Skip to main content

título: sister
data de publicação: 14/11/2024
quadro: picolé de limão
hashtag: #sister
personagens: elenice

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]


Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, a meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje de novo é Hidrabene, a marca cor de rosinha que eu amo. A Hidrabene juntou duas coisas incríveis: o kit Sucessos da Hidrabene e a Black da . O Kit de Sucessos da Bene é composto pelo Gel Esfoliante Facial, a espuma de limpeza facial — sim, você vai passar uma nuvem no rosto —, o creme antipoluição e anti-aging e a base stick. — Todos queridinhos, gente, todos incríveis. — Juntar o Kit Sucesso e a Black da Bene dá o quê? Muito desconto para você. A Black da Bene já começou e essa é a oportunidade perfeita para você aproveitar os descontos somente nesse mês de novembro e adquirir o Kit de Sucessos da Bene. Vai ouvindo aqui a história e navegando no site hidrabene.com.br pra conhecer aí todos os produtos do kit. — 

Não é só o Kit de Sucessos que tá na Black, não hein? É todo site da Hidrabene. Entra lá, vai conferir os descontos. — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. — E hoje eu vou contar para vocês a história da Elenice. Então vamos lá, vamos de história. 

[trilha]


A Elenice, quando ela tinha 32 anos, ela conheceu uma moça com seus 30 anos e foi ali amor à primeira vista… Uma paixão, assim, fulminante, tudo encaixou muito bem, as duas muito apaixonadas e com dois meses de relacionamento — não era nem um namoro firme ainda —, Elenice e moça resolveram ai alugar um apartamentinho pra morar juntas. Eu acho muito prematuro, gente, dois meses… Mas elas resolveram ali juntar as coisinhas e ir morar junto. O contrato de aluguel foi feito em nome da Elenice, então, assim que ela entrou na casa ela colocou as contas ali, né? De luz e da internet no nome dela — a Elenice — e ficou acordado antes de ir para esse apartamento que as despesas seriam divididas, meio a meio. — Então, veja: Elenice saiu da casa dela onde ela dividia as contas com a mãe e os irmãos, agora então eram os irmãos e a mãe, ela não ia mais precisar dar dinheiro na casa dela e agora ela dividiria as contas só com uma pessoa, então para ela ia pesar um pouco mais. Mas tudo bem, ela fez as contas e dava. —

E a moça falou: “Claro, vamos dividir sim, vai me avisando”. [risos] Deu o primeiro mês ali, chegou o boleto de aluguel, chegou o boleto da luz e da internet e a moça veio com o papo de que ela era freelancer numa empresa e que naquele mês — justo naquele mês —, ela não tinha recebido nada, nem um real. E aí Elenice falou pra ela, falou: “É impossível que eu banque as contas sozinha, né? Bom, esse mês eu vou me virar, eu tenho umas economias, mas para o mês que vem você vai precisar se mexer” e, fora isso, a moça era legal, assim, o relacionamento era bom… Quando elas mudaram, a Elenice fez uma compra no cartão, porque, assim, elas não tinham nada, gente, então precisou comprar desde produtos de limpeza até assim aqueles mantimentos mais básicos que duram mais, mas que você precisa comprar a primeira vez, né? Foi uma compra aí que digamos que tenha dado R$1.100. [efeito sonoro de caixa registrado] O cartão ali venceu era 550 de cada uma… Cadê? Moça tinha avisado já que não tinha recebido nada, então ela não pagou nem a compra, nem metade da compra, nem a metade do aluguel, nem metade da conta de luz, nem metade da conta de internet…

A Elenice pegou a economia dela — que ela tinha  e bancou aí esse primeiro mês… Já avisando que pro segundo a moça ia ter que se virar. Chegou no segundo mês, a moça disse de novo que ela não tinha recebido… E aí a Elenice começou a se desesperar, né? Elenice fez o quê? Arrumou um bico pra poder cobrir aí a parte da moça. Ela assinou um contrato de aluguel, então ela teria que ficar ali naquele apartamento por um tempo, pelo menos ali, sei lá, um ano, dois, não sei… Depende muito da multa, sei lá. O tempo foi passando, a Elenice percebeu que a moça, o amorzinho da vida dela, não lavava um copo, não passava uma vassoura na casa, não fazia um nada, gente… Completamente inútil dentro de casa, assim… Chegava, já queria jantinha pronta, não pagava pela comida, não pagava pelo aluguel… E aí no terceiro mês, a Elenice já estava surtando e cobrando a moça. — Inclusive cobrando os atrasados, né? Porque ela queria repor aquele valor que ela pagou, né? De economias aí que ela tinha. —

Um belo dia a moça chegou com dinheiro para bancar aqueles dois, três meses que ela não tinha dado nada em casa, deu dinheiro pra Elenice e ela ainda tava cheia de ovo de Páscoa e com uma motinha… — Uma moto aí, tipo, poucas cilindradas, mas uma moto… — Elenice olhou: “Meu Deus do céu, do nada, né? Me pagou tudo o que ela devia e chegou cheia de ovo de Páscoa” — que eram para os sobrinhos da moça que ela tinha muitos sobrinhos — e uma moto… “Prosperou, né? Acho que a empresa pagou os atrasados. Ainda bem, né? Eu aqui desconfiando dela, ela foi honesta”. Mais dez, quinze dias, a moça disse: “Olha, eu vou fazer uma viagem a trabalho e volto em 10 dias, 15 no máximo”… Essa moça ela tinha poucas coisas no apartamento… Acabou que ela também morava com a família, então ela não tinha móveis para levar, quem comprou tudo foi a Elenice. Ela não tinha coisas para levar e ela levou um pouco da roupa dela, que até a Elenice sempre perguntava: “Escuta, você não vai trazer o restante das suas roupas?” e ela falava: “Não, vou… Claro que vou, sim, vou sim”.

A moça viajou… E ela sempre mandou mandando foto de onde ela estava, que bonito o lugar e nã nã nã… Foi a trabalho, mas deu pra dar uma volta, um passeio e tal. Com 15 dias que a moça tinha ido viajar, de repente, a fotinho da moça sumiu ali no aplicativo de mensagens. — Sumiu a foto. — E aí a Elenice mandando mensagem e nada. — Nada da moça responder… — Ela ficou desesperada, ela tinha contato com uma irmã da moça e ela falou: “Bom, vou mandar mensagem para minha cunhada perguntando e tal”.  Essa cunhada era muito próxima da Elenice, assim, era a única da família que frequentava a casa delas, porque a moça dizia que a família tinha algumas questões, então era só essa a irmã mesmo que frequentava a casa… Quando ela mandou mensagem pra cunhada, a cunhada respondeu assim: “Elenice, eu não quero mais participar disso… Eu tô muito arrependida, foi a Fulana que me influenciou e eu vou te falar… Eu não sou irmã da Fulana, eu sou a esposa da Fulana”. — Gente? — 

Elas aplicaram um golpe na Elenice… A Elenice ficou em choque, não sabia nem o que fazer, ficou sem comer e tal. Passado ali mais uns dias, chegou uma fatura… O que era a fatura? Era a fatura de um empréstimo em uma conta que a Elenice nem sabia que tinha. — Era uma época que não tinha ainda reconhecimento facial para abrir conta, quem abriu essa conta foi a moça… — Ela abriu a conta, movimentou a conta uns dois meses com o dinheiro dela, então em vez ela colocar o dinheiro nas contas de casa, ela botou nessa conta e conseguiu um empréstimo… Com o empréstimo ela pagou a metade das despesas que ela devia, então ela pagou com o dinheiro do empréstimo em nome da Elenice, que agora a Elenice estava com um empréstimo para pagar. Ela comprou todos os ovos de Páscoa para a família dela e a moto ela tinha dado uma entrada, então a moto estava financiada, eu não sei como ela conseguiu isso, no nome da Elenice. Elenice arrasada, destruída e agora sabendo que a moça já estava casada, né? Já morava com outra mulher, então assim, por isso que ela não levou todas as roupas. A outra mulher sabia… 

Só que a outra mulher, quando foi contar essas coisas pra Elenice, ela telefonou para a Elenice, então a Elenice não tinha provas. Elenice procurou uma delegacia pra fazer B.O de estelionato, foi muito difícil conseguir fazer o B.O…. A moça foi tão esperta que ela abriu a conta — conta online, né? — no computador da Elenice. Como que ia provar que não era a Elenice? — Enfim, gente, a gente não vai ficar aqui dando dica pra golpista também, mas enfim, a moça conseguiu abrir conta, pegar empréstimo e financiar uma moto no nome de Elenice. — E aí começou uma saga pra Elenice primeiro cancelar essa conta, ela conseguiu ali bloquear o cartão porque tinha conseguido cartão, tinha conseguido tudo… Só que agora ela tinha uma dívida que ela não conseguiu cancelar… — Ela não conseguiu cancelar e não tinha dinheiro para pagar. — A moto a moça tentou pagar as parcelas porque acho que a moça tinha interesse em ficar com a moto, a entrada ela pagou com o dinheiro da Elenice, só que Elenice pediu o bloqueio dessa moto e aí a moça foi atrás dela, ameaçou ela, a Elenice conseguiu fazer um B.O. de ameaça e aí foi também um perereco para recuperar essa moto para poder devolver essa moto. — É muito difícil quando você quer devolver o bem, porque a empresa prefere que fique passando várias parcelas sem pagar para depois pedir essa busca e apreensão e você ainda ficar com uma dívida. —

A Elenice conseguiu pegar essa moto ali por meio da Justiça, mas ela não conseguia devolver para a financiadora essa moto. — Foi um auê, gente… Anos de dor de cabeça pra conseguir resolver tudo. — O banco fez um acordo, acabou pagando parte e a Elenice fala: “Andréia, nossa, ela foi realmente, assim, muito encantadora, era como se eu tivesse realmente encontrado o amor da minha vida e me apresentou a esposa dela como irmã e a esposa dela frequentava a minha casa. Às vezes eu chegava e estava ela e a irmã, que era a esposa”. Então, quer dizer, elas estavam lá na casa, sei lá, passaram o dia lá juntas, sei lá, transando, fazendo sei lá mil coisas e a Elenice achando que era irmã. — Sórdida, né? — Ela achou que ela tinha encontrado a alma gêmea, que ela tinha encontrado alguém que ela ia poder confiar e poder seguir a vida juntas e, no final, ela tomou um golpe que envolveu até o financiamento de uma moto. — E o que mais me choca ainda é a cara de pau de levar a esposa, que também é outra pilantra, participando do golpe e apresentar como irmã. Como irmã… — Elenice falou que ela ainda falava: “Eu também considero você agora minha irmã, minha sister”, “minha sister”, ficava chamando Elenice de “sister”. — Que ódio, né? —

Essa é a história da Elenice, demorou muitos anos para ela se recuperar em partes do que aconteceu, muita terapia, muito choro, enfim… É uma situação que até hoje ainda deixa a Elenice bem abalada, porque ela se abriu completamente, montou casa junto, enfim, e ela depois ainda de tudo, teve que arranjar uma colega para morar lá para dividir as contas. — Porque ela não ia aguentar sozinha, né? Então, gente, não faz isso, não vai morar junto assim tão rápido, dá um tempo, dá uma investigada melhor na pessoa, né? — Por exemplo, essa moça ela não apresentava as amigas… Porque a Elenice me falou uma coisa assim: “Andréia, sapatão quando elas se juntam, todas as amigas da sua esposa viram meio que suas amigas também, tipo, todo mundo se conhece… E ela não me apresentava ninguém a não ser a irmã. Eu achava estranho, mas tudo bem”. Por que ela não apresentava? Porque as amigas sabiam que ela tinha uma esposa, que não era relacionamento aberto, nada, então alguma ia saber do golpe e provavelmente não ia compactuar com isso, né? Então ela escondeu das amigas esse relacionamento extra que ela tinha, porque elas estavam aplicando golpe. 

Os boletins de ocorrência também não deram em nada porque precisava representar, enfim, e a Elenice ficou muito mal… Mesmo. — O que vocês acham? —

[trilha]


Assinante 1: Eu sou a Karen de Curitiba. Eu fiquei de cara com essa história, porque quando eu estou pedindo, por exemplo, um café numa cafeteria, a atendente olha para mim e fala: “Aproveite o seu café” e eu falo sem querer: “você também”, eu já fico um mês com aquilo na minha cabeça pela gafe que eu fiz de deixar alguém um pouco desconfortável. Qual é o chip que existe na cabeça dessas pessoas que fazem esse tipo de golpe amoroso e se envolvem na vida das pessoas desse jeito para conseguir dinheiro? Eu não consigo entender, o que tem na cabeça desse povo? E outra, eu acho que as empresas que vendem os produtos, que abrem contas, elas também tinham que ser responsabilizadas. Elas têm a responsabilidade de conferir se a pessoa é aquela mesma, se aquela identidade é realmente da pessoa que está abrindo a conta que está fazendo o empréstimo, porque senão elas se safam e a gente que fica conta pra pagar. Aí não dá, né? 

Assinante 2: Oi, Déia, oi, nãoiviabilizers, aqui quem fala é a Carol, do Rio de Janeiro. Elenice, eu sinto muito que você tenha passado por isso, isso é algo muito comum em mulheres que se apaixonam loucamente e colocam seus parceiros ou parceiras dentro de casa sem saber nada dessa pessoa. Gente, pelo amor de Deus, conheçam a família primeiro… Mas família mesmo, não só irmã… Conheça os pais, avós, tios, periquitos, papagaios, vejam como essa pessoa é no dia a dia. Dê um tempo antes de morar junto, veja se essa pessoa é correria também, como que planeja o futuro com um encostado, gente? Essa pessoa estuda, trabalha, tem objetivos? Foque nisso. Se a cegueira do amor for tanta e vocês quiserem colocar essa pessoa dentro da casa de vocês, façam um contrato com todos os dados, com acordo de divisão de contas, porque se der algum B.O vocês conseguem pelo menos ter provas para acionar a justiça. Um beijo. 

[trilha]


Déia Freitas: A Black da Bene já começou e todos os produtos estão com desconto, incluindo os queridinhos da marca que foram reunidos aí no Kit Sucessos da Hidrabene. — Sim, os mais votados, os mais comprados, os mais queridos. — Escutai isso: O gel esfoliante facial, a espuma de limpeza facial — sim, você vai passar uma nuvem no rosto —, o creme antipoluição e anti-aging e a base stick. Usando o meu cupom: PICOLE20 — “picolé” em maiúsculo, sem acento e “20” numeral —, você ganha 20% de desconto em todo o site, sem o valor mínimo. Então não fica de fora da Black da Bene, hidrabene.com.br. Corre agora no site. — Valeu, Hidrabene, te amo. — Um beijo, gente, e eu volto em breve. 


[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]