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título: rua
data de publicação: 28/11/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #rua
personagens: ingrid, tia rosana e mãe da ingrid

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é a Liz. A Liz é a marca de lingerie vestuário feminino que está na linha de frente quando o assunto é acabar aí com o desconforto. É muito importante pra Liz que ninguém se acostume com desconfortos que algumas roupas impõem. A roupa que deve se adaptar ao seu corpo e não o contrário. Todas as peças da Liz são moldadas nos corpos aí do time da marca, assim eles podem prever a variação de cada biotipo. Liz te convida a abraçar o seu corpo e não aceitar mais nenhum tipo de desconforto ou nem mesmo conviver aí com qualquer coisa que te faça mal. 

Acessa agora o Instagram da Liz em @lizlingerie e vai conferir também no site: lis.com.br para conhecer aí as peças incrivelmente confortáveis para você, para sua família, para dar de presente para todo mundo. E também você pode visitar e as lojas da Liz que são lindas, incríveis e tem um atendimento ótimo. — Eu tenho, olha… Já falei aqui, já dei meu testemunho de pijama, tenho lingerie, tenho tudo, amo… — E hoje eu vou contar para vocês a história da Ingrid. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha] 

Ingrid é filha única e ali os seus 10 anos ela sempre teve um relacionamento muito bom com a mãe e com o pai. Quando Ingrid tinha dez anos, o pai dela sofreu um acidente de trabalho e faleceu… — Nossa, foi um baque na vida daquelas duas, assim, uma coisa horrorosa. — Demorou muito tempo para a Ingrid conseguir se reerguer, encarar esse luto. Foi muito difícil… Então, ali com 11, 12, até os 15 anos, ela estava bem, assim, mal… Com 15 anos ela foi ali para o que a gente chamava de primeiro colegial, ensino médio, e aí novas amizades, ela mudou de escola, então ela foi se sentindo melhor, foi se sentindo mais confiante e a mãe também de luto, então cada uma administrando ali seus sentimentos e quando a Ingrid estava com 15 anos, a mãe dela conheceu um cara. Um cara muito bacana, um cara muito brincalhão, muito de boa… E a Ingrid ela tinha que entender que a mãe dela tinha que seguir a vida, né?

Fazia ali cinco anos que o pai tinha morrido, já era hora de levar pra frente aí um relacionamento… E o relacionamento da mãe foi firmando, foi firmando, até que o cara, depois de um ano e meio — então a Ingrid já estava com quase 17 anos —, o cara pediu a mãe em casamento e foi uma emoção… A Ingrid já gostava bastante do cara, então ficou muito emocionada, estava super feliz de ver a mãe refazendo a vida e era, assim, uma preocupação a menos, porque daqui a pouco ela ia para a faculdade, ela ia ficar menos em casa e a mãe não ia ficar tão sozinha, a mãe ia ter ali alguém, uma companhia e tal… Então a Ingrid ficou muito feliz, muito feliz com isso. E o tempo passou, Ingrid queria mesmo adulta ser a daminha da mãe. A mãe não quis porque falou: “Olha, você já é adulta, não quero uma daminha adulta…”. A Ingrid ficou chateada? Ficou, mas entendeu totalmente a mãe. E esse casamento aconteceu meses antes da Ingrid completar ali seus 18 anos, então eles casaram, foram para a lua de mel e, quando a mãe da Ingrid voltou da lua de mel, ela chamou a Ingrid para conversar.

Que conversa seria essa? Naquele momento, a mãe da Ingrid estava dizendo que ela teria que sair de casa, porque ela se sentia ameaçada — a mãe falando isso — com a presença da Ingrid ali, porque a Ingrid muito jovem, muito bonita e ela com o marido ali não achava certo ter uma outra mulher na casa. — A mãe… O chão da Ingrid, gente, sumiu… — Nunca. Nunca, no pior dos cenários, a Ingrid achou que ela ia ser expulsa de casa sem nunca nem fazer nada. Sem nunca me fazer nada… A mãe deu o exemplo: “Ah, mas você acorda de pijama e vai tomar café, ou você anda de short pela casa”, “nem era short curto, é tipo no meio da coxa. Tá calor… Eu não vou pôr um short? O meu pijama… Meu pijama não é transparente, nada, é de malha”. — Então, assim, a mãe se incomodou com a presença da filha ali achando que o cara ia se interessar pela filha. — E a Ingrid falou: “Andréia, se partiu alguma coisa desse cara, eu não sei…”, por isso que ele nem tem nome aqui, porque a gente não sabe até que ponto é coisa só da cabeça da mãe da Ingrid ou se tem alguma coisa desse cara também.

“Você já fez vestibular, você já passou, então muda seus planos… Em vez de você morar aqui, procure uma república, procure algum lugar para você morar, porque eu não quero mais você morando aqui”. Foi um baque tão grande na vida da Ingrid que ela não sabia para onde ir. — Ela não sabia para onde ir. — E aí ela ligou para a prima dela e a prima dela contou para a mãe ali. — A gente pode chamar a prima de “Renata”, eu sempre uso “Renata”, né? [riso] E a mãe de “Rosana”. — A tia Rosana falou: “Não, vem pra cá” e já pegou o telefone e já esculachou a mãe da Ingrid ali e falou horrores mesmo e falou mais: “Essa casa aí é metade da Ingrid, você vai sair dessa casa? Você vai vender e vai dar a parte da Ingrid? Vai fazer o inventário?”. A Ingrid pegou ali meia dúzia de coisas, saiu de casa e realmente a mãe não queria ela de volta, porque falou que ela ia atrapalhar aí o casamento, que ela ficava andando pela casa. — Gente, a casa dela também… —

Tia Rosana comprou essa briga, elas foram atrás de um advogado e o que elas descobriram? Existe uma lei onde a mãe da Ingrid pode ficar na casa até morrer, faz o inventário e tal, mas não pode tirar ela da casa. E aí a advogado falou: “Mas vamos fazer um levantamento, como seu pai morreu num acidente de trabalho, teve indenização? Porque uma coisa é a casa, mas a indenização, se tiver, você era menor, a sua parte ficou numa poupança, alguma coisa? Você tem conhecimento disso?” e Ingrid falou: “Não, nunca fiquei sabendo de dinheiro nenhum”. E foi feito um levantamento e a mãe recebeu um seguro de 500 mil reais. [efeito sonoro de caixa registradora] 250 mil desse dinheiro estava lá no seguro, era pra dividir entre os filhos e os outros 50% para o cônjuge ali. E a Ingrid falou: “Não, eu não recebi nada”, enfim… E aí, tia Rosana já pegou o telefone e já ligou. [efeito sonoro de telefone chamando]

A mãe da Ingrid teve um surto lá, ficou puta da vida, falou um monte… Só que aí a Ingrid falou: “Tá bom, eu quero entrar com um processo, ela me botou pra fora de casa”. E aí nesse processo, eles descobriram que tinha até um outro apartamento, que não sabe como a mãe conseguiu vender sem fazer o inventário, enfim… Resumo: A mãe da Ingrid realmente pode ficar na casa por questões legais e tal, mas ela tem que pagar o que ela pegou da filha na divisão de bens do inventário que ainda não aconteceu. E aí, como o advogado da Ingrid — que a Tia Rosana conseguiu — entrou antes, a inventariante é a Ingrid… E isso já tem anos… Já vai fazer dez anos e nada se resolveu ainda. A mãe continua na casa, até bem pouco tempo a mãe estava com este homem, só que agora eles se separaram… Eles se separaram e a mãe da Ingrid está tentando uma reaproximação com ela. Tá tentando de todo jeito criar um laço, de novo, que foi rompido.

E a Ingrid acha que é por causa do processo, que não é por causa de sentimento… — Porque essa mãe da Ingrid já falou para Tia Rosana que acha sim que a Ingrid por ser bonita e tal, vai atrapalhar os relacionamentos dela. Então, se ela não arranjar outro namorado, outro marido, vai fazer a mesma coisa, não vai? Com a Ingrid. — E aí a mãe está fazendo todo um lance de chantagem, falando que está começando a ficar doente pra ver se a Ingrid retira esse processo. O que ela fez com todo esse dinheiro? Tudo bem, né, foram anos aí passando e tal e a Ingrid sempre estudou em escola pública, então não pagou o colégio…  Não tinha convênio também, sempre passou pelo SUS. — Viva o SUS… — Então gastava com o quê? Uma alimentação, uma roupa? Não dava para gastar tudo isso, que era 250 mil da Ingrid e mais a metade do imóvel que ela conseguiu vender sozinha. — Cadê? Tá esquisita essa história. –

E a Ingrid tem essa sensação de que a mãe tá se reaproximando dela pra poder aí, sei lá, levar alguma vantagem nesse processo. Ela tem muito pé atrás, mas como é mãe tem muita gente que fala para ela: “Perdoa, é sua mãe”, não a Tia Rosana… Tia Rosana que é irmã dela, hein? Fala: “Aquilo lá é uma cobra. Você vai e você vai se arrepender”, porque até hoje ela mora na casa da tia Rosana a Ingrid e, por Tia Rosana, porque a Tia Rosana rompeu, né? Falou: “Você que sabe, é sua mãe, eu não vou voltar a falar com ela. É minha irmã, mas eu não vou voltar. Ela botou você pra fora que nem um bicho por causa de homem. Não vou voltar a falar com ela. Se você quiser, é sua mãe, você pode continuar morando aqui e frequentar a casa da sua mãe, por mim não tem problema nenhum, mas você fica esperta… Você abre seu olho”.

Então, eu não sei… E também o advogado está nessa porque ele vai receber uma parte, se tirar o processo a Ingrid tem que pagar esse advogado, porque não é justo que o cara trabalhe de graça, né? Ele fez, ele aceitou trabalhar por uma parte do dinheiro que a Ingrid vai receber, mas se ela tira o processo, deixa tudo aí com a mãe, ela tem que pagar o cara, tem que pagar o advogado. Então a Ingrid está bem confusa, porque assim, é a mãe dela também, né, gente? Mas eu não sei, eu não sei… Pô, a mãe botou ela pra fora, do nada, sem a menina fazer nada. E a casa é dela também. Não sei. Acho que é bom ter cautela. O que vocês acham?

[trilha]  

Assinante 1: Oi, Déia, oi, gente, aqui é a Elo, de Curitiba, Paraná. Ingrid, o que eu tenho pra te falar coma advogada é: Ela é sua mãe, ok, eu entendo você querer voltar a ter um relacionamento com ela, isso é super válido, mas você não pode ser boba. Se ela arranjar um outro namorado, muito provavelmente vai fazer isso de novo, então você não pode contar com ela. Tirar esse processo é o maior erro que você vai cometer, porque ok, é demorado, mas um dia sai e quando sair, você vai ter o seu dinheiro que é justo, que é a sua parte, que é o que seu pai deixou pra você. Se você quiser, volte a ter um relacionamento com ela, mas não caia na pressão, não volte a morar com ela de forma alguma, porque é capaz de ela te tirar de casa de novo por outro homem. E não tire esse processo de forma alguma, você merece o dinheiro, é justo e a sua mãe é uma pessoa ruim. Te desejo sorte. Beijo 

Assinante 2: Oi, Déia, oi, nãoinviabilizers, aqui que é Bárbara e eu falo de Portugal. Ingrid, a gente tem primeiro uma questão com um rompimento de laços familiares, assim, pra gente é muito difícil. Acredito que a sua mãe esteja tentando essa reaproximação sim por conta do processo. To aí com Tia Rosana. E acho que é válido, ainda que você se aproxime, não retirar o processo. O inventário vai ter que ser feito de qualquer forma, e aí eu acredito que seja melhor você seguir como está, até porque é uma forma quase de prova dos nove, né? Se a sua mãe não quiser se aproximar por interesse, isso não vai afetar, o processo vai ter que acontecer. Então acho que é isso, assim, se cuida. Um beijo. 

[trilha] 

Déia Freitas: A Liz é a marca pioneira no conforto feminino, ela foi a primeira marca a lançar o bojo nos sutiãs e Liz criou aí o Fit Sense, um serviço que identifica o tamanho ideal para que todas as mulheres experimentem o conforto real de usar o tamanho certo. Muito mais do que lingerie, a Liz tem uma ampla variedade de produtos como moda praia, pijamas — que eu amo —, roupas esportivas — que também são excelentes —, maternidade e muito mais. — Gente, tudo que a Liz faz é incrivelmente gostosinho de vestir. Ó, não normaliza o desconforto, tá bom? Abrace seu corpo com Liz. — Valeu, Liz, você é incrível. — Um beijo, gente, e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]