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título: rateio
data de publicação: 12/12/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #rateio
personagens: juliana e amiga

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publi… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje de novo é a Liz. Além de lingeries lindíssimas — sim, belíssimas —, a Liz tem uma ampla variedade de produtos como moda praia, roupas casuais, pijamas, roupas para treinos, roupas para gestantes e muito mais. As roupas são produzidas pensando no seu conforto, já que pra Liz é imprescindível que ninguém se acostume aí com alguns desconfortos. Todas as peças da marca são moldadas nos corpos das mulheres da equipe da Liz, para que o produto real seja testado em diferentes tipos de corpos e não gere aí desconforto em nenhuma pessoa. Liz te convida a abraçar o seu corpo e não aceitar mais nenhum tipo de desconforto, nem mesmo conviver aí com qualquer coisa que te faça mal. Acessa agora o Instagram da Liz em: @lizlingerie e vai conferir também no site, liz.com.br. — Lá você vai encontrar peças incrivelmente confortáveis e você pode também visitar, tá? Uma loja física. Vou deixar tudo certinho aqui na descrição do episódio. — E hoje eu vou contar para vocês a história da Juliana. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha] 

Juliana engravidou, e aí no decorrer de sua gravidez, uma de suas grandes amigas indicou para a Juliana uma fotógrafa. Essa fotógrafa fazia o registro ali do parto, então tinha vídeo, tinha foto e fazia algumas fotinhos depois que o bebê já estava de roupinha e tal. Essa amiga falou pra Juliana: “Olha, é uma fotógrafa excelente, faz um trabalho incrível, se você quiser”. Juliana, além de achar uma coisa meio invasiva, tipo você tá ali parindo e tem alguém filmando, alguém que você não conhece, ela também estava sem grana… Então ela agradeceu a amiga — e assim nem falou que não ia se sentir à vontade —, mas disse: “Tô sem grana, mas obrigada pela indicação”. Uns dias depois, essa mesma amiga chamou a Juliana ali no WhatsApp e falou: “Ju, me passa o contato das suas dez melhores amigas, incríveis, pessoas que você gosta e que eu quero fazer uma surpresa para você”. 

Juliana pensou o quê? No chá de fralda. — Seria importante ali ter um chá de fralda. — Ela passou o telefone das amigas e esqueceu disso, né? Tá grávida ali, fazendo as coisinhas de grávida. Um tempo depois, Juliana, ali nos seus afazeres de futura mamãe, recebeu uma notificação: [efeito sonoro de notificação] Chegou um contrato no e—mail da Juliana. No mesmo momento que apareceu esse contrato, essa amiga da Juliana apareceu também com uma cartinha, assim pessoalmente, assinada por todas as amigas que ela tinha indicado e mais algumas pessoas próximas da Ju, como a mãe e a irmã da Ju, que moravam em outro estado. — Ela conseguiu pegar assinaturas de todo mundo. — E era o quê? Essa amiga fez uma vaquinha pra poder pagar essa fotógrafa — que era uma fotógrafa amiga dela mesmo, indicada por ela — e dar aí de presente de Natal este álbum e essa filmagem para Juliana. Do parto. 

Juliana ficou surpresa porque ela não esperava isso r não esperava também que a amiga fosse fazer uma vaquinha — porque é praticamente uma vaquinha em nome dela, né? — e, detalhe, o contrato com a fotógrafa estava em nome da Juliana. Juliana ficou quieta, agradeceu, mas ela: “Meu Deus, vai ser uma coisa muito invasiva”. — Bom, mas enfim, ela não ia fazer uma desfeita. — Chegou ali o dia do parto e a fotógrafa foi pra lá, registrou tudo, a Juliana naquela situação de parir, [risos] nem prestou muita atenção na moça que estava lá fotografando, registrando, fazendo filmagem. — Mas a moça fez e foi lá e fez o trampo dela, gente, foi lá e trabalhou. — Passou um mês, e Juliana, agora um pouquinho mais tranquila, pensou: “Puts, tô curiosa para ver as fotos do meu filho, a filmagem vai ser um presentão de Natal, mas até agora a fotógrafa não entrou em contato comigo. Vou mandar uma mensagem, saber quando ela vai entregar, quando vai estar pronto, né?”. E assim a Juliana fez… 

Foi lá e mandou uma mensagem para a fotógrafa, Juliana mandou a mensagem e, logo na sequência, a fotógrafa mandou a seguinte mensagem para a Juliana: “Então, eu estou esperando o pagamento até hoje… A sua amiga não me pagou ainda, parece que ela teve um problema na conta dela e tal, tinha ficado sem celular e ela não me pagou. Então é por isso que você não recebeu nada ainda”. — E ali ela sacou que a amiga da Ju não era tão amiga da fotógrafa, era só uma indicação de trampo. — Como que ela não pagou se ela fez uma vaquinha e recebeu de todo mundo? Juliana ficou espantada, primeiro com essa notícia de que não estava pago, “como assim não tá pago?” e a Juliana agradeceu a fotógrafa ali e mandou uma mensagem pra amiga. Falou: “Fulana, eu falei com a fotógrafa agora para saber das fotos do meu bebezinho e ela disse que você não pagou, mas você falou daquela vaquinha, você me mostrou a tal?” e a amiga deu uma disfarçada e falou: “Não, eu paguei sim, paguei para uma outra pessoa da equipe dela… Acho que ela não, hein? Vou falar com ela”. 

Juliana mandou mensagem para a fotógrafa: “Olha, ela pagou pra sua equipe, dá uma conferida, acho que está pago sim” e a fotógrafa foi visualizando as mensagens e não respondeu mais. Juliana passou mais de um mês depois — daquele primeiro contato com a fotógrafa cobrando as fotos — perguntando para ela o que estava acontecendo e ela não respondia. Até que a Juliana mandou mensagem assim: “Quanto falta pra quitar isso aí?”, porque ela tinha falado por cima que a moça lá tinha dado uma parte, e aí a moça respondeu as fotos tinha ficado em 3 mil reais, a moça tinha dado mil e os outros 2 mil reais? — Ela usou, gastou, porque assim, ela arrecadou mais de 3 mil reais. — E aí a Juliana já ficou cabreira e tinha um outro detalhe o contrato estava no nome da Juliana, então quem estava devendo 2 mil reais, quem era? A Juliana, né? — Então, se tinha aquela dívida que estava em aberto ali, quem estava devendo era quem? Era a responsável pelo contrato, que era a Juliana. A amiga não pôs o contrato no próprio nome, colocou no nome da Juliana. Olha que surpresinha de Natal horrível… — 

Juliana foi se abrir com uma amiga, uma daquelas amigas da vaquinha e essa amiga falou: “Olha, que curioso… No mesmo dia que você teve esse confronto de valores com a fotógrafa, a nossa amiga fez uma outra vaquinha dizendo que era para pagar custas da avó doente. Eu acho que ela fez uma segunda vaquinha para cobrir a primeira vaquinha que ela gastou dinheiro”. Tudo isso a Juliana no puerpério, esperando aí pelo seu álbum e vídeo como um presente de Natal. Juliana nesse ponto já estava P da vida, ela foi lá e falou com todas as amigas que participaram da vaquinha — e também com a sua mãe, com a sua irmã, enfim, quem não era amigo, que era parente, que estava na vaquinha —, o que ela descobriu? Ela pegou todos os comprovantes, todo mundo pagou e a amiga da Juliana que fez a vaquinha, ainda mentiu que tinha faltado 400 reais para fechar o valor e a mãe da Juliana colocou esse valor a mais… — Ou seja, a vaquinha tinha dado mais do que os 3000 do álbum lá do kit, ela ficou com esse excedente e ainda ficou com mais 400 reais da mãe da Juliana. — 

Juliana resolveu mandar todos os comprovantes para a fotógrafa., e aí assim, eu acho que também eu, no lugar da fotógrafa, talvez ache isso do mesmo jeito, porque assim a fotógrafa quer o quê? Ela não quer tá no meio da briga de duas amigas, ela quer o dinheiro dela, né? A fotógrafa meio que deu um esculacho ali na Juliana e ainda meio que chamou a Juliana de mal agradecida… — Porque ela não sabe o que a amiga tinha falado pra essa fotógrafa, porque até então ela já tinha feito essa segunda vaquinha e já estava pagando a fotógrafa. Então, de repente, a fotógrafa acreditou ali na conversinha que ela falou, né? — Juliana, muito brava também, respondeu a fotógrafa ali e a fotógrafa falou: “Olha, eu não vou falar mais com você, que você é mal educada e mal agradecida. A sua amiga está fazendo tudo para me pagar, está me pagando e assim que ela terminar de pagar eu te mando o álbum e o vídeo, tá? Eu no lugar dela, talvez mandasse cancelar tudo e apagar tudo”, a fotógrafa falou isso. 

Juliana no puerpério, esperando esse presente e só recebendo desaforo. E aí ela foi pra cima da amiga, falou: “Eu tô com os comprovantes, eu estou com tudo” e a amiga também falou: “Olha, estou cuidando da minha avó, não posso falar com você agora. E a Juliana ficou tão brava que ela falou: “Se você não devolver pelo menos o dinheiro da minha mãe que você pegou além na vaquinha, ainda pegou mais 400 reais da minha mãe”, e aí a amiga disse que ia devolver o dinheiro da mãe. — Primeiro e disse que ia devolver todo o excedente, mas não…”. E, detalhe, a própria amiga que fez a vaquinha nem entrou no rateio. [risos] Todas as outras pessoas que pagaram e ela ainda não repassou o dinheiro para a fotógrafa. Passada ali mais um tempinho, a fotógrafa mandou realmente as fotos e o vídeo e mandou um: “Foi mal aí pelo transtorno”, sabe? E a fotógrafa ainda postou no canal dela do YouTube. — Eu, se fosse a Juliana, mandava tirar, derrubava esse canal por direitos autorais. Falava: “Não, eu não autorizei usar a minha foto e nem a foto do meu filho. Postar um momento íntimo desse no YouTube?”. 

A amiga ficou aí fingindo, sei lá, de doida, não devolvia o dinheiro, começou a dar uma de vítima e falou: “Olha, eu fiz tudo por você e você nem me agradeceu”. Gente? “Era uma surpresinha e nã nã nã” e foi pessoalmente levar um livro pra Juliana e a Juliana falou: “Escuta, cadê o dinheiro da minha mãe? Eu quero dinheiro da minha mãe”. Nisso, a Juliana já estava falando para outras pessoas e essa amiga foi falar: “Você fica falando por aí que eu roubei dinheiro, que eu sou caloteira” e é o que, meu anjo. O que você é? A Juliana passou um nervoso, mas um nervoso… — Pensa, você com um bebezinho recém nascido. — Depois que ela mandou o Pix, pelo menos com os 400 reais que a mãe tinha colocado a mais, né? 

A Juliana não falou mais com ela, mas pasmem, ela finge que nada aconteceu. — Essa ex-amiga, agora é ex-amiga. — Comenta coisas da Juliana nas redes sociais, sabe assim? Como se ela fosse uma querida. — Eu acho que quando as pessoas são honestas, vaquinha é sim um canal ótimo para você fazer as coisas, para você juntar ali a galera e cada um dá um pouco. Mas aqui não foi o caso, né, gente? Tanto que ela fez uma segunda vaquinha — duvido que a vó dela estava doente… — para repor o que ela gastou da primeira vaquinha. E ela não deu nada de presente, no final ela não entrou no rateio, então ela só deu dor de cabeça para Juliana. [risos] O que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Oi, gente, tudo bem? Me chamo Carol Rodrigues de Fortaleza, Ceará. Eu ouvi toda essa história só lembrando a voz da Deia, porque surpresas são projetos e planos organizados por outras pessoas e não por nós mesmos, então a chance de dar merda, de dar errado… Quando a pessoa acha que o que ela acha que é bom para a gente é o que a gente também acharia, só que não é verdade. Eu acho que você tá com muita coisa na cabeça, muitos problemas para resolver, então por isso que você não está vendo a questão do contrato… Porque o contrato eu já deixaria no nome da pessoa… Se não é você que vai pagar, deixa no nome da pessoa. Mas eu acho, assim, que você conseguiu resolver muito bem e o resto vira aprendizado, infelizmente. 

Assinante 1: Oi, gente, aqui é a Carolina, advogada de São Paulo. Primeiro: Nunca, nunca assine um contrato no qual você é o contratante, está lá o seu nominho e não é você que vai pagar. Se é alguém que vai te dar de presente isso, então põe o nominho da pessoa que vai dar de presente lá, ou pelo menos junto com você, ou só aquela pessoa como contratante, tá bom? Se a fotógrafa quiser executar esse contrato judicialmente, ou seja, cobrar a dívida em juízo, quem vai ser cobrado é a pessoa que é o contratante. Essa pessoa tem o direito de cobrar das pessoas que disseram lá por escrito por WhatsApp que iriam fazer a vaquinha e pagar para ela como presente, só que aí é uma outra ação, uma segunda ação judicial. Outra coisa, sobre os direitos de imagem, precisa verificar se nesse contrato tinha alguma autorização da contratante de postagem, divulgação do material que foi feito, que foi colhido. Se não tiver, a fotografa tem obrigação de apagar e se você se sentiu lesada, pode sim mover uma ação de indenização por uso indevido de imagem, danos morais, tá bom? É isso, gente, um beijo… 

[trilha] 

Déia Freitas: A Liz é a marca pioneira no conforto feminino, ela foi a primeira marca a lançar o bojo no sutiã e Liz criou o Fit Sense, um serviço que identifica o tamanho ideal para que todas as mulheres experimentem o conforto real de usar aí o tamanho certo, já que 80% das mulheres não sabem o seu tamanho correto de sutiã e acabam tendo aí muito desconforto com a peça. — Isso é muito real, gente, eu sou testemunha. — Conheça o Instagram da Liz em: @lizlingerie e vai também conferir no site: liz.com.br. Tem também a loja física — então tem várias aí, você pode entrar no site da Liz e verificar o endereço de uma loja Liz mais perto de você. — Não normalize nunca o desconforto. Abrace seu corpo com Liz. — Um beijo, Liz. — Um beijo, gente, e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]