título: branco
data de publicação: 16/02/2026
quadro: picolé de limão
hashtag: #branco
personagens: emília
TRANSCRIÇÃO
[vinheta] Picolé de Limão, o refresco ácido do seu dia. [vinheta]Déia Freitas: Oi, gente. Cheguei. Cheguei pra mais um Picolé de Limão. — E hoje eu não tô sozinha, meu publiii. — [efeito sonoro de criança contente] Quem tá aqui comigo hoje é a EBAC. Você pode investir no seu futuro com um dos cursos da EBAC. São mais de 150 cursos em uma plataforma própria de ensino, além de duas pós-graduações reconhecidas pelo MEC. — E ó, já são mais de 145 mil alunos que estudam na EBAC. — No curso de Marketing, por exemplo, você encontra aí as opções de Marketing do Zero ao Pró, Marketing Digital ou Social Media Manager. — Ó, que chique… — Áreas onde os salários variam entre 3 mil para analista júnior e podem passar de 10 mil para especialista sênior.
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A Emília quando tinha seus 25 anos, conheceu um cara muito legal… — Era uma época que era difícil fazer faculdade, Emília não fazia, foi fazer muito tempo depois… Mas esse cara já fazia faculdade. — Ele tinha uma mãe muito presente, uma mãe preocupada com o filho… Por mais que o filho já tivesse seus 30 e poucos anos. Esta mãe apenas fazia as refeições se o filho dela estivesse em casa, dizia ela… — O que eu duvido um pouco… — Se ele saísse muito cedo para um compromisso e saísse sem o café da manhã — porque ele trabalhava e fazia faculdade, então pense, é um rapaz que está o dia todo fora —, ela que não tomava o café da manhã. — O que eu não sei até que ponto é verídico isso, porque ele não almoçava em casa, então ela não almoçava… —
E quando ele saía do trabalho, ele corria em casa, antes da faculdade, para jantar com a mãe e assim ela fazer a refeição dela.. — Às vezes a única no dia? Não sei, se ela não comia um pãozinho de tarde, [risos] sabe? — Então, assim, ele nunca podia, por exemplo, ir buscar a Emília no trabalho, porque ele tinha que correr para casa para almoçar, senão a mãe ficava com fome. — Essa é uma estranheza… — A segunda é que eles se cumprimentavam com beijo na boca. — Eu já vi muitos pais e mães que cumprimentam filhos com beijo na boca, então assim, eu não sei se isso me causa uma estranheza, mas eu não presenciei. A Emília diz que também conhece pessoas que fazem assim, mas era estranho. — Ele tinha 30 e poucos anos e até então ele nunca tinha dormido fora de casa, porque a mãe, uma vez que ele tentou viajar com os amigos, passou mal, enfim… Nunca dormiu fora de casa.
E aí eu falo pra você, né? Você inserida ali naquele contexto, o cara é bacana, o cara é legal com você, com uma sogra dessas… Você continua ou você termina? Eu, Andréia, termino, mas eu tenho uma amiga, muito amiga minha, que já teve sogras péssimas, péssimas e ela não tá nem aí… Ela fala: “Eu casei com o cara” e ela enfrenta a sogra… Ela não tá nem aí, ela trata a sogra como um nada quando a sogra é péssima, né? E ela tá muito certa, ela consegue fazer isso. Eu jamais conseguiria. Se eu não consigo estar em harmonia mínima que seja, com a família da pessoa que eu tô, do cara que eu tô, esse relacionamento não vai vingar. Naquela hora, a Emília falou: “Eu acho que, ok, sim, aceito, vou continuar”, sabe? Então, esse namoro, quando não tinha o aspecto sogra, o aspecto mãe no meio, era muito bom.
Só que tinha essas questões, por exemplo, ela gostaria que ele fosse buscá—la no trabalho e ele não podia porque ele tinha que correr para casa para jantar com a mãe, senão ela ficava sem comer. — E aqui a gente não está falando de uma senhora idosa, tá? A gente está falando de uma mãe jovem, uma mãe bonita, uma mãe esclarecida, uma família… Isso para mim é uma característica mesmo de classe social, uma família que nos anos 80, já os pais já tinham faculdade, né? Então, veja, tem uma grana ali, tem um destaque… — Então, Emília que vinha de uma classe social inferior, sim, era apenas da classe trabalhadora, não tinha esse lado estudantil, e isso pesou muito, a sogra jogou isso na cara dela algumas vezes, mas o namorado ali a defendeu com unhas e dentes e acabou meio que brigando com a mãe, a mãe passou mal… Sabe essas coisas? Mas a Emília falou: “Ele sempre me defendia, Andréia”. Então, ela resolveu continuar esse relacionamento.
O tempo foi passando e tanto a Emília quanto o cara, eles queriam transar… E aí Emília falou pra ele: “Olha, será que a gente não pode fazer uma viagem curta? A gente, sei lá, pega um chalé pra gente passar um final de semana”. — Era uma época também que dificilmente as pessoas iam num motel, assim, né? — O cara ficou muito empolgado… E dessa vez, assim, a mãe dele ia ter que entender, agora ele tem uma namorada. A mãe tentou passar mal, mas era uma época que ainda bem, né? Não tinha celular. E ela conseguiu ir para um chalé com ele… Foram para um chalé e aí, gente… [risos] Madeira… Foi uma coisa maravilhosa e, ali, naquele chalé, o cara pediu a Emília em casamento. — Depois que eles transaram. — O cara voltou viciado [risos] e com a cabeça virada.
Eles voltaram do chalé domingo… — Então, pensa, a mãe dele ficou sem comer quase uma semana. [risos] Três dias sem comer. Mentirosa, né? [risos] Comia um pãozinho, uma coisinha, um chazinho com torrada, sabe? Juntava bem as migalhinhas pra jogar fora. [risos] — Ele contou depois pra mãe que ele ia casar e que agora ela teria que começar a fazer as refeições sozinha e que, a partir de segunda—feira, ele buscaria a Emília no trabalho. Essa mãe quase morreu… Mas ele foi firme. Segunda—feira, 18 horas, lá estava ele, com flores, na porta da fábrica que a Emília trabalhava. Levou Emília até em casa e de lá ele foi direto para a faculdade. — E comeu alguma coisa na faculdade, provavelmente, né? —
Ele queria muito ter aquela vida que ele teve no chalé com a Emília e a Emília também queria… E eles acabaram tendo essa conversa sobre a mãe, que ele já tinha conversado com a mãe, que estava difícil agora no começo, mas que as coisas melhorariam e o tempo foi passando… Ele falou: “Daqui oito meses eu quero estar casado com você” e este cara começou um movimento para esse casamento. A partir daqui, a gente vai chamar este cara de “Diogo”. Diogo, sabendo da classe social ali da Emília, empenhadíssimo nos preparativos, ele falou: “Pode deixar, eu pago o casamento, eu já vou alugar uma casa, eu vou mobiliar uma casa, vamos fazer tudo”, conversou ali com a família da Emília… Só que a mãe é que era a detentora maior do dinheiro, então a mãe falou: “Olha, não… Primeiro que ela não pode casar mais na igreja”. — E aí aqui, gente, vai entrar essa pataquada religiosa, que vocês sabem que eu não apoio nenhuma religião, tenho críticas a todas… —
A mãe bateu o pé de que a Emília não poderia casar na igreja, se ela casasse na igreja, não poderia ser de branco. A mãe disse: “ela não pode pisar num altar porque ela não é mais uma mulher pura”. Emília, que até tinha tido também uma criação católica, mas assim, daquelas que você só foi na missa quando você era pequeno, falou: “Eu não me importo de não casar na igreja, pode ser só no civil. Eu quero reunir as famílias, eu quero reunir os meus amigos. Então, se a gente vai casar no civil, que seja um salão, que a gente traga o Juiz de Paz ali para dizer umas palavras e tal” e outro ponto que ela não abria mão, era de que a Emília, em hipótese alguma, podia se casar de branco e Emília queria se casar de branco. Não ia entrar com vestido de noiva, porque seria um salão para ela só assinar um livro lá, mas ela queria um vestido bonito, branco, sabe?
A mãe bateu o pé e Emília falou: “Então tudo bem, eu não vou casar de branco” e Tia Dalva falou: “Emília, casa de lavanda, é lindo, você pode botar as flores lavanda também”… As mulheres da família da Emília se juntaram para pagar pelo vestido e comprar as flores para o salão, porque a festa em si quem ia pagar era o Diogo, né? Mas para ficar do jeito que a Emília queria, tudo lavanda… Eu acho lindo, gente, vestido lavanda, acho lindo… Com essa mãe batendo na tecla de que o vestido não podia ser branco de jeito nenhum e desconfiando que a Emília faria um vestido branco, ela chamou a sogra para ir junto num ateliê e ver ali os vestidos que tinham… Ela não tinha dinheiro para comprar um vestido, seria um primeiro aluguel, mas de um vestido todo fechado na frente, de manga comprida, as costas inteiras de fora… Longo, num tecido molinho, gostoso… — Lindo, gente… — Achou o vestido perfeito.
A sogra foi, só viu ali que era lavanda e foi embora, satisfeita de que não era um vestido branco. — Ela falava muito sobre isso, porque Emília não era mais pura, segundo sua sogra. — Era uma época que você casava e depois da lua de mel que você ia morar com seu marido, com a sua esposa. — Então o casamento todo seria concretizado ali naquele salão. — Emília no dia foi arrumada pelas tias, pelas mulheres da família — eu acho isso muito lindo — e foi um momento muito especial, muito mágico e um vizinho que tinha um carro melhor, que foi levar ela… — Sabe aquela coisa? Ai, de motorista dela. Acho muito legal, gente… — Aquele salão todo enfeitado, com fitas lavanda, misturado com rosas brancas… A mãe já implicou com o branco das flores, porque não devia ter nada branco, porque Emília não era pura para ela.
Diogo lá numa espécie de altar, onde tinha mesa com um livro e o Juiz de Paz e ela ia entrar e assinar, as testemunhas estavam lá… Só quem não tinha chegado ainda era a mãe do Diogo e a Emília. Minutos antes de Emília chegar, chega a mãe do Diogo exatamente com o mesmo vestido da Emília. — O mesmo… E aí aqui, gente, eu culpo a loja… Porque se você tem uma loja de noivas e você atendeu a noiva e você tem mais vestidos como aquele, porque a Emília falou que tinha uns três tamanhos do vestido, ela ficou com um tamanho e tinha dois vestidos lá… Você tem sim que se recusar a fazer aluguel, a vender um vestido igual para uma pessoa que você viu que foi lá. — As mulheres da família da Emília que ajudaram a arrumar, foram juntos escolher o vestido, estava todo mundo perplexo… O Diogo estava de boa, porque o Diogo não viu o vestido da noiva. — Ele ainda elogiou a mãe, falou que a mãe estava muito linda… A mãe tinha colocado uma flor de lado no cabelo. Gente, se fosse agora, ia rolar umas cadeiradas, porque se é uma pessoa da minha família, acho que eu mesma faço o barraco, eu mesma vou rasgar esse vestido. —
Naquela hora as mulheres ficaram em choque e o que algumas conseguiram fazer foram correr para a porta do salão para não deixar que a Emília descesse… E uma das primas ali da Emília falou: “Emília, não desça do carro, a sua sogra está com o mesmo vestido que você. Vamos voltar para casa, eu tenho um vestido que eu usei num evento, não sei o que lá, você usa esse vestido” e nunca que ela ia voltar… Ela tinha que ver com os olhos dela o que estava acontecendo e a Emília resolveu descer do carro… Emília desceu do carro, não pegou o buquê, o vizinho ficou ali, aquele buquê no banco, a porta do carro aberta, Emília entrou correndo naquele salão e viu a sogra do lado do filho com o mesmo vestido lavanda dela. Nessa hora, Emíliadesmaiou e, quando voltou, teve um lapso momentâneo. Um branco…
Ela não sabia onde ela estava e o que estava acontecendo. Nessa hora, já tinha começado uma discussão na igreja, pessoas realmente indo para cima da sogra e o Diogo ficou muito assustado e fez o quê? Socorreu a mãe… Ele achou que a mãe ia ser linchada e alguém ali arrumou um carro e ele foi embora… Em vez de botar a mãe no carro e ficar com Emília, porque dava para ele fazer isso, ele foi embora com a mãe… E Emília acordou sem saber nem o próprio nome, assim, deu um branco, ela falou: “Andréia, depois foi voltando a situação, assim, sei lá, em umas duas horas eu fui me recuperando, mas eu demorei realmente, me deu um branco, uma coisa assim, eu apaguei, eu olhava pras pessoas, eu sabia quem elas eram, mas eu não lembrava os nomes”, foi um trauma… — Talvez toda uma carga, né? Que vinha vindo já de coisas ruins com aquela mulher horrorosa e, sei lá, extravasou ali, né? E ela teve esse colapso. —
Não teve casamento, não teve festa, a família dele ficou organizando as coisas lá, a família da Emília toda foi embora. Ela entrou no carro que o vizinho estava, com buquê, com tudo, com aquele vestido lavanda que ela alugou e teria que devolver e com a vida destruída. As pessoas do trabalho dela estavam lá, mas assim, todo mundo revoltado com a sogra e com ele, porque ele foi embora. A empresa deu 15 dias para ela… — Sem descontar nada. Deu 15 dias para ela. — Emília estava muito preocupada de voltar a trabalhar e ser hostilizada e as pessoas tirarem sarro… [voz embargada] E, quando ela voltou, as mulheres da fábrica aplaudiram muito ela e deram flores, ursinho… Ela ganhou muito presente. Era um assunto que ninguém tocava e que todo mundo acolheu muito a Emília, assim, ela estava um trapo, estava destruída…
E, nesse período período que a fábrica deu de afastamento para a Emília, ela ficou de cama e ele tentou aproximação algumas vezes, mas a família blindou ela ali, ela estava realmente muito mal… E foi muito bom ela ter voltado para o trabalho e ver que ela tinha ali o apoio das colegas de trabalho, do pessoal da chefia, todo mundo tentando deixá—la bem confortável e tal. — Eu achei isso muito importante. — Mas ela tinha uma vida para resolver… As roupas dela, todas, estavam lá naquela casa que ele tinha alugado, então ela teria que ter uma conversa com ele. E a conversa que ela teve com ele foi, ele disse que não sabia que a mãe alugaria o mesmo vestido e ela disse para ele que não sabia que o vestido da Emília era o mesmo, mas ela estava junto… Ele resolveu acreditar na mãe e foi lá querendo que a Emília perdoasse a mãe dele e que ele seguisse marcando uma nova data de casamento. Emília se recusou e pediu para que algum familiar fosse buscar as coisas dela e, nesse meio tempo, as tias foram na loja, porque todo mundo viu, todo mundo estava ali, gente, você não pode fazer isso.
E o que a loja alegou? Que não foi a sogra que alugou, foi uma mulher diferente, foi uma moça diferente que alugou o outro vestido. Porque se fosse a sogra que tivesse ido lá tentar alugar, isso não ia acontecer. Por conta dessa situação toda, Emília não se casou com o Diogo. Diogo ficou mal, só que ainda acreditando na versão da mãe, que a mãe não tinha ido na loja e não sabia de nada, da mentirosa da mãe dele. E chegamos ao ano passado… Emília prestes a completar 60 anos, esse homem com 60 e poucos, Emília não se casou, realmente ficou traumatizada, mas teve outros namorados, não quis ter filhos. O cara se casou, teve um filho e a mulher separou dele e, ano passado, ele voltou a procurar a Emília… E por que ele voltou a procurar a Emília, sendo que ele estava separado há muitos anos? Porque ninguém deve ter aguentado aquela cobra da mãe dele, né? Porque uma prima dele, que estava com câncer, antes de morrer, resolveu confessar para ele que a mãe tinha pedido para ela ir alugar o vestido. — Então, ela queria morrer sem essa culpa. —
E aí ele confrontou a mãe, mas aquela coisa, né? Trinta e tantos anos depois… A mãe pediu perdão, aquela coisa, ajoelhou… E a mãe está ótima, a mãe está ativa e a mãe é muito próxima dele, mesmo que esteja aí nos seus oitenta e poucos. E hoje, gente, eu estou vendo aí no TikTok idosas de 102, 103… Ela com 80 e pouco vai viver bastante ainda, ainda mais que ela é uma pessoa ruim. Diogo voltou querendo retomar este amor. Emília gostaria de retomar esse amor, mas eles são muito unidos ainda, então ela não sabe se ela conseguiria reviver isso. E, ao mesmo tempo, ela está com 60 anos esse ano e queria ver como seria casar com ele. Aí eu digo para vocês aqui, algumas pessoas falam para ela: “Ah, vai viver esse amor, né?”. Eu, que sou uma pessoa rancorosa, jamais conseguiria… Jamais conseguiria. Agora então que ela confessou quem foi… Nem ela confessou, né? Foi a prima lá que morreu que confessou, né? É agora que eu ia saber toda a parte sórdida, mais sórdida ainda da história, gente, eu jamais perdoaria… Eu jamais me envolveria com esse homem, eu ia querer que ele, a mãe dele, a prima dele já morreu… Todo mundo morresse. Eu ia querer isso.
Por mim é não. Por mim é não, você tá aí, sabe, sessentona agora, cheia de amiga, viajando o mundo todo de excursão com as suas amigas, passeando, vai pegar aí esses sessenta e poucos com a mãe dele de 80 anos, que agora, assim, ele não vai largar a mãe dele… Ele já falou que não vai botar a mãe dele numa casa de saúde se um dia precisar, né? Que ele paga, sei lá, enfermeiro pra ficar em casa. Então, assim, ele vai morar com a mãe. Você vai morar com a mãe dele? “Ai, mas Andréia, eu posso só namorar eu e ele”, você quer namorar esse idoso agora? Sabe? Uma família que já te causou tanto sofrimento, uma humilhação de você chegar lá… E a prima ainda argumentou pra ele que, na época, achava que ele merecia uma moça tipo, da condição dele ali financeira, sabe? Ainda fez isso porque a Emília era pobre. — Olha, [risos] eu não sou a melhor pessoa [risos] para incentivar um amor depois de uma coisa dessas. —
Então, assim, eu falei isso para a Emília, eu falei: “Eu levo a sua história e que, sei lá, se as pessoas te aconselharem a viver esse amor… Primeiro que você tem que fazer o que sua cabeça, seu coração manda, enfim… Mas por mim? Deus me livre”.
Só quero preservar e que seja feliz a Emília, de resto, sinceramente… O que vocês acham?
[trilha]Assinante 1: Oi, pessoal do Não Inviabilize, aqui quem fala é a Marcela, de São Paulo. Cara, eu fiquei sem palavras, eu fiquei inconformada. Eu não sei o que eu faria no dia do casamento, porque a gente para, a gente paralisa mesmo, sabe? É inconcebível. Eu acho que talvez eu até trocasse, assim, de vestido pra ela ver que ela não conseguiu o que ela queria, sabe? Que eu tô lá com outro… Mas é isso, assim, não tem justificativa, não tem perdão. Pra mim é não, nunca esquecerei. E as mulheres da fábrica estão de parabéns, me emocionou muito esse momento. Ainda bem que você teve esse acolhimento. E, sobre o cara, pra mim é não… Não. Ele acreditou na mãe dele, ele não acreditou em você. Vocês se separaram por muito tempo, ele viveu a vida inteira do jeito que ele quis, com aquele encosto do lado dele e aí agora ele quer a sua companhia? Aí agora ele percebeu que ele tava errado? O problema é dele, né? Agora já foi…
Assinante 2: Olá, nãoinviabilizers, meu nome é Priscila, eu falo de Berlim. Olha, Emília, eu acho essa história meio complicada… Sinto muito que você tenha passado por tudo isso e meu conselho é: vai pensando, refletindo muito, fala muito com as suas amigas, com os seus familiares, especialmente os que estavam na cerimônia, que eles vão te dar uma boa perspectiva também, sabe? Se você é realmente achar que você precisa viver esse amor, que você precisa, sabe, tentar essa história, vai lá e vive… Mas esteja bem preparada para não aceitar tipo de maus tratos, nenhum tipo de humilhação porque ele já escolheu a mãe dele uma vez, enfim, então esteja preparada pra tudo e, qualquer coisa, você não insiste… Vai lá, larga esse homem e continua vivendo sua vida linda e maravilhosa. Boa sorte e um beijo.
[trilha]Déia Freitas: Com mais de 150 opções de cursos e 145 mil alunos, a EBAC oferece cursos online em uma plataforma de ensino própria, confortável e interativa. Você pode estudar onde e quando quiser. Ao final, você recebe um certificado reconhecido no mercado de trabalho, tem um portfólio com projetos e vai estar aí pronto para se destacar. — E, ó, em alguns cursos tem garantia de emprego. — Com o nosso cupom: “OFFNAOINVIABILIZE” — tudo junto, minúsculo, sem acento, o cupom tá aqui na descrição —, você ganha R$200 de desconto em qualquer um dos cursos ofertados, mas corre porque o nosso cupom tem tempo limitado. Para começar a estudar agora, acessa: ebaconline.com.br, vai lá, escolhe o seu curso e não esquece de consultar aí as condições de pagamento, tá? Um beijo e eu volto em breve.
[vinheta] Quer a sua história contada aqui? Escreva para naoinviabilize@gmail.com. Picolé de Limão é mais um quadro do canal Não Inviabilize. [vinheta]
