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título: térmica
data de publicação: 26/01/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #termica
personagens: orlando, noiva e guru

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a EBAC. 2026 já chegou e eu quero saber aí os seus planos para esse ano, você vai trocar de emprego? Vai aí para outra área? Vai iniciar um curso? Como anda a sua vida profissional? A EBAC, a Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia, te oferece mais de 150 cursos que podem mudar a sua vida profissional e hoje eu vou te apresentar aí diversas possibilidades dentro de uma área que tem crescido cada dia mais: o marketing. Marketing digital, social media, media marketing, gestão de marketing de eventos, branding e identidade visual, copywriting, marketing de performance, CRM marketing, planejamento de mídia e dezenas de outros cursos com duração de quatro a doze meses, com professores especializados pra você estudar no seu tempo, quando e onde você quiser… 

E com pagamentos facilitados, hein? Faça parte da EBAC e mude a sua vida. — Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. — E hoje eu vou contar pra vocês a história do Orlando. Então vamos lá, vamos de história.

[trilha]

O Orlando namorava há uns quatro anos e todo ano eles faziam alguma coisa ali depois do Natal. — O Natal passava-se com a família e tal e Ano Novo eles sempre viajavam, faziam alguma coisa. — Naquele último ano, a sua namorada, que o Orlando já estava pensando em pedir em casamento, tinha começado a frequentar um templo de uma religião, uma coisa mais zen e tal e ela ia toda semana. O Orlando não era de interesse dele estar em nenhuma seita, nenhuma religião, nada… Então, ela ia, de boa, fazia as coisinhas dela zen, começou a acender muito incenso em casa… — Coisa que não interferia nada na vida do Orlando, assim, né? Ele ficou até preocupado no começo se ela ia ficar com outra cabeça e tal, mas não, ela voltava sempre muito relaxada desse templo aí que ela ia e tal. — Nesse ano específico, ia ter um retiro de ano novo nesse templo, que era um lugar muito bonito… Ele já tinha visto fotos apenas, né? Que era um lugar muito bonito e as pessoas iam poder dormir lá nesse templo, tinha alguns chalés, enfim, um lugar grande, bonito e tal, um retiro espiritual e o Orlando falou: “Poxa, será que eu vou?”.

Tava tudo incluso, assim, era all inclusive. [risos] Só não ia ter bebida alcoólica… Já foi um pontinho pro Orlando e ele falou: “Mas será que eu posso levar minha garrafinha?”, falou pra futura noiva dele, e ela deu uma risada e falou: “Pode, você só deixa na mala, ninguém vai revistar sua mala, mas assim, não anda com a garrafa nas dependências lá do templo, né? Mas pode levar sua bebidinha, sem problema”. Também não teria carnes, mas isso não era um problema pro Orlando, falou: “Pô, vai ter uma pá de fruta, uma pá de coisa e tal, vamos lá, vamos pro retiro” e ele tava na vibe, ele tava muito na vibe… E lá foram eles, ele muito animado, a futura noiva também muito animada, para esse retiro. Quase chegando lá, essa futura noiva começou a falar do guru… — E quando se fala a palavra “guru”, eu só lembro do pica—pau, que falava lá: “Guru é para Jacu”. [risos] — E ela começou a falar: “Não, porque você vai conhecer o guru, porque ele é uma pessoa ótima, não sei o que lá” e ele tinha ouvido já falar do guru, ele tinha ouvido falar desse guru, mas na cabeça dele era um idoso o guru. — Você não pensa também? Eu concordo com o Orlando, guru também vem na minha cabeça isso, né? — 

E aí chegaram nesse retiro, se ajeitaram, foram bem recebidos e tal, as pessoas vestiam umas túnicas assim e o Orlando falou: “Poxa, legal, um lugar lindo… Vai ser muito legal aqui no retiro”. [risos] E aí lá foram eles para um lugar onde ia estar o guru, que a futura noiva queria apresentar. O guru tinha um lugar que era só dele, tipo uma cabana, mas um lugar bonito, assim, né? E aí ela bateu lá na porta do guru e ele falou: “Entra”, né? Uma voz assim… O Orlando já percebeu que não era uma voz de idoso: “Tá conservado o guru, né?”. A hora que ele entrou, ele falou: “Andréia, pensa num cara saradão, assim, bronzeado, gato o cara…”. Com uma espécie, ele falou que parecia uma tanga, não sei, um pano, só cobrindo ali, como se fosse um short, mas só um pano… E ele falou: “Pensa…”. [risos] Eu, a hora que olhei para aquele cara, que era um cara de uns 40 anos, assim, Orlando com seus 30 e poucos, e a moça também com seus 30 e poucos, um cara de 40 anos, bonitão, parecia que ele estava com uma garrafa térmica dentro da sunga. [risos] 

O Orlando falou: “Andréia, te juro, eu fiquei impressionado… Eu não conseguia me concentrar muito, [risos] eu estava olhando para a cara dele, que era um… Primeiro pensando: “Poxa, um guru assim tão novo?” e depois meu olho ia descendo para aquela garrafa térmica, [risos] porque não podia ser real aquilo”. E, automaticamente, o Orlando começou a pensar: “Então, quer dizer que toda vez que ela falava que ela estava com o guru,era esse guru? O guru da garrafa térmica?”. [risos] Ai meu Deus…. E o Orlando olhando meio que para a futura noiva, vendo a cara dela… E ela, muito branca, ficava muito vermelha perto do guru, assim, e eles trocavam uns olhares e o Orlando falou: “Andréia, olha, eu juro pra você, não é coisa da minha cabeça… Eu vi aquela garrafa térmica mexer quando ele…”, porque como que o guru cumprimentou a futura noiva do Orlando? Ele botou a mão na nuca dela e deu uma puxadinha no cabelo dela… — Ô, gente… — E aí, trouxe ela pra perto, assim, meio que a cabeça dela virou de lado, porque ele puxou ela pelo cabelo e ele deu um beijo nela, no canto, assim, da boca, aquele beijo molhado e ela ficou muito vermelha, e aí o Orlando falou: “Pô, e aí a garrafa térmica dele, poxa, quase pulou daquele pano lá que ele tinha enrolado só na parte, assim, do short, assim”. 

E o Orlando ficou muito cabreiro, e aí ele cumprimentou o Orlando, fez tipo uma reza, sei lá, alguma coisa assim, né? O Orlando ficou olhando lá e tal, falou: “Pô, o cara acendeu uns incensos, umas coisas”, tinhas umas frutas lá que tava lá, que ele não sabia se era pra comer ou se era pra algum Deus, alguma coisa… — Mas aí ele, assim, ele ficou cabreiro o Orlando… [risos] Ele ficou muito cabreiro com aquele guru, muito. — E foram lá fazer as coisas do retiro e, em determinados momentos, a futura noiva do Orlando dava umas sumidas e ele ficava lá sentado lá com aquele povo fazendo meditação… Só que ele não tava meditando, ele falou: “Andréia, tava todo mundo de olho fechado eu tava só aqui, ó, de rabo de olho, tentando ver onde que a minha noiva tinha ido, né?”. E aí ele passou dia 28 assim, cabreiro… — Cabreiro. — E a moça tinha falado pra ele que enquanto eles estavam ali no retiro, eles não iam transar: “Difícil, mas eu vou respeitar a religião dela, sei lá, a purificação que ela quer fazer, né? Então vamos de purificação. Se eu ficar muito apertado, eu me viro sozinho, enfim, no banheiro do nosso chalé e eu vou respeitar tudo que ela quiser, né?”.

E ele falou: “Pô, Andréia, teve um dia que ela voltou, acho que no terceiro dia que eu estava lá antes do Ano Novo, que, sei lá, ela estava cheirando sexo, eu acho… Eu fiquei muito cabreiro, porque ela sumia, ela sumia demais”. O Orlando falou: “Andréia, quem é hétero aí, quem é homem hétero vai me entender. O que eu pensei? ‘Eu não tenho como competir com aquela garrafa térmica’. [risos] Pô, me senti humilhado assim, mas ao mesmo tempo impotente, porque como que eu ia competir com aquele cara? Todo malhado, espiritualizado, com uma garrafa térmica ali dentro daquela sunga. Não tinha pra mim, não tinha como… E eu gostava muito dela, então em vez de questionar, eu resolvi ficar quieto”. E já era dia 30, no 31 ia ter umas coisas lá e tal, e eles não passavam acordados, não tinha virada, era uma coisa que eles faziam no dia 31 e depois no dia 1º cedo: “Que bom a gente vai dormir cedo”. Ele falou assim: “Eu já tinha bebido a minha bebida, que eu tinha levado só uma garrafa, [risos] já estava totalmente sóbrio, sem nada para fazer, sem poder transar, com a minha noiva, quase noiva, sumindo toda hora”.

E eles deitaram umas onze horas, ele pegou no sono, mas meia noite e pouco, ela não tava no chalé deles… Ele falou: “Sei lá, Andréia, acho que eu despertei para o ano novo mesmo, era um ano que ainda tinha horário de verão e, sei lá, acordei e falei: ‘Poxa, estou adiantado, é ano novo’ e ela não estava lá”. O Orlando falou: “Quer saber? Eu acho que é melhor eu saber logo”, aí ele foi no escuro até o chalé do guru… Quando ele chegou, estava tudo escuro, mas ele escutou a sua futura ex—noiva gemendo muito… — E era ela, porque ela gemia e ela falava umas palavras, tipo o nome do guru, tipo: [gemendo] “Ah, ah, Fulano, ai, Fulano, ai, Fulano”, assim, totalmente iluminada, né? — E o Orlando ficou em choque… Naquele escuro escutando o guru com aquela garrafa térmica transando com a sua futura — agora quase ex — noiva. Nesse momento, Orlando falou assim para mim: “Andréia, eu nunca tinha sido corno, ou se tinha sido, era corno sem saber. Agora, quando você descobre que você é corno, se você não é um valentão”, e não é um caso do Orlando, porque como eu disse, quando o homem me escreve, assim, esses casos de traição eu sempre vou ver como tá a moça e a moça tá bem, ele falou: “Andréia, quando você não é um valentão, você fica naquela, o que eu faço agora que eu sou corno?”. [risos] 

O Orlando resolveu voltar pro chalé, deitou, falou: “Andréia, não me deu vontade de chorar, nada, eu tava só estarrecido, pensando que ela tava transando lá com aquela garrafa térmica, não dava pra mim… A última vez que eu olhei no relógio, eram três da manhã e ela não tinha voltado ainda”… E aí de manhã, quando ele acordou, ela já tava tomando café, saindo, ela tava com uma cara ótima, super animada e ele mal… — Mal, mas assim, disfarçando. — Ele falou: “Andréia, a gente ia embora ali na parte da tarde daquele dia primeiro, então eu falei: Quer saber? Eu vou aguentar e quando a gente chegar em casa, eu converso com ela”. E aí foi o que ele fez, ele falou: “Andréia, teve um ritual lá cedo, sei lá, nem prestei atenção, estava mal… Estava mal. E olhando para aquele guru já com uma raiva, espiritualizado nada”, porque o cara sabia, ela apresentou, né? O futuro noivo pro cara… — E aí eu tenho muita raiva de líder religioso que sai com a mulherada, sabe? Porque a maioria se aproveita mesmo da vulnerabilidade daquelas mulheres…. Enfim, assunto para outro dia. —

E aí terminou ali tudo, eles arrumaram as coisas e, durante o caminho, ele veio quieto, ela veio quieta também, só que ele via que ela estava… Sabe quando você está quieta, que você está felizinha, sorrindo por dentro, assim? E ele mal… E o Orlando falou para mim: “Andréia, eu tomei uma decisão que eu jamais pensei que eu tomaria… Eu gostava muito dela e eu resolvi que não ia falar naquele dia. Que talvez não falasse nunca e ia continuar com ela, ia aceitar que eu era corno”. E ele deixou ela na casa dela, não falou nada, foi pra casa dele… No dia 2, ela chamou ele pra conversar e ela terminou com ele. Talvez o guru falou: “Olha, eu vou te assumir e tal” e o Orlando resolveu não falar que ele tinha ouvido ela transando com o guru, ele não falou… Ele guardou essa traição só pra ele. Eles terminaram ali, ele falou que entendia e tal, ela chorou, ele ficou só olhando pra cara dela, tipo: “Ah, tá bom”. Depois de uns meses, ela mandou mensagem pra ele querendo saber como ele tava e tal, meio que na intenção de querer voltar com ele. — Talvez o guru enrolou ela, pode ser que sim, né? Moça, se você tiver ouvindo, escreve pra gente. [risos] —

E aí foi que o Orlando ficou um pouco feliz, assim, tipo: “É, tomara que ele tenha também aprontado com ela do jeito que ela aprontou comigo, né?” [risos] e o Orlando disse que até hoje ele lembra, era uma espécie de uma fralda que o cara usava, sei lá, porque não é uma fralda, é um short, não sei explicar também… Ele falou: “Andréia, era uma garrafa térmica aquilo, não é possível… Não é possível. Daquela que cabe 600ml, sabe?”. [risos] Ai, meu Deus… [risos] E ele falou que ficou muito impressionado, ficou muito mal também, né? Porque ele gostava da moça, mas enfim, não deu certo e tudo acabou [risos] no retiro aí de Ano Novo. O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Olá, nãoinviabilizers, meu nome é Ana, eu falo aqui de Portugal. Gente, eu fiquei chocada com essa história. Quando começou a se desenrolar, eu já imaginei que provavelmente ela tava tendo num caso com o tal guru, mas eu comecei a achar que aquele retiro ia ser uma grande suruba, [risos] que era uma daquelas seitas em que esses gurus, sei lá, diz que a pessoa tem que transar com ele pra se purificar ou qualquer coisa do gênero, mas não, era só a menina que era uma sem vergonha mesmo. Olha, Orlando, você se livrou dessa, mas eu acho que você fez muito bem, agiu certinho, com calma, só quer paz, só quer tranquilidade… A mina que siga com a sua vida, aprendeu sua lição. Pra tudo tem uma primeira vez na vida, não é mesmo? Mas que bom que agora você tá feliz, espero que você encontre ainda muita felicidade no amor. É isso, pessoal, beijinho. 

Assinante 2: Oi, gente, eu sou a Catarina, eu moro em Portugal. Orlando, posso compreender muita coisa, mas eu não compreendo se permitir sofrer tanto em nome de outra pessoa. Ela te desrespeitou contigo lá, sabe? Ela poderia ter segurado o fogo no rabo, mas ela decidiu não te respeitar e tu resolveu poupá—la… Eu entendo você entrar em choque, você não querer acreditar ou você pensar que você não tinha como competir, mas cara, no momento que envolve caráter, você já tinha ganhado, então não era uma competição. Tu devia ter dito pra ela que tu sabia ou na hora que ela pediu pra voltar, tu devia ter deixado claro que tu sabia o quão mau caráter ela foi… Não aceite isso, cara… Você e ninguém merece passar por isso. Fica bem, tá?

[trilha]

Déia Freitas: Invista na sua educação neste ano de 2026 e mude de vida com a EBAC. Junte—se aos mais de 145 mil alunos nas mais de 150 opções de cursos que a Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia oferece. — Assim, gente, um estudo de qualidade e você vai estudar no seu tempo, quando e onde você quiser. — Você conta ainda com opções de parcelamento em 21x no cartão ou 24x no boleto. Com o nosso cupom: “naoinviabilize26” — tudo junto, minúsculo, sem acento e o 26 em numeral —, você ganha R$200 de desconto. O cupom é válido para todos os cursos disponíveis no site. — Gente, aproveita… Volta a estudar, muda de vida. Se precisar, muda de profissão e usa o nosso cupom que ele tem aí tempo limitado. — Acessa agora: ebaconline.com.br e faça parte da EBAC. Um beijo, gente, e eu volto em breve.

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]