título: status
data de publicação: 20/02/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #status
personagens: gisela e filho
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje — de novo — é a Wizard By Pearson. Já imaginou se a história de hoje fosse toda contada por mim em inglês? Amo… Você ia conseguir entender aí a maior parte? Se a sua resposta for “não”, calma que você pode mudar isso agora. Com a Wizard você aprende inglês online, ao vivo e de onde você quiser, construindo aí a sua confiança para entender e falar outro idioma. E sabe o que é melhor? Você pode testar de graça… O link que eu vou deixar aqui na descrição do episódio vai levar você a falar um inglês ótimo. — Amo… — Inglês online é o Wizard, é WOW. Já clica aqui no link que tá na descrição do episódio, vai navegando no site da Wizard e ouvindo a nossa história. E hoje eu vou contar para vocês a história da Gisela. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]Gisela teve um filho quando ela tinha aí os seus 30 anos e ela e o seu marido — que a gente pode chamar aqui de “Ezequiel” — tiveram um casamento excelente, feliz, só que Ezequiel teve um infarto fulminante e morreu. Ficou Gisela e seu filho, que nessa época estava com 12 anos. A vida de Gisela era uma vida muito confortável e eles tinham, num mesmo condomínio, dois apartamentos. Foi feito o inventário — era a única herança que tinha — então, ficou um apartamento para cada um, o menino com 12 anos… O que Gisela fez? Gisela botou o apartamento do filho para alugar e abriu uma poupança para ele com esse dinheiro do aluguel. Ela nem mexia no dinheiro, o dinheiro já ia direto pra essa poupança. — Porque o apartamento era do garoto. — E tanto a Gisela quanto o garoto recebiam ali uma pensão do Ezequiel — de morte, enfim — e tudo certo…
A vida foi seguindo, o filho de Gisela se formou ali no ensino médio e deu uma loucura nele de querer morar no apartamento. Só que a Gisela chamou o filho e falou: “Olha, para você conseguir morar no seu apartamento sozinho, você precisa fazer um planejamento, você precisa mobiliar”, ele argumentou: “Eu tenho o dinheiro da poupança”, que foram ali, sei lá, uns seis, sete anos de poupança ali colocando dinheiro todo mês. Ele tinha esse argumento que realmente ele conseguiria mobiliar o apartamento e fazer algumas coisinhas ali e ter um dinheirinho até conseguir um trabalho, só que a Gisela não deixou, ela falou: “Olha, primeiro você arruma um trabalho, você não está querendo fazer faculdade? Não seria melhor fazer a faculdade e depois você vai morar sozinho?”, e aí conseguiu convencer ali o garoto que realmente era a coisa mais esperta a se fazer, ele se formou e com 25 para 26 anos, aí sim foi pedido o apartamento — que estava alugado, ele esperou ali o tempo que tinha que esperar — e ele pegou esse dinheiro que ele tinha na poupança — que era bastante, porque ele tinha esse apartamento alugado, Gisela nunca mexeu nesse dinheiro — e fez uma reforma no apartamento, mobiliou e foi morar sozinho. [efeito sonoro de caixa registradora]
Ele já trabalhava, tinha terminado ali a faculdade, só que tinha uma questão: O valor do condomínio onde eles moravam era muito alto, então agora ele estava vendo que seria uma despesa fixa ali, né? Então a Gisela começou a pagar esse condomínio pra ele, mas o que a Gisela falou: “Olha, filho querido, amado, mamãe mora num apartamento igual ao seu, mas a mamãe trabalha e a mamãe tem a pensão do seu pai, que é minha, porque a sua você já recebeu até a sua idade e por isso que eu consigo me manter no meu apartamento, agora você não vai conseguir manter esse apartamento aqui sozinho e eu vou pagar o seu condomínio só por um tempo. Então, você precisa se organizar para, de repente, ou você aluga aqui de novo e vai para um menor, ou você vende aqui, compra um que você vai achar do mesmo tamanho que aqui e até aqui perto, mas com condomínio, um valor de condomínio mais baixo”. — Ele estava ali já para fazer 27 anos. —
E o cara ficou meio revoltado ali porque ele tinha acabado de reformar, tinha acabado de comprar os móveis e nã nã nã, mas gente, a realidade é a realidade. Gisela falou: “Andréia, eu fui bancando ali, apenas aquele condomínio, então o restante ele pagava, mas, assim, era uma coisa que me pesava, que eu tinha que me apertar em outras coisas pra poder fazer esse pagamento mensal ainda” e o filho da Gisela não queria sair dali, daquele prédio, porque ele tinha amizades ali, enfim, era um condomínio bom, ele não queria sair dali e Gisela falou: “Andreia, meu único filho… Enfim, eu fui pagando, fui dando um jeito, fui pagando”. O tempo passou mais um pouco e o filho de Gisela conheceu uma moça… A moça era uma gracinha, uma querida muito amável… — Como que eu vou explicar? Sabe gente que é assim muito: [voz fininha] “ah, oi, tudo bem? Ai, como você tá? Ai, olha, você é tão querida… Muito boazinha, muito galera”, sabe assim? Ela era esse tipo de moça, muito… E falando desse jeito, essa coisa mais assim, muito meiga… — E também tinha uma questão nela, ela gostava de aparentar uma coisa que ela não era.
Ela por exemplo, pediu pro filho da Gisela uma bolsa de 15 mil reais. [efeito sonoro de caixa registradora] — Gente, se você não é rico ou você não tem um planejamento para você comprar uma bolsa de 15 mil reais, né? Uma bolsa de 15 mil reais? — E o filho ficou desesperado ali porque o cartão dele não tinha limite para parcelar e ele foi pedir para a Gisela e a Gisela falou: “Olha, então… Você não consegue nem pagar o seu condomínio, você está pedindo meu cartão emprestado pra comprar uma bolsa de 15 mil? Não vou dar”. Ele ficou chateado e a moça, um dia que foi lá na casa da Gisela, fez uma brincadeirinha sobre isso, do tipo: “Ah, olha, nem a bolsa você me deu” e Gisela, que já estava meio de saco cheio, falou para ela: “Então, que bom que você tocou no assunto, porque você não tem condição financeira de comprar uma bolsa de 15 mil e nem de usar, onde você vai com uma bolsa de 15 mil? Pegar ônibus, pegar metrô? E meu filho não tem condição de te dar uma bolsa de 15 mil e eu não vou emprestar meu cartão pra te dar uma bolsa de 15 mil. Eu espero que isso não se repita, porque se vocês têm planos para o futuro de ficarem juntos e tal, como é que vocês vão viver comprando esse tipo de luxo? Porque vocês não são ricos” e aí ela ficou ultrajada… “Ah, mas eu não posso querer ter uma bolsa de 15 mil?”, “Pode, lógico que pode, querer ter o que você quiser, mas para isso você precisa ter um trabalho que você consiga pagar as parcelas da sua bolsa então… Em 15 de 1.000. Você consegue? Meu filho não consegue, ele não consegue pagar R$790 do condomínio dele, eu que pago o condomínio dele”.
Nesse dia já rolou esse estresse e depois a Gisela foi ver por que o filho estava sem limite no cartão? Porque ele já tinha comprado um óculos para ela de 4 mil… Sabe umas coisas assim? Ela falou: “Larguei de mão, soltei a mão dele e falei: “Bom, deixa ele quebrar a cara pra ver como é que vai ser isso, né?”. Continou pagando ali o condomínio e agora, uma continha ou outra, ela tinha que pagar pra ele, que tava, sei lá, pesado pra ele. Até que um dia, eles resolveram marcar a data de casamento… Eles iam noivar e dali um ano — certinho — eles iriam casar. Gisela falou: “Andréia, também não sou a sogra do mal, meu filho ama essa moça? Eu acho os dois descabeçados, mas beleza. Então vão casar? Vão casar”. Esse noivado aconteceu esse ano — então ano que vem vai acontecer aí esse casamento —, acontece que, no decorrer do caminho, o filho pediu para que a mãe bancasse essa festa de casamento. — E aí, gente, foi que as coisas começaram a desandar. Por quê? — Você quer casar, né? Então, assim, se você tem os seus pais ali porque eu acho que se você tem um pai, uma mãe, um tio, uma tia que faz gosto de te dar essa festa, enfim, eu não acho ruim, não…
Mas aí você tem que ver dentro das condições dos seus pais, dos seus tios ou da pessoa que vai te dar a festa, o que ela pode te dar, porque nem sempre o que ela pode te dar é o que você quer. Então, eu acho que um exemplo bom é assim: “Ah, meus pais não conseguem pagar por essa toalha de linho nas mesas, mas eles conseguem essa toalha aqui mais simples. Quanto custa essa toalha mais simples em cada mesa? Sei lá, R$40…”, tô dando qualquer preço, gente, porque não tenho ideia de preço de casamento. Quanto custa de linho? R$80 cada toalha, sei lá, x. “Então, tio, tia, pai, mãe, vocês podem me dar os R$40 da toalha? Que eu vou completar com os outros R$40 ou R$30 ou R$20 que faltam pra eu ter a toalha que eu quero”. Então, eu acho que se trabalhar assim dá certo, porque aí você não fica com o casamento do jeito que você não quer só porque você ganhou, você faz do seu jeito, mas o que você quiser a mais das possibilidades de quem tá te oferecendo casamento, você paga. É uma coisa justa, não é? E aí começou esse tipo de divergência, porque a moça primeiro queria alugar um espaço que era muito caro.
E aí a Gisela falou para o filho: “Gente, esse espaço eu não consigo pagar… Ou vocês querem que eu pague só o espaço? E aí a festas e essas outras coisas vocês vejam e tal”. Então ela foi dizendo ali dentro da possibilidade dela o que ela daria para o filho. Gisela não tinha dinheiro guardado — tinha uma coisa ou outra pra uma emergência, enfim —, ali as contas dela todas pagas e ainda pagando o condomínio do filho de R$790… Que ela também deixou bem claro para eles que, a partir do momento que eles casassem, ela não pagaria mais esses R$790 e a moça disse que ela pagaria. — A noiva… — Então, isso já estava também bem explicadinho e eu acho totalmente justo, gente, se você vai casar, você tem que pagar os seus B.O., né? Você não vai casar com a sua mãe pagando suas coisinhas. E aí, o que a Gisela ia fazer? Com um carro — um carro usado que vale, aproximadamente, 70 mil reais —, Gisela ia vender o seu carro para pagar aí a festa de casamento do filho, era a única forma… — Porque ela falou para mim: “Andréia, eu não vou me meter numa dívida alta e depois, sei lá, não consigo pagar. Pelo menos sem carro eu pego um carro de aplicativo ou mais pra frente, depois eu posso até financiar um carro para mim, mas eu não queria ficar com essa pendência, né?”. —
E ela já estava decidida a fazer isso de boa, não era, assim, ai, ficar reclamando, um sacrifício… Gisela estava pensando em vender o seu carro totalmente, assim, de boa, tipo: “Graças a Deus que tenho um bem para vender para fazer uma coisa que vai deixar o meu filho feliz”. Um dia, o filho de Gisela chegou lá na casa dela, meio sério, assim, sozinho e a moça praticamente agora já estava morando com ele, mas ela não foi. Eles moram tipo num condomínio que são oito prédios, então ele mora numa ponta, ela mora na outra, enfim… Dá sim pra você passar meses sem se encontrar, sem se ver, porque são muitos prédios, enfim… Você sai dali, vai direto para a recepção e sai. Você sai dali, vai direto pra garagem e sai de carro… Então, assim, é muito difícil encontrar alguém assim no condomínio sem marcar, né? Ainda mais se são prédios diferentes. E aí ele chegou todo sério pra ter uma conversa com a Gisela.
E qual que era a conversa? A garota que ela é toda assim: [voz fininha] “ai, muito obrigada”, “ai, que coisa linda, que fofinha”, depois dessa situação da bolsa meio que o negocio desandou um pouco, elas só se falava “bom dia”, “boa tarde”. Teve um dia que ela ficou lá, que ela estava com febre, que a Gisela mandou mensagem e falou: “Olha, você quer que eu te levo no PS?”, então assim, gente, era uma relação cordial, mas não tão próxima mais, e aí ele tinha ido lá pedir para a mãe que ela não comparecesse ao casamento, porque a moça ia se sentir desconfortável, se a mãe poderia fazer isso por ele para manter ali a moça feliz no dia do casamento. Aí a Gisela falou: “Bom, você, meu único filho, está aqui na minha frente pedindo para que eu não vá no seu casamento? Porque ela vai se sentir desconfortável de me ver no altar?”, “Ai, mãe, entenda, ela é muito sensível”, “A única coisa que eu falei para ela, a única discussão que a gente teve foi sobre a bolsa e eu só falei uma verdade, que vocês dois, não é nem só ela, vocês dois não tem condição de comprar um item de 15 mil reais”. “Não, mas ela ficou muito ofendida porque ela trabalha, eu também trabalho” e falei: “Você paga seu condomínio?”, “Não, mas que isso, que aquilo”, enfim…
Gisela começou a chorar porque, assim, foi um baque para ela, né? [efeito sonoro de pessoa chorando] O filho… Ela via que ele estava querendo chorar, mas ele ficou, tipo: “É o que a minha noiva quer”, é um mandado, né, gente? E aí a Gisela falou: “Tudo bem então, então vocês se organizem aí de alguma forma para que esse casamento aconteça, porque se eu não vou, eu não vou pagar por ele”. Gisela está errada? E aí o filho teve um surto, assim, ficou muito bravo e falou: “Você vai estragar minha vida, você está fazendo de propósito”, “Não, ela não me quer no casamento, mas quer o meu dinheiro? Quer que eu venda meu carro para proporcionar para vocês um casamento dos sonhos e eu não vou poder estar lá? Não, com o meu dinheiro, não”. E aí o filho meio que deu umas xingadas ali na Gisela e ela falou: “Bom, então você tá tão assim decidido do que você quer da sua vida, então ela já não está morando lá com você? Então vocês paguem o condomínio a partir do mês que vem, que eu não vou pagar. Então vocês se sustentem e arquem com as coisas de vocês. Se eu não posso ir na festa de casamento do meu único filho, eu não vou, eu não vou ser uma pessoa que vai aparecer lá pra te ver casando sem que você queira que eu esteja lá… Mas eu também não vou pagar essa festa”.
E aí a Gisela ficou doente… — Caiu de cama por causa disso. — Teve que abrir ali para as amigas dela do trabalho que estava acontecendo, que ela deu uma mudada e a galera ficou revoltada… Revoltada. Alguns parentes também já estavam sabendo e todo mundo fala pra ela mesma coisa: “Não, não paga essa festa. Não paga. Eles não querem você lá no casamento, então não paga”. Só que tem uma questão, ela não vai voltar atrás mas assim, tá muito mal… Gisela falou para mim: “Andréia, tudo bem, eu não vou fazer essa festa mais, porque eu acho muito desaforo, mas eu estou destruída por dentro, porque o meu filho tá me cortando 100% da vida dele porque eu não concordo com o jeito financeiro que eles querem levar a vida deles em cima do meu dinheiro, porque o que eles fazem da vida deles com dinheiro deles, tudo bem”. E o que a Gisela não entende é que, assim, quanto a noiva, ela não conhece direito a moça. — A moça entrou na vida dela há, sei lá, uns dois anos, mas o filho dela que ela criou a vida toda, ela achou que conhecesse, ela achou que ele nunca faria uma coisa dessas. —
A partir dos 12 anos ali era só os dois, unidos, fazendo tudo.. Deu tudo certo, sabe? E, de repente, ele mudou, ele é uma outra pessoa. Ele está tentando agora comprar um carro que está fora do padrão dele. E como que a Gisela sabe? Por que ele foi pedir um empréstimo para o tio dele — para o irmão do Ezequiel, do pai dele — e o tio negou: “Mas como é que você vai pagar isso de volta? Nem parcelado você vai conseguir me pagar isso de volta”, e aí o tio foi lá e contou para a Gisela. E o filho dela trabalha, tem o seu apartamento próprio, enfim, podia estar focado ali, né? Sei lá, de ter uma vida bacana com essa moça dentro do que ele já tem ali, porque o apartamento é legal, o apartamento está reformado, então era só meio que casar e tocar a vida os dois juntos ali, sabe? Por que está querendo agora um status que ele não tem, assim? Com coisas que ele não vai conseguir bancar e ter.
E o que tá deixando a Gisela doente também é que ela não sabe… Ela falou, por exemplo: “Andréia, eu não sei se… E se ele faz uma dívida e perde esse apartamento? Porque é dele, é 100% dele, ele pode fazer o que ele quiser, mas e se ele fizer alguma burrada? Eu não posso interferir. Ele nunca vai ficar desamparado que ele pode vir morar aqui comigo, porque é meu filho, mas ele está parecendo uma pessoa que eu não reconheço, assim. Está com 30 anos e parece que eu não conheço mais meu filho”. Ela já chamou os dois para conversar e a menina fala assim: [voz fininha] “Ai, não… Não temos mais nada para conversar, eu não vou me abalar agora”, então ela não quer nem diálogo. — Ela não quer diálogo, ela não quer, sabe? Ter, sei lá, pelo menos um bom convívio. — Então, não sei, é direito dela também não querer ter um bom convívio ou não querer ter convívio nenhum? Não sei, de repente até é, não sei também, mas a questão é, é o que a Gisela fala: “Eu não estou falando dela, tô falando do meu filho, o meu filho está irreconhecível. Eu estou achando que eu falhei, sei lá, em algum lugar do processo materno eu devo ter falhado, porque não é possível que ele esteja se transformando no total oposto do que eu criei, assim… A gente sempre teve uma condição de vida ok, mas eu nunca falei pra ele que ele tinha que correr atrás de luxos ou que ele tinha que se endividar para ter um carrão, sabe? Ter um status diferente do que ele consegue manter, sei lá”.
Então a Gisela está nesse dilema dela, sabe? De onde ela falhou com esse filho, por que não consegue diálogo e tá tratando em terapia, tá tomando remédio que foi realmente um choque para ela e ela não vai vender o carro e não vai dar essa festa de casamento para eles. Então é isso… E ainda falei pra ela: “Mas e se, sei lá, vocês chegarem a um entendimento e aí você dá a festa?”, aí ela falou assim: “Andréia, eu até pensei nisso, se a gente chegasse a ficar todo mundo bem, eu daria a festa. Mas as minhas colegas de trabalho acham que ela pode fazer tudo para eu dar a festa e, no dia, não me deixar ir no casamento, falar que está passando mal, falar que ela está abalada e aí eu não vou poder estar no altar com o meu filho. Então, sobre a festa, eu desisti 100%. Se o meu filho me amar, me quiser por perto, vai ter que ser porque eu sou mãe dele e não por uma festa de casamento. Eles continuam putos, porque, segundo o casal, a Gisela arruinou os planos deles… — Mas, gente, como que você faz plano com a carteira da outra pessoa? Mesmo que seja sua mãe, tudo tem limite. — E aí, o que eles alegam é: “Ela ofereceu a festa e depois retirou”, mas não retirou de birra, retirou porque ela foi desconvidada.
Ela foi desconvidada para cerimônia de casamento do próprio filho. Não tem como, né, gente? Não tem como. O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Meu nome é Pedro, eu moro aqui no Canadá e, olha, o meu recado para Gisela hoje é que simplesmente se afaste de seu filho nesse momento. Se a vida ensinar, bem… Se a vida não ensinar, amor… E eu sei que isso é muito, muito difícil, porque é o seu único filho. mas a gente tem que começar a entender que essas relações familiares podem realmente destruir a gente. Então, as vezes sim, a gente vai ter que se afastar de um filho, de uma mãe, de um irmão, de um pai, porque isso é extremamente tóxico. Eu, vindo de uma família muito humilde, em que minha mãe nunca teve condições de me dar nada, me deixa muito aborrecido de ver filhos ingratos dessa maneira. Então, assim, cuide de você, cuide da sua saúde mental e, se um dia ele voltar a sair às condições normais, você volta a falar com ele.
Assinante 2: Olá, nãoinviabilizers, aqui é Viviane, de Vitória da Conquista. Gisela, minha querida, todos nós nãoinviabilizers estamos do seu lado. E, na verdade, consideramos até um livramento muito o fato de isso ter acontecido antes de você vender seu carro e começar a investir nessa festa, porque nós sabemos que isso ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Sabe por quê? Porque esses dois eles não iriam se limitar ao orçamento proposto por você, e aí o seu filho iria querer que você pagasse coisas a mais que a noiva ia querer e você ia dizer “não”, então você ia ser desconvidada de qualquer jeito para essa festa. Graças a Deus que aconteceu antes de você começar a gastar com isso. É uma pena que seu filho tenha agido dessa maneira tão reprovável e nós esperamos que em breve vocês se acertem e que ele reconheça a mãe incrível que você é. Um beijo.
[trilha]Déia Freitas: Sabe aquele arrepio quando você entende algo que antes parecia impossível? Isso é sentir o efeito “WOW”. — Amo… — Com a Wizard você aprende inglês online ao vivo e de onde você quiser, construindo a sua confiança para entender e falar um outro idioma. E, ó, já pode testar grátis, o link que está aqui na descrição do episódio, inglês online ao vivo é a Wizard, é WOW. — Valeu, Wizard, um beijo… — Um beijo, gente, eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]