título: sujeirada
data de publicação: 19/02/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #sujeirada
personagens: diana, roseli, tia ana e tio vicente

TRANSCRIÇÃO

[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]

Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a minha amada, idolatrada, Emma. Seja você da turma aí que passou os dias nos bloquinhos ou que viajou pra relaxar, dormir bem faz total diferença… Seja pra manter o ritmo ou pra recarregar as energias. Emma é a sua parceira ideal pra isso, aliada ao seu sono de qualidade e com produtos respiráveis, pensados para ajudar a manter o frescor durante a noite. Cochão Ema Premium Hybrid, esse colchão garante apoios específicos para diferentes partes do corpo, como a cabeça, os ombros, a lombar, pelves, joelhos, pernas, pés, com molas ensacadas que fazem com que você se sinta mais fresco… 

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[trilha]

Diana, desde os seus 16 anos, sempre batalhou muito para ter as coisinhas dela. Quando ela tinha ali seus vinte e poucos anos, ela conseguiu um financiamento da Pônei Casa, Pônei Vida, pagando sozinha, fazendo as coisas dela sozinha… A mãe morando em outro estado, longe. — Então, assim, Diana batalhando sozinha… — Voltar a estudar, parou, porque não tava dando pra conciliar… Quando ela conseguiu voltar a estudar pra fazer um curso técnico, ela não tinha ainda a condição de fazer uma faculdade, ela conheceu um cara. Esse cara estava fazendo o mesmo curso que ela, era técnico de segurança do trabalho… Foram fazendo o curso juntos, foram se conhecendo melhor e ali nasceu um namoro. 

A Diana me falou: “Andréia, eu sempre fui muito pobre lá no estado onde minha mãe mora até hoje, então primeiro eu fui pra uma cidade grande, trabalhei bastante, consegui terminar de rebocar a minha casa lá, fazer as coisinhas pra minha mãe. Depois consegui dar entrada na Pônei Casa, Pônei Vida, consegui ali financiar um material de construção, consegui comprar uns móveis…”, ela foi fazendo as coisinhas dela e nunca teve tempo para namorar. Namorar sério, né? E era o primeiro namorado sério. Então a Diana estava encantada… Ela estava feliz da vida agora que a vida dela estava encaminhada. Ela tinha conseguido fazer uma reforminha na casa da mãe dela, a casa da mãe dela era própria. A Diana me falou: “Andréia, para você ter uma ideia, a casa da minha mãe, antes de eu conseguir arrumar, as paredes eram de barro, era tudo de barro. E aí consegui botar piso, consegui arrumar as paredes, consegui botar um telhado legal”. 

Então, assim, ela conseguiu fazer as coisas pela mãe dela e depois conseguiu fazer as coisas por ela. — Então, assim, eu entendo muito a Diana, né? Quando a gente vem da classe C, a gente tem as nossas metas e tal e ela estava cumprindo as metinhas dela ali de deixar a família dela bem. Agora ela já estava com a parcelinha dela ali do Pônei Casa, Pônei Vida, os móveis já estavam todos quitados… O financiamento paralelo que ela tinha, que era bem pequeno também, do material de construção, ela também já tinha quitado… — Esse cara morava com a mãe e a mãe dele também muito amorosa com Diana… Ela dizia: “Eu faço votos desse casamento, que isso, que aquilo”. Então, a Diana me falou: “Andréia, para a classe C, eu já estava até estruturadinha, né? Com o meu apartamentinho, não ia comprar carro ainda porque eu queria quitar o meu apartamentinho, mas já estava ali, estava bem. Não tinha dívidas, assim, que eu não conseguisse pagar, né?”.

O próximo passo, agora que ela estava namorando sério com alguém que ela gostava, que a mãe do cara gostava dela também, era o casamento. A sogra também sempre dando força para que esse casamento acontecesse e nã nã nã… — Então, Diana estava feliz… Estava plena. — Como é que ia ser esse casamento? Ia ser só no civil, para não gastar muito… O cara morava com a mãe, então ele já ia aproveitar toda a estrutura que Diana já tinha, tinha fogão, geladeira, microondas, sofá, cama, tinha tudo, né? Então, sei lá, será que o cara não podia oferecer um almoço? Ele e essa mãe, né? Mas nem isso… Então, iam só casar ali no civil, só isso e o cara já ia mudar pra casa dela. E assim foi… O marido fazia o café da manhã pra Diana, no trabalho dele, ele falava que a Diana era tudo na vida dele… — Segundo ele, né? Porque ela nunca tinha ido no trabalho dele.  —

Ela tinha ido duas vezes na casa da sogra, né? — Entre namoro e casamento, gente, foi um ano e meio… — A sogra que sempre vinha no apartamentinho dela, falava: “Nossa, seu apartamento tão lindo”, então a sogra tinha costume também de ir lá, de visitar a Diana, agora visitar o casal, né? Ele fazia o café da manhã, a sogra muito miguxa, todo mundo assim, muito unido, muito incrível tudo. Apenas depois do casamento, a Diana ficou sabendo que o seu marido teria que continuar bancando a mãe. Eu acho que essa é uma conversa que você tem que ter antes de casar, né? Se tem uma coisa dessas, porque assim, a Diana não pensou que ele tivesse que bancar a própria mãe, né? O salário dele não dava pra bancar nem a parte dele das contas da casa. Era como se ela continuasse morando sozinha, em termos financeiros, porque ela pagava todas as contas, a única coisa que ele pagava era a conta de água e de luz, porque aumentou com o consumo dele ali.

Mas assim, por exemplo, o mercado dobrou, ela pagava sozinha. Se eles fossem sair em algum lugar, alguma coisa, ela pagava sozinha… A maioria das contas, ela pagava sozinha. A parcela do apartamento, ela pagava sozinha, porque ele tinha que manter a miguxa da mãe dele. — Até aí, gente, não acho… Não sou contra, não. Se a minha mãe fosse viva e eu fosse casada, eu ia bancar a minha mãe, total… Mas isso é uma coisa que você tem que conversar antes, né? E ele não falou nada e isso nem passou pela cabeça da Diana, então não rolou essa conversa. Então ficou um pouco mais apertado, um pouco mais pesado para a Diana, mas ainda assim ela muito feliz. — Com quatro meses de casamento, ela foi na médica dela e falou: “Olha, eu quero tomar um anticoncepcional, porque agora a gente quer transar sem preservativo e nã nã nã”. 

E aí começou a tomar, passou mal, voltaram a usar preservativo… — Então, qual que é a outra alternativa para a gente não ter filho agora? Vai botar o Diu? Vai botar o Diu. — Foi lá, botou o Diu e tal e começaram efetivamente a transar sem preservativo. Um tempo depois, a Diana começou a se sentir mal… E, assim, não fazia sentido nenhum, parecia que era uma virose… O que era aquilo? Investiga daqui, investiga dali e ela mal de saúde. Acabou indo na ginecologista, porque ela pensou: “Será que tem a ver com o Diu?”, porque ela sentia muitas dores… A médica falou: “Vamos investigar, porque isso está estranho, né?”. Na hora de transar também sentia dor, enfim… E não é que ela estava com uma IST? Com uma infecção sexualmente transmissível. Ué… Ela só estava transando com o marido. Mas, segundo ele, podia ser alguma coisa que ele já tinha antes, né? E realmente isso pode acontecer. Então, vamos tratar? Vamos tratar. Os dois tinham que tratar. 

Meses tratando, depois que os dois estavam saudáveis voltaram a ter relações sexuais sem preservativo. Paralelo a isso, Diana sempre pagando mais e mais contas desse cara. A miguxa da sogra, ela agora se sentia muito sozinha… Muito sozinha. Então, ela pedia para, às vezes, o filho dormir lá. Ah, um dia na semana? Dois dias na semana? Diana falava: “Que chato isso, mas é a mãe dele. Se minha mãe estivesse aqui perto, talvez eu também fizesse isso. Então, assim, sem problemas”. E o cara conversava com ela, dava boa noite… Eles faziam chamada de vídeo — ele e a mãe — para falar: “Olha, beijo, boa noite, dorme com Deus, nananã”. Então, assim, ele estava realmente dormindo na casa da mãe dele. E aí a Diana falou assim: “Uma colega minha até falou: ‘você é trouxa, não sei o que lá, ativa não sei o que lá no celular dele, que vai dar para você ver se ele realmente está na casa da mãe'”. Ela falou: “Eu não vou ativar, porque assim, eu confio no meu marido” e comentou com ele e ele foi lá e ele ativou.

Ele falou: “Eu não tenho nada a esconder, eu estou dormindo realmente na casa da minha mãe”. Passou mais um tempo e de novo a Diana com os mesmos sintomas… Foi na médica dela e falou: “Olha, o que eu vou te dizer é: Se você não está saindo com outros homens, eu não quero interferir no seu casamento, nada, então você precisa conversar com o seu marido, porque um dos dois está saindo com outras pessoas sem se prevenir” e aquilo abalou muito Diana, porque assim, ela falou: “Não, eu sou fiel e ele é fiel”. E aí foi conversar com ele, ele ficou chocado também, falou: “Não, imagina, jamais faria, jamais faria”. E aí tiveram que tratar tudo de novo, ele falou que podia ter sido uma recaída, mas não tinha como ele não ter tratado certinho, porque é ela que dava os remédios e tal, né? E a médica já quis dar um toque ali pra Diana. 

Já estava ali com uns dois anos e pouco de casamento… Um casamento feliz, apesar dela ter que pagar praticamente todas as contas. Até que um dia, Diana saindo da empresa ali, ela tinha uma colega — que a gente vai chamar aqui de “Roseli” — e a Roseli falou: “Menina, abriu uma Pônei Store imensa, multimarcas, em tal lugar, vamos? Está fervendo lá, estou com medo de perder as melhores peças. Vamos agora?” e Diana falou: “Quer saber? Vamos”,  e aí avisou o marido, falou: “Ó, eu vou chegar mais tarde porque eu tô indo na Pônei Store com a Roseli”, “Ah, legal, se tiver lá umas camisa polo com cavalinho, traz pra mim”, que ele é o estilo camisa polo com cavalinho… Chegaram lá, Diana comprou coisa para o marido, comprou coisa para a sogra miguxa, comprou um monte de coisa para ela, enfim, gastou ali um pouco no cartão… E ela estava tão feliz, que a Diana falou para a Roseli: “Minha sogra mora aqui do lado, vamos passar lá que eu já deixo o vestido que eu comprei para ela”, “Vamos, quem sabe tem um cafezinho quentinho, a gente já toma um café”.

Chegaram lá e ela bateu palma lá… [palmas] Porque não tinha campainha. A sogra saiu na porta de casa com cara a péssima, para quem era tão miguxa, né? E aí Diana falou: “Oi, tudo bem, sogra? Olha, trouxe uma coisa para você” e a Roseli já foi falando: “Tem café? Tem café?” e, assim, a sogra parecia que queria receber elas duas ali no portão, mas assim que ela abriu o portão, elas foram entrando… Sabe quando você já vai apertando a pessoa para dentro? [risos] Lá dentro da casa, estava o marido de Diana e uma moça. “Oi, moça, quem é você, moça?”, “oi, essa aqui é fulana, nossa prima, lá do interior”, “Tudo bem?”, “tudo bem” e a prima ficou ali, Roseli cabreira, Diana falou: “Bom, não me falaram dessa prima, mas enfim, uma prima, né?” e para vocês terem uma ideia de como a Diana é gente boa e, assim, zero ciúmes, ela tinha comprado bastante coisa para ela e ela falou: “Poxa, eu trouxe aqui coisa para o meu marido que está aqui, coisa para a minha sogra e para a prima eu não trouxe nada”… Ela pegou uma blusinha que ela comprou para ela, que era dessas, que ela comprou mais para bater… Sabe a blusinha que a gente compra para bater? Não é para sair, é para bater… E deu para a moça. Ela deu uma blusinha para a moça. 

E aí o marido dela estava ali, com o carro da firma, falou: “Não, vamos que eu levo vocês, eu levo a Roseli e tal”. E foi, deixou a Roseli na casa dela, foi para casa com a Diana e falou: “Olha, eu tenho que devolver o carro da firma, então fica aí que eu já volto” e voltou umas duas horas depois. — Como eu disse, Diana não é uma pessoa ciumenta, não é uma pessoa que encana e, para ela, realmente, não pareceu nada demais. — Conforme o tempo foi passando, a Diana notou que o seu marido agora estava mais nervoso, mais preocupado, mais tenso… E ela até pensou: “Será que ele não está dando conta de pagar as despesas lá da casa da mãe dele?”, porque nessa época ele já tinha deixado atrasar uma conta de luz e uma de água. E Diana falou: “Andréia, eu e minha mãe, mesmo pobre, pobre, pobre, nunca tivemos água e luz cortada. Não ia ser agora. Peguei aquelas contas eu e paguei”. Então, com certeza, ele devia estar gastando um pouco mais agora lá com a mãe, mas será que por que a prima estava lá comendo? 

Ele preocupado, a sogra continuava frequentando a casa dela como se nada tivesse acontecido e um dia a Diana falou: “Escuta, traz a prima Fulana. Você vem para cá no domingo almoçar e não traz ela, ela fica em casa? Liga para ela, fala para ela vir” e os dois falando: “Não, não, não, deixa ela lá, ela é chata, a gente não vê a hora que ela vai embora”, “não, não, não, não chama, não” e aí almoçaram ali, Diana falou: “Poxa, a menina ficou lá sozinha, vamos fazer um pratinho aqui de lasanha para levar para ela”. Quando Diana estava indo para a casa da sogra com a Roseli, elas foram a pé, foram andando com as sacolas e, no caminho, elas passaram em frente a um sapateiro… O sapateiro era Tio Vicente, tio de Roseli. “Ô, tio Vicente, tudo bem?”, “Tudo bem? Ô, tia Ana..” e ali eles conversaram… “Ah, você vai aonde?”, “Vou na casa da Fulana”, “Ah, você conhece a Fulana?”, “Conheço, essa aqui é a esposa do filho dela”, tia Ana falou: “Ah, tudo bem? Prazer”. 

Um dia a Roseli pediu para a supervisora deixar ela sair uma hora mais cedo… Roseli foi falar pra Diana: “Eu falei com a nossa chefe e pedi pra ela deixar a gente sair uma hora mais cedo, porque eu preciso conversar com você”. O que a Diana pensou? “Roseli tá com um problemão, precisa desabafar”. Diana, na hora, foi falar com a supervisora, a supervisora também tava com uma cara muito péssima e falou: “Não, eu liberei vocês realmente uma hora. Depois, outro dia, aí vocês pagam essa uma hora, mas podem sair”. Roseli falou: “Olha, vamos até minha casa? Pra gente conversar, eu preciso conversar com você”. E a Diana foi falando: “Roseli, você tá me assustando, o que aconteceu?”. — Eu sou como a Diana, a gente já pensa em doença grave, gente… Eu também já penso, falo: “Ai meu Deus”, a Diana foi o caminho todo pensando: “a Roseli tá com uma doença grave, meu Deus do céu”.

Quando elas chegaram na frente da casinha ali da da Roseli, quem estava lá? Dona Ana. Etraram, fizeram a Diana sentar, fizeram café, botaram uma água ali… — E aí, vocês estão preparados? — Dona Ana começou a falar para a Diana que ela morava ali há quase 60 anos, que ela conhecia todo mundo, todo mundo que era adulto ali, ela conheceu criança, que morava no bairro desde sempre, ela conheceu criança e que ela estava muito admirada, ela ficou muito admirada de saber que o Fulano tinha casado com a Diana. E começou a falar de como era a infância de todo mundo, enrolando, né? Meio que enrolando… Digamos que Diana tivesse casado em 2020 e Dona Ana falou: “Olha, desde 2018 ele é casado, ele mora junto com Ciclana”. Oi? “Sim, ele mora com Ciclana na casa da mãe dele”. Oi? “É, ela mora lá a vida toda, não sei nem como você entrou lá, você não viu a esposa dele lá? Sendo que você é casada com ele”, porque lembrando, Diana é casada com ele no cartório. 

“Inclusive, a esposa dele, que eu vou chamar de esposa porque ela tá primeiro que você, ela tá grávida”. Dona Ana pensava que Diana sabia da outra, que Diana era amante… E aí a Diana falou: “Não, não, não, não”, tipo, “não, jamais faria”, sabe? E aí aquilo tudo virou uma confusão, porque a Roseli falava pra tia: “Tia, ela não sabe”, “não, ela sabe, ela deve ser amante, não tem como ela não saber que ele é casado, que a mulher dele tá grávida, ela sempre morou aí na casa deles, como que ela namorou com ele um ano sem saber que ele era casado, que a mulher dele morava junto com a mãe dele?”. Diana tinha acabado de saber que o marido dela, que ela era casada no cartório, já era casado, quer dizer, morava junto, né? Era casado, né? Com outra mulher que morava junto com a mãe dele. — Por isso que ele bancava a casa lá… Ele bancava não só a mãe, como a mulher dele. —

A Dona Ana falou: “Olha, filha, eu não quero confusão para o meu lado, mas se eu fosse você, saía daqui agora, ia ali na sua sogra e falava que te contaram” e a Roseli falou: “Vamos, eu vou com você” e elas foram tirar satisfação. A sogra se trancou no quarto, a Fulana falou: “Olha, conversa com ele… Conversa com ele, eu não tenho nada para falar com você”. Se trancou em outro lugar que ela não sabe se era um quarto, se era uma cozinha, o que era lá e ela ficou lá, ela e a Roseli, sozinhas na casa. Na hora, a Diana pegou o telefone, ligou para o marido e falou que já estava sabendo de tudo e que, inclusive, a esposa dele estava grávida: “Não é isso que você está pensando, sei que lá, eu vou para casa”. E aí ele mentiu que aquela era a prima dele mesmo, que estava grávida de um cara que ninguém sabe quem é. — Mentiu, gente… Inventou um monte de mentira. —

E a Diana falou: “Ah é? Então a gente vai lá agora na sua casa” e aí ele não quis ir, né? Saiu, fugido… E ela pegou o telefone, ligou, falou um monte pra sogra… A moça apareceu lá no apartamento… — De certo, ela ouviu a conversa, né? A Diana estava aos gritos com a sogra. Tudo isso no mesmo dia, gente… — E aí ela foi lá contar a versão dela… Qual que é a versão dela? Ela namorava este cara desde 2017… Ela engravidou, perdeu, foi morar na casa dele porque ela acabou ficando com dívida, teve que sair do trabalho porque ela ficou doente por causa das doenças que ele passou para ela, foi morar lá com a sogra e ele sempre saiu com muitas e muitas mulheres e a sogra sempre falou: “Se você realmente gosta dele, se você realmente ama ele, você tem que aceitar”. Até que ele conheceu Diana e ele achou por bem se casar no papel com Diana… A moça teve crises, a moça ficou mal… Por isso que não fizeram festa, não fizeram nem um almoço. Lembra que eu falei?

A moça queria contar tudo, mas conseguiram contornar e a moça resolveu aceitar esse trisal, que só os dois sabiam e a Diana não sabia de nada. A moça disse que ele continuava saindo com várias mulheres, mas que ela não ligava e ela estava ali, para falar pra Diana sair do caminho e pedir o divórcio, porque ela ia continuar morando lá com a sogra e ela ia continuar com ele. O cara desapareceu… Não atendia mais a Diana nada, até que a Diana deixou um recado: “Se você não falar comigo, eu vou no seu trabalho”. E aí, ele ligou e ficou nervoso, falou: “O que você quer? Você já sabe de tudo. O que você quer de mim?” e ela falou: “Eu quero o divórcio. O que eu quero de você? Eu quero o divórcio”. E a Diana arrumou uma advogada e a advogada falou: “Bom, tem a questão das parcelas do apartamento”, gente, você casou e metade do tempo, já estavam ali uns três anos de parcela, é dele… Como é que vai fazer? Você vai ficar com o apartamento, mas e aí a parte dele, né? 

Diana começou a chorar, aí a advogada falou: “Não, calma, vamos fazer um levantamento de tudo, das contas, de tudo”. E aí fez o levantamento, o que que se descobriu? Que este cara abriu duas contas em dois bancos desses que não tem agência, sabe? Não sabemos como, porque Diana disse: “Andréia, eu não assinei absolutamente nada para ele” e fez empréstimos no nome dela. Diana estava quase com o nome no Serasa, SPC… Quando ia para o Serasa, alguma coisa, ele fazia acordo… E quebrava o acordo, fazia outro acordo, sabe assim?  Pagava uma parcela do empréstimo, deixava 3, 4, enfim… A dívida dela já estava quase 30 mil. O que ele fez com esse dinheiro dos empréstimos? Ninguém sabe, deve ter gastado lá com a mãe dele e com a esposa, a primeira esposa dele, né? A Diana ficou em choque, porque ela realmente não sabia…

E teve que pedir para fechar essas contas, para fazer um acordo, para parcelar aquilo em 200 mil vezes. E aí, no acordo do divórcio, como ela ficou com essas dívidas no nome dela, ele ficou também sem o dinheiro dele das parcelas do apartamento. Quando saiu o divórcio, o filho dele já tinha nascido — agora ele já era pai — e aí ele teve coragem de pedir a cama de solteiro com o colchão que ele comprou, porque “ah, meu filho vai crescer e eu quero que ele durma nessa cama”. Diana emagreceu… Que papel é esse dessa sogra também? Sabendo de tudo, sabendo que a Diana tava enganada, deixar o filho seguir com uma palhaçada, uma sujeirada…. Pra mim é uma sujeirada, gente. Uma sujeirada dessa. Diana ficou mal, ficou em depressão, começou terapia e até hoje ela desacredita, sabe? Nas coisas que ela passou, assim, que ela viveu, porque assim, era um casamento muito feliz… E quando ele dormia na casa da mãe, era para dormir com a outra esposa dele, que sabia de tudo e aceitava, porque ela mesma disse para a Diana que ela tinha uma dependência muito grande dele e que ela não ia largar ele, de jeito nenhum. 

A Diana disse que ficou sabendo pela tia da Roseli, Dona Ana, que ele já está com outra mulher, que provavelmente também não sabe que ele tem agora uma primeira mulher e filho, que não é ex, que mora na casa junto com a mãe, que ele já está com outra mulher, e que ele diz para todo mundo que ele é solteiro sem filhos. E a mãe dele apoia essa sujeirada que ele faz com as mulheres que vão passando pelo caminho dele. Isso já tem um bom tempo, mas a Diana ainda não conseguiu se recuperar totalmente. E ela, infelizmente, diz que pra ela é muito difícil agora acreditar em outro homem, acreditar no amor, sabe? Eu acho que, assim, você tá fazendo sua terapiazinha, vai com calma, um dia de cada vez. Se aparecer um cara legal, vive aquilo também e é isso, assim, um dia de cada vez. O que vocês acham?

[trilha]

Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, sou a Jéssica, aqui de Belém do Pará. Diana, a minha frase pra você é que você é uma mulher incrível, incrível, incrível. E que, infelizmente, a gente não tá imune, né? Dependendo muito, talvez, da situação vulnerável que nós estejamos, pode sim que nós venhamos a cair nas mãos de pessoas inescrupulosas. Eu não sei quem é pior, ser a mãe ou ser o filho, né? De pessoas sem caráter. Pra mim, são dois sem caráter. A mulher é muito julgada por se preocupar em construir a própria vida, focar no trabalho, focar em construir coisas porque, no fundo, quando a gente para pra tentar ter um relacionamento, é esse tipo de praga que aparece, né? Um peso na terra. Um homem que não é nem homem, né? Esse moleque fazendo peso na terra. Espero de coração que você fique bem, que bom que você tá fazendo sua terapia, cuidando da sua vida, e é isso… Eu sei que uma relação ruim deixa traumas e marcas, sim, mas eu acredito fielmente que você vai reerguer, focar na sua vida e é isso… Tudo de bom pra você, querida, que você consiga ressignificar esse relacionamento infeliz que você teve. Essa infelicidade de ter esse cara na sua vida, né? Mas é isso, fica bem, Diana… Toda força pra você, viu? Que você se descubra mulher incrível que você deve ser sim, com certeza, viu? Beijão. 

Assinante 2: Oi, nãoinviabilizas, aqui é a Vitória, falo aqui de Roraima. Gente, eu tô em completo choque… Essa é mais uma história que podia estar tão bem num Luz Acesa… Porque tudo de ruim que esse cara tinha pra fazer, ele fez. E digo mais, a mãe dele não tá por baixo, não, porque ela sabia de tudo que o filho dela fazia e acobertava, ainda por cima, apoiava… Então ela é tão mau caráter quanto ele. Tô abismada. Conforme eu fui ouvindo a história, eu só conseguia tentar imaginar que o pau dele deve estar para cair, não sei como ainda não caiu, né? Porque ele se reinfecta toda vez, já que a primeira esposa dele perdeu uma gravidez anos atrás por causa de IST, né? E ele continua nessa, sem critério algum, sem proteção alguma… É um verdadeiro filme de terror, né? Diana, eu espero que você fique bem, você não tem culpa de nada, você foi uma vítima, eu espero que você seja feliz e que isso não passe de uma lembrança ruim. Um beijo, viu? Se cuida. 

[trilha]

Déia Freitas: O Carnaval acabou, mas as suas melhores noites de descanso estão só começando com Emma. Emma é aliada ao sono de qualidade, com produtos respiráveis pensados para te ajudar a manter o frescor durante toda a noite. — Vai dormir fresquinho sim… — Tenha noites de sonos de qualidade com Emma… eEusando o nosso cupom: “PICOLEDELIMAO12” — “picolé de limão” tudo junto, maiúsculo, sem acento, numeral 12 —, você ganha 12% de desconto, pode parcelar em até 12x sem juros e compras no Pix, você ganha mais 12% off, colchoesemma.com.br, está tudo aqui na descrição do episódio. — Valeu, Emma, pela parceria… Eu sou a maior fã. — Um beijo, gente, e eu volto em breve.

[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]