título: resort
data de publicação: 26/03/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #resort
personagens: patrícia
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]
Déia Freitas: Oi, gente… Cheguei. Cheguei para mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de crianças contentes] Quem está aqui comigo hoje é a Hostinger. A Hostinger é um serviço de hospedagem de site que tem tudo, absolutamente tudo que você precisa para publicar o seu site em poucos cliques com o melhor custo—benefício do mercado. E hoje eu quero falar com você, sim, você que é criador de conteúdo, ou uma pessoa aí que tem umas metas que estão só no papel, sabe? “Ai, quero tirar do papel, quero começar algo novo”, sabe aquela meta que você tem e que você fala: “não, vou começar agora”? Eu, por exemplo, sou uma pessoa que gosta de começar tudo depois do carnaval, [risos] sou essa pessoa bem Brasil, então essa é a minha época de começar agora e eu espero que seja a sua também.
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[trilha]
Patrícia é casada há 20 anos com um cara super ok, sempre foi um bom marido, um bom pai, eles sempre tiveram uma boa intimidade, cumplicidade, companheirismo… Um casal ok, casado há muito tempo. O marido da Patrícia nunca gostou de trabalhar CLT, mas nunca deixou faltar nada em casa. Sempre se virou, abriu um negócio aqui, fechou ali… Um marido que gosta de empreender, de fazer as próprias coisinhas… Por outro lado, a Patrícia sempre foi CLT. Patrícia trabalha há 10 anos numa mesma empresa, na linha de produção, não tem cargo de chefia, nada. — Então, assim, é uma galera que trabalha todo mundo junto na mesma bancada ali, né? — 20 pessoas no setor de Patrícia mais o chefe, 21 pessoas ali. — E, pô, você tá miliano na mesma firma, você conhece todo mundo, o pessoal já faz churrasco, já se encontra um na casa do outro. Todo mundo, assim, né? Meio que é mais do que só colega de trabalho, você já tem meio que um convívio social com aquelas pessoas ali que você trabalha há muitos anos, né? Todo mundo sabe da vida um do outro e o clima na empresa ali, que Patrícia trabalha, sempre foi muito bom. —
O tempo passou, até que um dia o marido de Patrícia chega com uma grande novidade… O marido agora era sócio de um cara que vendia pacotes para um lugar paradisíaco, um resort all inclusive chamado Pônei Beach. “Não, porque tem praia, porque tem piscinas, tem toboágua, tá tudo incluso. Então, todas as refeições você faz ali no resort Pônei Beach”. — Assim, uma coisa de louco… — Para o pacote não ficar tão caro, eles resolveram fazer ali o pacote somente o resort e fechar grupos, porque dali da cidade de Patrícia até o resort Pônei Beach, dava umas 5 horas e meia. — Então, dá para ir suave, gente… De busão, todo mundo, dá para ir. — Patrícia ficou muito feliz… Pônei Beach um lugar lindo, um lugar muito conhecido, famoso… — Então, assim, não é um resort desconhecido, Pônei Beach é famoso. Todo mundo vai para o PôneiBeach, é um resort familiar, então você pode levar suas crianças, e nã nã nã, perfeito. —
Patrícia chegou ali na firma e falou: “Gente, olha esse panfleto… Meu marido está vendendo pacotes para o Pônei Beach”. Patrícia panfletou, foi de bancada em bancada ali, né? Do setor dela. Distribuiu também em outros setores, mas assim, ela não conhecia o povo tão bem, né? No setor dela ali, ela falou: “Olha, vai custar 5 mil reais por pessoa, mas é tudo incluso, são quatro dias, você não gasta nada para comer, nada para beber, o ônibus ida e volta, já está incluído um ônibus de viagem. Então, assim, se você quiser levar a sua família…”. — Então pensa, se vai um casal com dois filhos, gente, é 20 mil reais, não é barato, né? — E aí o pessoal começou a falar: “Putz, nossa, a gente super ia querer ir, sim. Mas parcela?”, “Parcela em 24, jurinho, assim, só do cartão mesmo, coisa pouca”. — Poxa, aí já virou a vantagem, né? —
Só que pra dar certo, tinha que vender o grupão, né? Tinha que ser um grupo pra ir. Patrícia explicou isso ali para o pessoal tudo que o marido dela tinha explicado para ela… Teria um feriado lá para o final do ano, quatro dias ali… Pô, perfeito. “Vê lá com ele quantas pessoas precisa, quantos dias, como é” e Patrícia foi, pegou os preços, pegou tudo com o marido e, no dia que a galera ia fechar, o marido dela foi lá e fechou praticamente com a sessão toda de trabalho da Patrícia. Só a peãozada, chefe nenhum fechou o pacote ali, né? Então, assim, ia ser até melhor para eles e tal, mais à vontade, sem o chefe. Estava todo mundo muito empolgado, todo mundo só falava dessa viagem. — Inclusive a Patrícia. — Teve gente que ia levar mãe, ia levar sogra… No final, o marido da Patrícia conseguiu uns descontos, ficar 4 mil, ficou 2.500… Resort Pônei Beach fez ali um descont e aí eles já estavam programando: “Depois que a gente for no Pônei Beach, a gente começa a pagar o pacote para ir no Pônei da Serra”, a galera estava muito animada e muito feliz. A galera comprou o pacote ali em fevereiro para ir em novembro. Março, abril, maio, junho, julho, agosto… Todo mundo estava muito felizinho.
Em agosto, Patrícia percebeu ali o marido estranho, ele estava muito calado, preocupado e ela começou a apertar ele pra ver o que tinha acontecido, né? O que ela achou? Mulher… “Será que ele me traiu? Esse desgraçado me traiu”. Ela apertou o marido, o marido começou a chorar e disse que o sócio dele — que Patrícia não conhecia, tá? Esse sócio — fugiu e agora não tinha mais Resort Pônei Beach, não tinha mais nada… Patrícia se desesperou, né? “Meu Deus do céu, precisa cancelar os pacotes então, vê o que faz. Devolver o dinheiro para a galera, né? A maioria fez no cartão, então será que o cartão não estorna?”. Já tinham se passado muitos meses, eles tinham antecipado os pagamentos. Para você receber alguma coisa, você teria que entrar na justiça contra aquele CNPJ que estava ali onde passou a maquininha… Patrícia, muito corajosa — porque foi ela que vendeu dentro da firma, né, gente? —, teria que falar ali para o pessoal que não ia mais ter viagem, estava todo mundo muito empolgado falando disso há meses…
Não era só isso, era falar que o dinheiro não ia ser devolvido, que eles iam ter que entrar na justiça contra aquele CNPJ do pagamento para poder receber. Todo mundo ficou doido ali, Patrícia ficou muito assustada, porque teve gente que ficou real bravo, assim. — Mas o marido de Patrícia também foi enganado, né? — Alguns ficaram muito bravos, mas estavam relutantes em entrar com o processo, estava todo mundo, assim, meio sem saber o que fazer. Até que uma moça ali, da sessão de Patrícia — que a gente pode chamar aqui de “Jussara” — resolveu processar realmente no Pequenas Causas aquele CNPJ, que era um nome ali fantasia, né? Qual foi a surpresa de Jussara quando ela descobriu que o responsável por aquele CNPJ sem sócio, sem nada, era o marido de Patrícia… — Ela abriu o processo e tal, fizeram a pesquisa do CNPJ e era o marido de Patrícia. — Ele era o dono da empresa…
Então, o dinheiro foi para uma conta daquele CNPJ, né? Foi cobrado. O cartão passou, o CNPJ da nota ali era do marido de Patrícia. E Jussara chegou confrontando Patrícia porque, gente, vocês concordam que Jussara também tem razão? Você fala que você não sabe nada do que seu marido faz, que empresa o seu marido tem. A empresa está no nome do seu marido. A Patrícia ficou horrorizada e falou: “Não, não pode ser”. Ligou para o marido na hora, o marido ouviu, desligou. Ela teve que trabalhar o dia inteiro, um climão ali. Galera já querendo cobrar, aquelas coisas, né? À noite, chegou, foi falar com o marido, esperou os filhos, pôs os filhos para dormir e tal, e o marido confessou, chorou de novo e confessou que sim, tinha sido ele.
Bom, Patrícia sentiu um alívio, que falou: “Bom, se foi você, então você vai devolver esse dinheiro, que você não gastou um real aqui dentro de casa. Então, esse dinheiro tem que estar lá no banco”. E aí o cara confessou que ele perdeu o dinheiro em casas de apostas online. Patrícia que nem sabia que o marido jogava, ficou muito mal, muito mal porque agora ela tinha que falar pra galera que não tinha dinheiro, porque quando a galera começou a descobrir que era o marido dela, ela falou: “Se é o meu marido, ele vai devolver”. E Patrícia perdoou o marido. Ele cheio de processo, não conseguiram caracterizar estelionato, porque parece que ele entrou em contato com o resort e pegou um plano de pagamento lá e tal, só que ele só não repassou, só não fechou os pacotes e tal. E ficou tudo pra decidir ali na vara cível, né? E a galera começou a hostilizar a Patrícia, aquele clima bom, eles mantinham sem a Patrícia. A Patrícia começou a ser ignorada na empresa.
O chefe sabia da situação, falou: “Eu não vou demitir a Patrícia, porque assim, vocês compraram o pacote porque vocês quiseram e tal, e ela precisa trabalhar aqui, ela vai trabalhar aqui, ela tem que estar integrada aí com vocês”. Então, assim, eles faziam o mínimo para não caracterizar um assédio pesado ali, mas todo mundo com muito ódio de Patrícia, mas também porque ela perdoou ele, né? A Jussara organizou para que todo mundo, até aqueles que não queriam, abrisse o processo. Um belo dia, Patrícia chegou do trabalho e este cara ele não estava mais lá… — Aqui eu acho que a Patrícia também foi um pouco ingênua, porque ela podia ter tentado ver essa conta, entrado nessa conta para ver se realmente ele tinha perdido esse dinheiro… — Ele foi embora. Patrícia foi descobrindo as coisas por etapas… Ele foi embora, depois, ela tentou achar ele, não conseguiu, entrou em contato com parentes dele e descobriu que ele tinha uma amante…
E, depois, no processo na Justiça de divórcio, ela descobriu que ele sacou o dinheiro… — Tinha o dinheiro na conta, sim, ele sacou o dinheiro. — Ele sacou depois daquela conversa que eles tiveram, então assim, se ela tivesse, sei lá, né? Pensado um pouco, assim, mais friamente, ela tinha achado aquele dinheiro, tinha falado para o povo… Não deu tempo de congelar nada dele, ele sacou, né? E ela acabou se divorciando dele. Pasmem: A dívida ficou metade para ela. — Comunhão de bens… Tá bom para vocês? A dívida dele, todas as dívidas dele, metade são dela. — A Patrícia se sente muito mal de ter perdoado, sei lá, de não ter sido firme, que talvez desse para recuperar o dinheiro da galera. A galera revoltada até hoje… — Tem gente que perdeu 20 mil, 25 mil, sabe assim? Fez crediário, fez empréstimo e ele sumiu com o dinheiro. — Patrícia tem processos contra o agora ex—marido, mas ele não movimenta nada no nome dele. No trabalho, todo mundo só fala bom dia e boa tarde para a Patrícia. — Assim, não interagem, só coisas de trabalho. Então, por exemplo, se eles vão sair na sexta—feira depois do trabalho, ninguém chama ela. Se vai ter churrasco na casa de alguém, ninguém chama ela. Ela ficou totalmente excluída. —
As crianças sentiram muito, muito, a menininha mais nova ficou doente, ficou mal e não pagou a pensão. Um ano e meio depois que ele tinha fugido com a mulher, ele apareceu, voltou, chorou de novo, queria ver os filhos… — Esse um ano e meio ele não pagou pensão, não viu as crianças, nada, e pediu para voltar. — E aí é que está o ponto, Patrícia já divorciada dele, voltou com ele e diz agora que ele é um homem restaurado, que ele é um homem de fé agora, que ele cometeu muitos erros, mas merece ser perdoado.
Mas e a galera, Patrícia? A Patrícia falou: “Andréia, a galera já entrou com o processo, então assim, né? O que a justiça fizer, tá feito, né? Mas ele não tem bens, não tem dinheiro, eu não tenho bens, não tenho dinheiro. E ele é o pai dos meus filhos, assim, a gente viveu muitos anos e eu perdoei ele e voltei com ele. Agora a gente tá bem”. Só que estão bem e, na firma, tem gente que acha que foi tudo um esquema, que Patrícia sabia de tudo desde o começo, que esse afastamento dele se pá nem aconteceu, foi um divórcio só para tentar preservar alguma coisa de bens, mas eles não têm bens, tá? Eles moram de aluguel, não têm nada.
Patrícia não vai sair dessa empresa porque ela tem muitos e muitos anos lá e a empresa também não tem interesse de mandar ela embora, porque ela trabalha bem e seria uma indenização mais alta para pagar, né? — E eu nem sei se ela recebesse essa indenização, se não entra nesse processo, né? Da galera, mas não ia dar pra pagar todo mundo, ia dar para quase nada, né? — E, assim, a galera pegou bronca da Patrícia e agora ela diz que ela está feliz no casamento, que está tudo bem… E para fechar essa história com chave de ouro, o marido da Patrícia — que continuou fazendo bico, continua por aí, né? —, levou ela e as crianças para o Pônei Beach, três dias eles ficaram no PôneiBeach. Patrícia não postou foto, mas o filho dela mais velho — que já é adolescente e tal, já tem namoradinha e tal — postou fotos no Pônei Beach e isso chegou na firma… E aí, o pessoal ficou maluco, porque, né? É provocação… Eu falei para ela: “Tanto lugar para ir” e ela falou: “Mas ele que fez essa surpresa no Pônei Beach”.
Aí eu estava conversando com a Janaína sobre essa história, né? E ela me contou uma pequena passagem de um dos lugares que ela trabalhou, que a moça vendia PôneiWare e uma colega de setor ali comprou muitas PôneiWare, assim, um monte de PôneiWare com estampas diferentes, uma nota… E aí, não pagava, não pagava, não pagava. E se você brigar dentro da firma, é justa causa, mas, segundo Janaína, [risos] o pessoal da firma descobriu que, se você tiver uma briga com um funcionário a mais de 100 metros da empresa, você não pode ser mandado embora por justa causa. Pois a menina que vendia PôneiWare esperou [risos] a devedora depois dos 100 metros e deu um pau nela na rua. Todo mundo já estava sabendo, todo mundo estava esperando esse pau… Janaína não lembra, infelizmente, se depois a moça pagou, o que ela lembra é que ninguém foi mandado embora, porque estava realmente longe da empresa, mas ela esperou com a marmitinha, deu marmitada… [risos] Foi aquela loucura, né? Então, assim, Patrícia, não sei, né? Se tiver uma pessoa assim lá, você está lascada.
Porque voltar com ele, perdoar, eu não tenho nada a ver com isso, cada um sabe ali o que quer de estrutura familiar, como é… Mas o cara aplicou um golpe, sei lá, em oito pessoas da sua empresa e você está de boa. Não sei, gente… O que Patrícia falou é: “Ele já foi responsabilizado, já tem os processos” e eu falei: “Mas Patrícia, ele pensa em pagar?”, ela falou: “Olha, Andréia, ele disse que sim, mas a gente não tem condição”… Mas aí, não era então, por que não pegou esse dinheiro que foi para o Pônei Beach e já rateou ali entre a galera? Porque foram em cinco pessoas, ele ganhou um voucher? Foi grátis? Acredito que não, né? Então, por que que já não pegou? Já não é uma boa fé? Fala: “Gente, eu vou dividir aqui entre vocês, é o dinheiro que eu consegui até agora”. Eu não sei, gente… Eu não sei. Eu não sei, eu entendo, assim, Patrícia… Eu não acho que ela seja culpada de nada, porque assim, ela não sabia realmente de nada, mas voltar com ele já no ambiente hostil da empresa e ainda ir no resort Pônei Beach complica um pouco, né, Patrícia?
Então a questão é essa, assim, o marido dela continua trabalhando por aí, nas coisas dele, não pagou ninguém ainda, porque não tem bens também para confiscar, não tem nada… A galera continua no veneno com a Patrícia e agora a Patrícia acha, assim, como ela tá bem com o marido e os filhos agora, o ambiente familiar dela tá bom, o ambiente hostil da empresa não afeta mais tanto a Patrícia, entende? Mas é isso, né, gente? Não sei… O que vocês acham?
[trilha]
Assinante 1: Oi, nãoinviabilizers, aqui é Eloá, eu falo de Cataguases. Patrícia, não é porque ele é o pai dos seus filhos e porque você acha que seu casamento se restaurou que as coisas tão bem, ele mentiu pra você que perdeu a grana em jogo de aposta, sendo que ele sacou todo esse dinheiro pra gastar com a amante… E ele esqueceu que a família que você tanto quis restaurar existia. Não é porque vocês não têm bens e não têm dinheiro que a Justiça vai deixar morrer essa dívida, fique esperta, senão quem vai ter que pagar isso aí é você. Ele deveria pagar pelo valor que a galera perdeu, mesmo que seja aos poucos, porque afinal, você convive, você trabalha com eles, você vê eles todos os dias e seria muito melhor pra você… Mas na primeira grana que ele teve, ao invés de querer pagar um pouco a galera, o que ele fez? Levou vocês pro Pônei Beach, francamente… Para mim, você está vivendo uma fantasia, uma ilusão, que pode acabar a qualquer momento, porque ele sabe que se fizer igual ou pior, você vai perdoar de novo. Faça terapia para você poder sair dessa, porque nem você e nem seus filhos merecem um homem desse.
Assinante 2: Oi, nãoinviabilizers, eu me chamo Rocco e falo de Blumenau. Patrícia, do céu, esse cara fez atrocidades contigo, Patrícia… Atrocidades. Ele não somente te traiu, a traição, aquela básica assim, mas ele também traiu a confiança de todas as formas possíveis, traiu as pessoas que tu conhecia e eu só fico me perguntando como que tu consegue deitar a cabeça no travesseiro todas as noites e não imaginar que o próximo grande plano de traição dele não tá talvez acontecendo agora, nesse exato momento e é algo que tu vai descobrir talvez daqui o que? Alguns dias? Alguma coisa assim… Nossa, eu não iria conseguir. [riso] É isso que eu tenho pra dizer, um beijo pra todo mundo.
[trilha]
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[
vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]
Gente, um adendo: Se eu não acreditasse de verdade que a Patrícia não está envolvida nesse golpe que o marido deu, eu nem contava a história. Eu acredito, sim, que em relação ao golpe a Patrícia é inocente. E outra coisa, ela não ganha bem, ela tem que pagar aluguel, tem que manter a casa… Como eu disse, o marido não tem emprego fixo. Então, não tem como ela fazer uma negociação para começar a pagar essas pessoas. O objetivo da Patrícia foi mostrar realmente que ela perdoou o marido e que agora, mesmo com todos os problemas, porque a dívida dele não sumiu, né? Ele tem processos na justiça, eles, como família, estão bem. Então, assim, a questão é: para a gente que está ouvindo, isso é válido? Não sei, pode não ser, mas para a Patrícia, isso é importante. Essa questão da família unida de novo, mesmo porque os filhos da Patrícia com este senhor, sofreram muito, assim, eles sofreram mesmo a ausência do pai, esse um ano e meio.
Eu acho que foi ok, ela ofereceu o pacote, porque nessas empresas maiores, por exemplo: a sua mãe vende coxinha para a festa, você não vai oferecer? Avisar o pessoal que a sua mãe faz coxinha para festa? Aí a sua mãe pega uma encomenda de coxinha e não faz a coxinha, e o pessoal pagou… Se for um valor muito alto, que você não tem como pagar, como é que você vai fazer? A culpa é sua? Não acho que a culpa seja da Patrícia em relação a isso, né? E ela não tem dinheiro, gente, ela recebe e o pessoal lá também recebe na mesma faixa que ela, ela paga aluguel, tem as crianças, não pode contar tanto com o marido… Então assim, né? Ir no Pônei Beach eu realmente achei vacilo, mas como a Patrícia me disse agora há pouco, não tem uma praia mais perto. E, assim, segundo o marido dela, ele tinha uns vouchers, umas coisas… Então, assim, não é que foi tudo pago, né? Mas eu ainda não iria. Não foi ela que postou, foi o filho, mas ainda assim, eu não iria no Pônei Beach.
Eu acho que a questão da Patrícia foi essa, mostrar como a família dela, mesmo no meio desse maremoto, porque sim, tem todas essas questões das coisas que ele fez, ela perdoou e aquilo que eu já falei aqui: Se você perdoar, você tem que esquecer. E a Patrícia fez isso, ela perdoou, ela esqueceu e está tendo uma vida nova aí com esse marido antigo. E também, gente, nada novo sob o sol, né? O que mais a gente vê aparecendo na TV, por exemplo, é o golpista que tem uma esposa, que tem uma namorada e elas sabem, elas perdoam, ou até o cara que, sei lá, esfaqueou uma pessoa e depois a esposa perdoou, sei lá, o cara cumpriu a pena dele e seguiu, né? Nesse caso não teve pena, porque virou só um processo cível que ele está respondendo na Justiça.



