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título: puxadinho
data de publicação: 12/12/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #puxadinho
personagens: leonardo, irmão, cunhada e giovanni

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje? — Sim, sim, sim, mais uma vez. — É a Wise. A Wise lançou recentemente a sua conta PJ — a Wise Empresas —, se você tem uma empresa aberta no seu nome, não importa o tamanho da sua empresa e você fecha e contratos em outras moedas que não o real, como a Wise Empresas você pode gerenciar suas finanças internacionais de forma rápida, sem pagar taxas excessivas de conversão, com suporte 24 horas por dia, sete dias por semana. Wise Empresas valorizam o seu negócio e o seu faturamento. [efeito sonoro de caixa registradora] Wise Empresas, receba dinheiro, sem perder dinheiro. Abra sua conta PJ na Wise agora mesmo, eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. E hoje eu vou contar para vocês a história do Leonardo. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha] 

O Leonardo tem um irmão que é um ano mais velho que ele — então o Leonardo agora está com 34 e o irmão tem 35 —, ambos foram criados só com a mãe, Dona Sueli e, infelizmente, na pandemia, Dona Sueli faleceu. Foi um baque para o Leonardo, para o irmão, ambos já casados, não moravam com Dona Sueli, mas moravam perto e ela faleceu. Enfim, uma história muito triste… Só que agora eles tinham que lidar com o lado burocrático. — O que seria? — Dona Sueli tinha uma casa — e uma casa, gente, sabe quando você tem uma casa velha, só que num bairro que tá muito valorizado e tá meio, assim, moderninho? essa era a casa da Dona Sueli. Uma casa muito grande, assim, boa, o que ele pensou? “A gente faz um inventário, a gente divide essa casa no meio e dá para fazer duas casas…”, uma para o Leonardo, que o Leonardo moraria com o marido dele, o Giovani, e outra para o irmão porque ambos saíram de casa, casaram e moravam de aluguel ainda. — Então, essa foi a ideia do Leonardo… —

O irmão foi totalmente contra e falou: “Não, a gente tem que vender, eu quero minha parte, eu quero minha parte” e sozinho o Leonardo não ia conseguir comprar aquela casa. Então, fizeram o inventário e dividiram o dinheiro. Cada um recebeu 300 mil reais. O irmão do Leonardo sempre morou de aluguel, ele, a esposa e duas crianças. E eles sempre gostaram de morar em bairro bom, com aluguel mais caro e o Leonardo não, ele falou: “Minha vida é classe C, então eu morava de aluguel num prédio do Minha Casa, Minha Vida. Pagava um aluguel barato, mas não era meu aquilo. Agora, com 300 mil reais, o que eu fiz? Eu comprei um apartamento, eu fiz tudo certinho… E, assim, apartamento meu de herança… Então, assim, se o Giovanni se separar de mim amanhã, ele não tem direito”. [risos] — Leonardo e Giovanni são um casal, assim, com muito amor, espero que eles fiquem juntos para o resto da vida, mas se separar cada um tem as suas coisas. —O Leonardo pegou o dinheiro dele e investiu numa casa pra ele — num imóvel pra ele —, ele saiu do apartamento, ele sempre gostou de morar em casa, mas não dava pra pagar o aluguel, e aí ele comprou uma casa, uma casa boa com quintal, ele tem um cachorrinho — que é como os meus, ficam mais dentro de casa do que no quintal [risos], mas é legal você ter um quintal, né? — , uma casa com espaço e um quintal muito bom. O irmão, por outro lado, morando de aluguel, resolveu junto com a esposa, pegar esse dinheiro e investir num negócio próprio. — O que era esse negócio próprio? — Uma franquia de lanchonete. — Gente, é muito difícil trabalhar com comida… É muito difícil. E, assim, além de toda a questão sanitária e tal, é uma coisa que todo dia você tem que estar ali, né? E o investimento demora para voltar. — E aí o irmão pegou e investiu nessa franquia de lanchonete. Primeiro mês até que vendeu um pouco bem, segundo mês nem tanto… — E, assim, não sei se eles foram mal assessorados ou se por não ser do ramo. — Em seis meses eles faliram. — Eles faliram… — 

E agora eles não estavam conseguindo pagar nem o aluguel. Leonardo, mesmo com uma casa agora de 270 mil reais, ele continua sendo classe C, continua sendo assalariado… Jamais que Leonardo ia conseguir pagar o aluguel do apartamento que o irmão dele morava num bairro chique, eles iam ser despejados… O Leonardo falou para o Giovani: “Eu não quero eles aqui na minha casa. Não quero, porque são quatro pessoas… Meu irmão e minha cunhada são muito folgados, eu não quero”. E o Giovani é um marido muito bacana, ele falou: “Leonardo, senão tiver jeito, a gente abriga eles um tempo aqui, o que é que a gente vai fazer? Vai deixar eles na rua?”, dito e feito… Pegaram as coisas, se mudaram para a casa do Leonardo e foi o pior período da vida do Leonardo. Tudo o que ele tinha reformado naquela casa, as crianças do irmão, o próprio irmão, a cunhada destruíram… Agora que eles não tinham mais a lanchonete, eles acordavam tipo onze e pouco da manhã…

O Giovanni trabalha em casa — ele trabalha de home office — não conseguia trabalhar… — Aquela bagunça… Ninguém respeitando, sabe, o espaço? — Foi terrível. E aí, com três meses que eles estavam lá e, assim, não aguentando mais, o Leonardo falou: “Eu tenho que tirar eles daqui” e o Giovanni falou: “Vamos ver, tem um apartamento ali na Cohab X, tá 600 reais o aluguel, eu pago 300, você paga 300, vamos pagar para eles? A mulher lá falou que faz um contrato de um ano. A gente paga esse um ano e em um ano eles fazem aí, veem o que eles fazem da vida deles”. Aí o Leonardo foi falar para o irmão, mas a hora que ele falou que era na Cohab, o irmão deu um show. Não queria ir para a Cohab. — Não quer ir pra Cohab. — E, olha, que era uma Cohab tipo no bairro vizinho, não era longe… E aí eles brigaram e o Leonardo falou: “É isso ou você você vai então pra casa da família da sua esposa”. — Só que aí é outro estado. — E ela, com uma tromba do tamanho do mundo, falou que eles iam para casa da Cohab. Foram para casa da Cohab reclamando… — Reclamando. — Fizeram a mudança de cara feia, sem falar com o Leonardo, falando apenas um pouco com o Giovanni. — Que é o marido do Leonardo. —

Giovanni e Leonardo pagavam o aluguel e tinham que pagar também a luz e o condomínio. — Condomínio era, sei lá, 100 reais, mas tinha que pagar… — Com tudo dava, sei lá, oitocentos e pouco. O irmão dele chegou a mandar o boleto da internet… E aí, quando Leonardo reclamou, ele falou: “Sem internet a gente não consegue trabalhar, fazer nada”. Aí pediu uma coisa aqui, outra coisa ali pra criança… Quando o Leonardo viu, eles estavam pagando mil reais… 500 reais do Giovanni — que não tem obrigação nenhuma, hein? Obrigação zero, Giovanni é firmeza demais, não perca este homem, Leonardo. — Giovanni firmeza demais… — e o Leonardo pagando 500. — Pô, vamos se mexer, fazer alguma coisa? Não. — Eles ficaram o ano todo na aba do Leonardo. Quando deu um ano aí, esse irmão do Leonardo foi e fez um contrato ele com a mulher, então livrou o Leonardo. Então, o Leonardo falou: “Bom, daqui pra frente deixa ele pedir as coisas, a gente não vai dar mais nada”, porque passaram um ano, abrigaram na casa, ficou um tempo na casa, uns meses na casa, depois pagou um ano de aluguel, de tudo e eles deviam estar se virando para pagar comida, essas coisas, porque eles não mandavam também… Nem tinham como, né? Mas estava dando mil reais todo mês, então agora era mil reais que sobrava ali para eles. 

Um tempo passou, eles fizeram o contrato para continuar nesse apartamento da Cohab, só que eles não estavam pagando. Tem um processo na justiça e, provavelmente, eles serão despejados e o irmão do Leonardo agora fala que vai para a rua, que vai morar na rua com as crianças e que a culpa disso ter acontecido é do Leonardo. Como que a culpa é do Leonardo? Se o Leonardo te ajudou um ano? “Ah, mas eu não achei trabalho em um ano”, gente? É o que eu falo aqui: Eu fui babá de gato… Vai, sei lá, pegar latinha, vai fazer bico em buffet. “Ah, mas eu não quero esse tipo de trabalho”, você não quer? O que você tem? Nada. Pelo menos aqui, eu e Janaína, a gente nunca medo de serviço. Agora você vai ficar escolhendo? Você não tem, você está na aba do seu irmão… E agora tá nisso, ele vai ser despejado… — Porque vai, é uma questão de tempo, alguns meses, no máximo. — E falou que vai morar na rua, vai comprar uma barraca, vai pôr as crianças na barraca e vai morar na rua. 

Quando eles se mudaram para casa do Leonardo, eles tinham dois gatos e levaram os gatos juntos, o Leonardo falou: “Lógico, não vou falar pro meu irmão não levar os gatos” e, quando eles se mudaram, os gatos ficaram no Leonardo, eles não quiseram mais os gatos e agora os gatos são do Leonardo. E aí o irmão faz post nas redes sociais e tudo, fala que o Leonardo prefere dois gatos vira—latas do que a própria família, o próprio irmão… E a história que ele conta, enigmática, ele não põe detalhes, é que o Leonardo está fazendo com que ele vá morar na rua porque não está apoiando ele. — Quer dizer, não tá dando dinheiro. — Essa casa do Leonardo é uma casa de esquina, casa boa, excelente, que tem um quintal muito grande… Lá no fundo do quintal o Giovanni deu uma ideia de construir dois cômodos e um banheiro. — Como é minha casa aqui. — Já virado pra parte que dá pra rua. — Ou seja, o Leonardo perderia ali, sei lá, o terreno dele tem dez de frente, sei lá, cinco… Do fundo de terreno. Cinco para fazer esses dois cômodos para o irmão, ficar uma parte de terreno que dá para o irmão se quiser botar um carro na garagem ali, tudo separado. — E cobrar um aluguel de pelo menos 100 reais do irmão, para o irmão também daqui a pouco não pedir usucapião… Foi isso que o Leonardo falou.

Só que o Leonardo não está querendo fazer isso e o Giovani falou: “A gente aqui a gente chama um pedreiro e em dois meses a gente faz dois cômodos aí reboca, põe um piso mais barato e é isso… Puxa uma água lá, puxa uma luz separada e eles se viram… Cobra 100 reais de aluguel. Faz uma casa pequena, dois cômodos, porque eles não se acomodam tanto, sei lá… As crianças vão crescendo, eles vão sentir necessidade de uma casa maior, e aí não vai dar para construir ali, não vai ter onde ele construir ali. Faz só uma coisa pequena”. — Não sei, gente, eu, assim… Por mais que o irmão seja insuportável, enfim, é seu irmão, você vai deixar ir morar na rua? Dentro de casa o Leonardo falou: “Aqui dentro da minha casa não dá mais. Fiquei com os gatos dele, agora tenho dois cães, daqui a pouco a gente vai adotar, vai ter filha… Minha casa é boa? Minha casa é boa, mas é minha. Eles destruíram a minha casa”. Agora eles já pintaram a casa de novo… O Leonardo não quer eles nem pra visita. — Mas eles têm as duas crianças, né, gente? Como que você vai deixar seu irmão numa barraca na rua? —

Eles têm a opção de ir para casa da família da esposa, mas eles não querem. — Então, a opção seria fazer esse puxadinho lá no fundo do quintal. O Leonardo ainda fica com um bom espaço de quintal, faz o muro, separa tudo… Vai gastar? Vai gastar. — E o Leonardo falou pra mim: “Andréia, o Giovanni está se oferecendo para fazer, mas é como eu disse pra você, isso aqui é meu, então, se for construir lá atrás, eu que vou me meter numa dívida. Eu não vou fazer com que o Giovanni gaste o dinheiro dele com isso, porque ele já gastou 6 mil reais com minha família, dando 500 reais todo mês para me ajudar a manter o meu irmão que nem se mexeu, nem ele e nem minha cunhada para trabalhar, porque eles querem ser patrão. Não quer CLT, quer empreender”, mas como você empreende? Você já perdeu 300 mil reais empreendendo, chega… Você nem tem mais para perder. Bom, agora está nisso: Constrói ou não constrói o puxadinho? 

Eu estou com o Giovani nessa, eu acho que constrói porque tem as crianças. Mas mesmo se fosse só o irmão e a cunhada, você vai deixar eles morando numa barraca, gente? Na rua? É muito triste. É muito triste… Então, se eles têm condição, quer dizer, o Leonardo, né? Porque ele não vai deixar o Giovane participar dessa bucha. Se o Leonardo tem condição de financiar isso, porque ele falou: “Andréia, eu vou ter que financiar, mas eu pego um dinheiro aí e subo dois cômodos, um banheiro e é isso. Puxo para minha caixa de esgoto aqui e é isso e já faço a abertura lá para a rua, para não ter que passar nem pelo meu quintal”. Eu concordo com o Giovanni, eu acho que é melhor fazer esses dois cômodos, esse puxadinho… Mas Leonardo não está querendo. Ao mesmo tempo que ele não quer ver o irmão na rua, ele sabe que vai gerar muita dor de cabeça para ele. E ele conhece o irmão, então… Mas eu estou com o Giovanni nessa, eu acho que o que tem que fazer? E vocês, o que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui quem fala é a Adriani do interior de São Paulo. Odeio gente ingrata e folgada, que é exatamente o caso do irmão do Leonardo. Por mais que o Giovanni tenha as melhores intenções por trás da ideia, isso vai só gerar mais problema para vocês. Pelo pouco que você falou do seu irmão, já deu para perceber que ele não vai morar na rua. Se ele tem a opção de ir para casa dos parentes da esposa dele, ele não queria nem ir para Cohab, você acha que ele vai mesmo pegar uma barraca e morar na rua? Ele não vai, está fazendo isso para te chantagear e, se você botar ele para dentro da sua casa de novo, você está perdido, porque vai ser cada vez mais problemas, ele não vai pagar a água, não vai pagar luz, não vai ter dinheiro para comprar comida, vai ficar te chantageando… Então, assim, não faça isso, você só vai criar mais problema para sua cabeça. Eu, sinceramente, cortaria relações com esse irmão, porque me parece que esse relacionamento de vocês não está trazendo nada de positivo para você. Boa sorte para você e para o Giovani. Um beijo. 

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é Rayane de Goiânia. Leonardo, não faça isso… Até porque o seu irmão não queria morar nem na Cohab, você acha mesmo que ele vai morar na rua? Eu, se fosse você, chegaria na sua cunhada e falava: “Olha, eu não tenho condições de te deixar morar na rua e não tem como te acolher na minha casa mais, o que eu posso fazer por vocês é comprar uma viagem para vocês irem passar um tempo com a mãe de vocês até vocês se restabelecerem e, quando vocês quiserem voltar, eu ajudo vocês a voltarem, mas pelo menos fazer um teste na casa da mãe de vocês”. Essa conversinha pra mim tá muito de convencer o Giovane e o Leonardo do que eles mesmo irem morar na rua. Eu duvido muito que eles vão morar na rua. Não deixem construir nada aí, que vocês não vão ter paz. É isso, um beijo. 

[trilha] 

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[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]