título: mesada
data de publicação: 09/04/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #mesada
personagens: rosalva, um cara, bianca, beatriz e juliano
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]
Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é o Airbnb. Na correria do dia a dia, tem muita coisa que a gente deixa pra depois, mas sabe o que a gente não pode adiar? O nosso descanso… Você precisa ter um tempinho pra você relaxar, pra você sair dessa rotina corrida que a gente tem todo dia, sabe? Pra você ficar de boa, com amigos, com a família, com aquele seu amor, hein? E o próximo feriado prolongado tá chegando… — E a minha dica pra você é: se prioriza. — Deixa o trabalho um pouco de lado e vai curtir aí uns dias de descanso que você merece. E sabe quem te dá uma super ajuda nisso? O Airbnb.
No Airbnb você encontra as acomodações que você quer, com as comodidades que você precisa. — Sabe pra você relaxar realmente? Que cabe no seu bolso… — É só você escolher o lugar, se você quiser ir uma praia — delícia, hein? tomar um solzinho ali na areia —, uma casa de campo… “Ah não, quero ir pra uma cidade grande”, “não, eu prefiro uma cidade histórica”, “ai não, eu quero um lugar aqui na cidade vizinha, que eu não pegue muita estrada” ou “não, eu quero pegar estrada, quero ir pra uma cidade distante”, o Airbnb tem acomodações com comodidades incríveis: piscina, quintal, churrasqueira, cozinha completa, espaço para todo mundo. Faça já a reserva de Airbnb para o seu próximo destino, dá para pagar no pix ou parcelar em 6x sem juros no cartão, feriado liberado é no Airbnb. E hoje eu vou contar para vocês a história da Rosalva. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]
Rosalva, com seus 28 anos, teve uma promoção no posto de gasolina que ela trabalhava e ela virou gerente. E Rosalva amava trabalhar no posto… Ela conhecia muita gente, ela comandava tudo ali, agora que ela era gerente… Com 30 anos, ela teve mais uma promoção e agora ela estava gerenciando três postos de gasolina, de boa, ganhando bem, felizona. Rosalva com muitas amizades, uma mulher muito extrovertida, um dia estava lá no posto e conheceu um cara na lojinha de conveniência ali. Era um cara super falante, brincalhão, tinha também um cargo bom, encarregado numa fábrica… Começaram a conversar, muita afinidade e engataram um namoro. — Rosalva estava com 30 anos. — Com um ano de namoro, eles se casaram… — Olha que coisa boa. — Casaram, foram morar juntos, inicialmente de aluguel, depois de um ano e pouco, a Rosalva engravidou — da Bianca — e aí começou o problema.
O cara começou a dizer que Rosalva trabalhar no posto de gasolina fazia mal pra saúde dela. — Existe todo um protocolo de segurança do trabalho em relação à saúde da mulher em postos de gasolina. Em relação à saúde do trabalhador, mas a mulher especificamente com mais algumas coisas por essa questão de gravidez e tal, né? E que, assim, ela estava fazendo tudo certo. Não tinha, não ia ter essa questão. Chega um tempo ali que realmente tem que afastar, mas assim, tudo dentro da lei, tudo certinho, sem que ela precisasse sair do emprego. — Este homem falou tanto na cabeça da Rosalva e ela ficou realmente com medo das coisas que ele falava, que ele falava que a Bianca ia nascer com deformidades, que a Bianca podia estar morta dentro da barriga dela. — E não era num tom, gente, de ameaça era num tom de um homem muito preocupado, muito angustiado. — Rosalva disse que ele chegava a chorar…
Rosalva, com muita dor no coração, porque era um emprego que ela gostava muito, pediu demissão… Então ela saiu daquele trabalho que ela gostava tanto, ela grávida, sensível já e foi um período muito ruim pra ela, assim. Ela tinha muitas amizades, estava todo mundo do trabalho esperando o nascimento da Bianca, foi péssimo para ela, mas ela entendeu a angústia do marido, com medo de que aquela profissão afetasse a saúde ali, tanto da Rosalva quanto da Bianca. Ela saiu, teve a Bianca… [efeito sonoro de bebê chorando] Começou ali a ser mãe e, quando ela estava com sete meses, né? A Bianca estava com sete meses, ela estava louca para voltar para o posto de gasolina e o pessoal ali, os donos dos postos, queriam ela de volta no mesmo cargo, com um salário até um pouquinho maior, só que o cara falou: “E a Bianca vai ficar sozinha? Um bebê?”.
Para aquele casal, a soma dos salários era uma coisa muito importante, que impactava muito no orçamento dos dois. E, a partir do momento que a Rosalva saiu, o padrão de vida deles caiu muito… A ponto de mudar, eles moravam numa casa com três quartos e tal, para uma casa bem menor e num bairro, assim, mais afastado. Rosalva foi percebendo que ela tinha uma dificuldade, por exemplo, de pedir fralda para ele… Ele reclamava muito de comprar fralda. — Nenezinho? O bebezinho? Quanto de fralda gasta um bebezinho? Vamos fazer essa conta? Gasta fralda pra caramba o bebezinho… — Chegou ao ponto de dizer que a mãe dele usava fralda de pano e lavava. — Quando eles eram pequenos, né? — Rosalva me disse que ela não consegue entender como ela ficou daquele jeito, porque assim, ela era uma mulher expansiva, despachada, que falava com todo mundo, que ria, que jamais seria dominada. E, de repente, ela estava um dia chorando porque ela só tinha, sei lá, duas fraldas, sabe? E o cara não queria comprar.
Ela não conseguia voltar a trabalhar porque ele sempre tinha argumentos e ela se sentia muito fraca, assim… — Porque eu acho que a manipulação desse cara, ele não era agressivo, ele ia nela na questão da angústia… Ele, vai, ficava angustiado, chorava, falava “ai meu Deus, nossa filha vai ficar sozinha e nã nã nã”. — Quando a Bianca estava ali com um ano e pouco, ele falou: “A gente precisa de um outro filho, porque agora é a hora de ter o outro… Porque aí você já cria os dois pertinho, assim, a idade um do outro, quem sabe vem um menino… E porque a gente quer e nã nã nã”. Rosalva engravidou pela segunda vez e era mais uma menina… Ele ficou chateado. — Ficou chateado real, de falar: “poxa vida, você não podia ter feito um menino?”. — “Você” não podia ter feito um menino?”. —
Esse cara sempre foi muito assim, brincadeira, muito amorzão, muito “ai, angústia, chorar, tô tristinho”, esse cara… Nasceu Beatriz. [efeito sonoro de bebê chorando] A partir do momento que nasceu Beatriz, Rosalva realmente viu que era mais difícil ela conseguir voltar ao trabalho. — Porque ela não tinha nenhum apoio do marido primeiro pra voltar, né? — Ele continuava reclamando de comprar fralda, de comprar as coisas todas, né? Agora a renda deles era 50%, né? Do que era antes, porque ela não estava mais trabalhando… E ele resolveu dar uma mesada pra Rosalva. Aí você vai falar: “Poxa, aí já melhorou um pouco, né?”. — Gente, trazendo pros dias de hoje, tá? De hoje… Como se fosse hoje, se ele fosse pagar essa mesada hoje, R$200. — O que uma mãe de duas crianças faz com 200 reais? Ah, ele botava as coisas dentro de casa? O básico… Duzentos reais. E a Rosalva falou: “Andréia, se eu estivesse trabalhando no posto de gasolina, eu ia estar ganhando, sei lá, uns 5.500, então faça as contas… De 5.500, ele me dava 200 reais. As meninas viviam muito de doação das coisas das minhas irmãs, então assim, o que as crianças, de roupa que perdia, de brinquedo que as crianças não queriam mais, davam pras minhas filhas, porque ele não comprava nada”.
Elas sempre estudaram em escola pública, sempre assim, a Rosalva tendo que, sei lá, dividir um bife em três, entre elas três, sabe esse tipo de coisa? Porque ele não queria que a Rosalva trabalhasse em nada. E aí, gente, aqui, eu sempre falo pra vocês: Pega um Pôneivon bom pra vender, um Pôneicário, um Pôneidora, um Pôneiware. Vai vender coisa pras pessoas… Hoje em dia tem, sei lá, curso de cílio, vai botar cílio na mulherada, sabe? Tem que se virar… A mulher tem que ter o dinheirinho dela, gente. Dinheirinho dela. Você não precisa nem contar pra ele quando você tira, não. Nas suas vendinhas de produtinho, creminho, suas coisinhas. A mulher precisa ter o dinheiro dela para não ficar dependendo do cara para comprar uma calcinha, para fazer uma unha, ou mesmo para se organizar para sair desse casamento. Ela vivia com aquela mesada de 200 reais, que às vezes ela comprava um sorvete para as meninas, às vezes comprava coisa da casa. — Tipo, ele comprava um tanto de litro de leite, acabou, é só o mês que vem. Então aí ela guardava, sei lá, uns 30, 40 reais, esses 200 reais, pra comprar o leite que faltava. — E as meninas cresceram desse jeito…
Outra coisa que era muito peculiar deste homem é que ele sacava o dinheiro e dava pra ela. — A Rosalva nunca teve acesso a cartão, essas coisas… — Quando ela que tinha que comprar, ele sacava e dava dinheiro, ela ia no mercado e comprava as coisas. E ele não gostava de fazer compra do mês, ele ia dando picadinho pra ela comprar, tipo, por semana, sabe? O tempo foi passando, uma vida de escassez realmente… O cara dava o mínimo, fazia o mínimo pela família, mas ele era um cara que todo mundo achava muito querido. E em casa, como é que eu vou dizer? “Ah, ele chegou, ninguém gostava dele”, não, ele tinha um clima muito leve… Ele brincava com as meninas, ele dava risada com a Rosalva, mas só dava 200 reais. — Reclamava do preço das coisas, mas não dava as coisas, mas era uma pessoa alto astral, saca? Esse naipe, ele era desse naipe. —
O tempo passou, ele sempre de aluguel naquela casa pequena, as meninas dividindo um quarto muito pequeno. — Uma vida precária, gente, precária… — Até que um dia, Beatriz recebe uma mensagem… E essa mensagem era de um garoto. Beatriz com 14 anos e o garoto tinha 15 anos. — A gente vai chamar esse garoto de “Juliano”. — Juliano estava dizendo para Beatriz, de 14 anos, que ele tinha 15 anos, que ele queria se apresentar e que ele era irmão da Beatriz. Beatriz ficou em choque e na hora contou para a mãe: “Mãe, tem um menino falando que é meu irmão e ele tem 15 anos. Ele é um ano mais novo que a Bia”. Rosalva não acreditou, falou: “deve ser trote isso e tal, né?”, mas foi investigar, foi conversar com o menino e o menino deu um endereço. Rosalva anotou esse endereço e, antes de conversar com o marido, foi pesquisar. Primeiro: Bairro bom? Bem melhor do que a casa alugada que eles moravam. — Então, assim, o menino tem uma mãe então que tem um pouco de dinheiro. —
Rosalva, em vez de contar, resolveu ir… Pegou as meninas, as duas meninas, Bianca com 16, Beatriz com 14, e foi encontrar o Juliano. Acontece que o Juliano não contou para a mãe que tinha feito essa busca. Como que Juliano chegou na Beatriz? Ele encontrou na carteira do pai a foto das meninas, e aí o que ele foi buscar na carteira do pai não sabemos, talvez dinheiro, né? E achou um outro papel que a Beatriz fazia algum tipo de esporte, sabe assim? Tipo o ginásio da Prefeitura… Ele fez uma pesquisa e achou a Beatriz numa rede social. Fuçou e fuçou e descobriu que o pai dele tinha outra família. Acontece que o que ele não sabia é que a mãe dele, a mãe de Juliano, sabia da família. — A mãe de Juliano foi amante todos esses anos desse homem. — Quando a Rosalva chegou na porta dela com as duas crianças, essa mulher ficou pálida… Juliano estava todo feliz, achando que elas eram fora do casamento e o pai dele era casado com a mãe dele.
E foi ali numa discussão, numa calçada, que Juliano também descobriu que a mãe dele era amante. — Ela se arrepende muito de ter levado as meninas, mas no fundo, ela falou: “Andréia, no fundo eu tava achando que era tudo, sei lá, uma brincadeira, alguma coisa de criança, sabe? Eu queria levar as meninas, os três, botar os três de frente pra, tipo, chamar a mãe dele e falar: ‘olha o que seu filho tá fazendo, minhas filhas tão fazendo, isso é um absurdo essa brincadeira”, ela achou que ela ia confrontar as crianças e resolver uma situação de criança… E, no final, realmente, ela descobriu o amante de 16 anos do marido, ela estava há 19 anos com este homem e a amante estava com ele há 16 anos. Rosalva voltou pra casa, as crianças chorando muito e o Juliano ficou lá chorando… — Porque elas acabaram discutindo, né? E Juliano acabou descobrindo que a mãe era amante, né? — Ela ligou para o marido na fábrica, eles tiveram uma discussão por telefone, ele foi para casa, eles discutiram mais e ele pegou umas coisas dele e saiu de casa. Foi pra casa da amante.
Juliano continuou em contato com Bianca e Beatriz, porque eles são irmãos, né? E aí o Juliano falou: “O papai está aqui”. Rosalva, desesperada, inconformada, mas ainda com muitos amigos, conseguiu um advogado do posto de gasolina que ela trabalhou por muitos anos. — Vamos chamar o posto aí de Pônei Shell”. — O advogado da Pônei Shell, que a gente pode botar aqui de Dr. Ribeiro, a primeira pergunta que ele fez pra ela foi: “O que você quer fazer? Você quer realmente se separar? Porque às vezes as pessoas entram com o processo e depois desistem… É isso que você quer?”, “Não, é isso que eu quero… A vida toda eu ganhei uma mesada de 200 reais, 200 reais pra fazer as coisas pras meninas e, assim, a gente viveu sempre muito mal”. Juliano, casa boa, roupas boas, escola particular. As meninas, roupas ruins, doação, escola pública. Doutor Ribeiro fez uns levantamentos, imposto de renda, essas coisas e vocês não vão acreditar…
Este homem dizia que ele ganhava 5 mil reais e ele ganhava 12… Mais da metade do salário dele, a Rosalva nem sabia que existia. Ele estava sustentando a outra família, né? Faz as contas, se Juliano tem 15, eu acho que as duas devem ter engravidado muito perto, assim, né? Juliano, escola particular, com 14 já tinha ido a Disney, fala inglês e espanhol… — Juliano é um doce? É um doce, é o irmão das meninas, mas assim, uma vida toda de privilégios. — E, tem um detalhe agora, que o doutor Ribeiro tá em cima, provavelmente aquela casa que está no nome da amante, quem comprou foi ele. E, se ele comprou, metade daquela casa é da Rosalva… Porque elas moram de aluguel. — Numa casa péssima. — Está uma briga na justiça, este homem nem pensão queria pagar, tá? O homem que dava mesada de 200 reais, ele tem que pagar pensão para as duas filhas. —
A Rosalva não se conforma porque, pensa, gente, ela passou 17 anos vivendo com o mínimo… Sendo que o cara tinha grana e estava botando a grana em outro lugar, em outra mulher. E ela é casada no papel, ela é a esposa e a outra sabia dela. Esse divórcio virou litigioso, porque tem muita coisa pra resolver, né? Rosalva voltou a trabalhar no posto de gasolina… Olha quantos anos, hein? As meninas estão fazendo terapia, Beatriz só chora… Só chora. Bianca ainda, um pouco maior, tinha um pouco mais de coisinha, a Beatriz uma roupa que não servia mais na Bianca, que já era doação e quem usou foi a Bianca, vinha para a Beatriz já, assim, praticamente puída, farrapo humano. Beatriz vê tudo que o Juliano tem, apesar dela gostar do irmão, ela se ressente muito, assim… — Das meninas tirando sarro da roupa dela, desse tipo de coisa… De adolescente, né? — E o pai acha que não fez nada errado, que ele não fez nada errado, gente. — Ele acha… — “Que a metade do salário eu deixava em casa”, não deixava, né? Porque dava o mínimo e dava 200 reais para coisas extras de mesada.
O Doutor Ribeiro disse que essa disputa judicial vai longe ainda… Eu não sabia, eu achei que tinha que ser uma coisa só, assim, tipo, sai o divórcio e sai a partilha dos bens, mas não, já saiu o divórcio, mas essa questão dos bens ainda está enrolada porque se a mulher não conseguir provar que ela comprou aquela casa, aquela casa vai ser dividida… E a Rosalva falou: “eu quero a casa, eu quero tudo que é meu agora. Tudo”. Gente, como pode um homem fazer um negócio desse por praticamente 20 anos? E sustentando com diferença as famílias, dando tudo para o filho homem e deixando as meninas como o farrapo humano, assim, de roupa, de coisa… Da Rosalva ter que, assim, fazer milagre pra comprar creme pro cabelo das duas, sabe esse tipo de coisa? E uma coisa que a Rosalva me falou, que eu fiquei um pouco em choque, é que toda essa esse histórico de “ah, o cara não dava dinheiro” e essas coisas, na hora do vamos ver do divórcio, não entra muito, entra o que é concreto, o que tem de bens, o que tem de dinheiro, o que passou e que você sofreu sem nada, não entra nessa conta, não tem uma coisa pra quantificar isso, entendeu?
Ou seja, você sofreu tudo aquilo e aquilo não vai voltar para você indenizado. Vai ter só agora essa diferença, essa divisão… Eu falei: “Mas e a questão da amante? Não tem, sei lá, gente, um bônus financeiro?”. A Rosalva falou: “Andréia, o meu divórcio tá todo enrolado, porque assim, primeiro tem que provar que aquela casa ela não comprou, né? Porque aí metade daquela casa é minha”. Rosalva voltou a trabalhar no posto, que é onde ela gosta e tal, as meninas estão fazendo terapia e quem tá pior de tudo é a Beatriz, que é a mais nova. O Juliano gosta muito das meninas, mas as meninas têm um pouco de restrição, porque, tipo assim, é filho da amante, né? E aí tem que conviver com a mulher… Então elas não querem conviver com a mulher, elas não querem não poder não falar mal da mulher e você não vai falar mal da mãe do menino pro menino, né? Então, elas gostam do Juliano, mas assim, elas ficam mais na delas.
Cara, se eu quisesse contar aqui todo dia a história de homens que tem mais de uma família, eu teria história até o ano que vem, até o final de 2026… Porque é muito, muito. Muito. E esse cara privilegiou o filho homem dele, deu tudo pro menino e nada pras meninas, só uma mesada de 200 reais. Nossa, eu passei até mal quando eu fiquei sabendo dessa história, porque assim, a Beatriz… Isso me pega muito… Ela tá muito abalada, muito abalada. Porque primeiro é você achar que seu pai não gosta tanto de você porque você é menina… E era pra ela ter nascido menino e ela fala isso: “Se eu fosse menino, talvez ele gostasse mais da gente, mãe”. Pensa o que este homem fez na cabeça dessa menina, que ainda bem, está em terapia. Então, ou seja, não mexe com criança, não mexe com adolescente não, sabe? Bom, essa história ainda vai longe, né? E o divórcio já saiu, mas essa partilha dos bens, essas questões ainda financeiras, segundo o Doutor Ribeiro, ainda vão demorar. O que vocês acham?
[trilha]
Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Carolina e eu falo de Minas Gerais. Eu sinto muito por tudo que você passou… Minha mãe foi vítima de violência doméstica também e é uma situação muito cruel, muito perversa. Por tudo que ele fez com você durante todos esses anos que vocês estão juntos, vale tentar entrar com o processo de dano moral por conta de violência patrimonial. Ele te privou de ter um emprego, ele te privou de ter as suas coisas, ele te privou de fazer o mínimo e o básico para as suas filhas, então entra contra ele alegando violência patrimonial. É uma violência que ela tá dentro do guarda—chuva das violências que a Lei Maria da Penha protege a mulher… Fala com seu advogado, entra no criminal e entra no cível contra ele, porque essa sensação de impunidade é muito cruel e você não deve passar por isso. Muita força pra você e um beijo.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Roberta, eu falo da Polônia. Rosalva, que situação triste, hein? Eu lamento muito pelas suas filhas, por tudo que elas estão passando agora e já passaram, né? Mas eu fico imaginando como ficou o psicológico delas. Essa questão de na divisão de bens não entrar tudo isso que aconteceu, da diferença que ele fez entre o filho fruto dessa traição e as filhas, pode até não entrar na partilha, mas eu tentaria entrar com o processo contra danos morais, por exemplo, pela traição, né? Por tudo que aconteceu, eu acredito que dá pra ir atrás disso. Tudo que eu pudesse fazer pra atrapalhar a vida dele, eu faria, porque é um desaforo, né? Um beijo e tudo de melhor pra vocês.
[trilha]
Déia Freitas: Aproveita que o feriadão tá chegando e já escolhe um lugar pra você descansar e relaxar com o Airbnb. Não adia esse momento, vamos combinar isso? Não vai adiar esse momento de descanso… Chama aí as amigas, os amigos, manda já os links das suas acomodações favoritas no Airbnb e já vai se programando, gente… Já reserva. Faça sua reserva no Airbnb agora. No Airbnb você encontra a melhor acomodação do seu gosto, com todas as comodidades que você precisa e num preço que cabe no seu bolso. Feriado liberado é no Airbnb. Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]



