título: responsa
data de publicação: 16/04/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #responsa
personagens: eva, dona gracinda, seu joão, pablo e mariana
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]
Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. – E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. – [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Petlove. Quem é tutor de pet quer que ele tenha a melhor vida possível e a mais longa possível, né, gente? Com muito cuidado preventivo e carinho, com qualidade de vida, felizinho, saudável. Mas a gente tem que estar sempre atento, porque os pets são muito espertos em disfarçar aí quando estão com algum tipo de sintoma, alguma dor… Com o plano de saúde Petlove, você consegue perceber rapidamente alguma dor, algum desconforto, porque você pode marcar um check up ou mesmo ali no momento, dar uma vacina, uma rotina consulta de rotina, já pode detectar qualquer coisinha antes de virar um problemão.
Você não precisa ter medo da demora, a Petlove tem prazos de carências super justos, pra você começar a usar o básico, tipo consulta, vacinas… – É rapidinho, gente… Mesmo. – A contratação é 100% online, digital, facinho de fazer e por um preço que você pode pagar. – Gente, vale muito a pena. um plano de saúde da Petlove, porque você pode trabalhar com prevenção, marcar consultas de rotina… É muito importante pro seu petzinho. – É o cuidado, a atenção e o carinho que garante mais tempo junto com o seu pet, tá? Mais anos aí de vida para os nossos pets. Plano de saúde Petlove, se tem pet, tem que ter. – Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio e fica comigo que tem o quê? Tem cupom. – E hoje eu vou contar pra vocês a história da Eva. – [cantarolando] Minha pequena Eva… [risos] Eva… Certeza que você pensou isso também, né? – Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]
Eva tá casada há quase 30 anos. Filha única, foi criada aí por Seu João e Dona Gracinda. Teve uma infância ótima, cresceu, foi fazer suas coisinhas, seus cursos e conheceu o seu marido. Casaram, tiveram dois filhos, que a gente vai chamar aqui de “Pablo” e “Mariana” e a vida seguiu… Seu João tinha um bar-mercadinho, sabe quando você tem ali um bar e aí do lado você põe umas prateleiras com arroz, feijão? Aí ali o pessoal do bairro: “putz, não quero ir lá no mercado comprar um quilo de arroz” e aí vai no Seu João. Então ele tinha ali a vendinha e o bar. Foi isso que sustentou ali aquela família, a vendinha ali era mais precária… Aí foi entrando um dinheirinho, ele reforçou aquela estrutura e em cima da venda ele fez dois apartamentos. Ele e Dona Gracinda morando já em cima e mais um em cima deles para alugar, para ganhar aí uma graninha, né? Quando Eva casou, Seu João falou: “bom, eu vou tirar o inquilino e você com o fulano mora aqui, né? Porque tudo isso aqui vai ser seu”.
Antes que esse casamento se efetivasse, o inquilino já tinha saído, Seu João teve um mau súbito e faleceu. Foi tudo muito triste, porque o casamento, as coisas já estavam todas marcadas, então não tinha como deixar de casar. – Não tinha dinheiro pra fazer de novo depois, né? – Foi uma tristeza aquele casamento, mas aconteceu e eles foram morar lá. Nessa época, a Eva trabalhava num outro lugar. mas ela saiu de onde ela estava trabalhando para ir cuidar, junto com Dona Gracinda, do mercadinho ali e do bar. O marido da Eva trabalhando em outro lugar – CLT lá -, levando a vida dele de trabalho. Com o tempo, Eva e a Dona Gracinda foram percebendo ali que o bar para elas não fazia mais sentido. – Por que quem que vai em bar? Os caras que ficam ali sentados tomando uma cerveja e Seu João ficava ali conversando com eles e tal, aquilo não fazia mais sentido para elas, né? –
Então elas resolveram tirar o bar, o balcão do bar, essas coisas, venderam e ampliaram o mercadinho. – E aí, veja, né? Seu João ali morreu, aí a gente pensa o quê já? No inventário… – Seu João, desde quando ele comprou aquele terreno que ele fez o bar e a vendinha, ele já comprou aquele terreno no nome só da Dona Gracinda. – Eles eram, na época, falavam ‘amigado”, né? Juntado. – O Seu João sempre gostou de uma cachaçinha e ele falava: “bêbado não tem juízo, então eu vou botar as coisas todas no nome da Gracinda, porque eu sei que eu não vou fazer besteira, entendeu? Não vou vender, não vou perder no jogo”, sabe esse tipo de coisa? Então quando ele faleceu, não tinha nada no nome dele. A vendinha ali era já no nome da Dona Gracinda. Quando Eva saiu do trabalho dela, Dona Gracinda falou: “Vamos te registrar aqui para você não perder o INSS”. A Eva virou uma funcionária daquele bar mercadinho… – Uma funcionária registrada. Então, veja, tanto o mercadinho, que a gente pode chamar aqui de Pônei Certo, tanto o Pônei Certo quanto os dois apartamentos em cima do Pônei Certo estavam todos em nome de Dona Gracinda. –
Mercadinho Pônei Certo cresceu… Atrás do Pônei Certo tinha um pedaço que era ainda quintal e ampliaram… Ampliaram e, já nessa ampliação, subiram o quê? Duas varandonas pros apartamentos de cima, então ficou como se fosse mais um prédio encostado ali que fazia parte também dos apartamentos. – Então, olha, gente, ficou bonito. – E Pônei Certo faturando lindamente. Aí nasceram os filhos, Pablo e Mariana, Eva levava os filhos para o mercadinho… Então, assim, as crianças cresceram também ali no Pônei Certo. O marido trabalhando em escritório, normal, tranquilo… O tempo foi passando, as crianças cresceram também, terminaram ali o ensino médio… – Tudo que conquistaram, gente, foi ali do Pônei Certo. – As crianças passaram em universidades federais, uma em cada estado, então saíram de casa e ficou ali morando Dona Gracinda, no apartamento de cima, a Eva e seu marido. Nessa altura do campeonato, marido da Eva, tinha uma brincadeira que ele gostava de falar que quando Dona Gracinda falecesse, tudo ali ia ficar pra eles. – Ele se incluía muito nisso, né? Sendo que tudo tava no nome ali de Dona Gracinda, ela tava viva, ela tava bem. Uma senhora jovem, forte, tá? –
A Eva falou: “Andréia, ele nunca carregou um fardozinho de refrigerante do Pônei Certo. Nada, nunca teve interesse… A gente chamou ele pra sair do emprego dele e ser registrado lá no Pônei Certo, com um salário até maior do que ele ganhava, pra fazer o administrativo de lá, ele não quis. Então, assim, nunca se envolveu e vivia falando que queria que minha mãe morresse pra ele herdar as coisas”. Dona Gracinda entrava na brincadeira e falava: “Você vai morrer antes que eu”. – [risos] Já amo Dona Gracinda – O tempo passou, como esse marido trabalhava mais tranquilamente ali no administrativo, as contas, os boletos da casa, ele que fazia o pagamento. Eles tinham uma conta conjunta ali, a Eva botava dinheiro, ele botava dinheiro e o cara fazia o pagamento ali dos boletos e nunca deu problema. O tempo foi passando até que em 2024, Dona Gracinda sentiu uma tontura e a Eva falou: “mãe, vamos passar no médico, a senhora faz exame todo ano e tal, não tem nada, mas essa tontura não é de graça, assim, né? Vamos passar no médico”. Pega a carteirinha do convênio…
Chegou lá, deu a carteirinha da Dona Gracinda e convênio negado. “Não tem mais aqui o seu cadastro do convênio… Não atende, pelo menos não aparece aqui pra mim, não atende nesse hospital”. Na hora, a Eva pegou o telefone – que era um hospital que elas iam quando precisava, né? Sempre mais perto – e ligou naquele 0800 do convênio. Não era um convênio barato, né? Pela idade também da dona Gracinda. Então, era tipo dois mil e tantos, como assim não tá atendendo, né? Tipo dois mil e quinhentos reais não tá atendendo? E aí elas ficaram sabendo que aquele convênio tinha sido encerrado – o contrato – tinha sido encerrado por falta de pagamento. “Como falta de pagamento se o fulano todo mês paga o convênio e manda o comprovante?”, “Não, tem alguma coisa errada”, “A senhora tem os comprovantes aí?”, “Tenho sim, vou te mandar os comprovantes”.
Eva teve que pegar ali a conversa do marido com a Dona Gracinda, encaminhar para ela todos os comprovantes para poder mandar por e-mail. Nisso elas não foram atendidas ali, acabaram indo na UPA. – Viva o SUS. – Eva tava possessa, nisso ela já ligou pro marido e falou: “Que absurdo, não sei o que lá, eu separei os comprovantes aqui, vou mandar pra eles” e ele, gente, mudo… Depois que ele ouviu a Eva desabafar, ele falou: “não, deixa que eu envio os comprovantes, vem pra casa, que a gente faz tudo aqui com calma”. Eva foi, né? Já tinha passado na UPA, aquela tontura que ela teve foi só por causa de um pico de pressão, já estava lá sendo medicada e nã nã nã, esperou umas horas, foi liberada, foram para casa… E o marido já estava lá esperando pela Eva. Ele, com a voz muito trêmula, começou a contar uma historinha lá e disse que fazia uns meses que ele só estava pagando conta que ia cortar, tipo água, luz, sabe? – Os convênios todos – então do casal, dos dois filhos que estavam na faculdade em outros estados ele ainda pagavam o convênio dos filhos e da Dona Gracinda ele não estava pagando mais -, então, assim, juntando tudo, gente, dava uns cinco pau.
Como que você não tá pagando mais? E o dinheiro? Pra onde tá indo esse dinheiro? Porque Dona Gracinda dava o dinheiro pra pagar o convênio dela… Estava todo mundo sem convênio. Ele disse que ele começou a apostar em bet de futebol e acabou perdendo. Ele só não conseguiu sacar os investimentos que eles tinham, que tinha prazo, que não podia tirar antes… Nessa brincadeira toda, ele perdeu uns 100 mil reais, dinheiro da família… Dinheiro do Pônei Certo, do mercadinho, que ele devia fazer essa distribuição, pagar as contas e tal, e ele não pagou. Já fazia praticamente um ano que a galera estava sem convênio… É que ninguém precisou. E aí, quando precisou, ele estava esperando só isso, né? Alguém precisar para descobrir que ele tinha perdido esse dinheiro. Eva ficou louca… Na hora, ela pegou o documento do carro dele, que valia ali uns 130 mil e falou: “Assina… Assina que eu vou vender essa porcaria desse carro”. Ele começou a chorar, mas assinou.
Eles discutiram ali, ela desceu, foi contar pra dona Gracinda o que tinha acontecido, Dona Gracinda ficou em choque… – Porque descobriu que estava sem convênio, e na idade dela, gente, aquele convênio que ela tinha não renovou o contrato, tá? Não quis fazer um contrato novo com ela, teve que procurar um convênio desses de idosos. Que segundo Dona Gracinda não atende 100% das coisas que ela gosta, dos lugares que ela precisa. – E a Eva falou: “Parece que agora, minha mãe nunca precisou do convênio, agora que a gente tá sem, assim, o bom que tinha, ela começou a precisar”. Eva vendeu o carro, botou esse dinheiro na conta do Pônei Certo e falou pra ele: “Bom, agora a gente vai se divorciar, porque eu não vou aceitar. Você mentiu pra mim um ano, você tá gastando dinheiro com bet… Agora a gente vai se divorciar”.
Os filhos ficaram arrasados também, mas eles queriam que Eva perdoasse o pai e Eva falou: “não, não quero mais, eu não quero mais”. E aí este homem – este senhor – começou a falar: “tá bom, então eu quero metade de tudo”. – Metade do quê? Se Dona Gracinda tá viva e e tudo dela, meu querido? – Ele foi conversar com um advogado, o advogado deve ter feito um levantamento e realmente falou pra ele: “Olha, de bens aqui, você e a sua esposa não tem nada no nome, né? O carro que vocês tinham foi vendido. Então, assim, não tem nada de bens. É até mais fácil de fazer o divórcio, porque não tem bens. Os bens da mãe dela não entram em nenhum tipo de partilha com você”. E aí esse homem ficou desesperado, porque ele não teria nem onde morar. – Ele teria que alugar um lugar, porque aí ele vai ter o salário dele só pra ele pra alugar um lugar, né? E fazer seguir a vida dele. –
E aí ele falou: “pois eu não vou dar o divórcio se eu não tiver um apartamento, pelo menos desses dois aqui pra mim”, é muita audácia, né? Não tinham o que partilhar. Os dois filhos estão em universidades federais, eles têm um apoio bolsa lá também. Ah, se fosse ter que dar alguma coisa pra cada filho, cada um ia dar, sei lá, 500 reais pra cada filho, sabe? Era uma coisam assim, que não precisava nem fazer acordo de pensão, nada. O cara não ia ficar em desvantagem. Mas o que ele queria? Ele queria um patrimônio que não é dele, é da Dona Gracinda. Falou que ele não ia dar o divórcio, eles iam fazer só com esse advogado que foi ele mesmo que arrumou e aí a Eva falou: “então tá bom, eu arrumo uma advogada”. Arrumou uma advogada e a advogada deu entrada… – E aí eu acho e a Eva também acha, que o advogado explicou pra ele: “olha, você quer entrar? você quer demorar, complicar mais esse processo? O que vai acontecer? O divórcio vai sair de qualquer jeito e você vai me dever mais dinheiro. É isso que vai acontecer, você vai gastar mais com o advogado, é isso que você quer? Porque o divórcio vai sair e você não tem a menor possibilidade de conseguir os bens da Dona Gracinda… Que já estavam aqui, já estavam construídos até antes do casamento. Seu João, que não tinha nada no nome também, morreu antes de vocês se casarem no papel. Vocês eram só namorados”. Olha a audácia desse homem…
E aí ele não queria dar o divórcio, porque ele achava que ele ficando com com a Eva, quando Dona Gracinda morresse, gente… Vai demorar uns 20, 30 anos, sei lá, uns 20 anos pelo menos, né? Se ela morrer com 100, uns 30 anos… Olha esse cara, queria esperar ela morrer, porque aí ele teria parte… Teria? Acho que nem assim, né? Ele relutou, acabou aceitando, porque ele viu que ele ia gastar mais com o advogado e aí o divórcio saiu, ele saiu lá do apartamento, alugou perto do trabalho dele, né? Pra ficar mais perto e tal. Recentemente, Pablo e a Mariana chamaram a mãe ali e eles estavam muito preocupados porque, assim, o pai não estava conseguindo pagar o aluguel porque ele continua apostando. Eles estavam com medo que o pai fosse parar na rua, perde-se o emprego… E aí a Eva falou: “ah, vocês estão preocupados, mas vocês querem que eu faça o quê? Porque ele não é mais meu marido”, “Não, você não pode ajudar o pai? que não sei o que lá, que ele tá precisando”.
Eva sentou com eles e falou: “Bom, vocês estão trabalhando, né? Eu nunca pedi nada pra vocês, quanto vocês ganham? Perfeito… Então vamos fazer o seguinte: Pablo, você pega 500 reais seu por mês, Mari, você pega 500 reais seu por mês, eu vou arrumar dois cômodos pra ele, bem arrumadinho, ajeitadinho… Por 700 reais a gente acha aqui nesse bairro até. Se quiser que ele fique aqui nesse bairro, sem problema… Vocês vão pagar o aluguel deles. Com 500 reais cada um, mil reais no total, vocês pagam 700 de aluguel, pagam a luz dele, pagam a água dele e ainda pagam uma internetzinha pra ele continuar jogando. Aí, ó, vocês pegam esse telefone aqui, é da minha advogada, seu pai já tem tempo pra se aposentar… Aposente seu pai. Apesar que eu acho que ele trabalhando, a cabeça dele fica menos nesse negócio de aposta do que não trabalhando… Mas vocês querem, vocês estão preocupados? Aqui, ó, liga pra ela. Vê quanto ela cobra, ela parcela pra vocês”.
Eva achou a casa, fez o contrato de aluguel no nome dos filhos – Pablo e Mariana – e o pai foi morar lá, porque ele tinha ido pra um lugar que era bem mais caro, né? Foi morar lá nessa casinha bem arrumadinha, dois cômodos… Quarto, cozinha, banheiro… Gente, tá ótimo, né? Foi pra lá, foi morar lá… E eles que pagam agora, os filhos que pagam aluguel, pagam a água, pagam a luz e não chega a mil reais… Não chega a 500 reais cada filho. E aí a Eva falou: “nossa, tem gente que eu conto isso e que acha que eu estou errada, que eu que devia ajudar meu ex-marido que roubou o nosso dinheiro do convênio. E não era, era um monte de boleto… Não era só boleto do convênio. Tô errada de não querer assumir essa responsabilidade? Essa responsa de um ex-marido? Eu vou sustentar o ex-marido? Os filhos vieram pedir para que eu sustentasse meu ex-marido? Eu passei a bola para eles, a responsa para eles. Eles não estavam preocupados porque o pai ia para a rua?”. Ainda falaram assim “a culpa vai ser sua”.
Não, não… Então não vamos deixar isso acontecer. Está aqui, vocês pagam, vocês mantêm seu pai lá. Seu pai consegue pagar esses mil reais, as contas dele fixas… Mas se ele tá jogando o dinheiro das contas, pelo menos vocês garantem que seu pai não vai pra rua, não vai faltar água pra ele, não vai faltar luz pra ele. Ele ganha uma cesta básica boa do serviço, ele tem vale-refeição, então assim, comida também não vai faltar para ele. Pronto. Tá resolvido”. E tem gente que acha que a Eva pegou pesado… Eu acho que a Eva está mais é que certa. E aí, o que vocês acham?
[trilha]
Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é Carolina, sou advogada de São Paulo. Eva, na minha opinião, você fez certíssimo de passar a responsabilidade para os seus filhos. Inclusive, se o seu ex-marido um dia viesse a precisar e tivesse que pedir judicialmente alimentos, ele teria que pedir para os filhos, porque é dos filhos a responsabilidade nesse caso. A ex-mulher, depois de feito o acordo de divórcio, não tem nenhuma responsabilidade de pensão de alimentos sobre o ex-marido. Sobre a questão da partilha do divórcio mesmo, aqueles bens que você recebe de doação ou por herança, eles não entram na partilha do divórcio. E quando você, embora ainda não tenha formalizado o divórcio, mas já tenha se separado de corpos, não está mais vivendo como um casal, os efeitos feitos do divórcio retroagem a data da separação. Então não havia nenhuma chance realmente de eventualmente a sua mãe falecer e esses bens fossem parar aí numa partilha de divórcio.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizes, aqui é o Sebastião de Palmas, Tocantins. Como é fácil, né? Julgar a mulher quando é ela que decide um bom fim, decide não pegar responsabilidades que não são mais dela. Como é fácil as pessoas se chocarem com isso, né? Chocarem, cobrarem que ela devia sim cuidar, ela deve sim cuidar… No caso de um cara que é um ex-marido dela e eu queria saber se fosse o contrário, né? Queria ver se fosse o contrário… Será que essa indignação seria a mesma? Será que eles iam, os filhos da Eva iam lá cobrar do pai que cuidasse da ex-mulher? Então eu acho, Eva, que você tá mais que certa, quem tem responsabilidade com ele mesmo, se tem alguém que tem responsabilidade com ele nessa história, não é você, são seus filhos mesmo. E é isso aí, mulher, vai viver sua vida. Espero que você esteja bem. Espero que você tenha superado. É isso, tchau.
[trilha]
Déia Freitas: Cuidar da saúde do seu pet é a garantia de que vocês terão muitos e muitos anos juntinhos. Pensar em cuidado preventivo é pensar no plano de saúde Petlove. A contratação de um plano de saúde Petlove é digital, prática, rápida, fácil e você conta ainda com microchipagem grátis para a segurança do seu pet. E se você usar o nosso cupom: “PONEI50” – amo, [risos] “pônei” em maiúsculo, sem acento, 50 em numeral, tudo junto -, você ganha 50% de desconto na primeira mensalidade do plano de saúde Petlove. – O cupom é por tempo limitado, tá? Então, corre, já contrata. Não esquece de consultar aí os termos e condições. – Sério, gente. faz um plano de saúde Petlove pro seu pet, seu gato, seu cachorro e depois me fala… Você vai ver assim como é bom, como é maravilhoso. – Petlove, te amo… – Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]



