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título: tarefas
data de publicação: 15/12/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #tarefas
personagens: vanessa, dona rosa e um cara

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem tá aqui comigo hoje é o Airbnb. O Unidos do carnaval do Airbnb faz aí a sua última chamada… — Gente, você não pode ficar de fora. — O Airbnb oferece muitas opções de acomodações para você e a sua turma de amigos curtirem aí este carnaval… Fazendo tudo juntinho, todo mundo no mesmo lugar, hospedado no mesmo lugar, já acorda, já vai para a beirada da piscina, ó, delícia… O Airbnb vai facilitar essa conexão entre você e os seus amigos. Para viagens curtas, como as que acontecem no período da folia, no Airbnb você encontra acomodações cheias de comodidades incríveis. Piscina, cozinha completa, churrasqueira, um quintalzão delícia, hein? Ideal para compartilhar momentos juntos. 

Porque viagem com amigos é muito melhor se todo mundo estiver no mesmo lugar e melhor ainda se vocês encontrarem o lugar incrível que está esperando por vocês no Airbnb. Se você é do descanso ou da turma da folia, no Airbnb você encontra a melhor acomodação para você e seus amigos relaxarem e descansarem aí nesse carnaval. “Ah, Déia, eu não gosto de descansar, quero fervo, quero folia”, tem também… Escolhe um lugar para você se preparar para os bloquinhos, já que carnaval entre amigos é muito melhor no Airbnb com bloquinho ou sem bloquinho, tá? Entra agora no site ou no aplicativo do Airbnb, faz a lista de acomodações e já compartilha, ó, no grupo de zap. Pra facilitar ainda mais a sua vida o pagamento pode ser feito no pix ou em 6 parcelas sem juros… Gente, entra agora, não deixa pra última hora. E hoje eu vou contar para vocês a história da Vanessa. Então vamos lá, vamos de história.

[trilha]

Vanessa, bancária, há alguns anos conheceu um cara. Na época, a Vanessa já trabalhava no banco, ela tinha 26 anos e este cara tinha 29 anos. Ela na área bancária, ele também na área corporativa de finanças, mas não em banco. — Faria Limers ali, né? — O relacionamento deu super certo, Vanessa, na época, já morava sozinha, desde os 22 anos, e ele morando ainda com a mãe dele… — Que a gente pode chamar aqui de “Dona Rosa”. — Família da Vanessa mora longe e ela não se dá muito bem com a família, então assim, ela se apegou muito ali à Dona Rosa… Este cara tem mais dois anos irmãos que são casados, morava só o cara e a Dona Rosa e eu falei: “Mas você frequentava muito a casa dele?”, “não, eu ia lá, sei lá, de domingo, mas gostava muito da mãe dele e tal”. Até que, há uns dois anos, infelizmente, Dona Rosa faleceu… Eles já estavam num movimento de noivado, de casar, e não deu tempo da Dona Rosa acompanhar esse casamento. 

O cara ficou muito abalado, Vanessa ficou muito abalada e o cara agora estava sozinho naquela casa sofrendo, Vanessa morava de aluguel, os outros irmãos queriam já fazer inventário, vender… — Aquela coisa a gente já sabe, né? Depois que morreu ninguém quer memória da mãe, essas coisas… Ninguém quer. — O cara fez um esforço ali, pegou um empréstimo e comprou a parte dos irmãos na casa e falou: “Bom, agora a gente junta um dinheiro, reforma aqui a casa da minha mãe, que agora é minha, né? E a gente casa e vem morar aqui”. — Tudo isso antes de casar com Vanessa, tá? — Esse trâmite todo de inventário demorou ali uns seis meses. Depois do inventário pronto, o que Vanessa pensou? “Bom, agora a gente tem que juntar um dinheiro para reformar”. O que ela não sabia é que o namorado dela pegou um pedreiro lá, fez uma coisa ou outra, tirou as coisas da mãe dele, viu quem queria o quê, deixou a casa assim, no osso… 

Pintou, viu que cores a Vanessa queria pintar e a casa estava só agora para fazer uma cozinha planejada, umas coisinhas lá. Então, a casa estava pronta… — Tava do jeito que a Vanessa queria? Não, mas tava com móveis planejados, tava pintada, ela queria, tipo, tirar uma parede… Essas coisas não foram feitas, mas tudo bem, né? A casa tava boa. — Enquanto isso, para não ficar naquela casa com lembranças de Dona Rosa, o namorado de Vanessa ficou na casa de um dos irmãos. — Dos irmãos casados. — O cara querendo muito casar rápido, Vanessa também queria casar, mas ela queria planejar um pouco mais. Ela entendeu ali que ele estava se sentindo muito sozinho e eles casaram. Uma pequena cerimônia, poucas pessoas da família da Vanessa… — Vanessa não convidou muita gente, porque não se dá muito com a família. — Da família dele ali, os irmãos, com as esposas, as crianças e nã nã nã. O casal se amando… Casaram, a casa já estava montadinha, a Vanessa já tinha devolvido o apartamento, né? Já estava morando lá. 

Foram para a lua de mel e, quando eles voltaram da lua de mel, você passou a porta ali com a sua mala, com as suas coisas. O que você faz? Você já tira o sapato, ai, meu Deus, às vezes, sei lá, vai no banheiro, toma um banho e tal e depois você tem que organizar as coisas ali, né? Lavanderia, roupa para lavar, esse tipo de coisa. O cara entrou, deixou a mala dele ali na porta da sala, tirou o sapato, foi tirando a roupa pelo caminho até o banheiro. — Combinaram que o banheiro da suíte só a Vanessa usaria, ele usaria o outro social. — Entrou no banheiro social, foi tomar o banho dele, Vanessa também foi tomar o banho dela no outro banheiro e, quando ela saiu, ela recolheu as coisas dela ali do chão, recolheu as coisas dele do chão, levou tudo para a lavanderia… Passou, ela fez tudo. Aí, Vanessa começou a reparar uma coisa: Todo dia que ele chegava, ele ia tirando os sapatos, as roupas, ia largando as coisas pelo chão. 

Ele tomava banho, largava a toalha de qualquer jeito… Ele não lavava nem um copo. No começo, a Vanessa foi fazendo…  — Você tá casadinho novo, sua casa tá arrumadinha, você quer ver as suas coisas todas arrumadinhas, né? — Ele não fazia nada. Ele tirava a cueca no banheiro social e largava a cueca pendurada, às vezes, até na pia. Não levava roupa na lavanderia, não lavava a própria roupa… E agora eles tinham um problema, porque tanto a Vanessa quanto ele, usam roupa social. Vanessa passa as roupas dela impecavelmente e agora ela tinha que passar as roupas dele. Esse tipo de tarefa doméstica — que ele não fazia nada — começou a pesar… Porque que nem a Vanessa falou: “A gente tem uma diarista. que vem uma vez por semana, mas ela faz o grosso, o copo de todo dia, a loucinha de todo dia que está ali na pia, as roupas jogadas pelo chão… Ele come as coisas e deixa os potes em cima da pia. Outro dia ele tirou, sei lá, uma maionese à noite e deixou fora da geladeira, sabe? Até de manhã e estragou”. 

Então, assim, o cara é um relaxado, gente… O cara, assim, ele não faz nada. Ela foi conversando com ele, falando: “Escuta, você precisa fazer a sua parte também. Eu lavo a minha roupa, você lava a sua roupa, porque a gente trabalha as mesmas quantidades de hora, né? Eu não tenho como ficar separando a sua roupa. Vamos fazer o seguinte: eu uso a máquina, sei lá, dois dias, você usa dois dias”. E ele se recusa, ele fala: “Não, a minha mãe, Dona Rosa, sempre fez tudo pra mim… Eu nem sei fazer essas coisas”. Mas, gente, um cara que dá palestra de finanças, não consegue lavar a própria roupa, gente? Não consegue aprender? Tudo bem, não sabe… Mas não consegue aprender? Vanessa, na terapia, foi conversando com a psicóloga dela e tal e a psicóloga foi sugerindo as coisas e nada dava certo. Tipo: Deixa as coisas dele pelo chão até ele se tocar, né? Por exemplo, as roupas que ele vai tirando e espalhando pelo chão, do quarto, da sala, de tudo quanto é lugar, quando ele vê que tem muita, ele vai empurrando com o pé até lá a lavanderia e deixa no chão. 

Ele não tem a capacidade de levantar a roupa do chão da lavanderia e de colocar no cesto, gente… Capacidade ele tem, ele não quer, né? Vanessa fazia até determinada fase das coisas ali e largava de mão. Aí ela não aguentava e fazia… Ou também ela ficava com vergonha da diarista. Você vai vendo tudo bagunçado, tudo sujo, você não aguenta. Sempre antes da moça chegar, ela já dava uma ajeitada porque ela ficava com vergonha. Isso foi acabando com o psicológico da Vanessa. E a Vanessa me falou: “Andréia, não dava pra eu saber dessas coisas antes de eu casar, porque assim, ele dormia pouco na minha casa… E assim, tirava a roupa, deixava ali no chão, porque, sei lá, a gente dormia, ele no outro dia pegava e vestia a roupa. Então, assim, eu não tinha esse convívio com ele, né?”. Vanessa começou a pensar que ele apressou esse casamento porque ele queria substituir a Dona Rosa, ele queria uma substituta para a Dona Rosa. 

E aí a Vanessa falou para mim: “Andréia, até a gente casar, o meu convívio com ele era excelente, porque era um convívio onde eu não tinha as tarefas que são dele para fazer”. Dona Rosa fazia as marmitinhas dele e a Vanessa sempre fez as marmitinhas dela. — Ela não gosta de comer em restaurante e tal, né? Ela tem uma dieta fitness. Os dois fazem academia e fazem academia juntos. — Como era a rotina da Vanessa antes de casar? Ela tirava o sábado para limpar uma casa que era um kitnet, agora a casa da Dona Rosa é uma casa bem maior. Ela já lavava e passava as roupas dela no sábado e já fazia as marmitinhas da semana… Tudo no sábado para ter o domingo para descansar. Agora ela não consegue fazer tudo no sábado. Vanessa se viu fazendo as coisas da casa todas no sábado e, no domingo, fazendo as marmitas sozinha. Enquanto ele tá assistindo um jogo de futebol, ou tá assistindo uma série…

E ela falou: “Bom, eu vou parar de fazer marmita. Vou ter que comer de um jeito que eu não quero em restaurante”, porque ele não é capaz de picar uma cenoura… Sabe assim? Em dois, gente, vocês vão conversando, vai fazendo as coisas rápido ali, né? Ele não aceita que ele tem que fazer as tarefas domésticas junto com a Vanessa… E eles não têm condição de ter uma funcionária pra fazer as coisas ali o tempo todo pra eles. Tem a diarista que faz o quê? A limpeza pesada… — Diarista pra mim não tem que lavar nem louça. Louça tem que ser pago à parte, eu acho… Porque a diarista tá ali pra fazer aquela limpeza que você não faz no dia a dia. O dia a dia é com você. Eu penso assim. — Vanessa falou: “Andréia, meu casamento hoje, eu penso, eu quero separar”. Na cabeça do cara, Vanessa está fazendo uma tempestade em copo d’água, porque tem amor, porque ele está sempre ali, está sempre em casa, ele não faz nada de errado. Por que ela está assim, brigando com ele todo dia? Perguntei: “E as suas cunhadas?” e aí ela falou: “As minhas cunhadas fazem tudo pelos maridos, tudo… Tem uma que corta até o bife”.

O marido da Vanessa um dia perguntou, falou: “Você viu? Meu irmão lá, ela corta até o bife dele… Poxa, né?”, tipo: “Você não vai cortar meu bife?”, ô, mano… E o cara não tem nenhuma questão motora, nada, corta o bife assim só pra fazer um agrado pro cara, sabe? Põe o bife no prato do cara, o cara não come até ela cortar o bife… — Mano… [risos] Olha… Isso me deixa tão nervosa. [risos] — Porque se seu marido tem uma questão motora, ou sei lá, quebrou os dois braços, sabe? [risos] Aí você corta o bife dele… Agora tá com o braço inteirão, não quebrou, não tem nenhuma questão de mobilidade que atrapalhe, né? Ali no cortar o bife… Ô… Gente, a Vanessa já tentou de tudo, já teve mil conversas com ele… Porque assim, às vezes eu conto a história aqui e eu falo pra vocês: “A pessoa já conversou”, e aí lá no grupo vocês sugerem: “Ela tem que sentar e conversar com ele”, ela já sentou… Ela já fez todos os métodos que a psicóloga falou. Deixar acumular as coisas, chamar ele pra fazer junto… Ele começa e larga, não faz.

Então assim, gente… A Vanessa falou: “Agora eu tô numa fase que eu tô inconformada que o meu casamento, que podia ser ótimo não é porque eu não tenho um cara parceiro” e eu falei: “Ainda bem que você tá conseguindo enxergar isso…”. Porque casamento, sei lá, é 80% parceria, gente… Ele não é parceiro dela, ela tá esgotada. Ela foi chamada no trabalho dela pra falar que o rendimento dela caiu, que ela não estava concentrada, que ela estava cansada, e ela realmente está cansada, com a mente cansada, com o corpo cansado, porque o trabalho dela dobrou. Agora ele fala em ter filhos… E aí a Vanessa falou: “Andréia, você já imaginou a minha vida cuidando deste homem adulto e mais uma criança? Se ele não me ajuda em uma tarefa?”. Uma… Ela pede às vezes para ele: “Passa uma vassoura na sala” e ele faz de um jeito… E isso para mim eu acho que é proposital, porque ninguém, gente, ninguém pode falar que não aprende a passar uma vassoura na sala… Me desculpa. 

E aí ele não faz, eu acho que de propósito pra aí ela ver que tá mal feito e aí ela vai lá e faz e não pede mais, entendeu? Aí eu falei pra ela, falei: “ó, você tá vendo? Foi bom que você não botou o seu dinheiro então pra reformar a casa dele, porque aquela casa é dele de antes do casamento, herança da mãe dele. Se você for separar, você vai ter que meter o pé, organizar a sua vida e sai fora”. Porque a Vanessa falou: “Andréia, eu amo ele, mas eu não consigo conviver” e aí eu falei para ela, falei: “E se você tentar um casamento cada um na sua casa?”, porque, sei lá, podia dar certo, né? Ele não aceita, porque ele quer uma pessoa que cuide dele. Ele quer ser cuidado. Ele não quer colaborar com nenhuma tarefa, ele quer tudo ali na mãozinha dele, só que ele tem dinheiro para pagar uma funcionária pra ficar lá 24 por 7 cuidando dele? Não tem… Então ele casou com a Vanessa. — Eu penso assim, gente… —

E te digo mais: se Dona Rosa não te tivesse morrido, talvez ele não tivesse casado, ou casava e ia levar as roupas para a mãe lavar e passar… Porque a Vanessa agora, de uns tempos para cá, deixou de passar a roupa dele. Então, agora, ele está pegando a roupa dele suja e levando na lavanderia. Ele só deixa as roupas de trabalho, que são roupas sociais. Então aí a Vanessa falou: “Andréia, eu ganho em torno de 5.300 por aí e ele ganha em torno de 6.500 por aí… Esse valor que ele está tirando para gastar só em lavanderia, está impactando o orçamento. Eu ter parado de fazer as marmitas, porque agora eu tenho que fazer para dois, e está comendo na rua, e ele comendo na rua, está impactando o nosso orçamento”. Então, não é que está mexendo só na dinâmica do casal, está mexendo no bolso também. E ainda assim, toda a roupa que ele usa, que ele joga futebol, a roupa que ele vai na academia, a roupa que ele usa em casa, tudo isso ela cuida sozinha, né?

Pelo menos tirou o social, que passar camisa masculina é osso, né? E no dia que ela me mandou o e—mail, ele tava comendo, tipo, um sanduíche na sala e ele tava só com um papel toalha, sabe? Ela falou: “Pega um prato, você vai fazer sujeira aí”, “Não, não vou…”, parecia um pombo comendo… Caiu coisa no sofá, não sei o que lá. Ela reclamou, ele levantou, terminou de comer, foi lá, escovou o dente e foi deitar, gente. Pra mim isso vira desaforo já. E aí ela ficou tão nervosa que ela foi lá, chamou ele pra vir catar as migalhas, ele não foi… Ela foi lá, catou as migalhas e sentou no computador pra escrever e mandar o e—mail pra gente. Aquelas migalhas foram assim, a gota, sabe? E agora ele só fala isso, que quer ser pai, que tá na hora dela engravidar… Quer dizer, o cara, ele tá achando que ele tá num casamento perfeito e não está percebendo que a Vanessa vai sair fora, porque ela vai sair fora. 

Ela diz que ela está numa fase da terapia, que ela já fica fantasiando na terapia, como que vai ser a vida dela sozinha de novo, chegar a casa dela limpinha, sabe? Porque o cara, ele realmente não ajuda em nenhuma tarefa doméstica. E aí ela falou: “Para algumas pessoas que eu falo, as pessoas ficam chocadas comigo, que eu vou largar um cara legal, que eu vou largar um cara que está sempre ali do meu lado, porque eu não quero fazer as coisas de casa que toda mulher faz”. Então, assim, são muitos conflitos… Aí a Vanessa, ao mesmo tempo que ela fala que vai largar, ela não consegue muito também, porque a hora que ela bota na balança, ela fala: “Pô, os caras por aí, sei lá, estão piores?”, então a Vanessa tá, assim, num dilema, gente… E o que pesou realmente pra ela, onde começou tudo, é foram as tarefas. 

Mas eu sempre acho que não é só as tarefas, porque se uma pessoa está te implorando por ajuda, falando pra você: “eu preciso da sua ajuda, eu preciso que você colabore comigo, que a gente seja uma dupla, que a gente seja parceiro” e essa pessoa está se recusando, tem mais coisa aí… Será que é amor mesmo que ele sente por você? Por que ele correu tanto com esse casamento quando a Dona Rosa morreu? Se antes vocês iam fazer tudo planejado… Ele não fez absolutamente nada, porque ele foi morar na casa do irmão e lá a cunhada já pica o bife do irmão., deve ter picado o bife dele, né? Então, assim, gente, eu acho que são muitas camadas, sabe? Não são só tarefas e não acho que a Vanessa tá errada, porque quando ela conta a história para as pessoas mais íntimas, muita gente fica contra ela, fala: “Boba, você vai largar um homem legal porque ele não faz as coisas? Nenhum homem faz”, as pessoas falam isso para ela… “Nenhum homem faz”. Só que ela está sobrecarregada, está sendo prejudicada no trabalho. 

O cara quer filhos, ela não tem dinheiro, eles não têm dinheiro para ter uma babá… Então imagina como vai ser a vida da Vanessa com filhos se a vida dela já está sobrecarregada agora. Ela estava muito preocupada das pessoas acharem que é bobagem, mas não é bobagem, gente… Tem mais, não são só as tarefas. É você estar sentando, olhando no olho do seu marido e falando: “eu preciso que você colabore comigo, que a gente seja uma dupla, que a gente seja realmente um casal” e o cara tá falando pra você: “ai, não consigo”, “ai, não quero”, “ai, nunca fiz”, “ai, não gosto”, quem que gosta? Ninguém gosta, mas tem que fazer… Certas coisas a gente é adulto, a gente tem que fazer. O que vocês acham? 

[trilha]

Assinante 1: Oi, gente, meu nome é Camila, eu falo de São Paulo. O que este homem está fazendo com a Vanessa se chama “incompetência armada”, basicamente, ele finge que não sabe fazer ou faz de qualquer jeito para que a mulher realize as tarefas no lugar dele. Segundo ponto: você viu que o mercado de homens está ruim e que as pessoas ao seu redor apoiam essa relação mesmo já fracassada. Infelizmente, a gente vive numa sociedade em que o machismo estrutural é tão grande que as mulheres acham ok se submeter a certas coisas só para provar, para ter um companheiro, para viver essa situação. Por último, não menos importante, você já está cansada, está ruim nas tarefas do seu emprego e ele quer ter filhos, isso também é uma tática dele poder te manter, porque muitas mulheres acabam ficando em casamentos terríveis por conta dos filhos.O que eu te digo é: você pode ficar doente, você pode ficar desempregada, você pode ficar vivendo a base deste homem e sem sua independência… Saia fora enquanto há tempo. Se cuidem, hein? Um beijo. 

Assinante 2: Oi, gente, eu me chamo Paloma, sou de João Pessoa. E essa história me deixou extremamente revoltada, porque a gente vê sendo reproduzido um discurso muito forte na nossa sociedade, principalmente em relacionamentos héteros, né? De que o homem é assim mesmo e tá tudo bem ele não ajudar nas tarefas de casa e deixar a esposa extremamente sobrecarregada… Sendo que essa não é uma realidade, né? É apenas o reflexo de uma sociedade machista. Existem muitos homens por aí, existem muitas pessoas por aí que não concordam com essa realidade, então esse discurso de que não vai encontrar ninguém melhor é só uma forma de se manter presa a um casamento infeliz. A partir do momento que ele concorda em te ver sobrecarregada e triste na forma que você tá vivendo, esse homem não é o seu parceiro e ele não te ama. Então, é motivo sim pra se pensar aí se vale a pena manter esse relacionamento. 

[trilha]

Déia Freitas: Essa é a última chamada do Unidos do Carnaval do Airbnb. Ó, não fica de fora, tá? O Airbnb oferece muitas opções de acomodações para você e a sua turma de amigos. Para todo mundo curtir o carnaval aí juntinho, porque o Airbnb proporciona muito mais conexão. No Airbnb todo mundo faz tudo junto e se curte muito mais. No aplicativo do Airbnb, você encontra ainda o preferido dos hóspedes, que são as acomodações mais bem avaliadas dos próprios hóspedes. Para deixar sua folia ainda mais fácil, você pode pagar no Pix ou parcelar em 6x sem juros no cartão. Entra agora, faz a sua lista de acomodações favoritas e já compartilha com seus amigos. Não deixa para a última hora, vai ser muito mais legal você curtir esse carnaval… Tudo organizadinho. Vai achar uma acomodação aí ou próxima da natureza ou na folia dos bloquinhos, tá? Mas faz isso agora, reserva aí… Porque carnaval entre amigos é muito melhor no Airbnb. — Valeu, Airbnb, pela parceria. — Um beijo, gente, e eu volto em breve. 

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]