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título: vidinha
data de publicação: 24/11/2025
quadro: picolé de limão
hashtag: #vidinha
personagens: carla

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes Quem tá aqui comigo hoje, mais uma vez, é a Pet Love. É a última semana da Pet Friday e você não pode deixar de contratar o maior plano de saúde pet do Brasil. Você precisa cuidar e proteger o seu pet. Os médicos veterinários especialistas atuam como verdadeiros super—heróis na vida de um pet. Eles são responsáveis pelo apoio ao diagnóstico e condução do melhor tratamento. Com o plano de saúde Pet Love, você tem acesso a diversas especialidades e isso é muito importante, porque os pets também podem desenvolver doenças como câncer de mama ou de próstata. Seu pet ter acesso a uma saúde preventiva, como check—ups regulares, é um ótimo jeito de você demonstrar carinho por ele. 

Planos de saúde Pet Love, se tem pet, tem que ter. — E, ó, você já sabe, clica no link que eu deixei aqui na descrição do episódio e contrata já o seu plano de saúde Pet Love. E fica por aqui, porque tem cupom, tem cupom, tem cupom… E tá bem especial, então fica aqui comigo. — E hoje eu vou contar pra vocês a história da Carla. Então, vamos lá, vamos de história.

[trilha]

Carla é a pessoa que gosta de estudar pra concurso e há uns anos, ela estudou e passou num concurso pra um cargo muito bom. E ela assumiu essa vaga, rudo perfeito, Carla trabalhando… A ideia da Carla era estudar pra outros concursos dentro já daquilo que ela estava fazendo e ir progredindo. — Mas, assim, já estava boneca, né, Carla? — O tempo foi passando, até que Carla conheceu um rapaz. Um rapaz muito bom, muito querido, muito fofinho… Carla começou a namorar esse rapaz, o namoro dando muito certo. Namoraram um ano, ele não tinha bem um emprego fixo — ê, Carla — pagava as próprias contas, mas ele queria casar e a Carla falou: “Como é que a gente vai casar se você não tem um emprego fixo, né? Eu sei quanto eu ganho e o quanto eu posso contribuir com essa casa nova que a gente vai ter, né? Responsabilidade dos dois, mas e você?”. Ele ficou chateado e começou a fazer corridas aí de carro por aplicativo, porque aí ele podia ter metas ali e podia levantar uma grana. 

A Carla falou: “Então é isso, então você vai firmar aí nessa área”, porque segundo ele, ele prefere trabalhar com mais liberdade e nã nã nã, enfim… Noivaram e casaram. Não fizeram festa, nada, foi um casamento simples, só família, mas já com tudo estruturadinho. Então, alugaram uma casa e compraram umas coisinhas. Nessa época, a Carla morava com uma prima, ela saiu dali da casa da prima, novos ainda e a Carla falou: “Bom, por enquanto, não quero ter filho”, ele também falou: “Vamos dar um tempo disso”. Foram vivendo a vida ali, ela trabalhando no emprego dela, que ela gostava muito, com toda a segurança e benefícios e ele fazendo as corridas ali de aplicativo, que ele também gostava muito por ter essa flexibilidade de horário e ele trabalhava na hora que ele quisesse, no dia que ele quisesse, porque nem todo dia ele queria trabalhar. O tempo foi passando e foi dando um ciricutico nesse homem…

Ele foi falando: “Não, porque não está bom, porque não está bom”, foi falando para a Carla desse jeito: “Carla, você não pode se acostumar com essa vidinha. Você acorda todo dia no mesmo horário, você vai para a mesma repartição, você fica lá até x horário da tarde, você volta, esquenta o seu jantar e é isso. A sua vidinha é só isso” e ele queria mais… — Ele queria, sei lá o quê, porque assim, né? Trabalhar não queria muito. — E aí, marido de Carla inventou que eles deviam ir para Portugal… Tentar a vida em Portugal. Carla, com o seu emprego estável, de cara disse “não”, mas comentando lá no serviço dela, ela ficou sabendo que ela poderia tirar um afastamento sem remuneração por dois anos… E depois ou ela voltava ou ela pedia exoneração. O cara fez que fez, que convenceu Carla a sair da vidinha dela e ir morar em Portugal pra tentar uma vida melhor. Sendo que a Carla disse: “Andréia, minha vida já era boa, mas segundo ele, era uma vidinha”. [efeito sonoro de avião decolando]

Chegando em Portugal, a vida ficou péssima… Carla precisou trabalhar na área da limpeza — sendo que aqui ela tinha um cargo muito bacana — e ele não conseguia fazer nada. Eles estavam comendo pior, morando pior, porque estavam alugando só um quarto na casa de outras pessoas e, assim, vivendo pior mesmo. O cara estava feliz. E a Carla: “Será que eu estou tirando uma oportunidade dele? Vamos dar um tempinho pra ver se isso vai vingar ou se não vai vingar”. Nesse processo, o cara foi tirando ali a dupla cidadania dele, que ele tinha direito a ter uma cidadania portuguesa. As coisas iam melhorar, segundo ele, né? Carla: “poxa, até esperar isso acontecer, eu estou sentindo falta da minha vidinha, das minhas coisas, estou trabalhando pessimamente aqui, está tudo ruim” e ele falando que não, que Carla tinha que esquecer aquela vidinha, que agora a vida deles era em Portugal, que isso, que aquilo, nã nã nã.

O tempo foi passando, Carla, infeliz, mas dando aí um voto de as coisas vão melhorar. Até que chegamos a maio deste ano. O balanço de Carla é: Ela trabalhou mais, ela que manteve ali mais, ele fica com essa questão da cidadania, que agora sim está saindo, mas enfim, né? Ela acha que, para ela, a vida não vai ficar como era a vidinha dela, que ela gostava aqui no Brasil. Para piorar tudo, Carla, no começo de junho, descobriu que engravidou… Conforme o cara soube da gravidez, ele ficou muito feliz. O que ele quer? Ele quer que o filho dele nasça português e ele quer que a Carla peça exoneração do trabalho dela, que tem um salário bom e muitos benefícios. Ele fala disso todo dia, que ela tem que mandar a carta lá para pedir exoneração e, conforme o tempo vai passando, e a Carla vai conversando com as pessoas, as próprias brasileiras que estão em Portugal falam pra ela: “volte para o Brasil com o seu filho na barriga, porque se o seu filho nascer aqui, ele vai te tomar essa criança… Você não vai ter mais direito a essa criança. E você nunca vai ter um emprego bom do jeito que você tem no Brasil aqui. Então, volta, reassume o seu cargo e tenha o seu filho no Brasil”. 

Todas as mulheres que ela conhece, brasileiras, falam isso pra ela, pra ela voltar grávida e reassumir o cargo dela e não exonerar. — E eu também falo, tô aqui no Brasil, tô falando isso, Carla. — A questão é: Ela teria que juntar esse dinheiro para poder voltar e ela não consegue juntar. E aí eu falei: “Carla, você não teria um amigo, uns amigos, uns parentes?” e ela falou: “Andréia, eu consigo pedir para parentes esse dinheiro, volto, assumo minha vaga e pago de volta essa passagem”, mas Carla teria que fazer de um jeito, assim, escondido dele, porque ele ia surtar… E ela não queria fazer desse jeito. Carla está pensando em falar para ele que, para exonerar, ela tem que voltar ao Brasil, e aí ela volta ao Brasil e não retorna a Portugal. Ela também não queria se separar… A esperança de Carla é que, vendo que ela está no Brasil de volta e reassumiu a vidinha dela, ele volte e fique por aqui, mesmo que trabalhando em carro de aplicativo. — Mas eu acho que ele não vai querer voltar, porque ele está quase tirando a cidadania dele lá. Eu acho que ele nem pode, tem que ficar lá, né? Não sei. —

E, gente, assim, o e—mail da Carla pra mim é como uma esperança de que, se ela voltar, esse casamento vai funcionar de alguma forma. Eu, assim sendo bem sincera, acho difícil. O que me deixou um pouco aliviada é perceber no e—mail da Carla, que ela não pensa em exonerar e não pensa em ter o filho dela em Portugal, ela vai voltar para ter o filho aqui, de qualquer forma. Mas será que esse cara não vai convencer a Carla, que já convenceu a ir, a largar a vidinha que ela tanto gostava… Não é? Só que aí ele acha que a vida tá boa, mas quem tá limpando o banheiro lá é a Carla. Ele não pega serviço de limpeza, tá? Não pega. E aí eu fico pensando isso: o que leva as pessoas que têm um trabalho fixo, um trabalho ok aqui, um trabalho que as pessoas gostam, a largar tudo e fazer faxina em outro país? É por conta de segurança pública? É por achar que vai enriquecer? Porque dificilmente vai enriquecer, né? É, sei lá, pra ter mais acesso à compra? Mas é melhor você ter um celular melhor e limpar banheiro do que você tá aqui com o celular mão é tão top e uma vida melhor? Qualidade de vida? Não sei…

Então assim, eu não consigo entender essa questão de ir para outro país para um emprego pior, né? E eu espero que a Carla realmente leve esse plano pra frente, de falar pra ele que tem que voltar. Ela tá nessas também de: “ai, eu vou ter que mentir pra ele”, gente, às vezes mentir você precisa, é questão de sobrevivência. Vai voltar pra casa, não vai ter seu filho aí correndo o risco de não conseguir mais tirar seu filho daí, né? Se você quiser voltar, então assim, eu acho que é uma questão que ok mentir. Pra vocês é ok mentir? Pra mim é ok. Fala assim: “Ah, tem que ir lá assinar pessoalmente pra exonerar” e chega aqui e fala: “Então, não vou mais… Não vou mais”. [riso] Ele chamar de “vidinha” me irrita um pouco, porque assim, né? Ela tem uma estabilidade, ela tem um emprego que ela gosta, ela ganha sete mil reais, ela tem os benefícios, sabe? Vidinha? Se tudo der certo e a Carla realmente voltar a assumir a vaga dela, não exonerar, não ter esse filho em Portugal, não acho que esse casamento sobreviva, mas para mim isso é um ponto positivo para Carla, que ela não consegue ver agora porque está grávida, está mais sensível, mas que futuramente vai conseguir enxergar.  Eu acho… O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers… Eu moro em Portugal já desde a minha infância e eu estava ouvindo aqui a história da Carla com o coraçãozinho na mão. Eu queria falar para a Carla que já houve aqui algum desrespeito quando a tua vidinha estava confortável e boa para ti e tu cedeste em prol do outro. Fizestes a tua parte como esposa e Portugal não está bom… Não penses realmente em sequer ficar aqui, a prioridade agora acho que tem que ser você e seu filho. Fica bem. O teu casamento vai melhorar e vai voltar para o Brasil caso tenha que ser assim. Fica bem, um beijo.

Assinante 2: Boa tarde, Não Inviabilize, aqui a Lorena de Goiânia, Góias. Carla, nem pensa muito… Volta com o seu filho para cá. Portugal é signatário do tratado de Aia, então se o seu filho nascer, você não tira seu filho de Portugal sem a anuência do pai e isso não vai acontecer porque ele é uma pessoa que não brilha e ele se incomoda de ver outras pessoas brilhando. No seu caso, a “vidinha” que ele chama, que fala que você tem, é o sonho de milhares de brasileiros: ter uma vida economicamente confortável, ter um emprego bom e ele não tem isso, não tem capacidade de conquistar isso, e aí ele quer que você se submeta aos trabalhos que ele dá conta de fazer, que estão no padrão dele, aceitável e, assim, você não precisa disso, amiga… Você é concursada, você tem uma vida financeira estável. Aqui no Brasil você tem rede de apoio, tem a sua família, tem amigos e você vai ser financeiramente estável. 

[trilha]

Déia Freitas: A Pet Friday está acabando e você não pode deixar de contratar o melhor plano de saúde pet do Brasil. Você tem que ser o super—herói do seu pet. Além de dar carinho, você precisa também dar cuidados, proteção, e o plano de saúde Pet Love é perfeito para isso. Usando o nosso cupom exclusivo: “PONEI100” — amo, sem acento, “pônei” em maiúsculo e 100 em numeral —, você, assinante novo, ganha 100% de desconto na primeira mensalidade. Sim, é isso mesmo: 100% off na primeira mensalidade do assinante novo. — Exclusividade aí para o nãoenviabilizer, tá? — Contrata agora, porque o nosso cupom vai até 30 de novembro de 2025, enquanto durarem os estoques… É preciso consultar os termos e as condições, as carências promocionais são liberadas após a microchipagem do seu pet. Planos de saúde Pet Love, se tem pet, tem que ter. — Pet Love, te amo muito, valeu pela parceria de sempre. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]