título: colar
data de publicação: 23/03/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #colar
personagens: dalina, ciumento, marinalva e sueli
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]
Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii… — [efeito sonoro de crianças contentes] Vocês não vão acreditar quem tá comigo aqui hoje. [risos] Quem tá aqui comigo hoje é o Nóia Minha — podcast da minha amiga, querida Camila Frender — e Camila está aqui porque, sim, vai ter festa… [risos] Ela gosta de festa? Médio. [risos] Vai ficar meia hora e vai embora… Camila, te amo. É uma comemoração de 7 anos do “É Noia Minha?”. — Vocês acreditam que já tem sete anos? Já é uma criança… — Camila me liberou pra não ir na festa, porque vocês sabem que ela me obriga, né? A ir nas coisas. — Mas dessa vez eu estou liberada. — Em troca, eu tenho que convencer vocês, vamos embora pra festa? — Menos eu. [risos] Vocês vão na festa de aniversário de comemoração do É Nóia Minha? Eu espero que sim. —
Os 7 anos de vida do É Nóia Minha serão comemorados aí no dia 26 de março. — Agorinha, hein? — No Teatro Bradesco, aqui em São Paulo, oito horas da noite. Então, anota aí na sua agenda: 26 de março, Teatro Bradesco, em São Paulo, oito horas da noite. Uma festança, sete anos do “É Nóia Minha?”. “Ah, mas quem vai estar lá se eu não vou?”, [risos] meu querido Chico Barney e os meninos do Diva Depressão. Os ingressos estão disponíveis em uhuu.com, é só clicar no link que eu vou deixar aqui na descrição do episódio. — Parabéns, Camila, parabéns, É Nóia Minha? e equipe, equipe maravilhosa da Camila também… Muitos e muitos anos pra esse podcast que eu amo. — E hoje eu vou contar pra vocês a história da Dalila. Então vamos lá, vamos de história.
[trilha]
Dalila se casou quando ela tinha 25 anos, um marido super incrível, muito parceiro, muito legal, apesar de ciumento… Mas Dalila sempre viu esse ciúme como um tempero a mais no relacionamento. — Para ela nunca foi uma questão. — Casaram, tiveram dois filhos e a vida seguiu. Dalila trabalhando numa escola como professora — inclusive escola onde os filhos ganharam bolsa, então agora eles já estão maiores, isso ajudou muito Dalila e tal. — e o marido trabalhando aí numa multinacional. Dalila sempre foi aquelas mulheres que gostam de receber em casa, fazer jantares e tal… Então, ela foi conquistando ali os amigos do marido, os colegas de trabalho. — Então, assim, às vezes, ah, o chefe… “vamos fazer um jantar para o meu chefe?”, “poxa, vamos”. — Ela é essa mulher que está do lado do cara para o que for e gosta de receber, de fazer belos jantares.
Numa dessas, o ciumento pediu para que Dalila fizesse um jantar para um casal amigo que ele queria estreitar laços. O cara era da mesma empresa ali, mas estava numa área que o marido tinha interesse e tal… — Então, assim, ele queria fazer ali um meio de campo da firma trazendo esse casal para jantar. — Como ia ser um jantar um pouco mais sofisticado, Dalila, que sempre se deu muito bem com a sogra — que a gente vai chamar aqui de “Dona Marinalva” —, ela queria fazer ali um peixe específico, umas coisas específicas: “Dona Marinalva, a senhora vem, me ajuda e fica para o jantar, né?”. — Então, seriam ali cinco pessoas, né? Pra comer. — O casal chegou, a Dalila recebeu, marido de Dalila, o ciumentinho, recebeu, apresentaram a Dona Marinalva, pega um petisco aqui, uma bebida… A moça falou: “ah, eu quero conhecer a sua casa”, “Lógico, né?”. — Eu acho muito estranho esse conceito, né? Mas eu acho que quando você chega na casa da pessoa pela primeira vez, é normal? É normal? Eu, como minha casa é pequena, então assim, entrou e já viu tudo. [risos] Não tem muito o que apresentar. —
Foi, apresentou a casa e, quando a Dalila voltou com a moça, Dona Marinalva, que estava ali na cozinha terminando de esquentar alguma coisa, falou: “Nossa, achei ela metida”, “Dona Marinalva não fala assim, né? A moça é mais refinada e tal, né? Mas esposa aí do amigo do fulano, né? Então vamos tratar bem”. Dona Marinalva já estava com o pé atrás da moça… Dalila gosta de documentar esses jantares, essas festas, então ela faz fotos, tanto dos pratos quanto dos convidados… E ela acabou fazendo uma foto ali do casal. No caso, quem fez foi a Dona Marinalva, dos quatro juntos ali e ela postou ali no Pôneigram dela, todo mundo curtindo: “Ai, que bonito, todo mundo arrumado nã nã nã”, enfim… Dalila e Dona Marinalva começaram ali a servir os pratos… — E aí uma coisa que eu aprendi com a minha mãe, mas eu não sei como é na casa de vocês, por exemplo, se eu vou na casa de uma visita, o ritmo de comer que eu tenho que ter é o ritmo da visita… Se tá todo mundo ali comendo mais rápido, põe a comida pra acompanhar e ir mais rápido… Se tá todo mundo comendo devagar, eu vou comer mais devagar também, assim. Pra todo mundo meio que acabar junto, isso foi minha mãe que me ensinou. —
Todo mundo estava comendo num ritmo normal e a moça comendo muito devagar… — Sabe quando você fica passando o garfo no prato, assim, mexendo na comida ali e não come? — A galera meio que foi tentando ir no ritmo dela, mas não dava, porque ela não terminava… Aquela entrada ali acabou, todo mundo já querendo o prato principal, que seria esse peixe, mas ela estava ainda ali catucando aquela entrada que não acabava nunca. Dalila, sem jeito de falar “você já terminou? Posso tirar?”, esperou mais um pouco até que Dona Marinalva perguntou: “Você já terminou? A gente pode tirar e servir outro prato?”, “Ah, claro… hehehe” e tiraram o prato ali para poder servir aí esse peixe. Antes de pensar no menu do jantar — lembrando que Dalila é uma pessoa que recebe, gosta de receber, gosta de fazer jantares e festas —, ela falou pro marido: “Você pergunta se eles comem peixe, se eles comem isso, se eles comem aquilo?” e por quê? Porque ela não queria fazer uma coisa que ali os convidados ilustres desse jantar não comessem.
O marido voltou com a resposta: “não, eles comem sim, falaram que comem peixe” e serviram ali o peixe… A moça não quis o peixe: “Ah, eu não como peixe” e, na hora, a Dalila já olhou para o marido, tipo: “como que não come peixe, você não perguntou?” e Dalila já pediu mil desculpas, mas tinha ali um pirão, tinha arroz, mas também tinha um purê e uns acompanhamentos… Ela falou: “você pode comer isso aqui e tal, né? Não tem nada de peixe nisso aqui” e a moça colocou o purê no prato e meio que ficou só balançando com o garfo, assim, meio que não comendo nada, gente… Todo mundo comendo, conversando, o peixe foi elogiado, todo mundo comendo ali e a moça pediu licença para ir ao banheiro… — Lembrando: Dalila apresentou a casa inteira para a moça. — Ali, do ladinho de onde eles estavam, tinha um lavabo, então concorda que ela podia ter ido no lavabo? — Ela foi, entrou corredor a dentro para ir ao banheiro…
Dalila, na hora, de repente.. — Porque pode ser também, né, gente? A pessoa der uma dor de barriga, você não vai no banheiro ali que tá do lado da sala de jantar, né? Vai tirar o apetite do pessoal. [risos] Ou se ela pensou que ia fazer algum barulho… — Dona Marinalva já deu aquela olhada, assim, tipo: “Ai, metida, nem no lavabo quis ir, né?”, Dona Marinalva já estava no veneno, sei lá… A moça demorou uns 10 minutos, porque assim, elas prestaram atenção, mas depois voltaram ali no assunto, você acaba esquecendo, né? A moça estava com um macacão. — Sabe macacão mais, assim, social? Um tecido bonito, assim, leve? — Tava com uma sandália de salto alto, ela tava muito chique assim, né? Um brinco um pouquinho comprido, não muita coisa e um colar maior, com um pendente assim no meio dos seios, mas ela não estava decotada… Combinava ali, dava certinho, quando terminava o pingente, começava o macacão ali. — Então, estava assim, estava bonita… E ela voltou e sentou.
Dona Marinalva arregalou os olhos de uma maneira que a Dalila não estava entendendo… Dona Marinalva parou de comer e estava, assim, olhando incrédula para a moça e olhando para a Dalila… Olhando para a moça, olhando para a Dalila, olhando para a moça, olhando para a Dalila… Aí que a Dalila foi olhar para a moça… E aí Dalila ficou incrédula: No pescoço da moça estava um colar de Dalila. Um colar que Dalila tinha ganhado do marido de 10 anos de casamento, um colar que valia uns 10 mil reais… Dalila não estava acreditando no que ela estava vendo. Nisso, Dona Marinalva falou: “vocês me dão licença um minuto? Eu preciso mandar uma mensagem para minha filha, que é ela que está cuidando dos meus netos”. — Os filhos deles, né? Da Dalila. — “Só pra saber se tá tudo bem, dá licença”. Dona Marinalva pegou o celular e foi mandar uma mensagem pra Dalila: “Dalila, ela tá com o seu colar no pescoço”.
Como a Dona Marinava tinha saído da mesa, ela escreveu pra Dalila: “Eu vou no quarto olhar” e, quando ela entrou no quarto… [efeito sonoro de suspense] Gente… A porta do guarda—roupa aberta e a caixinha onde a Dalila deixava as joias, no chão… — Ou seja, era realmente o colar… — A Dalila estava sentada na mesa, sem comer, a moça prestando atenção na conversa dos dois caras e a Dalila, assim, sem saber o que fazer, gente… — O que você vai fazer? Uma pessoa que você nunca viu na vida, com um colar seu de 10 mil reais, que ela pegou do seu quarto e ainda deixou tudo bagunçado… Dalila é uma pessoa muito, muito educada, assim, refinada, sabe? Ela não ia conseguir fazer um barraco, nada. — Antes que Dalila pudesse pensar no que fazer, em como fazer, Dona Marinalva já veio lá do quarto falando: “Filha, acho que teve uma confusão aí, você pegou o colar da minha nora”…
A mesa parou, até a Dalila ficou sem jeito, porque assim, Dona Marinalva já veio para meter o pé nas costas… E a moça olhou e falou: “não, a senhora está enganada”, Dona Marinalva falou: “Não estou enganada, não… Olha aí no seu pescoço, você tá com o colar da minha nora, foi meu filho que deu pra ela de 10 anos de casamento”. O marido virou pra moça metida e falou: “Fulana?” e ela não respondia mais nada… Dona Marinalva falou: “Olha lá no quarto, a caixinha tá revirada, tá no chão”. O cara começou a pedir desculpas e a tentar tirar do pescoço da esposa dele o colar da Dalila… Dalila, parada — parada sem fazer nada, chocada, sentada na mesa, sem fazer nada — e a moça dizendo que ela já tinha chegado com aquele colar. A sorte da Dalila foi o quê? Que ela tinha postado uma foto no Pôneigran… Dalila, sem falar nada, só abriu a foto e apontou para ela… Pra ela ver que ela não tava com o colar.
O marido não estava conseguindo tirar o colar dela — estava com medo até de arrebentar —, Dona Marinalva já falando sem parar: “Onde já se viu? Você entra na casa de alguém e você pega…” e marido da Dalila falando: “mãe, mãe, para… mãe, para”, sabe? Dona Marina, que já estava meio que no veneno com essa moça, não parava de falar… E aí a moça, quando viu a foto do Instagram, tirou o colar com toda a força, jogou na mesa, levantou, pegou a bolsa dela e saiu. — Gente, o que aconteceu aqui? O que aconteceu? O que aconteceu aqui? E não foi assim… Porque, gente, vocês concordam comigo que se ela quisesse pegar esse colar e roubar, ela tinha colocado a caixa no lugar, pegou o colar, guardou no bolso que seja, no meio dos peitos aqui, no sutiã, acabou… Quando que a Dalila ia dar falta disso? Sei lá, um dia ia dar falta, mas quando? Não… Ela, além de deixar tudo bagunçado, ela botou o colar no pescoço. —O cara teve que pedir desculpas ali, falou: “deixa eu ir, ela desceu e tal, deixa eu ir atrás dela”, o casal foi embora, Dalila, Dona Marinalva e o Ciumento ficaram ali, meio que em silêncio o casal e Dona Marinalva falando horrores… “Não, porque onde já se viu esse povo de hoje rouba a gente na cara dura e que isso, que aquilo” e não parava de falar… E isso, dona Marinalva foi tirando as coisas ali da mesa e tal, né? Porque assim, ninguém nem terminou de comer, gente… Tinha ainda uma sobremesa e tal, depois ia servir um vinho, outras coisas e tal… Acabou. Acabou. Então era, assim, guardar aquela comida para comer depois — por favor, não desperdicem comida — e as duas foram fazendo isso e o marido foi lá pro quarto, assim, meio desapontado, meio assim: “putz, o jantar que eu fiz para, sei lá, de repente conseguir uma promoção… Agora que eu não vou conseguir uma promoção mesmo, né?”.
Dona Marinalva botando ali na conta da inveja, que a moça ficou com inveja da casa, do jeito que foi servido o jantar, da Dalila e tal e foi lá e quis afrontar… Essa era a versão da Dona Marina Alva. Só que Dalila, gente, assim como eu, assim como você, ficou com a pulga atrás da orelha… Quem que faz isso do nada? Do nada… Você vai na casa de uma pessoa que você nunca viu, você pede pra conhecer a casa, o que é uma coisa que eu acho que é normal, né? E depois você, no meio do jantar, sem ser escondido, vai lá, fuça o guarda—roupa da casa, da dona da casa e pega um colar, bota no pescoço e volta para a mesa? Não pode ser uma coisa aleatória… — Vocês concordam comigo? Dalila pensou a mesma coisa, não podia ser aleatório aquilo. —
Dona Marinalva falo: “ah, eu vou passar lá na casa da Sueli pra ficar com as crianças e vocês fiquem aqui, né? Não vou nem trazer as crianças pra cá, que estranho, não sei o que lá” e Dona Marina Alva foi embora. Nisso, Dalila foi entrar no Pôneigram pra ver qual que era dessa moça… — Ela tinha pedido o arroba e tal. — Página normal, a moça casada, também com filhos, tudo normal assim… A única coisa que ela notou que talvez podia ter sido compartilhado com ela, era que a moça também trabalhava lá com eles… Ela não era apenas a esposa do colega de trabalho do marido da Dalila, ela também trabalhava lá. — Estranho, né? — Ela nem comentou isso também, mas enfim, estava todo mundo ali jantando, falando de outras coisas. Nisso, Dona Marina Alva chegou lá na Sueli, lá na casa da outra filha dela e Sueli, que não tava entendendo nada, ligou pra Dalila e falou: Dalila, isso não existe, Dalila… Isso não existe. Aperta o fulano aí que aí tem coisa”.
Até esse ponto, Dalila não estava pensando em nada… Afinal, o ciumento da relação ali era o marido, né? A ponto dele olhar nas redes sociais dela quem eram os homens que seguiam a Dalila, esse tipo de coisa. E aí a Dali foi perguntar, fala: “Que estranho, né? Essa moça fazer isso com esse colar, não sei o quê” e o marido já ficou muito nervoso, falou: “O que você tá pensando? Que não sei o quê… Eu nem sei porque ela fez isso”, “mas você conhece ela da onde? Ela é só esposa do seu colega de trabalho?”, aí que ele falou que ela trabalhava lá e mais do que ela trabalhava lá, ela trabalhava no mesmo setor que ele. — Hum, estranho… — Dalila ficou com aquela pulga atrás da orelha e a própria irmã do cara — que é a Sueli —, falou: “Dalila, tem coisa aí”. Uma semana, duas semanas… Na terceira semana, depois desse rolo todo do colar, Dalila chegou em casa com as crianças e o marido já estava lá, geralmente ele chegava umas duas horas depois disso.
E aí, Dalila, perguntou: “Ah, você chegou cedo, que horas que você chegou?”, “Ah, eu vim no meio da tarde, tava com muita dor de cabeça”, ele ficou por ali, fez as coisas, eles jantaram e tal e foram dormir… No outro dia cedo, ele não foi trabalhar e acabou contando para Dalila que ele tinha pedido um afastamento. Só que ele não dava nenhuma justificativa para Dalila, ele só falou que ele estava muito cansado, que ele estava com uma estafa e tal e ele pediu uns dias. Dalila ajeitou as crianças ali e foi trabalhar… — Ele ficou em casa. — Quando ela chegou na escola — que é o trabalho dela —, na recepção estava sentada quem? A moça…. — A moça metida estava esperando a Dalila… — Não era só a Dalila que ela estava esperando… Sem aquele macacão, com uma camiseta assim mais justinha, Dalila reparou numa barriguinha da moça. — E aí vocês já sabem, né? —
A moça estava ali para contar que ela tinha um caso com o marido da Dalila, que ela estava grávida, que ela tinha deixado o marido porque o marido dela tinha feito vasectomia, então ela tinha certeza que o filho era do marido da Dalila e que ela não ia criar aquele filho sozinha. — Então ela foi meio que lá pra brigar mesmo, só que ela, grávida, a Dalila é uma pessoa mais, assim, refinada… Ela falou: “Imagina, Andréia, eu não ia sair no tapa com ela por causa de homem, né?”. — A única coisa que a Dalila falou pra ela: “Olha, você veio aqui no meu trabalho, você está atrapalhando a minha vida, você tem que resolver a sua questão então com o meu marido”. — E era por isso, óbvio, que ele pediu o afastamento. — Na hora que ela foi embora, a Dalila desabou, teve uma crise de choro, enfim, não conseguiu nem trabalhar, mas ela não queria voltar para casa porque ele estava em casa.
E aí ela ligou pra Sueli — pra cunhada, né? E pra dona Marinalva, a sogra e contou tudo —, elas ambém ficaram chocadas. ..E aí elas foram para a casa da Dalila saber direito essa história e o cara contou que tinha se envolvido, mas que estava arrependido, contou que ela pegou o colar, porque quando ele comprou o colar de 10 anos de casamento para a Dalila, ela estava junto. — Ela foi junto escolher o colar… Como que se presta esse papel também, sabendo que o cara é casado, tá comprando um colar de 10 mil reais pra esposa e ela que vai lá junto escolher? Por isso que ela pegou só o colar, porque ela achava que ela tinha direito àquele colar, pela humilhação que ele fez ela passar quando ele comprou o colar na frente dela. — O cara disse pra mãe ali que ele não queria ficar com a moça, que ele tava arrependido, que a Dalila que era a esposa dele, que isso, que aquilo, que ele não queria terminar o casamento… Mas a outra moça tava grávida, né?
Dalila mal, as crianças na escola, ela falou: “Olha, daqui eu vou pegar as crianças e vou pra minha mãe”, então tipo, ela morava em Santo André, a mãe dela morava, sei lá, em Caçapava, tipo longe… E ela pegou sem roupa, sem nada, foi pra casa da mãe dela, porque ela não queria voltar pra casa que ele tava lá, né? Ele o tempo todo pedindo pra voltar, querendo falar que ela não queria voltar porque ela tinha outro. — Lembra que eu falei que ele era super ciumento? Sendo que o cara engravidou a colega de trabalho, sabe? — A Dalila falou: “Não vou voltar, não vou voltar”, Dona Marinalva também: “Pra minha casa também você não volta” e ele acabou indo morar com a moça… O cara que era marido dela pediu as contas da empresa — porque também pensa pra ele, né? —, eles ficaram na empresa, um escândalo, todo mundo ficou contra a moça, mesmo ela grávida, todo mundo conhecia a Dalila, porque ela sempre recebia o pessoal da firma e tal… E este ex da Dalila ficou com essa moça até o sétimo mês de gravidez e depois largou ela.
Hoje ele paga a pensão dos filhos da Dalila e paga a pensão também do bebezinho. A moça faz escândalo, vai atrás dele, quebra carro dele, faz as coisas, mas ele não volta. Ele quer a Dalila de volta de qualquer jeito e a Dalila falou: “não, comigo não”. Ela tem um contato ótimo com a família dele, só com ele que ela rompeu, mas as crianças ficam com ele… — Enfim, né? Mas veja, ele é doido pra votar com a Dalila e ele não ficou com o almoço. Paga a pensão do bebê, paga a pensão, né? Hoje ele tem três filhos aí, ele paga a pensão e tal e a moça vive atrás dele, fazendo barraco, quebrando coisa, enfim. — E a moça, vocês acreditam que algumas vezes ela procurou a Dalila querendo aquele colar? Dalila anunciou o colar no Pôneigram, [risos] vendeu por R$7.500, ficou com o dinheiro e foi uma afronta, assim, porque ele viu o colar, a moça que devia stalkear ela também viu o colar, a moça ficou enlouquecida… — Por que não comprou, né? Pagou R$7.500? [risos] —
O cara também ficou enlouquecido e ela vendeu o colar que foi o estopim, né? De tudo. Agora pensa, lógico que não ia ser de graça a moça fazer isso com o colar na mesa… Alguma coisa tinha, né? Demorou pra Dalila sacar. que podia ser um caso, alguma coisa assim, mas olha que sem vergonha esse cara… E a moça também, uma cara de pau, né? Não se deu o menor respeito, gente. Ir junto comprar um colar pra esposa do cara? Depois querer eu colar e ficar pedindo as coisas? Ô, pelo amor de Deus, gente… O que é isso, cara? Ela sentada lá na mesa, comendo peixinho. Nem comeu, né? “Ai, não vou comer, não vou comer”. Dalila ainda está se recuperando porque, assim, né? Na visão dela, o casamento dela era muito bom, então o cara, assim, sabia mentir muito bem, né? E agora é isso, Dalila, se recuperar, bola para frente e deixa os dois… Deixa ela quebrar o carro dele, pôr fogo, não é problema seu. Dalila também só fica sabendo pela fofoca, porque Dona Marinalva e Sueli contam tudo pra ela, né?
Mas é isso, segue sua vida, esquece esse cara, a moça lá agora tem o bebê dela, a pensão dela, pra correr atrás, né? E o cara não ficou com ela, hein, gente? Foi morar, ficou meses e depois alugou um lugar só pra ele, foi embora… Então é isso, ela teve também o que mereceu, tenho zero dó. O que vocês acham?
[trilha]
Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Lurdiane de Campinas. Dalila, que tristeza é descobrir que a pessoa que a gente ama é capaz de coisas tão horrorosas, né? Fiquei imaginando a cena da mesa e fiquei pálida também, assim, fiquei imaginando, me coloquei no seu lugar ali e olha que situação. Graças a Deus você tinha um anjo na sua vida nesse momento, as coisas nunca acontecem por acaso e você tinha aquele anjo que é a sua sogra, que soube lidar com toda essa situação e te dar esse apoio aí. Um grande beijo pra vocês.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, aqui é a Vitória, de Boa Vista, Roraima. Gente, eu acho que não tem nada que me deixe com mais raiva do que ouvir história de gente folgada. Como é que pode? A pessoa vai na casa da outra, rouba um colar e ainda faz toda essa cena? Eu fico revoltadíssima. E assim, Dalila, seu ex-marido é um sacana, que bom que você não tolerou esse tipo de atitude, que você se divorciou e se livrou, porque isso foi livramento. Eu tô até agora chocada com a sua história. Um beijo, fica bem, e é isso, você é uma diva.
[trilha]
Déia Freitas: Não esquece: aniversário de 7 anos do podcast da minha queridíssima amiga Camila Frender, o “É Nóia Minha?”. Dia 26 de março agora, no teatro Bradesco aqui em São Paulo, às 8 horas da noite. Olha que chique… Participação de quem? Chico Barney e os meninos do Diva Depressão. Os ingressos estão disponíveis em uhuu.com. Eu vou deixar o link certinho aqui na descrição do episódio. — Se eu vou? Não sei… Talvez sim, talvez não. Mentira, eu vou… Mas ó, se eu vou, vocês também vão. — Já compra aí o seu ingresso, vai ter até lembrancinha, gente… Espero vocês no dia 26 de março, às 8 da noite, no Teatro Bradesco. — Vamos lá? Vamos lá dar um beijo na Camila? — Um beijo, gente, e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]


