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título: mansinho
data de publicação: 12/12/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #mansinho
personagens: juliana e amiga

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei aqui para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publi… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje de novo é a Wise. A Wise faz as transferências internacionais de dinheiro serem simples, rápidas e econômicas, atuando em mais de 150 países. E a Wise lançou no Brasil a sua conta PJ. Se você possui uma empresa aberta no seu nome, com a Wise Empresas, você pode gerenciar suas finanças internacionais em várias moedas. Se você trabalha para empresas internacionais e recebe em dólar, com Wise Empresas você pode receber dinheiro em mais de 40 moedas. Basta escolher uma e você pode também sacar o seu dinheiro para sua conta bancária do Brasil instantaneamente, 24 horas por dia, tudo na mesma conta e sem pagar aí taxas excessivas de conversão. Wise Empresas, receba dinheiro sem perder dinheiro. — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. — e eu já vou contar para vocês a história da Maura e da Dona Raimunda. Então vamos lá, vamos de história.

[trilha]

Dona Raimunda sempre foi uma mulher muito trabalhadora — incansável até —, veio de Salvador há quarenta e poucos anos ela veio para cá com 19 anos. E batalhou, veio pra cá — “pra cá” que eu digo é para São Paulo — para dormir num quartinho, começou a trabalhar no Ceasa, conheceu muita gente, foi crescendo, mudou de emprego… Quando Dona Raimunda teve tava aí com seus 30 anos, Dona teve o primeiro filho. [efeito sonoro de bebê chorando] e aí o cara sumiu no mundo… Dona Raimunda continuou trabalhando muito e, quando ela estava com esse primeiro filho, ela teve a oportunidade de comprar um terreno num lugar que era só mato, mato, mato, mato… Mas era tudo certinho, pela prefeitura e o terreno era de 16×30. — Então um terrenão, mas mato, gente, num lugar que não tinha nem rua asfaltada, não tinha esgoto, não tinha nada. — 

Dona Raimunda foi lá, conseguiu comprar com muito custo esse terreno, conseguiu capinar o lote dela, cercou com estaca madeira e alguns fios de arame — só para delimitar realmente qual era a área dela —  e com muita batalha ela construiu dois cômodos e um banheiro. Mais luta… Dona Raimunda conheceu um outro homem e teve mais um filho… [efeito sonoro de bebê chorando] Esse homem bebia e Dona Raimunda fez o certo, botou ele pra correr. O terceiro filho de Dona Raimunda veio ali num descuido que ela teve, numa saída que ela ficou, enfim, depois que ela teve os três filhos, ela foi até o médico e pediu para fazer aí uma laqueadura — porque ela não queria mais filho e tal, era uma época que não se falava tanto em preservativo, eles eram escadinhas, né? — e ela tinha o terreno comprado, tinha três crianças para sustentar, então ela queria focar nisso, não queria mais nenhuma criança.

Entre esses três filhos, tinha ali a Maura, a filha do meio. Dona Raimunda sempre batalhou para que os filhos estudassem, então uma vida, assim, de muita luta… Realmente uma mulher muito batalhadora, que sempre trabalhou bastante e sempre Dona Raimunda gostou de correr pelo certo. Quando ela foi comprar o terreno, ela foi lá na prefeitura, viu tudo certinho, comprou, conseguiu pagar ali em prestações. Quando ela terminou de pagar, ela tinha que fazer escritura e tal, aquelas coisinhas… Juntou mais um dinheiro, foi lá e fez. E, na hora que ela foi fazer a escritura, tinha que fazer uma parte na prefeitura, uma parte no cartório. A prefeitura disse que era uma oportunidade que ela teria ali de desmembrar aquele terreno em três terrenos, agora já era uma área que já tinha esgoto, poste, já estava uma área urbanizada, então ela tinha, se ela conseguisse um pouquinho mais de dinheiro, a oportunidade de fazer três de um lote. Agora as crianças já estavam adolescentes e o mais novinho estava com dez anos. Dona Raimunda muito esperta, conseguiu um advogado, juntou mais dinheiro e falou: “Vou dividir o lote em três, só que eu queria deixar uma parte para cada filho”. 

Então o advogado falou para Dona Raimunda assim: “Olha, em uma parte você vai morar… Você tem três filhos, o seu filho menor está com dez anos e os outros dois já estão adultos. O que a senhora pode fazer? Pode dividir esse lote em três, botar no nome deles com usufruto da senhora. Então, eles só podem vender ou fazer alguma coisa depois do seu falecimento”. E aí Dona Raimunda pensou um pouco e falou: “Mas e se minha filha, meu filho quiser, sei lá, mudar daqui, fazer outra coisa, eu vou estar com a minha casa separada… Não me importa. Agora eu estou com o pequenininho, aí sim eu gostaria de fazer isso na casa do menorzinho, eu desmembra em três, fico com esse de seis de frente, onde eu vou morar com o pequeno e os outros dois eu deixo para os meus filhos, eles fazendo o que eles quiserem do terreno”. “Então vamos fazer o seguinte, a senhora vai doar para os seus filhos, né? Cada um o seu terreno, sem fazer o usufruto, mas a gente vai botar uma cláusulazinha assim: Se eles morrerem antes da senhora, esse terreno volta para a senhora. Se eles não morrerem, quiserem vender, eles podem vender… Mas no caso deles ficarem no terreno, caso eles faleçam, o terreno volta para a senhora. Outra cláusula que a gente vai colocar é de…” — agora eu não sei, a palavra é enorme… Incomunicabilidade? É isso? — 

É uma cláusula lá que, assim, quando eles conhecerem alguém, mesmo que o terreno não tenha casa, não tenha nada e eles casarem, esse terreno não entra em partilha. — Então, digamos que agora um filho seu aí já está enroscado com alguém, esse terreno vai ser doado somente para ele, para a esposa dele não vai ser agora, mesmo que ele seja casado agora. — Então ficou combinado isso: Um terreno para Maura, um terreno para o Jefferson, e o terreno do Leandrinho ali com usufruto de Dona Raimunda. Então, Leandrinho só ia poder ali vender, fazer qualquer coisa, depois que Dona Raimunda falecesse e os outros dois terrenos só se eles morressem, ainda de posse do terreno, que o terreno voltaria para Dona Raimunda… Tudo foi feito, o terreno do meio ficou pra Maura, que já estava ali com seus 17 anos, o terreno de um lado da Maura ficou pro Jeferson e do outro lado da Maura ficou para o Leandrinho, onde Dona Raimunda moraria. Nesse ponto, a casa dela tava lá no terreno do Jefferson e era ainda aqueles dois cômodos. “O que eu vou fazer? Eu vou construir a minha casa no terreno do Leandrinho, porque é lá que eu vou morar. Faço uma casa de três quartos”.

Em um ano, ela fez a casa de três quartos, não fez, não fez acabamento, mas já dava para morar. O Jefferson, de 24 anos, ficou com aqueles dois cômodos — quando ele fosse construir, derrubava e fazia a casa dele. — E ela construiu dois cômodos no terreno da Maura. Maura agora já tinha completado 18 anos, já trabalhava e também já queria ter um projetinho para casa dela — enfim, cada um, gente, estava agora com as suas coisas, então, Dona Raimunda morando com Leandrinho na casa definitiva, já só faltando fazer o acabamento, Maura no terreno dela com dois cômodos e Jefferson no terreno dele com dois cômodos. Então agora era a galera trabalhar e cada um faz o seu, né? Dona Raimunda fez a parte dela. — O tempo passou, a Maura foi juntando dinheiro também… — Eles assim muito determinados, sabe? — Jefferson também, eles dividiram ali a consultoria de um arquiteto pra fazer planta, essas coisas, só para ter uma ideia do que eles poderiam fazer ali naquele terreno. — Foi o mesmo arquiteto que era ligado à prefeitura que deu essa consultoria pra Dona Raimunda. Então, veja, Dona Raimunda ela falou para mim assim: “Andréia, eu tenho pouco estudo, mas eu vou atrás das coisas… Eu não sei fazer, eu pergunto: “Quem que faz? Para eu fazer uma casa aqui, que tem que fazer esse desenho? Ah, é um arquiteto? Então tá bom, então eu vou atrás de um arquiteto. Quanto custa um arquiteto? Qual é o mais barato do arquiteto para eu poder fazer?”, então assim ela foi fazendo. —

Jefferson um pouco mais adiantado, começando a construir porque já estava namorando uma moça, enfim… O tempo passou, Maura não fez faculdade, resolveu focar no trabalho até aí os seus 28 anos — então 10 anos —, dos 18 aos 28, ela focou no trabalho para economizar dinheiro para poder construir a sua casinha. Até os seus 30 anos, ela conseguiu construir o sobradinho que ela queria ali no terreno dela, de 5×30. Então, assim, é um terreno comprido, gente, dá pra fazer bastante coisa. Quando ela terminou essa casa, ela estava namorando um rapaz… — E onde ela conheceu esse rapaz? — Finalizado quase o projeto da casa, o próximo projeto da Maura era fazer uma faculdade. Agora ela estava com 30 anos e queria fazer uma faculdade. O Jefferson nesse meio tempo já tinha levantado a casa dele e já estava ali no terceiro ano de faculdade. Leandrinho foi viver a vida dele numa cidade que tinha mar, enfim, porque ele entrou pra Marinha. E aí dona Raimunda ficou ali na casa dela — que é do Leandrinho, até ela morrer depois só que ele vai ter direito — e Maura conheceu esse cara num cursinho. — Que ela foi fazer, porque pra ela prestar um vestibular e fazer um ENEM, ela estava muito enferrujada. —

E eles fizeram o ENEM junto e eles passaram juntos e eles começaram a estudar juntos. Maura trabalhando, esse cara também trabalhando e, de primeira, a Dona Raimunda não foi com a cara do namorado da Maura. Como Dona Raimunda me falou, falou: “Andréia, sei lá, podia ser implicância da minha parte, né? Podia ser implicância, mas fiquei na minha, sempre tratei bem, mas não fui com a cara”. Esse rapaz muito empolgado porque a Maura já tinha a sua casa, né? O cara trabalhava num emprego bem mais ou menos, morava numa república, a família, não era daquele Estado, era de Goiânia e ele estava para cá para ganhar a vida e tal. Com um ano de namoro, ele foi morar na casa da Maura… Dona Raimunda ficou um pouco assim, porque o cara era muito folgado… Assim que ele foi morar na casa da Maura, ele parou de trabalhar. — Ué? — Porque aí ele não precisava mais pagar a pensão… — A pensão que ele morava, né? Num pensionato de rapazes. — A Maura também falou: “É, mas você vai arrumar outra coisa e tal” e ele falou: “Não, eu vou… Eu só quero focar um pouco nos estudos”, mas acontece que os dois faziam faculdade. — Então quer dizer, a Maura podia trabalhar e estudar, ele só queria estudar? —

A Maura estava apaixonada, ela falou: “Bom, tudo bem, vou ficar um tempo”. Nessa altura do campeonato, a Dona Raimunda já estava aposentada, então ela ficava ali, no terreno dela tinha um muro, ela que fez todos os muros… — Muro é muito caro, gente, pra fazer muro, muito caro. — E ela fez os muros para dividir os terrenos e tal, gastou uma grana de muro, financiou… Mas era um muro baixo, então dava pra ela ver ali e o cara lá o dia inteiro… — Dona Raimunda chamou a Maura pra perguntar… — Só que aí, gente, tem aquela coisa, né? Quando você tá com o seu marido, com sua esposa, e a sua mãe vem perguntar alguma coisa, você pode ficar um pouco na defensiva, né? Achar que ela está querendo se intrometer, sei lá, né? — Maura respondeu meio mal ali Dona Raimunda e Dona Raimunda ficou: “Bom, não vou falar mais nada”. Maura pagava 50 de luz, agora com ele em casa, estava pagando 110. Ela pagava 90 de água e esgoto, agora com ele ali, tava pagando 160. Ela não tinha TV por assinatura, ele botou… Fez uma assinatura no nome da Maura… — Então ela tinha que pagar isso também. — Comia igual um javali, aumentou ali a conta. Não estava sobrando nada para Maura… 

E, ao mesmo tempo, o cara começou a fazer planos. Qual era o plano dele? Que a Maura vendesse a casa dela, que agora era uma boa casa, porque ele sabia… — Ele ficou perguntando muito sobre isso, porque agora que eles estavam morando juntos, ele quis fazer uma união estável, pensando que ele teria direito. — Ele queria vender a casa da Maura para que eles comprassem uma casa mais barata e, com a outra metade do dinheiro investissem, numa sala comercial para ele. Maura ainda apaixonada quase caiu nessa. — Quase… Foi por muito pouco. — O cara chegou a arrumar um comprador e uma imobiliária e, um dia a Dona Raimunda estava ali, varrendo ali a calçada dela, quando chegou uma galera num carro e tal, umas pessoas bem arrumadas e tal e eram os corretores que vieram ver a casa para botar ali para vender. E Dona Raimunda já tinha notado a Maura triste, meio triste assim, porque ela não estava conseguindo falar não para ele, ela não queria fazer aquilo, mas ela não estava conseguindo falar “não”. E aí, nessa altura do campeonato, até o Jefferson, a esposa do Jefferson, tava todo mundo ali com ódio do cara já, né? E aí a Maura, quieta, cabisbaixa… Colocaram a casa à venda, só que, assim, é difícil você conseguir vender um imóvel…

A partir do momento que colocou a casa a venda, a Maura ela não entendia bem se ela poderia, por exemplo, tirar a casa da venda de novo. Ela achou que já era uma coisa definitiva… E aí Dona Raimunda também não sabia e foi atrás do advogado que sempre ajudou e ela cobrou mais barato e tal… E ele falou: “Olha, isso é cilada… A partir do momento que ela vender, esse cara vai pegar o dinheiro dele e acabou”. E aí Dona Raimunda fez esse advogado ir lá na casa da Dona Raimunda e chamou a Maura. — A gente pode colocar aqui o nome do advogado de “Dr. Botelho”, aí o Dr. Botelho falou assim: “Faz o seguinte: chama o cara lá pra ele ver que você não tá abandonada, que você não está, pelo menos juridicamente, descoberta”. — Porque o cara tava lá, o cara não trabalhou mais, gente, ele não trabalhou mais… — A Maura chamou o cara e aí o Dr. Botelho falou pra ele: “Então, Fulano, só vim aqui te comunicar que a gente já está ligando nas duas imobiliárias, que a gente não vai mais botar essa casa pra vender. Essa casa é um bem da Maura e não é inteligente da parte dela se desfazer de um bem pra te dar metade do dinheiro” e foi meio forte, assim, falou meio grosso com o cara. 

Aí o cara assustou, ficou sem ter o que responder porque o Dr. Botelho falou: “Qual é o seu argumento? O que você vai dar pra Maura? Você vai pagar como essa parte que você vai pegar de dinheiro se você não está nem trabalhando? Se você não tem renda? Porque dependendo do que acontecer, pode ser caracterizado estelionato”. — Não tinha estelionato nenhum, mas ele jogou tudo no campo das ideias… — E aí o cara falou: “Não, tudo bem então” e voltou pra casa.  Assim que o cara voltou para casa, a Maura começou a chorar e ela percebeu ali que ela estava segura com o Dr. Botelho, e aí ela contou que ela sofria abusos psicológicos e que ela tinha sido forçada a assinar — tipo um contrato que você assina com a imobiliária para pôr a casa para vender —, mas que ela não sabia até que ponto ela estava comprometida nisso e que ela não queria voltar para casa com ele lá. E aí o Dr. Botelho falou: “Bom, então aí a coisa muda de figura… Você não prefere fazer a dissolução dessa união estável?” e aí a Maura disse que sim, porque até então ela tinha muito medo dele. Ele nunca agrediu a Maura fisicamente, mas ele era muito abusivo. — Comia o psicológico da Maura, né? —

Dona Raimunda já ligou pro Jefferson, o Jefferson já veio com o porrete dele de diálogo… [risos] — É errado, gente… — E aí o Jefferson falou: “Eu não posso expulsar o cara de casa, não é assim que funciona e tal”. E aí, Dr. Botelho falou: “Eu posso fazer a dissolução e tal, mas se precisar tirar ele da casa, vai ter que chamar, sei lá, força policial, fazer um processo”, enfim, coisinhas jurídicas. E aí o Jefferson falou: “Não, pode deixar que eu resolvo”, porque qual era a do cara? Sabe gente que não gosta de trabalhar, que fala manso e é abusivo, mas se alguém enfrenta ele, o cara fica pianinho? Ele era muito mansinho, aparentemente falava coisas mansinhas com a Maura, mas tipo assim: “É, estou falando para o seu bem, você sabe que você não presta para nada”, mas tipo assim, muito mansinho. E aí o Jefferson entrou lá na casa da Maura e falou: “Então, parça, arruma essas coisas aí que a minha irmã não quer mais você aqui”. Aí ele assustou, né? Ele falou: “Não, mas…”, o Jefferson falou: “Não tem “não”, nem menos “não”… Você vai pegar suas coisas ou você prefere que eu te jogue lá na rua daqui de cima?”, que é um sobrado. “Não que não sei o que, porque eu tenho parte”, “Você tem parte do quê? Você veio aqui e você não botou um liquidificador, o que você botou aqui além da sua roupa e do seu rabo naquela poltrona? Quer levar aquela poltrona que está com o buraco do seu rabo? Pode levar. É a única coisa que você vai levar daqui, eu não vou deixar nem você levar a poltrona, é só o assento. Você tira o assento que ele é solto e leva que está com o buraco da sua bunda. De resto, você não vai levar nada daqui a não ser a sua roupa, suas coisas. Então, ó, se pica, rápido… Rápido, vai pegando suas coisas, senão vou te jogar pela janela” e ficou lá junto com o cara.

É errado, gente? É errado… Vai fazer o quê, né? Jefferson é uma pessoa um pouco mais temperamental, a gente tem que entender, né? Passar esse paninho pro Jefferson. E aí o cara juntou as coisas muito assustado ali e ele ia levar uma mala bonita que a Maura tinha, ele falou: “Não, não, não, não… Pega saco de lixo. Você comprou essa mala? Você não comprou essa mala, como é que você trouxe suas coisas? Não foi sacola e saco de lixo? É assim que você vai levar suas coisas embora”. E aí o cara saiu de lá e, a partir daí, só conversaram por meio do Dr. Botelho e foi muito difícil encontrar o cara… Para poder citar o cara, precisou citar na faculdade porque ele não dava o endereço de onde ele estava. Quando eles foram assinar as coisas, este cara foi de mão dada com outra mulher. Maura não sabe se em dois meses ele arrumou outra, porque ele deve estar morando na casa dessa moça ou se ele já tinha outra. E ele estava todo mansinho com a outra e aí a Maura falou, falou: “Olha, você acha que esse cara é mansinho assim? Você vai ver ele daqui um tempo. Toma cuidado, porque ele não é esse cara que ele diz ser aí, não”.

Maura já se casou com outro rapaz que também entende que ele não tem parte ali naquele terreno que Dona Raimunda tanto batalhou e dividiu com os filhos… — Eu achei importante trazer toda esse essas questões jurídicas do começo, porque se você tem aí filho, filha, que você quer deixar algum terreno, você já sabe que você pode doar com uma cláusula dizendo que se seu filho, sua filha morrer antes de você, isso não fica pra partilha da família do seu filho ou da sua filha, esse bem volta pra você. E também você pode pôr uma cláusula que isso não se comunica, o imóvel não se comunica com nenhum cônjuge, nada, enfim, eu não sei falar direito a lei, mas é isso, assim… É lógico que existem esposas e maridos muito legais e tal, mas é um jeito de você preservar aquilo que você trabalhou, que você construiu e que você quer passar para os seus filhos apenas, né? Mas você vê? Se Dona Raimunda tivesse colocado os três terrenos em usufruto, a Maura não ia nem conseguir vender.  Então fica aí a dica também de você colocar esses imóveis no nome dos seus filhos, mas colocar ali uma cláusula de usufruto, que aquilo é seu até que você morra. O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui quem fala é a Vitória, de Votorantim, interior de São Paulo. E ouvindo essa história, o que eu consigo pensar é que bom que a Dona Raimunda tinha essa consciência de como era importante um mínimo de conhecimento jurídico e ainda que não tivesse, procurar um conhecimento, um amparo jurídico junto com o advogado. Isso é muito importante. E quantas histórias não poderiam ter sido evitadas com uma orientação, uma consultoria jurídica? Então, se você tem algum problema, algum desamparo que pode ser orientado por um advogado, procure por que é muito facilmente evitado vários problemas da vida com apenas um conselho de um advogado. Dona Raimunda perfeita, o Jéferson também querido, se errou, foi tentando acertar. E a Maura, que bom encontrar uma pessoa boa, que consegue dar todo amparo, todo o suporte amoroso para ela e que bom que ela teve uma mãe que protegeu ela de todas as coisas ruins que estavam que ela estava enfrentando. Então é isso, espero que tudo dê certo para essa família maravilhosa. Um beijo, nãoinviabilizers. 

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui que quem fala é a Lauana de São Paulo. O que dona Raimunda fez foi incrível, já de deixar o terreno para os filhos, como cuidar o filho dela também, que cuidou da irmã e fez tudo, foi incrível. Não julgo, faria igual. Acho muito importante a gente cuidar assim da família. Eu tenho uma amiga que ela manteve segredo do ex-marido dela, um terreno que ela comprou antes deles casarem e esse terreno nunca foi revelado para ele até hoje. Então, acho muito importante a gente sempre se cuidar e se resguardar aí num casamento, num relacionamento, sempre ter um pé de meia, algum jeito de deixar algo para os seus filhos ou para si mesma. Beijo. 

[trilha]

Déia Freitas: Se você é PJ, tem uma empresa registrada no seu nome e quer ter a facilidade de receber em várias moedas, Wise Empresas é perfeita para você. Wise empresas é o primeiro e único provedor no Brasil a permitir que as empresas gerenciem seus ganhos internacionais em várias moedas. Tudo em uma conta só e sem taxas excessivas. — Ó, abra sua conta a gora. — Wise Empresas, receba dinheiro, sem perder dinheiro. Clica no link que eu deixei aqui na descrição do episódio. Um beijo, gente — valeu, Wise —, e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]