morar com os pais, ainda bem que os pais tinham geladeira… A geladeira de inox que você vendeu, desapegou, sem nem pensar o trabalho que foi para você comprar essa geladeira. E com ela você abriu mão de tudo que você tinha por este homem que te enganou, que mentiu e que te chutou como os sacos de lixo que você levou… Essa é a verdade. Então, gente, não acreditem, não caiam nesse papinho. O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Carolina, sou advogada de São Paulo. Não caiam nessa historinha de “eu quero separar, mas minha esposa não dá o divórcio”, isso não existe. Quando o cara quer sair de casa, ele simplesmente pega as coisas dele e sai. Ainda mais se ele tiver dinheiro, como esse desquerido da história, que tinha até um apartamento extra mobiliado… Se ele não saiu e nem pediu separação de corpos, que é uma coisa que já produz efeitos jurídicos, é porque ele simplesmente não quer sair. Ponto. Pelo artigo 1723 do Código Civil, só pessoas solteiras, viúvas ou divorciadas podem constituir união estável, casado não entra nesse bingo. Em raríssimos casos, tipo o eclipse solar, a justiça admite reconhecer a união estável concomitante com casamento, mas são casos no qual essa segunda família foi construída de boa fé, vida pública de casal, filhos registrados, reconhecimento social e tudo mais… Isso é exceção da exceção, quase contra a lei. Via de regra, a amante, sabendo que é amante ou não, não tem direito a absolutamente nada, nem pensão, nem herança, nem partilha de bens… E tudo que foi doado pra ela, pode ser anulado e volta pro patrimônio do casal oficial. O único ponto que a lei vai proteger são os filhos, que aí tem o mesmo tratamento, sejam dentro do casamento ou fora dele. Resumindo, gente, união estável só funciona com gente livre e desimpedida… Do contrário, o máximo que você vai ganhar no final é a conta da terapia.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Marcela de São Paulo. Eu acho que o questionamento que eu queria trazer aqui é: por que às vezes a gente se coloca nessas situações onde a gente tá recebendo pouco onde a gente troca familiares e amigos por um relacionamento? Qual o papel de um relacionamento romântico na nossa vida? Que buracos que a gente tá querendo preencher? Porque é isso que tem que te nortear pra uma terapia, pra alguma coisa, pra que você não caia na mesma cilada… E aqui eu tô focando só em você mesmo, porque a história já foi, já aconteceu, o processo tá rolando, você vai seguir sua vida e é sobre isso… Mas pra que você não caia nesse tipo de história de novo, que você investigue o problema e veja a grandiosidade da importância de um relacionamento romântico na sua vida, que passou por cima até de suas amizades. Eu acho que isso é um bom começo pra você pensar e espero que tudo fique bem.
[trilha]Déia Freitas: O bem-estar dos seus pets está garantido com os planos de saúde Petlove. Você paga um valor acessível por mês, é um valor acessível mesmo… Sem surpresas no seu orçamento. A Petlove possui mais de 7 mil clínicas e hospitais espalhados por todo o Brasil e é o maior plano de saúde pet do Brasil. — Acreditem… — A contratação é prática e digital e conta com microchipagem gratuita para a segurança do seu bichinho lindo. E usando o nosso cupom: “PONEI100” — “pônei” em maiúsculo, sem acento, e 100 em numeral —, você ganha 100% de desconto na primeira mensalidade dos planos de saúde Petlove. 100% de desconto, é isso mesmo que você ouviu, sua primeira mensalidade, ó, 100%…
Então, contrata agora, porque o cupom tem tempo limitado, tá? Planos de saúde Petlove, se tem pet, tem que ter. — Eu não sei o que você está esperando, já era para você ter esse plano, hein? Corre… — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]Sheila veio aqui esclarecer algumas dúvidas: Ela não pagava nenhuma conta lá no apartamentinho, ele pagava tudo. Então, quando Sheila tinha sua casa mobiliada, decorada do jeito que ela queria, ela pagava aluguel. Quando ela vendeu tudo, né? Ela foi morar no apartamento do cara e ela não pagava nenhuma conta, inclusive nem alimentação… Ele pagava, fazia compra, pagava tudo. “Sheila, você guardou esse dinheiro?”, uma parte sim. Como ela foi para um bairro melhor, Sheila começou a investir em roupas, tratamentos estéticos… Então, ela não guardou o dinheiro, ela investiu esse dinheiro nela. O processo trabalhista de Sheila já saiu, ela já ganhou, só que a empresa recorreu… E aí aqui eu trago algumas coisas que foram apontadas na ação trabalhista: O cara disse que a Sheila era uma golpista, que ele pagava todas as contas, que ele foi enganado e usaram até o termo “estelionato do amor”, mas nada disso funcionou porque na esfera trabalhista as coisas que contam são outras coisas.
O fato dela ser subordinada a ele, o fato dele ter pedido a demissão dela, inclusive foi oferecido a possibilidade de voltar, ser reintegrada no trabalho e ela não quis, porque, pasmem, ele não tinha sido penalizado em absolutamente nada. Então, voltar a trabalhar significava voltar a trabalhar com o cara que tinha falado pra esposa que ela era uma ex—garota de programa, etc., e ela não quis. “Sheila, você ficou com ele dois anos nesse sistema e tal, você achava que ele ia largar a mulher?”, sim… Sheila disse que achava sim, Sheila acreditava nele, que ele não dormia com ela, que ele era infeliz… A esposa do cara era dois anos mais nova que a Sheila e os filhos do cara eram pequenos… Depois ela descobriu que aquele era o segundo casamento do cara, então ela seria o terceiro casamento caso rolasse.
Recentemente, Sheila teve que entrar com um processo contra a esposa do cara, porque ela está perseguindo a Sheila. Se a Sheila comenta alguma coisa no LinkedIn, ela vai lá escrever e contar a história do que aconteceu, ela xinga a Sheila nas redes sociais, então ela está perseguindo a Sheila… Porque assim que saiu a sentença trabalhista, o contrato do cara lá foi suspenso e, a partir daí, a esposa do cara começou a atacar a Sheila. Sheila sabe que errou, Sheila sabe que tinha chances do cara não largar, mas ela gostava do cara… Tem isso, tem a questão do afeto, do amor. Sheila está fazendo uma transição de carreira e também está fazendo terapia. Importante, né? Agora o cara falar que ela era uma estelionatária do amor também, hein, gente? Primeiro chamou de garota de programa, depois de estelionatária do amor. E o apartamento, sim, era um apartamento próprio…
Agora esse processo da esposa com a Sheila… A Sheila, né? Processando a esposa do cara, será que dá em alguma coisa? Não sei também, né? Eu acho, assim, vai processar? Processa todo mundo, mas assim, tá todo mundo errado, né? E aqui a gente aprendeu que um homem não vale uma geladeira de inox, gente… Tenham a consciência disso, a geladeira de inox é mais importante do que um homem. E o cara nunca mais falou com ela, nunca mais entrou em contato com ela… Deve estar feliz lá, né? Porque quem está fazendo o papel de vingança é a esposa dele. Então, mais uma vez, vemos aí um cara que foi um canalha, que estragou a vida da Sheila, a Sheila sabendo sim o papel dela, que também não foi lá essa maravilha toda, né? Sabendo onde errou e tal, mas o cara tá o quê? Boneco. Uma com a vida escangalhada, a outra defendendo o cara com unhas e dentes, com um bebê pequeno e o cara tá lá, de boa.
E aqui também acho importante dizer que quem estragou o casamento, quem atentou contra o sagrado matrimônio, foi única e exclusivamente o cara. O cara é casado… Os erros da Sheila são outros erros. Quem é responsável por seus casamentos? Quem é? As pessoas que são casadas, então a esposa, o marido, o marido com marido, esposa com esposa, não importa, trisal casado, não importa… Quem é responsável por aquele matrimônio são as pessoas que contraíram aquele matrimônio, apenas. Se alguém arruinar aquele casamento, é uma pessoa do casamento… A pessoa que está de fora, a pessoa que é terceira, ela tem outros erros, mas não de arruinar um casamento, porque ela não é casada. Sheila tem que se responsabilizar por o quê? Foi meio sonsa? Foi. Meio ingênua? Foi. Acreditou no cara? Acreditou. Não se importou, talvez, com o contexto lá da outra mulher? Não se importou. Esses são os erros que Sheila reconhece.
Coisas relacionadas ao casamento, quem estragou ou não estragou foi o cara, não foi a Sheila… Sheila não tem culpa disso, gente, tem que culpar os homens ou as mulheres que traem, enfim, que estão casadas ali… Não é culpa da terceira pessoa, a terceira pessoa tem outras responsabilidades. Nessa história, o cara arrebentou a vida da Sheila e traiu a mulher com criança pequena, enganou, fez de tudo… Sem contar a questão de que o cara era chefe… Vamos nem entrar no trabalhista aí, porque o trabalhista a Sheila já ganhou. Então é isso, um beijo e eu volto em breve.


